sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A VERDADE APARECEU

Ao detonar a informação que Marques não ficaria no Atlético, ouvida pelo tratador de passarinhos do então presidente Ziza Valadares, no Mercado Central, parecia que eu estava mexendo num vespeiro. Imediatamente, a mídia repercutiu o fato com a devida importância e citou a fonte com a conveniência ética do jornalismo moderno. Mas, nos dias seguintes, boa parte dela tentou esvaziar o furo da Trincheira, inclusive um diretor do próprio jornal da Capital que a publicava.

As duas fontes eram capazes: a que ouviu de Ziza que as mordomias no Atlético estavam com os dias contados e que Marques, eterno chinelinho, seria o primeiro a ter seu contrato rescindido; bem como a fonte exclusiva que me trouxe tal furo de reportagem.

Quando o assunto ferveu, e diante das pressões que me foram feitas, a minha fonte colocou o tratador de passarinho ao celular. E ele ratificou: “Marques não fica no Atlético”. Falou alto, curto e grosso.

Ouvi claro e em bom tom, apesar da ruindade da telefonia celular de Minas Gerais.

E de fato não ficaria, não fosse a esperteza e a capacidade de seu procurador, Aurélio Dias, que lembrou aos cartolas atleticanos do acordo que clube e atleta fizeram antes na Justiça do Trabalho.

No seu retorno do Japão, Marques tinha vultosa soma em dinheiro pra receber de direitos trabalhistas. Feijão sem bicho. Podia gastar por conta, pois a ação corria em fase de liquidação.

Numa jogada de mestre do advogado José Murilo Procópio, surgiu o acordo louco que permitiu a volta de Marques ao Atlético. Num instante imaginei: Procópio driblou melhor que Marques.

Na época até achei estranho o acordo feito pelo meu ex-colega de Faculdade. Comentei isso na Trincheira. Marques abria mão de pequena fortuna pra voltar a vestir a camisa do Galo.

Entendi o seguinte: Marques vai pagar-se pra jogar no Galo. Não me lembro os números; o montante calculado pela Justiça Trabalhista reduziu-se a um quarto. Ou Marques ficara louco, ou, realmente, amava à loucura o time.

Nem um, nem outro. Estava de olho na torcida atleticana e na ilusória condição de ídolo que lhe abriria as portas da carreira política. O maior de todos os ídolos, Reinaldo José de Lima, sabe quanto custa esta história...

A condição de ídolo, atualmente, é efêmera. Rei morto, rei posto. A vez agora é de Diego Tardelli.

Voltemos à vaca fria: as forças que me odeiam, tentaram desmoralizar-me. Marques ficou e teve até o contrato renovado depois da queda de Ziza pelo atual presidente, Alexandre Kalil.

Pensei: Kalil jogou pra torcida que o carregou nos ombros. Não existia ainda nem a figura de Tardelli; a esperança de um ídolo atleticano repousava no sombrio horizonte de Marques.

Contudo, também não foi apenas assim: Kalil jogou pela torcida e pelo acordo.

Marques pretendia – e pretende – manter-se vivo, em evidência. Por ali mesmo na Cidade do Galo. Perto das eleições, promoverão seu retorno aos gramados, com bastante badalação. E ele ficará pronto pra correr...atrás de voto.

Meu amigo Chiquinho Maia, que na época (junto com Teodomiro Braga, de O Tempo) esteve na turma do bem que duvidou da minha informação e de minha fonte acrescentou o ponto derradeiro na história esta semana na sua trincheira.

Aliás, Teodomiro Braga, ao telefone, me disse que eu acreditava em fonte vazia e que devia tomar cuidado com outras iguais no futuro. Pretendeu ensinar o Pai Nosso a um velho vigário com 50 anos de batina...

Chico Maia revelou agora, em suas colunas nos jornais do deputado federal Vitório Medioli, que Marques será candidato a deputado estadual no PTB. Cruzes!

Como qualquer cidadão tem este direito e creio até que seja mais preparado do que 80% dos nomes ocupantes da Assembléia Legislativa no momento. Pelo menos, sem os vícios que enodoam a política tupiniquim em todos os patamares.

PITACO: “Com o Kléber no time somos mais fortes pra brigar pela vaga na Copa Libertadores. Acho que agora a nossa situação melhora muito”, de Zezé Perrela ao anunciar o fim das conversas com o Porto e que o Gladiador fica até dezembro.

Quem acredita no que Perrela disse que o time fica mais forte com Kleber, mesmo chateado por perder tanta grana, levante a mão. Chiii! Esperava menos gente!

O andado Marcelo Ramos fez no empate com o Figueirense o gol de número 450 na gloriosa carreira. Mas espero que tenha guardado pelos menos uns dois pro Vila Nova, hoje à noite, em Goiânia. Como o Tigre precisa de seus gols nesse momento!

Tá que bomba meu blog. Ao acessar coloque seu email pra eu poder respondê-lo, cara. E dê pitacos à vontade: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com

Até que os reservas do Galo não fizeram feio diante dos titulares do Goiás, um dos melhores times do Brasileiro. Todavia, o empate (1 a 1) no Mineirão foi um desastre. O gol fora vale muito na Sul Americana. Os goianos fazem o jogo de volta em vantagem. Querem exemplo: o Flu tirou o Fla com dois empates: 0 a 0 e 1 a 1.

