quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PERRELA, NOTA 10 NUM DIA ZERO NO OUTRO

Enquanto Perrela manteve a sua metralhadora giratória pra cima da Polícia Militar, da Promotoria Pública e da Federação Mineira de Futebol dei-lhe razão. Entendi que as críticas apresentadas no blog próprio do Presidente do Cruzeiro estavam até macias, considerando o gênio explosivo do deputado/cartola.

Nem analisei o mérito da questão, como diria o impávido desembargador Eduardo Machado, ex-advogado do Galo.

Rapaz, a rodada de baiana de Zezé Perrela no dia seguinte aos microfones e câmaras de televisão e aos gravadores da turma de redação, foi como um bolo de excrementício atirado no ventilador.

Então, o deputado Perrela, do mesmo partido do governador Aécio Neves, este conselheiro e apoiador perrelista juramentado, triscou de tal modo que Sua Excelência, de férias, terá de mostrar jogo de cintura pra abafar a confusão. Sobrou pro comando da Polícia Militar e até pro Secretário do Desenvolvimento Social, Maurício Campos Filho.

Mauricio Campos, filho do ex-prefeito, foi chamado de “ex-chefe de torcida organizada do Galo”. Claro que não se pode levar isso como ofensa; a gravidade tá nas entrelinhas das declarações de Perrela: o Galo teria conseguido o túnel da direita das cabines de rádio graças às manobras dos atleticanos no poder – abaixo do governador cruzeirense, diga-se de passagem.

Na opinião do enfurecido presidente do Cruzeiro, “estas pessoas não se empenharam para evitar a mudança dos túneis por serem torcedores do Atlético. Todos esses homens, Schettino (Paulo Schettino, presidente da FMF), Maurício Campos Júnior e o coronel Nilo (Sérgio da Silva, comandante do policiamento da capital), têm alguma coisa em comum. São atleticanos confessos. Alguns deles conselheiros”.

O Maurício Campos Júnior – emendou Perrela - foi presidente de torcida organizada do Atlético. Num seminário sobre direito esportivo em Belo Horizonte, ele estava fazendo gracinha e disse que não era só torcedor, era ex-presidente de conselho de torcida organizada. Então, para mim, a decisão foi tomada pela paixão de atleticanos. Não sei com qual objetivo”

PITACO DURO: “Estou achando toda essa turma irresponsável”, de Zezé Perrela.

Não ficou só nisso não: Zezé enfatizou que não aceitará nenhuma responsabilidade por qualquer incidente no dia do clássico. Vale lembrar que o túnel da direita tá debaixo de onde se posta a torcida cruzeirense desde a inauguração do Mineirão. Se alguma coisa for atirada no gramado, quem será o responsável: o Galo que é o mandante? Seria punido com perda de mando de campo?

Tudo por causa de uma vantagem ilícita de poder pressionar o bandeirinha que corre à frente do túnel. Só que as vaidades não mensuraram o tamanho do problema que tal medida poderá causar...

No mais, como frisei ontem entendo que o assunto seja tão pequeno e demonstra a falta de imaginação extrema na busca de motivar o clássico. As declarações de Perrela vão incendiar a massa celeste e a Policia Militar, que tem responsabilidade no episódio, terá nas mãos um jogo de alto risco, desnecessariamente.

A PM vai precisar – e muito – da ajuda do Corpo de Bombeiros pra apagar o temido incêndio que se descortina no horizonte desse jogo. Logo esse, com cara de segunda-feira, ainda que feriado.

Entre no imbróglio. Dê sua opinião no www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com Fale o que bem quiser...

Perrela ao subir no tamborete dos holofotes e da fama, atirando pimenta no jogo, apontou o dedo acusador: “Essa turminha está querendo fazer isso há muito tempo. Então, se acontecer alguma coisa, senhor Maurício Campos, senhor Paulo Schettino, senhor coronel Nilo e senhor Antônio Baeta, a responsabilidade é única e exclusiva de vocês”.
“O Estatuto do Torcedor fala que os dirigentes são responsáveis, inclusive criminalmente, por tudo o que acontece no estádio”, arrematou.


PITACO DE ARTISTA
:“Estou me eximindo de qualquer responsabilidade. A responsabilidade é desses artistas que provocaram toda essa coisa” garantiu o esquentado Presidente celeste.

