sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O QUE ESTAVA AZUL VIROU PRETO E VICE VERSA

Foi uma confusão generalizada o fechamento da primeira rodada do returno do Brasileiro: o que estava vermelho/preto no Maracanã na virada do primeiro tempo azulou no segundo e terminou da cor do céu. O que estava preto-e-branco com fortes tendências alvinegras no final, acabou azulada pelo empate do Avaí ( 2 a 2). O Cruzeiro fez a virada (2 a 1) sobre o Mengão no Maraca após Thiago Ribeiro, Kleber, Thiago Heleno e o esquema doido de Adilson terem enchido a paciência do torcedor.

Diria que o Galo jogou 52 minutos: os 45 do primeiro tempo, quando o goleiro adversário Eduardo Martini evitou vários gols. E mais 7 da fase final ao marcar 2 a 0 através de Eder Luis e Marcos Rocha. A partir daí, sem nenhuma explicação, entregou a partida ao Avaí até levar o empate no finalzinho graças às confusões do goleiro Edson. Só não vê quem não quer: o Galo entrou no limite de Celso Roth. Seus times vão, vão, vão e, de repente, não vão mais: caem, caem, caem. O Atlético tá fora do G-4 e Kalil afirma que nada mudou, ou mudará no clube. Nem com a chegada do lateral Coelho.

Renteria mostrou qualidades enquanto teve fôlego. Pregou no segundo tempo e saiu. Se Roth continuar audacioso, apesar do revés, o Galo terá ataque forte: Renteria, Eder Luis e Diego Tardelli. Ah, ia me esquecendo: desde que Kalil cumpra o prometido e não vender Tardelli pelos9 milhões de euros anunciados.

Coelho é boa pedida: lateral ala, que sabe apoiar porque veio do meio-campo. Bom de passe e de chutes a longa e média distância. Encheu os adversários do Galo de gols e teve momento de idolatria na torcida. Durou menos que os outros ídolos.

A alegria final não pode apagar o sofrimento da partida no Maracanã. Não dou mérito às mudanças de Adilson Batista porque ele podia ter evitado tantos problemas escalando o time correto desde o início.

Por que Henrique de ala direita e Marquinhos Paraná por dentro em todo primeiro tempo e parte do segundo? Qual é o mistério de Thiago Ribeiro pela condição de “imexível” que tem junto ao técnico? Até o jogo do Rio, o ataque celeste era o pior da competição, com 18 gols.

Continua mal: os gols do Maracanã foram anotados por atletas do meio-campo: Diego Renan, um golaço, e Fabrício, frangão de Bruno. Juntos Kleber (6) e Wellington Paulista (5) marcaram 11 vezes. No entanto, Adilson tem paixão por Kleber e Tiago Ribeiro (1) dois patetas, perdedores de gols e péssimos assistentes.

A Trincheira ainda questiona: por que o Cruzeiro não vende logo o ex-Gladiador e hoje enamorado Kleber? O gol que perdeu diante de Bruno confirma sua inutilidade atual.

Por que Adilson tira logo um dos artilheiros, Wellington Paulista, e insiste com Tiago Ribeiro? É amigo deste e inimigo do outro ou de todo cruzeirense?

Por que Adilson decidiu usar três beques logo agora nesta fase de entreguista e cabeça de bagre de Thiago Heleno? Viu como ele entregou a Emerson o gol do Flamengo?

Por fim, ou o Cruzeiro teve dificuldade pra empurrar bêbado ladeira abaixo no Maracanã ou derrotou o juvenil do Flamengo? Vote você, amigo da Trincheira.

Meu blog tá aberto pra você escrever à vontade: esculhambar desde o dono dele até o papagaio da vizinha do meu tio em Barbacena.
Anote-o: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com

Democraticamente, a Trincheira cede o direito de resposta ao futuro treinador Gabriel Azzi, filho do Paulinho Pedra Azul e e Cris Azzi, minha conterrânea, em razão de ter seu nome citado numa mensagem do leitor Rogério de Oliveira, mineiro, residente em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Prestemos atenção no que diz o garoto: “Gostei da minha defesa que você fez. Claro que eu admiro o Telê, Muricy, Felipão, Minelli, Rinus Michels, Tim, Leão e Luxa (meu professor via multimídia). Entendo perfeitamente a crítica, porém, qual desses grandes treinadores não foi chamado de burro, contestado e amargurou anos sem títulos?”

“O mestre Telê passou anos e anos tentando ser campeão e sempre muito contestado, tornou o que é hoje, um mito! O grande Muricy foi assumir uma grande equipe a poucos anos e só foi campeão no Internacional por que a direção lá é muito competente e o segurou por três anos para que o trabalho fosse avaliado”.

“Sobre esses grandes eu nem dou "pitaco". Tenho que falar dos jovens, dos trabalhadores, competentes, e honestos que vejo hoje. O Adilson só joga com três volantes porque venderam os meias que ele tinha para colocar em campo. As pessoas se esquecem rápido das coisas boas”.

“Ele montou o time vice-campeão da Libertadores, inventou o baita volante Marquinhos Paraná, fez o Jonathas que nunca jogou nada jogar, buscou o Leonardo Silva no Vitória, trabalhou o Ramirez que foi a grande revelação do Cruzeiro”.

“Das coisas boas, ninguém lembra! Daqui a pouco demitem "o técnico, com um grau de Salinas na idéia, bafo de feijão tropeiro..." e contratam um "técnico de palavras bonitas e trabalho medíocre...". Criticas são críticas, boas ou ruins vamos ouvi-las sempre!”

Resposta: menino, você começa bem. Ouça as críticas sem rebatê-las ou consternasse. As opiniões alheias são importantes, ainda que não nos agradem. Tire lições delas”.

VEJAM O MAL que os homens da beca têm feito ao futebol mineiro: ninguém, exceto profissionais da imprensa e do jogo, viu a chuva de gols no Parque do Sabiá, por que o Ministério Público e a Prefeitura tiveram a infeliz ideia de determinar à CBF que o Uberlândia jogasse de portões fechados por causa da gripe suína. A pandemia só atingiu a bela cidade do Triângulo e a cabeça das autoridades.

Pior ainda: em Pouso Alegre, os dois times da cidade( Guarani e Pouso Alegre) são obrigados a jogar a terceira divisão mineira em campos de localidades vizinhas. O Prefeito de Pouso Alegre, dono do Manduzão, estádio de 20 mil lugares, construido pra redenção do futebol local, determinou que ele só pode ser aberto pra espetáculos sertanejos ou da MPB. E a Câmara Municipal não cassa este incompetente, meu Deus!

Um comentário:

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