sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

“DIVINAS MARIAS” CHEGOU RUMO AO INCINERADOR

AH, MEU POETA Maxs Portes, proseador e editor, velho companheiro dos grupos escolares Princesa Isabel e Sinfrônio Fernandes, em Caratinga, que saudade tenho de ti! Você me largou na mão aqui nesta Capital desenfreada, esburacada e perigosa, levou sua inteligência e competência, juntos com a Glória, pra Santa Terrinha e meus livros ficaram órfãos. Depois de “Marias Chuteiras”, no qual mereci elogios de sua lavra e eu fiz inúmeros à Edições Cuatiara pela beleza da programação gráfica, contando aí a capa, contracapa, o miolo, tão bem diagramado e ilustrado.

MEU POETA, seu abandono me causou duas enormes tristezas. Primeiro, porque não tive a crítica de um vencedor de prêmios literários sobre a ousadia de meu avanço sobre o segmento dos poemas. Talvez até me vetasse. Segundo, porque, bem ou mal, editei o livro no Rio de Janeiro, por indicação de amigos de Beagá, na Câmara Brasileira do Jovem Escritor – CBJE- e o custo/benefício que busquei, somado a incompetência e falta de boa vontade os editores resultou num estrago sem precedentes.

BEM FEITO pra mim. O que fui fazer numa casa editora de escritores jovens aos 67 anos de idade?

CARO MAXS, eu que já havia atirado na lata de lixo os originais de um livro chamado “Centenário do Galo, crônica de uma frustração anunciada”, penso em dar a este sonhado e trabalhado há anos livros de poemas, “Divinas Marias”, destino quase semelhante, só tocarei álcool e fogo depois.

E OLHA que o livro prometia: na capa um grafite de Giancarlo Laghi, quadro que embeleza meu quarto de dormir. Seria, como no “Marias Chuteiras”, uma capa em policromia e me mandaram uma em PB. No interior, outra obra de Giancarlo, também presente dele quando fui homenageado pelo Rotary de Caratinga nos meus 40 anos de jornalismo, excelente pra ilustração, ganhou apenas um inexpressivo espaço numa das páginas, sem nenhum texto a completá-la. Em várias páginas, mal diagramadas, sem texto ficaram em branco. Ou tiveram apenas um caquinho de texto, sem ilustração abaixo.

E PRIMEIRA orelha, caro Maxs, talvez a mais importante do livro? Em branco. Lá dentro tinha uma orientação pra que fosse colocado ali um resumo da obra do autor. Na segunda orelha, no entanto, espremeram um texto do Potoca, dos meus 60 anos, comemorados em Lagoa Santa. Lindo texto.

VOCÊ, MEU POETA, ficou me devendo esta. Claro que o tempo agora é restrito nas funções culturais que a Prefeitura da Terrinha exige e que você tão bem tem executado junto com o Secretário Juarez. Mas, um dia, o Prefeito João Bosco terá de liberá-lo uns dias pra atender-me, antes que eu tenha ânsia de queimar outro livro meu, depois de pronto.

VOCÊ CONCORDARIA com uma troca entre Kleber Gladiador e Diego Souza, o craque do Brasileiro? A vantagem seria de quem? A informação surgiu em São Paulo, nessa fase de especulação, sem citação de fonte. Não creio que tenha sido coisa do Perrela ou do Perrelinha; afinal, Zezé garantiu que o Gladiador só sai negociado por R$ 10 milhões.

NO ASPECTO tático diria que, se concordar com tal negócio, Adilson Batista vestiria um santo e deixaria o outro peladinho da silva. Diego é armador dos bons, ou meia atacante na preferência de outros. Kleber é segundo atacante no duro, aquele que troca de posição com o centroavante nos quebra-canelas com os becões.

E FICOU comprovado no último jogo, contra o Santos, na Vila Belmiro, que a carência de um segundo finalizador pra atuar ao lado de Wellington Paulista, apesar de Adilson apostar todas as fichas em Soares, lesionado, e Thiago Ribeiro, moço bom e determinado. Por isso, de férias numa das praias do Paraná, Adilson já avisou: Diego pode vir, sem o Gladiador ir.

NÃO DÁ PRA comentar: o Galo vai liberar Aranha e pegar Renê, 33 anos, pra reserva de Carini. Renê jogou o Brasileiro no Barueri e se destacou; o que não o recomenda, entretanto, é o histórico com uns 300 times, todos pequenos. Ou seja, deve ser excelente goleiro de time pequeno; que nem o Aranha.

ANTES PORÉM, Renê terá que desmentir o documento apresentado pela Lusa. Na verdade, um pré-contrato que o clube do Canindé quer usar como direito de pedir uma indenização ao Galo pra liberar o caminheiro Renê. Vale a pena?

MARCUS SALUM forma aquele trio de dirigentes da linha de frente no futebol mineiro. Não pisem nos pés (da sorte) do Coelho se não quiserem levar troco de imediato. Kalil – parente de Salum – e Perrela goela larga queriam passar merrecas no troco que a Poderosa dá aos clubes em troca do Campeonato Mineiro. Por enquanto, o América tá fora da telinha. Manda bala, Salum!

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