terça-feira, 22 de setembro de 2009

TABUS E POLÊMICAS .DO GRANDE JOGO

Não vejo como Cruzeiro e Palmeiras fazerem um jogo que não escape das quatro linhas hoje à noite no Mineirão. A começar pela arbitragem preocupante do paranaense Evandro Rogério Roman, cabeça quente, tanto quanto o clima que antecede o clássico. Foram plantados assuntos explosivos em demasia na mídia envolvendo o confronto: tabus, polêmicas, bate-boca entre Fabrício e Diego Souza; as posições de Kleber: jura fidelidade ao Cruzeiro, mas tem declarada queda de paixão pelo Palmeiras. Por fim, o Gladiador diz que vai acabar com a polêmica metendo dois gols no ex-time. Botou mais lenha na fogueira.

Cruzeiro e Palmeiras são filhos da mesma ninhada de emigrantes italianos. Outrora já foram até Palestra Itália, porém se o Cruzeiro manteve-se azul feito a Azurra,e virou Raposa. O Palmeiras quis ser Periquito, tornou-se verde, como que afirmando: isso aqui é Brasil brasileiro sem dúvida. Dois irmãos que não se beijam.

O experiente Murici Ramalho proibiu seus rapazes de bater-boca com Fabrício. Corretíssimo. O menino Adilson Batista seguiu seu ídolo e só permitiu que o capitão Leonardo Silva botasse água na fervura. Só que o pessoal da mídia não toma sopa fria e esquentou o panelão.

E querem algo melhor que números e tabus pra esquentar uma partida. O Palmeiras tem dois tabus em cima dos celestes: não perdeu os últimos confrontos, aqui e em São Paulo; e arrumaram outro: há oito jogos o Cruzeiro não ganha de Murici Ramalho. A última vitória cruzeirense foi em 2007, na goleada de 5 a 0. O time mineiro era comandado por Dorival Júnior.

Nada porém esquentou mais o clássico como as novas declarações de Kleber. Prometeu – eu não ouvi dele, mas do Emanuel Carneiro na Itatiaia – marcar dois gols no seu ex-time pra acabar de vez com as fofocas em torno de seu amor palestrino. Resultado: tornou o jogo uma briga pessoal entre ele e o Palmeiras. Já não é mais Fabrício x Diego Souza, nem Cruzeiro x Palmeiras: é Kleber x Palmeiras. Chiii, como resolver essa pendenga?

O assunto surgiu de uma falta de assunto. Ninguém tem nada com a vida de qualquer atleta de futebol nos seus dias de folga. Ele tá livre pra fazer o que lhe convier. Aí Kleber foi a São Paulo visitar os filhos e decidiu aceitar o convite das torcidas organizadas palmeirenses pra festa de abertura do torneio interno delas. Qual é o problema?

Nenhum! Até porque Kleber desta vez ficou calado. Não deu nenhuma de suas famosas declarações paulistas a serem desmentidas depois nas contradeclarações mineiras. Morreria o assunto, creio. Mas, diante de uma provocaçãozinha a mais, o Gladiador prometeu dois gols em cima do Palmeiras. A banda de lá se agitou: “em cima de nós, não, amigo”.

Penso que Kleber foi até educado ao dar explicações sobre o assunto. Fosse Ronaldo Fenômeno, nessa fase Global, de grosseria crônica e fidelidade a quem lhe paga os salários, teria soltado os cachorros em cima dos repórteres que não fossem do “plim,plim”.

Me preocupam, entretanto, tais declarações, caso verdadeiras. Kleber individualizou o confronto e chamou a atenção dos butineiros carrancudos do Palmeiras pra cima dele.

PITACO: Ou Kleber acaba com o jogo de logo provocando a revoada de periquitinhos mais cedo pro chuveiro, ou ele será o primeiro dos defenestrados...

Velha cobra caçadora, Murici finge de cipó pra comer o sapo. Claro que Murici vai mandar provocar Kleber atrás da explosão que o tire do jogo. Adilson que não acredite em tudo que o Mestre faz ou diz fazer.

Pitaco de leitor: Luiz Candido Veloso – BH “Futebol é uma caixinha de surpresa mesmo. O Cruzeiro empata, ganha, perde e não sai do 13º, enquanto o Galo fica no vai e vem do 4º e 5º lugar e pode até surpreender faturando este campeonato (milagre existe). Eu como atleticano moderado na próxima quarta feira sou Cruzeirense desde pequenininho”. Tá certo, garoto!!

Bruno Silva – BH – “Tentei deixar em seu blog a mensagem sem sucesso, então gostaria por gentileza que registrasse minha reclamação com a competente diretoria do Galo. Não é compreensível a não permissão de visitas ao melhor CT de Minas Gerais por esta mesma diretoria. Qual o problema em um dia na semana permitir a torcedores que estão de visita pela capital conhecer o centro de treinamento de seu clube, e ver de perto seus ídolos? Realmente é decepcionante para mim ao tentar levar o filho, receber o não do Atlético e mais, sem nenhuma previsão de autorização. Gostaria que o Kalil visse pela TV, o número de crianças que eventualmente visitam a Toca. Nisto aí a direção está pisando na bola”.

Resposta: Concordo com você. É a frescuragem de comissão técnica que vem de fora e os dirigentes locais, feito boizinho de presépio, aceitam. Será que o Kalil nunca foi menino atleticano na vida? Por que você não leva seu garoto lá na Toca da Raposa? Rsrsrsrsrs...

Numa análise mais fria deu pra ver que o resultado do Galo no Recife, diante do Náutico, não foi de todo ruim. Primeiro, porque não se deu contra concorrente direto. Segundo, manteve-o perto dos líderes. Terceiro, os próximos compromissos do time – Santos e Grêmio Barueri – serão no Mineirão. Ou seja: ótima chance do time faturar sete pontos em três jogos – incluindo o do Náutico – o que daria a boa média superior de dois pontos por jogo.

Celso Roth só não escala Ricardinho contra o Santos domingo se tiver o apagão que teve no Recife ao deixar Coelho no banco. Ricardinho com 50% de suas condições físicas tem de jogar. É obrigação de o treinador escalá-lo. A necessidade exige e Ricardinho, por ser diferenciado, acrescentará muita qualidade nesse time.

Não já passou da hora da Imprensa mineira parar de registrar Ricardinho como ex-Corinthians, São Paulo e Santos? Isso é comida requentada. Ricardinho agora é Ricardinho do Atlético, ou do Galo. Que chatice, gente!

Revoada geral no Coelho. O prazo de inscrições no Brasileiro encerra-se nesta sexta-feira e os campeões da Série C vão atrás de grana: Irênio e Bruno Mineiro cotadíssimo no Náutico. Moisés, no Internacional. Luciano, dizem, no Cruzeiro. Marcos Salum, um dos sete presidentes do clube, não diz que sim, nem que não. Esperemos, portanto.

Entre no meu blog: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com e dê seu pitaco, ou vote em Gilberto, ou Ricardinho. Qual deles será o bambambã do futebol mineiro?

Um comentário:

  1. caro flavio, boa noite. Meu avô, Adil de Oliveira, ja falecido, foi vice presidente do Cruzeiro por muitos anos na epoca do felicio Brandi.Gostaria que escrevesse um pouco a seu respeito, caso você se lembre dele.queria tambem fazer uma homenagem postuma para ele.você sabe como posso fazer isso?
    um abraço
    flavio de oliveira

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