quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MEDO FAZ ROTH ESCONDER TREINOS

A decepção provocada pela nova atitude de Celso Roth ao estabelecer que os treinos táticos e coletivos agora no Atlético serão com as porteiras fechadas eu senti na voz do excelente repórter Roberto Abras ao destrinchar o noticiário alvinegro no Rádio Esportes. O apresentador Milton Naves emendou de primeira: “espero que isso faça o time vencer o Coritiba sábado”.

Penso diferente – e não menos decepcionado: é um direito dele, treinar escondido até debaixo dos viadutos da Lagoinha, mas ao quebrar a rotina, na reta final do Campeonato, dá sinais de desespero.

Roth, ao contrário de Adilson Batista, que é tão teimoso quanto o técnico atleticano nessa história de abrir os treinos especiais à Imprensa, não havia tomado antes tal atitude.

Pelo menos parece assim. Não frequento mais centros de treinamentos e pouco falo com treinadores, exceto nas entrevistas de estúdio ao vivo, em razão deste distanciamento, porém entendo a frustração de Abras ao informar que agora será obrigado a assistir os treinos de chutes a gol e cruzamentos na área.

Já fui repórter tão consciente como Roberto Abras e sei o que representa esse compromisso com a informação. No caso de Adilson, o repórter deixou de ser o dono da notícia desde sua chegada na Toca e virou papagaio de coletivas e assessorias de Imprensa. Não teve mais permissão de assistir aos treinos e tirar suas conclusões.

PITACO DE MOTIM: Se estou na ativa como repórter, eu faria a cobertura sem os favores das assessorias e buscaria as informações interessantes nas fontes secretas. Afinal, quem se interessa por treinos de chutes a gol e cruzamento?

Entendo que o repórter, como titular da notícia, pode buscar as fontes que entender e não dar satisfação a ninguém, além do ouvinte, leitor e telespectador. Eu seria o cri-cri que dá no saco do chato.

Veja que situação: impedido de ver os treinos válidos e sem saber o que passa na cabeça do treinador, o repórter leva essas dúvidas às coletivas do Cruzeiro pra informar seus ouvintes ou leitores.

De volta, recebe um sopapo verbal de Adilson Batista: o técnico fica chateado com as perguntas que lhe são feitas por profissionais “que ganham R$ 500,00 por mês”.

Que daneira, sô! Aliás, seria interessante se o Sindicato dos Jornalistas contratasse o Adilson Batista para discutir os dissídios coletivos da sofrida moçada dos sem-diplomas.

Brinco pra não chorar ao ver a dimensão da besteira que Adilson falou. Passo a admitir que só pode fazer perguntas ao senhor Adilson Batista quem ganha X + Y ao quadrado. Ou talvez, milhões, como ele.

Vale dizer, com exceção da turma que recebe “por fora”, ninguém em Minas tá credenciado a participar de qualquer coletiva do Adilson.

Este filho da dona Geralda então! Advogado aposentado do Estado comandado pelo doutor Aécio que lhe paga uma mixaria, sem direito a greve, e quase aposentado do INSS, no qual terá o desprezo que o ex-operário Lula tem com os ex-companheiros de luta e de aposentadoria, não me cabe nem passar perto da Toca da Raposa.

Mas o assunto é a recaída de Celso Roth. Esconder o jogo, no momento, da ansiosa Massa que tem prestigiado e empurrado a equipe a cada confronto, engolindo decepções como a derrota para o Flamengo, é estupidez; é ter medo de tomar decisões antecipadas, como fez contra o Urubu, na escalação precipitada de Jonilson e Renan.

O medo de Roth o levará a esconder o time até antes do jogo em Curitiba, justificando-se em conceitos tortos e bobos. Quem age assim, imagina que irá enganar o técnico adversário, quando, na realidade, engana a si próprio.

No caso específico de Roth, além de se iludir, fingir que engana Ney Franco, pretende esconder as besteiras táticas que cometerá por medo, impunemente, na equipe. Aguardemos, pois...

Dois grandes times perderam os treinadores por causa do injusto mercado da bola. Givanildo de Oliveira trocará o Coelho e os salários em dia pelo caído Sport que não paga nem visita. E o Grêmio não fez questão de cobrir a proposta de R$ 700 mil mensais que o fujão Paulo Autuori recebeu do futebol árabe.

Os gremistas têm carradas de razões em rescindir logo o contrato de Autuori. Mas duas são importantes: já ficou provado que ele, como técnico, não vale o que cobra e que, quando a situação balança, ele pula fora do barco. Quem fica que se dane...

E este Fluminense, meu caro Mário Sérgio Careca, em Brasília? Não para mais de vencer e o Fred não para mais de fazer gols: nove em nove jogos. O Flu atropelou o Cerro Portenho na arapuca paraguaia de El Ollo. Foi magro o placar: 1 a 0, apenas, gol dele. Mas a caixa do Cerro era pra mais. Quarta-feira que vem tem o jogo de volta no Rio.

