segunda-feira, 31 de maio de 2010

AINDA HÁ TEMPO DE APAGAR ESTE TRISTE COMEÇO

O AMERICA TOMA a sopa quente pelas beiradas e está no G-4. O Ipatinga é forte candidato ao descenso pelo que se viu até agora. Este é o panorama dos mineiros na Série B. Muda pouco na elite: Atlético e Cruzeiro sobem e descem numa velocidade incrível; não convencem nem ao mais fanático dos torcedores. Este final de semana ratificou a instabilidade e a fragilidade das nossas equipes principais.

PORÉM É PRECISO destacar, por questão de justiça, uma enorme diferença entre as derrotas cruzeirense e atleticana, em que pese esta ter sido nos próprios domínios. E não existe aquela ideia fixa de que em casa nossos times são quase imbatíveis?

A DERROTA DOS AZUIS foi fora de casa, contra um adversário – Ceará – que é o cavalo paraguaio da vez. Começou bem o Brasileiro, tá com 100% de aproveitamento em casa, invicto e vice líder da competição. Mas o Cruzeiro não perdia fora há 14 jogos.

ENTÃO A DIFERENÇA entre as duas derrotas é que o Galo deu um baita vexame em casa? Não, nada disso. A diferença entre eles é compromisso. O Atlético perdeu como parte do jogo de futebol. No entanto, buscou o resultado. Lutou, suou a camisa, tentou de todas as formas vencer o adversário que foi melhor.

O FLUMINENSE TAMBÉM comandado por um excelente técnico, Murici Ramalho, levou o gol aos 2m e soube superar o trauma. Com uma defesa firme, o meio-campo bom na marcação e ótimo na criação ( o baixinho Conca é uma fera) e extremamente perigoso no ataque ( leia-se Fred), tomou o jogo pra si depois.

EM CONTRAPARTIDA, sobrou ao Galo apenas disposição e luta. Correria dos laterais, vontade e disposição de alguns no meio-campo e luta desesperada de Diego Tardelli e Muriqui. A decepção ficou por conta de Fabiano que não marcou, não apoiou, nem lutou.

O GALO CRIOU oportunidades com Tardelli e Muriqui. Podia ter levado de presente o empate em 2 a 2., mas a bela jogada de Fred com Alan, no final, selou o placar em 3 a 1. Com Fred não se pode descuidar um segundo sequer. O gol saiu nos acréscimos.

EM FORTALEZA, foi o contrário. O máximo que o Cruzeiro conseguiu foi chutar uma bola na trave, no segundo tempo, por meio de Thiago Ribeiro. Aliás, a dupla de frente como todo time, exceto o goleiro Fábio, não existiu. Pra variar, Fábio fez três defesas de enorme dificuldade.

A DIFERENÇA ESTÁ no comportamento: o Galo manteve-se no compromisso de time grande, de brigar sempre pela vitória; o Cruzeiro voltou a ser aquele time frio, sem compromisso, sem raça; perdia o jogo e mantinha o ritmo de treino, tocando a bola pras laterais.

KLEBER É O DONO do time. A bola é só dele e não sai do chão, derrubado e reclamando das entradas dos beques. Thiago Ribeiro, gelado, correu pros lados e do gol adversário. Marquinhos Paraná uma tragédia como armador, na função que Roger não cumpriu por descaso no primeiro tempo.

FERNADINHO FINGE que corre e engana mais que JONATHAN que nem correr, corre. Será que este moço sofreu algum baque psicológico com a convocação de Dunga? Talvez, e a gente não sabia, ele esperava, também, a convocação.

SEREI JUSTO: Gil e Leonardo Silva, mais Elicarlos que entrou pra marcar o atacante Misael que deu um passeio em Jonathan e criou a jogada do gol único, anotado pelo veterano Lopes destacaram na ruindade geral. O jogo foi de baixo nível técnico.

TWITTER DO ANSELMO: A derrota do Cruzeiro cria um sentimento de frustração generalizado para o qual só existe um remédio: mudar tudo, do porteiro da Toca ao presidente do clube. Todos são culpados.

ENGANAM-SE PERRELAS e Adilson Batista ao imaginar que com esse time sem alma e compromisso, cheio de mercenários, chegarão a algum lugar.

TALVEZ SIM entre aqueles que disputarão a mordidas, socos e pontapés os pontos contra o descenso.

PITACO. A tolerância da torcida com o atacante Wellington Paulista agora é ZERO. Nem esta Trincheira, antes defensora do seu espírito de grupo e de sua utilidade para o time aguenta mais sua falta de compromisso com a seriedade e o comportamento civilizado.

O CASTIGO QUE WELLINGTON Paulista merece agora é a dispensa.

OS VELHINHOS do Parque São Jorge botaram pra dançar os meninos da Vila Belmiro. A goleada (4 a 2) veio em boa hora.

NADA CONTRA a beleza do futebol que jogam, mas contra a arrogância que exibem após cada vitória.

AINDA QUE isso nos obrigue a suportar o oba-oba dos coleguinhas paulistas entusiasmados com o 100% de aproveitamento do Coringão!

FALTAM 10 dias pra Copa começar e já a gente leva todos os dias um banho de informações úteis e inúteis, comerciais inteligentes e outros de fraco gosto sobre a vida dos atletas, dos africanos e como será o dia-a-dia dos papagaios por lá.

COPA DO MUNDO tornou-se uma super feira onde se encontra de tudo e ocasionalmente futebol. Daí a preocupação dos organizadores quando o treinador não chama um Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, ou um Balack ou Bechman ficam de fora. São produtos de enfeite, de prateleira.

AS PROMOÇÕES já foram mais simples. Lembro-me da primeira que fui, na Argentina: na fila do bandejão no centro de imprensa estavam o Bobby Moore, já falecido, Fontaine, Kopa, Ademir Meneses, Gerson Canhotinha, e outros nomes famosos, na maior simplicidade.

EU SOU VOU mergulhar na Copa quando os jogos começarem. Terei o que, realmente, comentar. Agora, serei papagaio e vou repetir coisas que nem tenho certeza, pois estou a quilômetros de distância dos acontecimentos reais.

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