quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CACOS DO CLÁSSICO

O jogo entre Atlético x Cruzeiro não dura apenas os 90 minutos legais. Nem começa no dia e na hora estabelecidos na tabela. Começa semana antes e termina semana depois. Eta joguinho demorado! Tomemos como base este último que não foi nenhuma “brastemp” e nem era decisão. Porém, teve início uns cinco dias antes do previsto, com reuniões na Federação, briga pelos túneis, declarações maldosas de ambas as partes. Terminada o confronto, com a vitória cruzeirense (1 a 0), iniciou-se a prorrogação de bastidores.

Ainda bem que este não teve choro e ameaças contra arbitragem. Sálvio Espínola apitou dentro dos conformes. Excelente. Sobraram as declarações intempestivas, irritantes. Aí a Trincheira pergunta: em que nível você, caro leitor, colocaria as declarações de Zezé Perrela e Alexandre Kalil após o clássico?

Esta é a pergunta da enquete do meu blog – www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com – que você pode acessar à vontade e dar seu pitaco, também. A propósito, quero informar aos leitores que sempre me prestigiam com mensagens – às vezes doces, às vezes amargas – na sua maioria sentando a pua na cartolagem que, a pedido dos jornais de várias cidades, passarei a registrar tais mensagens apenas no blog.

Zezé Perrela, como sempre, com aquele sorriso maroto, de gordinho levado, cara bem redonda, usou o tamborete dos holofotes pra azucrinar Alexandre Kalil. Deu o troco nas declarações do pré-jogo. Foi sarcástico, nada diferente das vezes anteriores, mas não ouvi nada ofensivo ao time e à torcida. Apenas provocativo. Cutucou o Urso Pardo.

As de Alexandre Kalil mantiveram o velho estilo de xerifão, dono do pedaço. Cara fechada, afirmou que “dói pra burro perder do Cruzeiro” e não buscou culpados. Coisas do futebol. Ao dizer que o Atlético jogou como time grande e o rival como time do interior soltou, com todos os direitos, o torcedor decepcionado que traz dentro de si. Aliás, uma fera enjaulada.

Também não vi, nem li, nada demais nas declarações de Kalil. Já existiram coisas piores, momentos mais lamentáveis. Kalil hoje, conforme tenho dito, fecha a cara, não exibe nem um parco sorriso daqueles que nos mostra nos bastidores, mas não agride. Paz e amor, é o lema.

O sarro de Perrela e a promessa de Kalil de brigar sempre pelo túnel da direita e avisar que ninguém vai lesar mais o Atlético, enquanto ele for presidente, fazem parte do jogo de cena que mantém viva a rivalidade séria e necessária entre os dois gigantes do futebol mineiro. E que as torcidas entendam assim e não saiam dessa linha.

Quebrar ônibus, por exemplo, não tem nada a ver com essas posições presidenciais: isso é vandalismo, coisa de arruaceiros. As torcidas organizadas, se fossem, realmente, tão organizadas, deveriam ajudar a combater entregando os predadores da coisa pública. Pra que a Justiça fizesse sua parte, metendo-os em cana.

Entretanto, as declarações de Celso Roth, ao pretender seguir os passos do Poderoso Chefão, desceram ao ridículo. Primeiro porque não assume sua parcela de culpa na derrota, ao deixar Jonilson na linha de três zagueiros e Ricardinho no banco. Depois ao lamentar, numa desculpa porca, a falta de Tardelli; acabou com a auto-estima dos demais atacantes. A torcida e a mídia podem dizer isso, o técnico tá proibido de lamentar tal situação.

Finalmente, ao buscar justificativa esbarrou na falta de ética, ainda que, num jogo de palavras – “com devido respeito ao Cruzeiro” – julgou-se liberado pra dizer que “Atlético jogou como time grande e o rival como time pequeno”. Aí entendo que a emenda ficou pior: perder em casa, na frente de sua torcida, prum time pequeno é desfaçatez total. Melhor: incompetência.

PITACO: Celso Roth, como profissional, desrespeitou um grande time onde poderá trabalhar um dia, quem sabe!

O técnico alvinegro faltou com a ética ao atingir, indiretamente, Adilson Batista. Mesmo que parte da torcida e da crônica entenda que Adilson apequenou seu time ao colocar Elicarlos, volante brucutu, no lugar de Gilberto e, por fim, tirar Thiago Ribeiro.

Ele evitaria, com certeza, toda aquela pressão do segundo tempo, apenas trocando Gilberto machucado por Leandro Lima e Wellington Paulista por Guerrón.

As declarações de Adilson, incrível, foram serenas, talvez em razão da vitória. Respondeu todas as perguntas na coletiva com a paciência de São Francisco de Assis. Será que eu cometeria perjúrio ao afirmar que Adilson teve tanta paciência como este filho de Dona Geralda?

PITACO DA HUMILDADE: Bom que Adilson tenha reconhecido o erro na troca de Gilberto por Elicarlos. Mas, por favor, não repita essa asneira.

Vou continuar dentro desta linha de raciocínio: você assistiu Brasil 1 x Costa Rica 0pelo Mundial Sub-20? Lembra-se que na fase de classificação o Brasil goleou essa mesma seleção por 5 a 0, num placar meio mentiroso, porque a simpática Costa Rica não merecia? Pois bem, nossos meninos jogaram que nem “time pequeno” - copiando Roth - pra garantir uma das vagas na final do torneio.

