segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

NO FIM A VERGONHA DO VANDALISMO

O FIM DO MAIS empolgante campeonato brasileiro de todos os tempos não merecia os vergonhosos espetáculos como os do Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. O Flamengo foi um grande campeão porque teve uma reação espetacular com o humilde Andrade e consagrou este rapaz que, como jogador, foi de uma elegância e de um futebol exuberante, mas como treinador na Gávea nunca mereceu o respeito além de um interino quebra galho.

O MARACANÃ esteve festivo e colorido com 80 mil torcedores; o time reserva do Grêmio assustou os rubro-negros e exigiu até uma ajudazinha do Heber Roberto Lopes no gol de empate – falta de Adriano no zagueiro gaúcho – e só foi ceder a derrota no meio do segundo tempo. Enquanto isso, o Internacional goleava o Santo André, no Beira-Rio, e chegou até a ser campeão brasileiro por um bom tempo enquanto o Grêmio vencia e depois segurava 1 a 1 no Maracanã.

O FEIO VEIO na festa do título: flamenguista brigando com flamenguista, guerra de gangues, numa violência, mostrada pela televisão, de envergonhar qualquer torcedor e de afastar os bons dos estádios e das ruas no entorno.

VERGONHA MAIOR pra torcida do Coritiba. Revoltada pelo empate contra o Fluminense (1 a 1) que salvou o tricolor carioca da degola e fechou com sucesso sua espetacular reação, a torcida local invadiu o gramado pra agredir todo mundo. Bateu e apanhou da PM, dos seguranças, dos atletas, e destruiu o estádio.

OS IMBECIS não calculam o mal que causaram ao Coritiba, bem maior que a queda pra Segundona. O espírito ordeiro dos paranaenses ficou maculado. Como o Botafogo, com o Engenhão lotado, safou-se do descenso, e tirou o Palmeiras do G-4, a torcida palmeirense revidou no Palestra Itália e coloca em risco os atletas do clube.

NO MEIO DA semana três torcedores já haviam agredido covardemente Wagner Love. Agora, é maior o risco que correm todos do elenco. Não era bem isso que a gente imaginava para o último dia de Campeonato Brasileiro. Seria festa do time campeão e das torcidas dos outros três do G-4 e daqueles que se livraram do G-4 do Mal, casos específicos do Botafogo e Fluminense.

AH VOCÊ JÁ TÁ angustiado à espera do que vou falar sobre o vexame do Galo e a final eletrizante do Cruzeiro, vencedor na Vila Belmiro e ajudado pela derrota do Palmeiras, diante do Botafogo, ocupante final da quarta vaga do G-4?

QUEREM QUE eu tire um sarro naqueles que exerceram o direito de acreditar no tabu de Wanderley Luxemburgo contra o Cruzeiro e se irritaram quando afirmei que isso só serve pra história, porque no tempo real o Peixe não tinha nenhum objetivo e o Cruzeiro via o jogo como a salvação de seu ano ingrato?

MELHOR AINDA: ganhou por 2 a 1 após fazer l a 0 e sofrer o empate que o tiraria da Libertadores; ter um jogador expulso e fazer o segundo gol, com 10 homens em campo, através do Gladiador. Entrou pra confirmar sua estrela e recuperar parte do que estragou após a perda da Libertadores e de sua briga com a torcida celeste.

PARA ADILSON Batista teve a força da conquista de um título. Lembra-se de que lugar o Cruzeiro arrancou no segundo turno, mais ainda se fizer um quadro comparativo com a situação do arquirrival Galo?

A DERROTA DO GALO no sábado, realmente, teve o efeito de um coice de burro no peito. Não foi uma derrota comum, de um grande time diante de outro grande time. Foi um fiasco, a entrega de um pretenso grande time diante dos reservas de um verdadeiro grande time.

O ESTRAGO tão grande não permitiu qualquer reparo por parte da diretoria a não ser dispensar o treinador logo após o vexame, no vestiário mesmo. Por parte desta Trincheira não existe a menor restrição a fazer no procedimento de Alexandre Kalil.

TOMOU A DECISÃO da dispensa que qualquer um de nós tomaria, apesar de apalavrado com Celso Roth pra 2010. Como mantê-lo, depois de tudo que ele fez de errado e levou o time pra fora e bem longe do G-4?

A INFORMAÇÃO QUE repercuti no meu blog sobre o possível acerto com Wanderley Luxemburgo, Traffic, num projeto que não teve final feliz no Palmeiras, tá perto de ser implantado na Cidade do Galo. Tem apoio de todos e, principalmente, do dono das chaves do cofre: Ricardo Guimarães.

Um comentário:

  1. Eujácio Souza Prates8 de dezembro de 2009 10:53

    Flávio, nunca um ditado caiu tão bem como no Fla de hoje: "Deus escreve certo por linhas tortas". Diretoria e elenco rachados, salários e bichos atrasados, atletas baladeiros, mas eles são unidos até nas baladas, coisa que a maioria dos outros clubes não possui: grupo unido.
    Conforme reportagem com a família do Andrade no Esporte Espetacular, a elite flamenguista não o queria como técnico devido ao "racismo". Eles mereceram, pela superação do Pet e do Adriano, que, no início do ano eram ex atletas.
    - Ficou uma lição ingrata: o brasileiro nunca se revolta por causas sociais, mas por paixão sim. Este comportamento é creditado ao Capitalismo Selvagem que se instalou no futebol. A corrupção sugere o desrespeito e o vandalismo. A maioria dos que fazem as leis futebolísticas, nunca foram atletas. O futebol tem que ser repensado ou as famílias vão para de ir aos estádios.
    - Aos atleticanos, resta a opção de criticar para que os erros sejam repensados. Para o bem do esporte e do fair play, temos que aceitar a superioridade do cruzeiro em campo. Eles sabem segurar e reverter placar. O Adilson acertou muito na reta final, ao contrário de seu colega de profissão que dirigiu o Galo. Abs.

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