sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O DIABO NÃO É TÃO FEIO QUANTO O PINTAM

NÃO É A PRIMEIRA vez que isso me acontece. A pequena aversão que tenho por determinada pessoa, mesmo sem conhecê-la, acaba por influir nas minhas análises. O tratamento deixa de ser igual, inconscientemente, como por quem tenho empatia.

O INTERESSANTE é que passo a exigir mais desse até pra sustentar a imparcialidade de meus comentários. No caso da aversão, normalmente ela some no primeiro contato que tenho com a pessoa.

NORMALMENTE, tal aversão começa, também, a esvaziar pela lucidez de amigos ou dos meus filhos que detonam minha pré-concebida má vontade contra alguém.

QUANDO Wanderley Luxemburgo chegou na Toca da Raposa, eu estava de arma em punho pra recebê-lo; em razão de uma experiência que tive com ele e que narro no meu livro Profetas do Acontecido.

ELE ERA o treinador e visitava Beagá pela primeira vez nesta condição. Daria uma entrevista coletiva num hotel da Rua Espírito Santo, no centro. Como Supervisor de Comunicação Social da FMF me pediram pra organizei tudo.

LUXEMBURGO, cheio de pose, chegou e não me cumprimentou. Só atendia um careta que o acompanhava. Após a coletiva, este jornalista convidou-me pra almoçar no hotel.

PASSAVA das 13 horas e claro que aceitei. Luxa almoçou sisudo, só papeava com o outro. Após, subiu pra sesta e não me dirigiu nem um muito obrigado.

CARA, ELE estava no meu terreiro. Na sua fase de Cruzeiro prometi que daria o troco. No começo fui bravo e o Flávio Júnior me repreendia: “Pai, o diabo não é tão feio assim”.

ATÉ QUE me levou, às duras penas, à solenidade de inauguração da sede do Barro Preto, apesar de saber como sou anti-social.

FLAVINHO apresentou-me ao Wanderley e tivemos bom papo de uma hora sobre futebol. Acabou minha aversão.

ISSO NÃO QUER dizer que sou macaco de auditório dele. Tirei apenas a venda da pré-indisposição e faço análise crítica de seu trabalho, como deve fazer qualquer profissional.

JÁ NÃO ME preocupo com o terno que Luxa veste, ou como responde às perguntas cretinas com violência; nem sua pose de arrogante, que considero um ato de defesa.

LUXA REVELOU no Jogada de Classe porque passou a usar terno. Viu a Imprensa tupiniquim encher a bola de Beckenbauer de terno bem cortado, na medida. Mudo à beira do campo, como boneco de gesso.

FOI CAMPEÃO do mundo e endeusado pela mídia. Luxemburgo decidiu lançar a moda no Brasil pra sentir a reação da mídia. Funcionou, ainda que até hoje alguns estranham em razão do calor insuportável. É a marca pessoal dele. Só não fica estático e calado como o Kaiser. Joga com seu time.

BOM, ESCREVI lá em cima que isso não foi a primeira vez que me aconteceu. Sinal de existiram outras. Houve sim. Agora, por exemplo, a fama de badboy de Kleber criou-me a tal pré-concebida aversão por ele, e tinha certa influência nas minhas análises.

RAMON SALGADO, que o conhece bem, dizia-me : “Tem nada disso, Peito Aberto, fora de campo ele é uma dama. Não é nada daquilo que aparenta”.

E EU RESPONDIA: “O que eu tenho com isso; me interessa como ele é em campo e como jogador não tem me agradado também.” No fundo, eu sabia não ser verdade.

CONHECI KLEBER no Jogada de Classe do Orlando Augusto, na TV Horizonte. Papeamos com espíritos desarmados e ele me ganhou.

NÃO PORQUE TENHA beijado o escudo do Cruzeiro ao fazer o gol contra o Real Potosi; nem por afirmar que não queria ir pro Porto, queria ficar em Beagá, por isso não aceitou a proposta.

KLEBER ME GANHOU pela sua sinceridade, objetividade e consciência da importância que tem para a torcida. Com humildade revelou que seu sonho era apenas ser ídolo no futebol, nem era ganhar dinheiro. Queria ser igual ao Neto, então no Corinthians.

NÃO FEZ uma boa escolha, mas atingiu tal objetivo. Ídolo da torcida celeste não quer mais sair daqui.

PITACO. Adilson Batista faz bem em escalar o Cruzeiro B neste sábado contra o Villa Nova, tendo o Velez Sarsfield em Buenos Aires, na próxima quarta.

A DIRETORIA perrelista precisa colocar em público o nome do incompetente que permitiu Wellington Paulista jogar contra o Uberlândia suspenso por expulsão no Mineiro do ano passado. Todos os demais clubes tiveram essa prudência.

TWITTER DO ANSELMO. Anote aí: Obina jogará com Diego Tardelli e Muriqui. Zé Luis, Correa e Ricardinho formarão a linha de meio-campo e a de quatro beques terá Coelho, Jairo Campos, Cáceres e Leandro. No gol, Carini. Cáceres só não joga se pedir.

ENQUANTO Atlético e Cruzeiro fazem o terceiro jogo seguido em casa, o Coelho, coitado, sai pela segunda vez seguida e nessa agora joga num campo horroroso, com capacidade pra 5 mil pessoas, e às 11 horas, sob 40 graus em Teófilo Otoni.

PERGUNTO a quem fez tal tabela: Cruzeiro ou Atlético jogarão lá ou na Fazendinha nesse horário maluco e perigoso?

PUTA MERDA, não acertei uma. Meu primo Iraq Rodrigues manda mensagem sobre as bobagens que escrevi na última Trincheira. Vejam:

“VOCÊ COMENTOU que sua turma não perdoa, corrige tudo. Primeiro quando você se colocou como treinador do Ipatinga e agora colocando o Marilton´s na Floresta. Quem dera fosse na Floresta, meu bairro.”

“MAS COMENTO o seguinte: o REAL É POTOSI e não POTESI. Esclareça também para seus amados leitores que tem muita imprensa falando Potesssssi, quando a pronúncia correta é com som de z : PoteZi.”

PÓ IRAQ, você não tem mais o que fazer do que ficar corrigindo este pobre filho de dona Geralda, sua tia? Valeu, garoto!

EUJÁCIO SOUZA PRATES também me repreende: “Flávio, me desculpe mas o Adilson não foi ousado, pois, o Potosi é muito ruim e tinha um a menos.” Tá bom, Eujácio, mas os bolivianos não entraram com um a menos no primeiro tempo e levaram de 4 graças à ousadia de Adilson ao escalar três atacantes, coisa que poucos conservadores fazem.

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