quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

BOM PAPO COM LUXA NA TEVÊ

PARA O CONHECIMENTO de quem não leu, escrevi ontem o seguinte nesta elucidativa coluna:

-ME ENTUSIASMA qualquer esquema de vários atacantes, ou meias atacantes, desde que a linha de quatro beques seja uma realidade; mais o primeiro volante de marcação.

-AÍ O TIME terá cinco atacantes, mas só funcionará se dois forem meias – um canhoto e outro destro ; com dois velocistas pelas extremas, no estilo dos antigos ponteiros e um homem forte de área.

-NADA DE ESPECIAL nisso: é o velho 4-3-3 que levou o Brasil ao título mundial em 58, 62 e 70. Não é saudosismo. Salvo melhor juízo, na Europa tem time jogando assim.

LEVANTEI A QUESTÃO com Wanderley Luxemburgo no Jogada de Classe, do Orlando Augusto, onde estou as terças e quintas-feiras.

ELE CONFIRMOU que alguns times na Europa jogam assim e que em breve o futebol brasileiro caminhará pra este esquema, também.

MAIS DO QUE Luxemburgo, bem mais moço, eu vi este esquema nos anos 50, sem a qualidade que se pode dar agora.

OS DOIS LATERAIS marcavam os ponteiros, na porrada.

OS DOIS BEQUES interiores botavam o ponta-de-lança e o centro-avante pra longe da área. Nem sempre conseguiam porque alguns eram espertos, técnicos e corajosos.

OUTROS TIMES usavam a variação 4-2-4: o lateral direito e o zagueiro de área cuidavam dos atacantes de frente. Um dos médios, pela direita, marcava o ponta-esquerda e o lateral esquerdo cuidava do ponta-direita.

O CÉREBRO dos times estava no meio-campo: o centromédio e o meia armador. Ambos extremamente técnicos. O duelo era vencido na competência técnica e não na porrada, ou na marcação.

TOMO POR BASE o Flamengo, tricampeão em 55, com Dom Fleitas Solich, paraguaio apelidado de El Brujo, pelo qual torcia lá no Caratinga.

JOGAVA ASSIM: Chamorro , Jadir e Pavão. Tomires , Dequinha e Jordan; Joel, Moacir, Índio, Evaristo e Zagallo.

ESTE TIME LEVOU de 5 a 1 do América na segunda partida da decisão do carioca de 55. Havia vencido a primeira por 1 a 0.

VEIO O TERCEIRO jogo, e Solich inovou: botou Servílio, mais forte e alto, no lugar de Jadir; Dida no lugar de Índio e Duca no de Moacir, lesionado.

DIDA MARCOU quatro vezes, mas a chave foi o pernambucano Tomires quebrar o paraguaio Alarcon (que fizera 3 gols nos 5 a 1).

NÃO HAVIA substituição na época. E o grande time do América de Pompéia, Rubens e Edson; Ivan, Agnelo e Hélio: Canário, Romero, Leônidas da Silva ( ou da Selva, como dizia Ponte Preta) Alarcon e Ferreira jogou com 10 e levou de quatro.

O RESTO É HISTÓRIA. O que eu quis lembrar, realmente, é que o Flamengo de 50 tinha Dequinha e Moacir, aquele técnico, e este bem parecido com o estilo Paulo Isidoro.

TINHAM O auxílio de Zagallo – como Telê Santana fazia no Fluminense de Zezé Moreira - como ele viria fazer na Copa de 58 na Suécia.

A SELEÇÃO DE Vicente Feola, campeã do mundo, ratificou 4-3-3. Um dos pontas era ponta nato e outro subia e descia por seu lado.

CLARO QUE o esquema atualmente necessitaria de laterais que priorizassem a marcação, sem, contudo, serem brucutus como Tomires, ou Jadir.

CABERIA O Zé Luis ou o Jonilson? Sim, como quinto beque. Mas eu teria preferência por Fabrício, Henrique, Moisés, ou Elano, ou um Dunga nos bons tempos.

OS PONTEIROS precisarão das características dos antigos. Drible, velocidade, saída em diagonal e boa assistência.

PELO AMOR DE Deus! Não busquem novos Garrinchas, ou Julinhos Botelhos.

MAS SE FOSSEM parecidos com Marques e o Bailarino Joãozinho, ótimo!

AGORA estamos nas mãos de Wanderley Luxemburgo e seus seguidores; quem não rezar nesta cartilha perderá o trem da história, podes crer.

TWITTER DO ANSELMO: Se Marques optar pela política e pensar em usar o Galo de plataforma vai dar-se mal com Luxa. Palavra do próprio.

WANDERLEY falou-me sobre seu futuro com Kalil. Ambos têm personalidade forte, mas se divergirem será pelo bem do Atlético. Sem maiores problemas. .

PELO MENOS uns cinco exemplares do meu livro PROFETAS DO ACONTECIDO eu lhe remeti pelos Correios ou através de emissários.

LUXEMBURGO garantiu que não recebeu nenhum. Então, dei-lhe outro de presente, acompanhado do MARIAS CHUTEIRAS. Vamos esperar sua reação.

PERÍODO NADA azul para o Cruzeiro: morre o goleiro Gasperin, 57 anos, revelado pelo Internacional, mas com passagem pela Toca em 1980.

DEPOIS, o técnico Luciano Pascoal, 53 anos, ex-treinador dos juniores, auxiliar técnico de Ênio de Andrade, Antônio Lopes e Jair Pereira, que o dispensou.

LUCIANO, MEU amigo, chamava-me de padrinho. Que nem o neguinho Cândido, que já se foi há tempos, também muito novo.

VOU SENTIR FALTA dos seus telefonemas todos os anos no meu aniversário e no Natal.

O TRISTE é que só soube agora, pela coluna do Chico Maia. Finalmente, outro cruzeirense gente-boa que se foi: o ex-presidente Eduardo Bambirra, 86. Também deixara saudade.

2 comentários:

  1. A entrevista com o Luxemburgo foi muito boa, pois aproxima a torcida do novo treinador. Mas faltou a pergunta que não quer calar: Qual será o goleiro titular do Galo?

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  2. para não irmos longe, o treinador Mano Menezes venceu a copa do brasil jogando no 4-3-3. ronaldo, dentinho e j. henrique. nosso problema maior é que estão colocando varios volantes no time e muitos nao sabem passar a bola e muito menos dar um arremate a gol. destruição do futebol e no Brasil tem craque à rodo! só não o aproveitamos. os times estrangeiros aos poucos levam nossos craques (alguns ainda nas fraldas).

    Flávio Azevedo

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