sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ADIÓS HERMANOS E MARADONA?

Enquanto Dunga treina uma equipe mista pra jogar em La Paz, Diego Maradona treina pra conversar com o presidente da AFA logo após a partida deste sábado, em Buenos Aires, contra o Peru. Em quinto lugar, a Argentina corre sérios riscos de buscar a vaga da Copa da África na repescagem, o que não seria nenhuma novidade. Porém, pra nossa tristeza, os hermanos estarão no Mundial!

O confronto contra os peruanos é a última chance de Dieguito, pois ninguém acredita que consiga melhor sorte na despedida diante do Uruguai, em Montevidéu. No Centenário, urubus argentinos voam de costas.

Dunga vai poupar Kaká, Luiz Fabiano, Lúcio, Juan e Gilberto Silva. A zaga terá Luizão e Miranda e o meio-campo será formado por Diego Souza, Josué e Ramires. O Imperador Adriano substitui o Fabuloso no ataque. Até aí tudo bem: o Brasil está classificado e Dunga quer testar novas opções.

Mas caracterizar esta decisão do treinador como protesto contra a confirmação da Fifa de partidas oficiais internacionais nas estúpidas altitudes, também não passa de estultices semelhantes à decisão da entidade maior.

A previsão de que Tardelli e Eder Luís fariam falta danada no Engenhão se confirmou. Sem ataque, em disposição, sem nada, o Galo foi presa fácil. O Botafogo precisou apenas do primeiro tempo pra liquidar o jogo (3 a 1); essa história de que o time alvinegro cresceu no segundo tempo é conversa fiada. Justificaria tal pensamento se tivesse, ao menos, arrancado o empate.

No Mineirão, ao contrário do rival, o Cruzeiro usou apenas o segundo tempo pra arrebentar com o Goiás (3 a 0) a partir da entrada de Leandro Lima no lugar de Gilberto. Como dizem os técnicos: o time só se encaixou no segundo tempo, mas já no primeiro poderia ter feito muitos gols. A maioria evitada pelo velho Harley.

O Avaí fez sua parte e poderia ter feito mais. Chegou colocar 2 a 0 no líder Palmeiras, mas não suportou a pressão da torcida que lotava o Palestra Itália e nem a atual fase do alviverde.Cedeu o ótimo empate pro Cruzeiro no finalzinho.

Agora o líder tem 54 pontos, cinco a mais que o São Paulo. O Galo manteve-se no G-4, atrás do Internacional, mas o Goiás caiu fora. O Cruzeiro deu bom salto e ocupa o nono lugar, mas a oito pontos do Galo, quarto colocado. Esquenta o jogão de segunda-feira.

Como o assunto é recorrente, volto a ele: penso que a reunião promovida entre a diretoria atleticana e líderes das principais torcidas organizadas teve ótima intenção, todavia não merece meu aplauso.

Não creio em resultados práticos saídos dela, e entendo que Kalil e seu pessoal dividiram a administração do clube com as organizadas. Esqueceram os demais torcedores.

Em nota oficial, a Assessoria de Imprensa afirma que “o Clube Atlético Mineiro já tomou todas as medidas cabíveis junto às autoridades de segurança para que o clássico transcorra sem incidentes; se depender da diretoria do Atlético e dos torcedores o acirramento da rivalidade no clássico não significará a quebra do compromisso com a paz e a tranqüilidade”. Espero, amigos, espero...

Que coisa, minha gente. A Trincheira colocou o secretário Maurício de Oliveira Campos Junior, como filho do ex-prefeito Maurício Campos. Tive dois puxões de orelhas: do amigo Antônio Aguiar de Rezende, o doutor Julinho (apelido de infância quando era intrépido ponta direita do time de seu bairro, bem parecido com o eterno Julinho Botelho).

Doutor Julinho me informou que o Secretário do Desenvolvimento, citado por Zezé Perrela, é filho do doutor Maurício de Oliveira Campos e da Sra. Norma Lúcia Montalvão Campos. Desculpem a nossa falha.

