quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UM KLEBER DESMENTE O OUTRO

Existem dois Kleberes zanzando pela aí. Ou duas personalidades distintas numa só pessoa. Aquele que usa seu direito de viajar pra onde quiser nos dias de folga, visitar quem quiser, e que não deve nada a ninguém quanto à sua vida particular. Porém, este ao dar entrevistas em São Paulo irrita todo mundo, inclusive o outro Kleber que permaneceu em Beagá feito mineirinho resmungão e taciturno.

O Kleber daqui só vive de desmentir tudo que o Kleber paulista diz. Este aportou nessas bandas de contrapeso na transação de Guilherme, mas conquistou a moçada: na lábia e com seu futebol de raça e competência. Tornou-se ídolo da torcida cruzeirense. Mas numa dessas idas à Paulicéia, o Kleber original decidiu ficar de vez por lá e deixou o genérico aqui.

Tal dicotomia criou sérios problemas: o original fala pelos cotovelos e o genérico não joga, calçou os chinelinhos. O novo desmentido não passa de enxurrada de lugares comuns; Kleber genérico nega que o Kleber original tenha dito que gostaria de sair do Cruzeiro pra jogar no Palmeiras.

Sobre a entrevista dada ao jornal Lance! O Gladiador genérico responde que o paulista foi mal interpretado. Aí vem a xaropada de encher o saco e espaço de jornal: “este não é meu objetivo, não é o que eu estou pensando agora. Lógico que se um dia eu jogar no Palmeiras, ou continuar no Cruzeiro, ou ir para qualquer outro clube vou defender com amor e paixão, como sempre fiz”.

Com os diabos; como é que essa coisa foi parar então na cabeça do repórter? Lance! é sério e não inventaria esse tipo de bobagem; não sei quem tirou da cartola a história de o Cruzeiro emprestar Kleber – ou os dois - ao Palmeiras. Zezé Perrela não para de afirmar que Kleber – os dois? - pode ser negociado desde que o interessado deposite a multa contratual. Assunto encerrado.

Tá encerrado não: aí o genérico daqui tem que desmentir outra declaração infantil do original paulista: “se eu quisesse sair, já teria saído”. Não para jogar futebol; ou sem quitar a multa contratual com o Cruzeiro, fortuna que clube brasileiro não tem culhão pra pagar.

Recados pra que vocês anotem em suas agendas: de segunda a sexta-feira, estou na Alvorada FM, 94.4, na abertura do Só Esporte com Flávio Carvalho e equipe. Terças e quintas, no Jogada de Classe do Orlando Augusto, na TV Horizonte, às 12h30m e no repeteco das 23h. Canal 22. Ao lado de personalidades da crônica esportiva, dentre elas Vili Gonser e Ramon Salgado.

Todos os dias, nosso encontro pode acontecer no meu blog: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspots.com Acessem e dêem seu pitaco ou participem de nossa enquete. Essa semana eu quero saber: o Cruzeiro deve liberar Kleber para o Palmeiras?

Desde o início de minha carreira como comentarista esportivo, taxam-me de “corneteiro”. Isso quer dizer: meto o bedelho nas funções do treinador, preparador físico, treinador de goleiro, médicos e, principalmente, dos cartolas. Não sou pago pra fazer exatamente isso?

Então, vou lá: anote aí no seu caderninho de notas, Celso Roth. Você agiu certo ao vetar Márcio Araújo de retornar contra o Furacão, domingo. A parada dele por mais de 30 dias exige melhor preparação pro retorno. Também entendo que Jonilson deva jogar: tem feito falta no meio-campo.

A diferença entre um caso e outro é quilométrica: se Márcio Araújo parou as atividades esse tempo enorme, Jonilson parou por 15 dias e tem treinado física. Até então, falamos a mesma língua. Porém, discordo de todo resto de seus planos.

Jogar com três zagueiros seria normal se os escalados não fossem tão fracos. O melhor é promover logo a estréia do Coelho à meia-bomba na lateral e dos gringos, se forem regularizados. Acredito que até já estejam. O uruguaio Carini e o beque paraguaio Benitez, fora de forma, são bem superiores àqueles em forma e titulares atuais. Repasso meramente a opinião de 75% dos meus internautas.