Acabou, não. Claro que Zezé não deixaria o próprio Galo de Kalil fora do bolo atirado no ventilador. Antes dissera que o Atlético no ano em que caiu pra Segunda Divisão ocupou aquele vestiário, exceto nos clássicos. Nem assim teve competência pra se safar.

A provocação agora foi direta. Zezé afirmou que não existe motivo do Atlético espernear tanto atrás de vantagem no túnel: não será mesmo campeão brasileiro este ano.

E na Libertadores - sentenciou - retomará a sina de cair fora logo na primeira fase. Não sei se Kalil aceitou tranquilo a provocação ou esperou o fim do jogo contra o Botafogo pra soltar os cachorros. O Urso Pardo tem suas estratégias pra irritar o deputado.

O filho de seu Elias atravessa uma incrível fase de paz e amor. Ainda bem.

Ainda sem poder analisar os resultados de ontem à noite, diria que Atlético e Cruzeiro tiveram alegrias e tristezas no início da 28ª rodada, quarta-feira. Apenas Santos (1 a 0, no Sport, em Recife) e Internacional (3 a 1 no Náutico, na Beira Rio) venceram. O primeiro resultado ruim pro Cruzeiro e o segundo pro Galo.

O Peixe de Wanderlei Luxemburgo chegou a 39 pontos e 10 vitórias; enquanto o Inter que estreou o técnico Mário Sérgio fez 47 pontos e 14 vitórias, e assumiu o terceiro lugar do Galo. Claro que ontem à noite tudo pode ter mudado.

Por outro lado, se os atleticanos torceram pelo Cruzeiro diante do Goiás, a recíproca não teria sido verdadeira: o resultado que interessa mesmo aos celestes é que times à sua frente percam pontos.

Justo como aconteceu com o Grêmio ( 0 a 0 com o Atlético Paranaense, em Curitiba); Vitória e Flamengo ( empatar de 3 a 3, no Barradão) e subiram apenas um ponto cada.

Também o empate do Corinthians (1 a 1) com o Fluminense, no Maracanã, agradou ao pessoal da Toca. O Timão quietou nos 39 pontos.

Outro resultado interessante pra Atlético e Cruzeiro: o empate do São Paulo (2 a 2 com o Coritiba de Ney Franco) no Morumbi. Os sãopaulinos foram a 49 pontos e o Coritiba manteve-se na briga contra o rebaixamento.

O empate entre Grêmio Barueri e Santo André (0 a 0) agradou aos azuis, desde que tenham feito o dever de casa diante do Goiás.

3 comentários:

  1. 1º Se o Perrela acha que banco não ganha jogo por que nunca aceitou "trocar de banco nos clássicos quando não era mandante?
    2ª Essa desculpa de que é perigoso e a PM não consegue dar segurança etcc.etc etc, é de insensatez absurda, e durante o mundial de 2014 como é que vai ser então?
    3º O mineirão é público-não é de Cruzeiro e nem do Atlético- portanto não é a tradição que não vai fazer o atlético exercer o seu direito como mandante.
    4º Se antigamente era assim é porque as forças que se rivalizam eram desproorcionais, agora não o Kalil faz questão do principio de igualdade.

    Ps: Abraço Flávio. Tô te vendo no jogada de classe!!!!!

    Bessas
    Bairro Ouro Preto BH(visinho do Ramon Salgado)

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  2. Maurício Campos Júnior não é filho do ex-prefeito. E não foi presidente de torcida organizada e sim membro dos "Amigos do Galo" !!!
    Perrela disse nessa mesma entrevista que se o governador Aécio Neves estivesse aqui isso não iria acontecer (a troca de túneis)... Mas aí ele se esquece que o governador é cruzeirense ?? Qual a diferença então ??!!!
    Entendo que todas essas declarações infelizes do Zezé só aumentarão a violência no clássico, mais uma vez... Ele é reincidente nessa prática... E depois diz que nãos erá responsável por nada... Ele insuflou as duas torcidas !!!
    Repugnante e reprovável sua conduta, ainda mais levando-se em conta sua condição de parlamentar (??!!!) !!!
    E ainda pensar que surgiu uma notícia de que o governador o nomearia como Secretário Estadual de Esportes !!!

    Um abraço do leitor assíduo,

    Rodrigo Dolabela
    Bairro São Bento

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  3. Cristhiano Bezerra9 de outubro de 2009 11:29

    Ô Flávio, bom dia! Só uma pequena correção, o Secretário Maurício de Oliveira Campos Júnior NÃO é filho do ex-prefeito Maurício Campos. Nem parentes são. Abraço!

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