terça-feira, 27 de outubro de 2009

FURO DO MINISTRO E BOMBA DO PRESIDENTE

Pra mim, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, ter vindo ou não ao Seminário “BH Copa 2014 – Desafios e oportunidades para Minas Gerais”, promovido pela Fundação Dom Cabral e o BDMG durante toda esta terça-feira, pouco importa. Mesmo porquê nem fui convidado para o evento, apesar de minha larga experiência em coberturas de copas do mundo e dos meus 48 anos como jornalista esportivo. Não preciso encher este blog com o meu currículo pra justificar o furo de quem promoveu a festança.

Segundo leio no blog do Chico Maia, até o mal humorado Ricardo Teixeira, presidente da CBF, compareceu. Mas este obrigatoriamente tinha que comparecer. Trata-se de um evento sobre futebol. De fora, estiveram presentes especialistas alemães, ingleses e sul-africanos. Neste aspecto, foi bom não me convidarem pois não entenderia nada que os gringos dissessem; além do mais, o assunto é nosso, eles são entendidos lá na terra deles.

Quem interpretou que a ausência do Ministro dos Esportes ou de seu Secretário Executivo, é demonstração de má vontade do governo federal com Belo Horizonte, ou Minas Gerais, quase acertou. Quem dissesse que é política, acertaria na mosca. Ano que vem tem eleições pra Presidência da República e os dois daqui – Prefeito e Governador – são da oposição.

E ambos têm batido no, ou na, provável candidato (a) do Presidente Lula. Qualquer coisa que for liberado em termos de grana pra Copa do Mundo só depois das eleições. Acham que o Lula é trouxa de deixar o PSDB de Aécio e Lacerda fazer graça com o chapéu alheio do PT?

Neste tipo de briga, divido, também, na canela. Em política, adversário fica do lado de lá. Quando os lados se juntam, beijam-se e trocam juras de amor, cheira cinismo e hipocrisia. Essa coisa já aconteceu demais na política mineira. Por isso joguei fora meu voto pra prefeito, votando no falastrão. Por questão de coerência.

Também não estou disposto a ouvir as mentiras sobre as obras que serão executadas com o dinheiro liberado ou a ser liberado pra Copa de 2014. Túneis, autopistas, linha cor de rosa, amarela, preta e branca, azul, sei lá mais que cor. Não acredito em nada disso.

PITACO DE ESPERANÇA
: Se arrumarem o Mineirão e o Independência tá danado de bom; o futebol agradecerá.

Antes, porém, o intocável doutor Aécio ou o seu Sancho Pança, Anastásia, bem que poderiam dar um jeito nessas estradas horrorosas que têm matado tanta gente mineira. Não preciso nem citar nomes das esburacadas rodovias. E os comerciais do doutor Aécio, na televisão, dizem outra coisa. Propaganda enganosa.

Ricardo Teixeira foi enfático ao sepultar qualquer pretensão de mudar as regras do Brasileiro, retornando ao funesto mata-mata. Vai que eu acredito, como a Velhinha de Taubaté que acreditava em tudo do governo da Revolução. Aí vem a poderosa Rede Globo e tira o doutor Ricardo da cadeira. Já não falam nisso!

Qualquer mal estar e irritação de Marcus Salum a respeito da especulação sobre a reunião que teve com Zezé Perrela seriam evitados se, antes, ambos tivessem distribuído uma pauta de assuntos. A Imprensa fez o papel dela. Sem saber do que se tratava, especulou sobre a venda de Bruno Mineiro ao Cruzeiro. Nada de mais. O dinheiro do Cruzeiro é igual e tem o mesmo valor dos outros, daquela montoeira (?) de interessados no rapaz.

Um comentário:

  1. Primeiro, ao Rogério, não me incomodei com seu comentário no outro dia. Mesmo porque você esclareceu no dia 26. Tudo bem e em cima. Sobre o AB ser adepto do Livro Negro do Futebol, isso é uma questão de opinião. Ele é um bom técncio sim. E provo.
    Em três partidas contra o meu Galo, quando o irritante e incompetente leão (assim mesmo, com minúscula) era o treinador, o Adilson enxergou o esquema tático de leão no primiero jogo. Ganhou pela esquerda da defesa do Galo, em cima da falta de cobertura por aquela lado. No jogo seguinte, veja só, o leãozinho manso escalou o time da mesma forma. E não deu outra: Adilson viu de novo e de novo ganhou. Quando veio a terceira partida, quando se esperava que o leãozinho reconhecesse seu furado esquema e mudasse a parte tática, surpresa... ele mandou tudo igual. E foi como dantes. O Adilson ganhou de novo. E ganharia quantas fossem as partidas fossem disputadas, salvo por algum acaso do futebol/destino e/ou contusões que impedissem a atuação de alguns jogadores importantes.
    Parabéns prá ele. Preferia que ele saísse do Barro Preto, pois com o material humano que tem lá agora, no próximo ano vai ser muito difícil segurá-lo e o time.
    É isso.
    Agora, FLávio, eu quero falar do MEU time. O site da rede bobo mostrou uma tabela
    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1352113-9827,00.html
    "baseada no histórico de confrontos" e que mostra o Porco campeão e o Galo fora do G4.
    É simplesmente ridículo. Suponho que eles ainda não entenderam que futebol não tem nada a ver com matemática para previsões. Você pode, sim, dizer que um time é matematicamtente campeão ou rebaixado ou mantido na série que disputa, depois de conferir os jogos que faltam. Mas isso foge a especulação. É simplesmente dizer que, mesmo se perder todos os jogos restantes, ainda será campeão, ou se ganhar todos os restantes estará rebaixado.
    Se você visitar, vai ver os resultados que eles fabricaram como se fossem preciosas jóias da verdade.
    Aprendi que não entendo de futebol. Entendo do Galo. E, há muito tempo, não temos um time como esse. Compacto, decidido, técnico, chutador quando necessário, catimbeiro quando cabe, um bom goleiro (que é por onde começa um bom time), comunhão de objetivos, união entre todos os implicados na tentativa da conquista do laurel maior do futebol brasileiro, dois velocistas de bons recursos técnicos, um carregador de piano (remeber Wanderley Paiva), o Correa, um incansável destruidor de jogadas e defensor (Jonílson), um "carequinha" (Marques) no banco, para entrar quando o adversário já começar a ficar cansado, um técnico que sobe no conceito da torcida e da mídia a cada rodada...
    Veja bem, quando o Éder Luiz não jogou, o Renteria, que aparentava nada fazer no jogo, estava simplesmente cumprindo ordens táticas do Roth. E conseguiu o objetivo do CR. No final das contas, a vitória vale três pontos, seja por um ou por 10.
    Mas, impressiona mais, a determinação e e frieza do time nos momentos de "desespero" de uma partida... uma bola que bate na trave, rola por toda a linha de gol e sai, com o assído de quase todo o time adversário tentando colocá-la para dentro do gol, a velha companheira trave fazendo seu papel...a sumida sorte, que vem reaparecendo para nós...sei lá. Em 1971, nós não tínhamos um craque. Eram jogadores de respeito, alguns clássicos e outros trombadores e é isso que enxergo no time atual : um gostinho de 19 de dezembro de 1971. Eu estava lá. E olha que hoje ainda temos a vantagem da qualidade de toque no meio campo através do maestro Ricardinho.
    Acho que vai ser nosso ano. Nada está ganho, mas nem tudo está perdido.

    E dá-lhe Galo, carajo.

    Iraq

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