3 comentários:

  1. João Chiabi Duarte29 de agosto de 2009 15:38

    Prezado Flávio Anselmo,

    Sou seu ouvinte faz tempo... e este bordão não me deixa mentir... Alô amigo da bola, um abraço prá você.

    Antes de mais nada quero dizer que sou cruzeirense, natural de Conceição do Mato Dentro e por consequência amigo do Chico Maia... Como só faço aquilo que gosto Deus me deu três meninas (18, 11 e 6 anos e felizmente todas cruzeirenses nascidas sob a marca dos títulos cruzeirenses).

    Pois bem Flávio, você foi direto ao ponto. E não fez maquiagem. Só que o torcedor atleticano não consegue assimilar as coisas :
    Roberto Drummond escreveu a frase : "Se uma camisa atleticana estiver pendurada num varal, o atleticano torce contra o vento".

    Um amigo cruzeirense deu outra versão : "Se tiver um jabuti em cima de uma árvore, o atleticano torce contra a gravidade".

    Mas, o certo é que o Marques voltou desta vez, tomou um 5 x 0 na lata e depois disto não jogou mais... porque fez o acordo para receber menos, também não sei... Mas, se quer ser candidato a cargo eletivo, só terá chances se jogar, fizer gols e ajudar o time ateticano a ser campeão. Do contrário, os votos que ele sonhou ter ficarão com o traço de amarelão e ele ficará no QUASE, como ocorreu nos times que ele jogou.

    Já Kléber é um baita jogador e espero que os portugas não cheguem a um acordo pagando os 10.5 M Euros da multa e acertando um salário com ele. O Cruzeiro se fortalece...

    Mas, a não ser que Gilberto, Bernardo, Dudú, Leandro Lima ou Fernandinho (voltando depois de longo tempo contundido) brilhem na armação de jogadas creio que o Cruzeiro terá dificuldades para chegar mais perto do topo.
    Mas, se ajustar um sistema de jogo (4-3-3 ou 4-5-1) e colar nos ponteiros até a 33ª Rodada, creio que possamos chegar lá.
    Por hora é chegar à cota dos 45 pontos e ir somando os pontos... Depois a gente vê, o que projetar.
    Um grande abraço - João Chiabi Duarte

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  2. pelo fato de voce nao ter dinheiro para pagar um pay per view, nao quer dizer que voce seja um troxa,voce esta falando para um milhao de pessoas que paga e nao vale apena ficar chamando as pessoas de troxa no radio.

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  3. Prezado Flávio, fui ontem ao Independência assistir mais uma vitória do América. Tá virando rotina. Rotina gostosa.
    Levei o meu filho de 6 anos para ver se consigo demovê-lo da ideia de torcer para o Cruzeiro. Se continuar assim eu acho que consigo.
    Mas isso não o que mais importa. O que me deixou chateado e até certo ponto indignado foi um fato ocorrido logo na entrada. Comprei do lado de fora uma garrafa de água mineral para ele e quando fomos passar pela roleta, o porteiro disse que ele não poderia entrar com a garrafa.
    Perguntei o porquê de uma criança de 6 anos não poder entrar com uma garrafa descartável de água mineral em campo de futebol. A resposta para esse tipo de medida é sempre a mesma: “porque não pode e pronto!”
    O porteiro e os guardas que lá estavam não tem culpa nenhuma. Só cumprem ordens, como cordeirinhos, das “autoridades” que hoje mandam no futebol. Tenho certeza que muitas dessas “autoridades” nunca entraram em um estádio. Não podem achar que todos os torcedores são bandidos baderneiros. A cara que o meu filho fez me deixou revoltado. Ele não entendeu nada.
    Eu me indignei e expliquei para o meu filho, repito, de 6 anos que foi proibido de entrar em campo de futebol com uma garrafa descartável de água mineral, que este País é muito pobre de pessoas no poder e que eu e a mãe dele trabalhamos muito para um dia tentar dar a ele e a irmã uma educação em um país com mais justiça e dignidade
    Resolveram proibir tudo em estádio de futebol. Se bem que com relação a cerveja, essas “autoridades” vão ter que engolir, literalmente, guela abaixo a cerveja em 2014. O poder econômico fala mais alto que a hipocrisia e a cerveja vai ter que ser liberada.
    Deixei a garrafa do lado de fora porque não vou atrapalhar o meu domingo com meu filho por causa disso. Mas eu não perdi e não vou perder nunca o meu direito de me indignar diante de absurdos como esse. Quando entro em supermercado e querem lacrar minha sacola, eu não deixo. Issso é premeditar que eu vou roubar. Eu não sou ladrão. Não posso e penso que não podemos ser comparados com ladrões e baderneiros. A polícia em que tirar essas pessoas da rua e deixar as pessoas de bem viverem com a dignidade que merecem. Esse país tem que ser pra muito e não pra poucos.

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