Então eu penso: se jogarem assim contra os “gatos”, os falsos sub-20 de Gana na decisão desta sexta-feira apanham feio. Porém, o futebol atual não é assim: antes da técnica maior, funciona a parte tática seguida de o preparo físico. Roth precisa avaliar a parte tática do time ele – o preparo físico vai bem – antes de rotular de “pequenos” os adversários que o vencem.

O cruzeirense Artur Azevedo, presidente da empresa holding do Grupo Seculus, feliz da vida me ligou pra comentar sobre o jogão e revelou: estava preparando outra festa de arromba, em seu sítio, caso o Cruzeiro tivesse ganho a Libertadores ou o Brasileiro. Em 2003, na Tríplice Coroa, Artur fez uma festa que teve a presença de cerca de 250 torcedores amigos e cinco ex-presidentes, além de, na época, o mandatário, Alvimar.

Porém, Artur Azevedo me garantiu que a festa tá apenas adiada. E o melhor deixou para o final do papo: “disse aos meus filhos que se eu morrer uma semana e a festa estiver marcada para a mesma data da Missa de 7º Dia, adiem a missa e realizem a festa em minha homenagem, também”.

5 comentários:

  1. JOSE ANTONIO MENDES DE SOUZA E SILVA14 de outubro de 2009 13:36

    Tenho um filho que é atleticano,por influencia do avô que foi conselheiro do Atlético.Ele fez uma observarção que achei interessante. Dos jogadores contratados diretamente pelo Kalil, o único que entrou como titular foi o Carini. Por que será que o Ricardinho que deve custar uma pequena fortuna mensal joga apenas 15 minutos? Seria apenas coincidência?? Uma boa pergunta para os reporteres esportivos que andam com as mesmices de sempre nas suas entrevistas, perguntar para o Roth.

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  2. CRISTIANO...
    AO meo vé o alexadre kalil foi muito bem ao não retrucar o presidente do time do barro preto pois isso não vai nem aumentar e nem diminui a grandeza e tradição CLUBE ATLETICO MINEIRO pq nos torcedores e o atletico estamos focado em trazer esse campeonato nacional pra cá pois estamos no topo da tabela dos melhores times do brasil nessa temporada então não vai ser um comentario infeliz e insignificante do zeze perrela q vai enfraqse o galo nesse ritmo alusinante pois temos prestigio somos muito grande doq time do barro preto q nem identidade tem pq já mudou de nome 5vezes e pra mim nunca foi time grande........

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  3. Depois de vencer o Atlético jogando como um time pequeno, o velho falastrão
    voltou a provocar. Este tipo de quem sabe que esta perdendo espaço. Pois ficou provado que atualmente o Atletico tem um time muito melhor que o do Cruzeiro, basta ver os ados do jogo e ver que o resultado foi obra do acaso. Alem de querer fazer média com os simpatizantes, ele quer garantir votos para a eleição de seu filho. Pena que alguns ainda caem nestas "armações de políticos". Ao invés de se preucupar tanto com o Atlético ao ponto de até ir visitar a loja do Galo, (basta ver o vídeo na internet) este nanico deveria se preucupar como deputado a pelo menos comparecer na Assembléia, e fazer algo de útil para a população, coisa que até hoje ninguem viu. E pior, agora está tentando colocar outro sanguessuga na política. Espero que niguem caia nas balelas, deste verdadeiro "Eurico" do futebol mineiro.
    Caro Flávio parabéns pelo seu blog, está muito bom. Gostaria que vc mostrasse este e-mail, pois tenho certeza que é a opinião de muitos.

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  4. Altamiro Fernandes Cruz14 de outubro de 2009 21:32

    Na minha Teófilo Otôni (à época não havia impedimento) haviam os Torneios de Briga de Canários. Era uma disputa covarde e acirrada. Muitos dos coitados eram mortos em coombate sob a complacente ótica de idiotas e irresponsáveis donos.
    O que tem a ver isso com o túnel do Mineirão? Explico: É que havia determinados canário que somente brigavam bem se estivessem nas casas dos seus donos - eram os chamados canários torneiros. O nome torneiro era dado porque "torno" era o prego que segurava a gaiola das aves - suas casas!
    Qualquer semelhança dos "Canários Torneiros" e Perrela X Kalil, não será mera coincidência. É idiotice mesmo!

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  5. Pedrão do Rio de Janeiro15 de outubro de 2009 00:38

    “Gostei da ideia de ler vc em um blog; mas continua, ainda, muito desinformado. Vc fala de fatos, como vc mesmo gosta de dizer, requentados. Faça como o Chico Maia, sem companheiro e amigo. O blog dele é atualizado sempre, é bem feito, é bonito e é eclético.

    Resposta imediata: Claro Pedrão, você quer o quê? Sou cronista esportivo, ex-presidente da AMCE e com muito orgulho. Nos meus livros, vario meus temas. Por acaso os contos de Marias Chuteiras envolvem futebol. Porém, os de “Caraúna”, meu próximo livro de contos, possivelmente prefaciado por Zélio Alves Pinto, notável artista plástico e cartunista, caratinguense, de quem Ziraldo é irmão mais velho, falo de temas diversos. Na verdade, nem sei porquê lhe dou tantas explicações. Se você quiser informações, procure os sítios próprios. Não vim pra informar. Vim pra desinformar, complicar, criar problemas e mexer com a cabeça dos alienados. Pra informar, colocaria um blog de informações, não sei se bonito e profissional como o do Chico Maia. Este moço sabe das coisas. Eu sou avô e como tal não educo, deseduco.

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