Já meu ídolo Rogério Perez, Chefe de Redação do Hoje em Dia, determina que eu corrija o erro cometido, mas amacia: “também já fui traído por nomes; o secretário não é parente do ex-prefeito de BH. Gracias e parabéns”. Ô guerrilheiro, quem tem de agradecer sou eu; e dar parabéns, também: o Hoje tá uma beleza.

Um dos torcedores atleticanos mais irritados com as declarações de Zezé Perrela é o Marco Antônio Lima, filho de Jairo Anatólio e Dina Fernandes. Garante que “se acontecer alguma coisa com os jogadores do Galo por estarem no túnel que não é de ninguém, não tem nada em cartório assinado para o Cruzeiro”.

Ou caso aconteça alguma confusão no estádio, entraremos no Ministério Público com uma ação judicial contra as declarações incitantes e irresponsáveis deste senhor do Cruzeiro, que se acha dono do mundo e que o mundo gira em torno dele. Irei ao campo, me infiltrarei na torcida do Cruzeiro e filmarei tudo!”

Vou atender, também, o leitor Eujácio Souza Prates, em respeito à assiduidade de suas participações na Trincheira, mas deixo bem claro que nem sempre concordo com as opiniões que recebo. Eujácio afirma que “Zezé é muito mais falastrão do que o Kalil”.

Tá brigando por um acordo que ele tinha feito antes. Do jeito que ele fala, dá-se a impressão que será forjado um incidente para o Galo perder o mando de campo e o uso do túnel em clássicos. Se o túnel não ganha jogo, por que o Cruzeiro briga tanto por ele? Não se trata“Tá brigando de pressionar o juiz; o Atlético está apenas exercendo um direito”.

Se torcedores do Galo influíram na decisão do Ministério Público e aquele árbitro que sempre apitava os clássicos e trabalhava no escritório do vice do Cruzeiro? Devido a tantos erros de arbitragens sempre achei que o Brasileiro é manipulado. O Zezé acabou de confirmar: o Galo não será campeão...”

O perigo taí: os dirigentes troçam com assunto sério entre eles, na Imprensa, e o torcedor leva a coisa ao pé da letra. E existe gente da crônica que, também, não sabe fazer a diferença entre tudo isso. E o pior, valoriza a cartolagem em detrimento aos verdadeiros artistas do espetáculo.

Querem um exemplo: este filho do Sodico prometeu que não entraria nessa besteira de briga de cartolas pelo túnel da direita. Ficou na promessa. Gastou espaço importante comentando, criticando, lendo e publicando críticas sobre o assunto. Não o perdoem: vaias e mais vaias pra ele.

O Cannavaro, da Juventus, quem diria?, Não é mesmo flor que se cheire. Caiu no exame antidoping por uso de medicamento à base de cortisona, que teria usado no tratamento de picadas de insetos pra evitar inflamações.

Não é primário: em 2005, Cannavaro se envolveu numa polêmica às vésperas da final da Copa da Uefa, em 1999 quando jogava no Parma. Cannavaro aparecia num vídeo tomando uma injeção na veia, num quarto de hotel em Moscou. Alegou que tomava Neoton (?), um cardiotônico (outra ?) que não tá na lista de substâncias ilegais. Sei lá...

3 comentários:

  1. jose antonio mendes de souza e silva11 de outubro de 2009 12:06

    Caro Flávio,

    Bom dia!!

    Vai ai um pouco da história destas duas torcidas de um dos maiores clássicos do futebol nacional.

    Quando o mineirão foi inaugurado em setembro de 1965, eu tinha 15 anos; mas me lembro muito bem, que a torcida atleticana era muito maior que a torcida cruzeirense, motivo este que lhe deu o direito de escolher qual parte do estádio ocuparia nos jogos, escolhendo a parte que fica de frente para as cabines de rádio e televisão por ser a maior parte do estádio. Ai também ficou selado a divisão dos túneis que funcionou até o último jogo dos dois maiores de Minas, por motivo de segurança.

    Mas, como todo apressado acaba se atrapalhando, o lider desta escolha se esqueceu de um ponto muito importante que os escoteiros jamais desprezam, os PONTOS CARDEAIS


    Logo no primeiro jogo viram que a escolha não foi a mais acertada; pois o sol se incubiu de lhes aplicar o castigo pela escolha.