Os meninos engravatados da Globo fizeram de tudo pra justificar o empate do Palmeiras(2 a 2) com o esquálido e agora, matematicamente rebaixado, Sport do Recife. O Leão do Norte abriu 2 a 0 e mandou no jogo até os 22m do segundo tempo.

Aí o árbitro Elmo Resende resolveu dar aquela mãozinha: encheu de cartões amarelos o capitão Durval. A coisa virou.

A arrumação da arbitragem não foi no segundo gol palmeirense. Neste lance, o autor Danilo estava legal por causa do Elder Granja que o Galo dispensou por preguiça. Custou a sair lá de trás e deu condições ao palmeirense.

Nos lances dos cartões em Durval, a arbitragem caprichou. Nem o primeiro cartão, nem o segundo foram justos. Com um homem a menos, o Leão não segurou o ímpeto do Porco no Palestra Itália. Mas, de qualquer forma, São Paulo, Flamengo e Atlético agradecem.

O Palmeiras chegou aos 59 pontos do São Paulo que joga contra o Vitória no final da semana. E manteve-se em segundo, por causa do saldo melhor dos são-paulinos. Flamengo e Galo podem ultrapassá-lo se vencerem Náutico, em Recife, e Coritiba, no Estádio Couto Pereira. Paradas tortas.

PITACO DE LASCAR: Ao justificar os 2 a 0 iniciais do Sport, o global Caio, ex-jogador, saiu com esta: “Cabeça mais leve, sem a preocupação do rebaixamento, os atletas se reúnem e dizem: vamos jogar, vamos SE divertir”. Pobre flor do Lácio.

6 comentários:

  1. Quem proibiu a entrada da impresna, foi o KALIL

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  2. kkkkkkkkkk


    Eu ouvi essa do Caio, e disse: putz...e ri muito.

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  3. É mesmo engraçado. O Roth esconde o treino, porque assim, vai enganar o Ney Franco. Claro, o Ney Franco não conhece nenhum dos jogadores do elenco do Galo atualmente e vai ficar numa dúvida cruel e atroz, sem dormir a semana inteira.
    Tem dó, Roth.

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  4. Tenente Altamiro Fernandes da Cruz12 de novembro de 2009 23:27

    Com relação aos "treinos secretos" implantados por parvos treinadores (confesso: quase disse "treineiros"), quero dar o meu pitaco. Seguinte:
    1 - A televisão mostra, em todos os jogos, como jogam os times.
    2 - Nenhum treinador muda, de uma hora para outra, as características de um jogador ou o seu modo de atuar.
    3 - Nenhum esquema tático ganha um jogo, se as peças que compõem o elenco são incapazes de colocá-lo em prática.
    Daí, chega-se à óbvia conclusão: treino secreto é de uma parvice crônica, tão crônica que, somente cabe na cabeça (se é que esses "treineiros" tem) idiotas da objetividade - como diria Nelson Rodrigues! Só está faltando, agora, os treinadores pedirem que o time seja levado, aos locais dos jogos, naqueles carros blindados que transportam valores.
    Na época em que jogavam Nelinho pelo Cruzeiro; Eder Aleixo, pelo galo, a tática usada pelos treinadores adversários era, tão somente, instruir aos seus atletas a cumprirem a seguinte ordem: -Não façam faltas próximo à intermediária (perto da área, nem pensar!) porque será gol, na certa!
    Não era preciso dizer mais nada - o resto era resolvido pelos atletas em campo. Hoje, com os chamados treinos secretos, chega-se à conclusão que "de tão secretos que são, nem os próprios jogadores sabem como executar as ordens dadas.
    Haja saco, sô! Um abraço respeitoso do seu fã e admirador,



    ©

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  5. Eujácio de Souza Prates12 de novembro de 2009 23:30

    Flávio, você tem razão: esconder os treinos nem sempre ganha jogo e deselegantemente restringe o trabalho dos profissionais da imprensa. Ao invés destas mirabolantes idéias, as quais colocam o treinador acima de todos nessa hierarquía capitalizada do futebol, deveria o Roth ensinar o Feltri a proteger o 1° poste. Ao Carine gritar: é minha! Ao Feltri e ao Carlos Alberto acertar os cruzamentos. Ao Corrêa chutar rasteiro. Ao Werley não levar dribles do Imperador acima do peso e nem ficar estático como no 3° gol. Ao Reinteria e ao Evandro produzirem alguma coisa. A ser um técnico ousado e aprender a leitura (?) durante os jogos para substituir corretamente. E por aí vai... Não posso falar em tantas deficiências, o espaço é curto... Abs.

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  6. Eujácio virou meu ídolo.

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