quinta-feira, 10 de setembro de 2009

TINHA QUE SER UM DRUMOND

O companheiro Wanderley Pantera sempre leitor atento da Trincheira acabou com o mistério: Ivan Drumond, do Estado de Minas, é o repórter que peitou Adilson Batista e o deixou pra lá de irritado na coletiva após a derrota de domingo. Tinha que ser um Drumond, sangue genuíno de Felipe Drumond o mais importante repórter da TV Itacolomi na época em que a televisão do indiozinho tinha a audiência atual da TV Globo vezes 10.

Trabalhei com Felipe, ou melhor, tive a honra de trabalhar com ele. Repórter autêntico. Titular da notícia e não a entregava a ninguém nem se a vaca voasse. Aliás, até torceria pra que isso acontecesse porque assim teria dois fatos exclusivos pra mobilizar o telespectador da Itacolomi.

Felipe não perdia nenhuma discussão com o entrevistado, nem se permitia ser pressionado. Ivan Drumond jogou no time do Pai. De pé, o titular da Trincheira rende-lhe esta homenagem por manter o sangue puro do saudoso Felipe Drumond.

Nas palavras de Wanderlei Pantera: “o repórter em questão é o Ivan Drumond, do Estado de Minas, filho do Felipe Drumond, que deixou um legado profissional muito grande para o filho, principalmente aquele de não deixar pergunta sem a devida resposta. Assim como você também o cumprimentei. Ele me fez sentir saudades de encarar a prepotência tão comum no meio esportivo”.

La Bruja continua solta na Toca da Raposa 2. No início da semana, os médicos do Cruzeiro vetaram Wellington Paulista com estiramento muscular. Agora, Jonathan voltou aos chinelinhos também por distensão na coxa. Caso decida não inventar, Adilson promove a estréia do lateral Patric, 20 anos, ex-Benfica.

Se resolver inventar, Adilson coloca Marquinhos Paraná na lateral pra ter um time experiente contra o Internacional, domingo, em Porto Alegre. Ou seja, vários volantes e zagueiros pra surpreender o Colorado.

PITACO: - Alisson Fúrfuro – BH : “A torcida do Cruzeiro não muda mesmo rs... é só começar a cair na tabela, surgem notícias de um jogadorzaço como o Kleber falando em sair que logo aparecem os infelizes comentários como o do nosso amigo Jofre”.

Ainda bem que Marques não desistiu há um mês atrás quando tentou retomar os treinos com bola e sentiu a velha inimiga que o tem afastado dos gramados há oito meses. Segundo ele, ao lado do fantasma do desânimo veio aquela força que faz todo ser humano superar-se.

Na verdade, a vontade de voltar de Marques tem dois motivos: a) reencontrar com seus milhares admiradores e transformá-los em eleitores; b) iniciar sua carreira política pelo PTB como candidato a deputado estadual; sua base eleitoral senta-se nas arquibancadas do Mineirão.

Duas vagas mantêm os sonhos de cinco seleções de irem à África/ 2010. Uma delas leva diretamente pra Copa. A outra, à repescagem pela quinta vaga. A situação nas Eliminatórias Sul Americana tá assim: Brasil, 33 pontos e Paraguai, 30, já se garantiram na Copa. O Chile, com 27, quase garante a terceira vaga.

Pela quarta vaga – e a quinta da repescagem – brigam Argentina, 22, Uruguai, 21, Venezuela, 21 e Colômbia, 20 pontos.

Não me incluo entre aqueles admiradores do futebol/arte que se sentirá frustrado caso a Argentina fique fora do Mundial. Tenho nada com isso e nem pensamento de passar lá por perto. Vou escolher meus jogos na televisão, desde que não sejam aqueles desditosos “pagar-pra-ver”.

Apesar de o grande número de desfalques, a Seleção de Dunga, lotada de reservas e com a invenção de Daniel Alves de volante, mostrou entrosamento e bom futebol. Nilmar, ex-Inter, nos três gols que fez garantiu que uma das vagas no grupo da África é dele.