    Foi ai que surgiu o termo pejorativo criado pelos atleticanos para o torcedor cruzeirense "REFRIGERADO" pois a torcida cruzeirense ficou com o lado da sombra.



    Mas, como o saudoso Aldair Pinto, não era de levar desaforo pra casa, criou o "jargão" O SOL NASCEU PARA TODOS. MAS, A SOMBRA PARA QUEM MERECE"



    Esta história de brigar pelo túnel vem desde os tempos do Elias Kalil, que quando presidente, você se lembra, ele solicitou a construção de um túnel que saia debaixo da área ocupada pelos torcedores do seu time.



    O mais incrivel é que este jogo será a despedida dos dois clubes no campeonato brasileiro no mineirão, uma vez que no brasileirão de 2010 o mineirão estará fechado para a reforma, e que quando pronto, deverá trazer as modificações de acesso ao gramado para os dois times.

    Vamos torcer sem violencia!!! Futebol é lazer, não é guerra.

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  2. Vinicios G Rodrigues12 de outubro de 2009 21:33

    Caro Flavio Anselmo, acompanho a muito tempo o seu trabalho, desde os tempos do Minas Esporte na Band nos anos 80. Gostaria de deixar minha visão sobre o clássico desta segunda: O jogo teve vários momentos distintos, digo momentos distintos e não tempos como estamos acostumados a ver. Até os 15 minutos o Cruzeiro dominou o jogo, graças as boas investidas do seu meio de campo e a eficacia de um atacante, que apesar de não ser uma sumidade, está em boa fase que soube no momento que teve este dominio, fazer seu gol. A partir daí o time do Atlético começou a equilibrar aos poucos a partida, sendo que no final do primeiro tempo, já tinha um certo "dominio" das ações. No segundo tempo, o Cruzeiro abdicou de atacar, proposta de jogo aceita pelo seu treinador Adilson Batista, onde que se viu a partir daí um dominio total do Atlético, obrigando o goleiro Fábio a fazer grandes defesas, em conclusões de Thiago Feltri, Carlos Alberto e Correa e aí te pergunto. Vcs ouviram falar no nome do Carini durante toda a partida? A vitória se deu muito a erros de substituições do Celso Roth, que não colocou o Alessandro, desde o começo do jogo e não colocando o Ricardinho na segunda etapa no lugar do Evandro. Vc pensa que esqueci do Pedro Oldoni, não precisa nem de tecer maiores comentários. Aviso a imprensa. Gente ouvi após o jogo setoristas do Cruzeiro, dizerem que o Guerron esta melhorando sua forma fisica, brincadeira de mau gosto. Estão falando que o Cruzeiro está com elenco para chegar nesta reta final de campeonato, desculpe outra balela. Compare por gentileza os elencos, friamente e me diga a diferença entre ambos? Se o Galo têm Marcos, Evandro, Pedro Oldoni e Bruno, o Cruzeiro não fica atrás com Eli Carlos, Thiago Heleno, Andrey e Soares. Gostaria que vc refletisse sobre este meu posicionamento e "um abraço pra vc"

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  3. Vinicios G Rodrigues12 de outubro de 2009 21:42

    Caro Flavio, outra balela do Zezé Perrela: Onde está a confusão tão decantada pelo dignissimo deputado? Gostaria para o bem do futebol que ele parasse de falar besteiras. O problema dele é que durante todos os anos em que ele esteve a frente do Cruzeiro, sempre levava os antigos presidentes alvinegros no bico, muito disso por sua competencia, mas agora com o Kalil no comando, ele não está com esta força toda. Não concordo com várias coisas que o Kalil fala, mas o Zezé precisa medir as palavras quando fala do Atlético. Quem é esse freguês que ele diz? Futebol se conta desde o primeiro jogo entre os clubes e não a partir de 03 anos pra cá. Gente futebol é coisa séria. Gostaria que mandasse um abraço para o Carlos Cruz, o Flavinho, este sim filho de peixe e apesar de não concordar com comentários seus e de Flavio Carvalho, acompanho sempre o seu trabalho, pois vc têm crédito. "Um abraço pra vc"

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