O goleiro Bruno precisa de mais tempo.O lugar é do Carini, agora. Alex Bruno deveria ganhar todo tempo do mundo. Jorge Luiz e Benitez formam uma zaga forte. Coelho na ala direita forçaria a ida de Carlos Alberto pro lado de Renan,Correa, Renan Oliveira. Na ala esquerda fica o Thiago Feltri; Diego Tardelli e Rentería, os atacantes e Éder Luís, um dos bancários. Olha que timaço, Celso Roth!

Vejo até o sorriso de Alexandre Kalil ao ler pelas manhãs a Trincheira, sua constante fonte de inspiração, junto com aquele olhar de admiração: “Este cão raivoso é o farol que ilumina a maioria dos meus perdidos treinadores quando as ondas do mar querem levar ao naufrágio meu navio...” Arre, égua!

Quando ouço falar de Campina Grande recordo-me da única vez que lá estive. Fui transmitir o jogo Treze x Cruzeiro num desses brasileiros. A cidade é linda. Fiquei em um hotel à beira da lagoa do centro. Me fez recordar a bela Sete Lagoas e a incrível Lagoa Paulino, cujos reflexos do entardecer levaram-me escrever o conto Amor Impossível, publicado em Marias Chuteiras.

Os tempos são outros e quem estará em Campina Grande, num confronto contra o lanterna Campinense, é o Ipatinga. Apenas a vitória talvez fosse capaz de recuperar parte dos pontos – e, principalmente o último com a Ponte Preta – que o Tigre tem perdido em casa.

No Jogada de Classe, da TV Horizonte, a bancada de terça-feira, da qual faço parte – bem como a de hoje – tentou descobrir qual repórter batia boca com Adilson Batista na coletiva de domingo após a derrota pro São Paulo. Não conseguimos.

Gostaria de cumprimentá-lo. Exerceu com dignidade a profissão escolhida ao não recuar diante das grosseiras respostas do técnico do Cruzeiro. Não foi boi de presépio como a maioria que participa dessas irritantes coletivas: submissa, medrosa e com perguntas óbvias que servem apenas de degrau pro técnico exercitar sua arrogância.

Me agrada gente assim. Repórter que tem medo ou se submete ao entrevistado o melhor que faz é esconder na redação; lá não existe o contato direto com o foco da notícia.

O melhor exemplo Adilson pode ver pertinho dele: Celso Roth. Enfrenta as perguntas com serenidade e responde todas sem perder a linha. Nas conquistas e nas derrotas. Adilson só precisa entender que o repórter está ali em nome da torcida e é ela quem gostaria de perguntar por que o técnico mexe tão mal, escala tão mal e preteri determinados jovens?

O sarcasmo de Adilson faz mal a todos nós. Seu amigo Ramon Meneses já o orientou nesse sentido. Otrodia, Chico Maia disse bem em sua coluna: Adilson fala que é discípulo de Ênio de Andrade, uma das melhores figuras humanas que conheci no futebol, mas não aprendeu com ele a respeitar o trabalho da Imprensa. A mesma Imprensa que o elogia tanto: aqui, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Use meu blog pra falar comigo: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com Vá lá e dê seu pitaco ou participe de nossas enquetes.

PITACO de leitor: Rogério de Oliveira manda essa mensagem bem forte: “Caro Flávio. Se o Perrela elimina críticas que sua administração recebe do público em seu blog ; se Eduardo Maluf finge escancaradamente acerca da relação de Kleber com o Cruzeiro; se Adilson afronta a torcida com táticas , escalações e indicações estapafúrdias , além de levar ao desânimo pratas valiosas da casa ; se o Cruzeiro ,que não atrai torcida em jogos fora ,num antimarketing lamentável devido às suas pífias atuações,e situação na tabela, passa também a esvaziar o Mineirão a cada partida , pergunto-lhe : o que estamos esperando ?

“Que o craque Kleber, longe do sucesso nacional e abaixo de Tardelli na visão objetiva de Dunga , se veja recompensado na sua passagem por Minas ? Algum trauma Luxemburgo deve ter deixado para que um técnico principiante, obediente ao Presidente e dissimulado com a torcida fosse contratado e mantido tanto tempo , apesar da infelicidade geral que resulta de seu trabalho. A brava China Azul precisa piar. Abraços ao irmão do Zito”.

Resposta: Bacana, Rogério, por lembrar do meu saudoso e inesquecível irmão Zito.

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