Já Felipe Melo, que vinha tão bem, xodó de Dunga, teve recaída. Voltou aos velhos tempos de Brasil: não jogou nada e foi expulso no início do segundo tempo com enorme prejuízo ao time canarinho.

A reação do Chile saindo da derrota de 2 a 0 pro empate, após a expulsão de Felipe Melo, testou, também, uma situação nova na Seleção. O adversário em reação e a Seleção com menos um. Portou-se tão bem que mandou de novo na partida e goleou.

Diego Tardelli entrou pouco antes da reação final. Seu azar é que a bola buscou Nilmar. Marcou dois dos seus três gols da partida nesse período. Por perto, Tardelli apenas olhou e vibrou com o companheiro.

Em Assunção, com o curralzinho do Defensores del Chaco lotado, o Paraguai não fez mais do que cumprir o prometido a Diego Maradona: “verás a vovó pela greta!” Antes do gol da vitória, já haviam enfiado duas bolas nas traves portenhas.

Enquanto faziam festa pela classificação antecipada, os paraguaios curtiam o desespero argentino, fora do G-4 e sujeito a nem pegarem o G-5, da repescagem. Se ficarem fora da Copa, pedirei as chuteiras do becão Domingos, do Santos, quebrador de joelhos e pernas até em treinos, pra dormir com elas, neste semi-inverno. Tamanha é minha preocupação.

O Equador, também, resolveu pressionar os argentinos: ganhou da Bolívia lá nas alturas de La Paz, onde o urubu de baixo cospe (sic) no de cima. Aí assumiu a quarta vaga provisoriamente, empurrando Dieguito e seus muchachos pro quinto lugar.

E o pior: os argentinos estão encostados nos uruguaios – seus adversários na última rodada, em Montevidéu – com 21, ao lado da Venezuela, também, com 21 pontos. Como escreveu o jornal esportivo Olé em seu Portal: “D10, podes nos salvar, ou não?”

3 comentários:

  1. Senhor De Peito Aberto,

    apenas como registro e complemento da informação, o Ivan Drumon realmente esteve na entrevista coletiva com o Adilson Batista e, como sempre o faz, travou uma boa discussão com o treinador. Porém, na questão do grupo cruzeirense e principalmente sobre o jovens que estavam no banco de reservas, quem peitou o treinador foi o repórter Luciano (me esqueci o sobrenome), da Rede Minas. Representante de Nova Lima e Onório Bicalho na nossa imprensa esportiva. Como se vê na nova geração também existem ótimos repórteres, coerentes, competentes e que não voltam pra redação sem as devidas respostas.

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  2. Flávio,

    Não foi o Ivan Drummond...
    Foi o repórter Luciano Moreira da Rede Minas conforme se vê o texto abaixo do blog Meio de Campo:
    "Quem acompanha o noticiário da Rede Minas já percebeu que o nosso colega Luciano Moreira vem dando trabalho nas entrevistas coletivas. Especialmente após jogos do Cruzeiro. A conversa com a imprensa depois da partida Cruzeiro e São Paulo não foi a primeira vez que Luciano questionou de maneira incisiva o técnico Adílson Batista. O treinador, mais uma vez, não gostou das perguntas. Ou melhor, estranhou."
    Um abraço.

