segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

STF APROVA VOLTA DA CENSURA

RECEBO a mensagem, que espero corra pela Internet, em alta velocidade, um artigo escrito por Lúcia Hippólito- imagino que seja alguma articulista, não a conheço - no site de o Globo. Peço permissão pra republicar, porque é matéria relevante. Socorro, Jesus...

“É INACREDITÁVEL ! É estarrecedor! O Supremo Tribunal Federal, a Suprema Corte do nosso país, o guardião da Constituição brasileira e dos direitos dos cidadãos, acaba de legitimar um dos atos mais odientos e repugnantes na vida de povos que se pretendem civilizados.
Declara textualmente o § 2º do Art. 220 da Constituição brasileira: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.” De novo, para a gente não esquecer: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

“POIS os “Supremos” sapatearam sobre a Constituição brasileira e legitimaram a censura à imprensa. Por seis votos a três, os meritíssimos mantiveram a censura ao jornal “O Estado de São Paulo”. Não se trata aqui de defender este ou aquele jornal. Como dizia Thomas Jefferson, um dos pais fundadores da democracia americana e terceiro presidente dos Estados Unidos, “a lei determina que a imprensa deve ser livre, não que deva ser boa”.

“QUEM decide se é boa ou não é o cidadão. Thomas Jefferson é autor, também, de outra reflexão crucial para a democracia. Disse ele: “se eu tiver que escolher entre um governo sem jornais e jornais sem um governo, eu não hesitaria em escolher a última fórmula, isto é, jornais sem um governo”.

‘ É IRRELEVANTE julgar os atores desse processo. O jornal “O Estado de São Paulo” foi censurado porque um juiz amigo da famiglia Sarney proibiu a publicação daqueles áudios deliciosos em que o filho de Sarney contava como a família exerce seu poder privatizando todos os espaços públicos ao seu alcance, desde um bem do Patrimônio Histórico, como o Convento das Mercês, transformado em mausoléu do patriarca, José Sarney, passando pelo Senado Federal, onde foram empregados aliados, cabos eleitorais, apaniguados, asseclas, netos, cunhadas, agregados da família, namorados de netas, filhos fora do casamento, amantes et caterva”.

“AINDA não mencionamos áreas estratégicas para o país, como por exemplo, a área de Minas e Energia, feudo privado, quase quintal da famiglia Sarney. Mas há ainda verbas repassadas pela Petrobrás, pelo Ministério da Cultura, passagens da Câmara utilizadas por assessores do primeiro-filho, que se quer é parlamentar. Enfim, um sem-número de ilegalidades, que o jornal está proibido de divulgar.

“MAS NÃO é disso que se trata aqui. Não se está julgando o jornal nem a famiglia Sarney.
Aqui se trata do perigosíssimo golpe contra a democracia. Golpe perpetrado por aqueles que têm como única função defender a Constituição brasileira. Durante a ditadura militar (1964-1985) existiu censura. Pesada, tenebrosa, assustadora. Mas a aplicação da censura era prerrogativa do Poder Executivo, através dos hediondos Atos Institucionais”.
“NÃO SE tem notícia de que ministros do Supremo Tribunal Federal tenham coonestado a censura.Ao contrário, temos exemplos de ministros heróicos, que resistiram e perderam a toga por ato da ditadura. Os nomes de Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva permanecem vivos na nossa memória. Mas mesmo aqueles que concordaram com o golpe de 64 – e depois se arrependeram –, como o ministro Aliomar Baleeiro, que tirou a toga e a pisoteou quando soube da destituição dos três, jamais legitimou a censura da ditadura”.

“TIVEMOS que viver mais de 24 anos de democracia para assistir à cena : seis ministros da Suprema Corte do país apoiando a censura.É importante registrar aqui os votos dos ministros do Supremo. A favor da liberdade de imprensa, dos cidadãos, da democracia e da Constituição brasileira, votaram os ministros Carlos Ayres Britto, Celso de Mello e Carmen Lúcia.
A favor da censura, contra os direitos dos cidadãos, contra a democracia e pelo desprezo à Constituição de 88 votaram os ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Eros Grau, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli. A morte da liberdade sempre começa com a censura à imprensa.”.

ALGUNS dos que votaram a favor me decepcionaram. Não é o caso de Gilmar Mendes, por exemplo. Bem feito pra nós. Já, já, outra quadrilha exigirá que tapem a boca de todos nós

3 comentários:

  1. Já que acabou o futebol, e estamos somente nos preparativos do próximo ano, vale a pena comentar.

    Lúcia Hipólito é articulista política e comentarista da CBN e de o GLOBO, e esta notícia mostra a pequenes de nossa maior corte, em um ato ao arrepio da constituição, varreu de imediato as bases e fundamentos da democracia.
    Pobre deste pais que tem um judiciário que além de não prender ninguém, não julgar nem fazer cumprir nenhuma decisão, está a mercê de figuras como Lula e Sarnei, convivendo com tantos outros políticos ai soltos e que continuam a afrontar a sociedade em cenas terríveis como as de Brasilia, agora,
    com dinheiro em cuecas meias e bolsas

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  2. QUE NOVIDADE!!!!
    AQUI EM MINAS A CENSURA VIGORA HÁ ANOS. BASTA PESQUISAR PARA ESSA AFIRMAÇÃO.
    ALGUÉM JÁ OUVIU A IMPRENSA FALAR MAU DO GOV. AÉCIO? CLARO QUE NÃO TEVE MUITOS ESCÂNDALOS: FARRA DOS INGRESSOS (BRASIL X ARGENTINA ) DENUNCIADO PELO KAJURU QUE LOGO FOI DEMITIDO DA BAND! AQUELE EPISÓDIO RO RJ,ENVOLVENDO O AÉCIO E UMA MULHER, PUBLICADOS PELO JUCA KFOURI E FORA OS FATOS DE GOVERNO EM MINAS!
    AQUI EM MINAS ATÉ OS IRMÃSO PERRELLAS DITA AS REGRAS E O SR. SDABE, ATÉ CONFESSOU EM SEU BLOG. ENTÃO ISSO NÃO É NOVIDADE. O QUE FALTA É UMA UNIÃO DE TODOS OS ÓRGÃOS DE IMPRENSA, MAS AQUI É COBRA ENGOLINDO COBRA!

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  3. Flávio, a imprensa já é "monitorada" há muito tempo. Nossa imprensa é muito institucionalizada. Você é um dos poucos que critica Galo e Raposa, mas a maioria só divulga os erros do Galo.

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