    Rodrigo Dolabela

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  3. Bom dia Flávio!
    o zezé perrella acha que todos nós somos otários. Prestem atenção nas desculpas porcas que ele deu ontem:
    - ele disse que o cruzeiro tem jogado desfalcado de 2 e até 5 jogadores
    MAS ISSO TEM ACONTECIDO COM TODOS OS TIMES. O GALO TEM JOGADO SEM ATÉ 7 TITULARES
    - ele disse que o cruzeiro jogou sem 5 titulares contra o S. Paulo
    MAS ELE NÃO FALA QUE O S. PAULO JOGOU SEM 4 ( Zé luís, Hernandes, Miranda e Jorge Wágner)
    - ele culpa as arbitragens de prejudicar o cruzeiro
    MAS ELE NÃO FALA QUE AS ARBITRAGENS TEM PREJUDICADO TODOS OS TIMES
    - ele culpa : campo, chuva, tempo, horário, desgates...pelos maus resultados
    MAS ELE SE ESQUECE QUE TODOS OS CLUBES PASSAM POR ESSAS QUESTÕES
    - ele não aceita nenhum questionamento de fatos sobre os acontecimentos de descontentamento no clube
    -ele só vai em algum programa se ele mesmo selecionar as perguntas feitas pelos ouvintes/ telespectadores.

    - Se algum repórter divulgar algum fato que não vai de agrado a ele, imediatamente o repórter é acionado e chamado a tenção e as vezes é até ameaçado de perder o emprego. O fato mais recente foi com o Artur Morais que foi acusado pelo zezé perrella de querer desestabilizar o clube só porque ele , artur , não gosta do Adilson Batista.Pra quem não sabe, o zezé ligou p/ o programa Bastidores e fez esses questionamento ao vivo.
    Sabemos que vários jornalistas perderam seus empregos por ordem dos irmãos perrellas.

    Por isso que após os jogos do cruzeiro a gente é obrigado a ouvir comentários pífios, mentiroso e utópicos, de jornalistas como Lélio gustavo, leonardo figueiredo, Bruno marum, leopoldo siqueira e tantos outros que agem dessa forma de medo de perderem seus empregos.
    Isso é uma tremendas covardia! Um afronto aos profissionais corretos independente que ainda horram a profissão e o juramento após a formatura.
    Se o torcedor mineiro sabe de tudo que passa no cruzeiro e com seus dirigentes é graças a imprensa de fora do Estado Minas Gerais. E a última foi divulgada por jornalista PAULISTA.
    Isso é uma vergonha para imprensa mineira, mais especificamente para o povo mineiro.
    Leiam a matéria:
    ESSA IMPRENSA MINEIRA É UM AVERGONHA.FATOS QUE A IMPRENSA MINEIRA JAMAIS TEM A CORAGEM DE DIVULGAR. TODOS SE BORRAM DE MEDO DOS IRMÃOS METRALHAS LEIA ESSA MATÉRIA:
    O jornalista Eduardo Arruda, do jornal Folha de S. Paulo, em nota, informou na última quarta-feira que “parte do elenco do Cruzeiro não suporta mais o técnico Adilson Batista. Reclama de que o treinador tem crucificado publicamente os jogadores, como aconteceu com o volante Fabinho no jogo contra o São Paulo, após derrotas do time. E, quando vence, não divide os méritos. Outra reclamação é a de que Adilson amedronta os mais jovens do elenco. Jogadores contam que o técnico “se transformou” após a perda do título da Libertadores”.
    Nesta quinta-feira, o presidente celeste Zezé Perrella minimizou informação dada. Para ele, um repórter de São Paulo não poderia saber mais que os jornalistas que fazem o dia a dia do Cruzeiro. Sobre a hipótese de o Painel da Folha de S. Paulo ter ouvido jogadores, o presidente declarou: “a imprensa pode acreditar em qualquer fonte e hoje todo jogador de futebol tem um assessor de imprensa, que passa as notícias de acordo com a sua conveniência. Então eu não estou desmerecendo a notícia, só estou dizendo que não tem 10% do conhecimento que vocês têm aqui todo dia. É muito fácil divulgar as coisas baseada em fontes, que às vezes estão mais por fora do que casco de tatu”.
    “Com relação à falta de harmonia, eu digo: nunca vai haver grupo rachado no Cruzeiro enquanto eu for o presidente. A menos que eu seja idiota a ponto de não conseguir perceber isso. O dia que tiver um racha no Cruzeiro, o responsável pelo racha vai para a rua. Comigo sempre foi assim”, concluiu Perrella.
    Ricardo- Contagem

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