quarta-feira, 30 de junho de 2010

MEU MARACANAZZO FOI NO SARIÁ EM 1982

EU TINHA SEIS ANOS e alguns meses em 1950 e só tomei conhecimento da decepção do Brasil derrotado pelo Uruguai na tristeza de meus irmãos mais velhos. O Maracanazzo foi-me apresentado tempos depois, quando me interessei mais por futebol, nas leituras em revistas esportivas que eu sorvia diariamente na banca da família.

TIVE MEU MARACANAZZO em forma de Sariazzo, num estadinho no qual mal cabiam 35 mil pessoas, na Copa de 1982. Era meu segundo mundial como comentarista e o primeiro de Telê Santana.

ANTES TIVERA pequena decepção com a perda do Mundialito, em Montevidéu, na festa de 80 anos da conquista deles. Bateram na gente, de novo, por 2 a 1, também com falha do goleiro – João Leite – no segundo gol.

PORÉM O SAIRAZZO doeu bastante: aquela Seleção de Telê tinha áurea de imbatível, de melhor da competição. Havíamos atropelado a Argentina com Maradona e tudo mais. Um show que levou o Reizinho deles a perder a cabeça e ser expulso.

ENTÃO A ITÁLIA que se classificara na bacia das almas com três empates não seria páreo. Ainda mais que sua estrela era Paolo Rossi, envolvido em escândalos e que voltava de suspensão de dois anos.

LEDO ENGANO. Nossa poderosa Seleção, cheia de si, confiante na sua qualidade pecou em quer muito, ir além do regulamento que nos dava o empate e perdeu por 3 a 2 após conseguir o placar que nos atendia.

DOEU PACAS. E o jeito, antes de voltar a Madrid, foi tomar um porrete inesquecível, como inesquecível foi aquela derrota.

EM 1986, o pênalti perdido por Zico, os erros cometidos na decisão por penais que favoreceu à França e tirou o Brasil da Copa doeu menos.

TWITTER DO ANSELMO: Estive longe da Copa da Itália e estava em Caratinga, acompanhando a derrota pra Argentina ao lado de dona Geralda. Time do Lazarroni: esta então é que não doeu nada.

ESTIVE PERTO DE IR à Copa de 94 nos Estados Unidos. Mas à última hora minha birra dos norte-americanos me fez recuar.

ESTAVA TÃO ALUCIANDO tão alucinado acompanhando a decisão com a Itália junto de parentes e filhos que nem atentei que o pênalti de Roberto Baggio era o último.

QUANDO A TURMA a turma começou a gritar, eu os mandei calar: entendia que faltava um pênalti. Alexandre, meu filho, me alertou: “Pai, o Brasil é campeão”. Então cai na farra.


EM 98 DOEU um pouco por causa do Ronaldo. Ele não merecia aquela decisão e ser apagado por Zidane. Veio o troco em 2002 e o Fenômeno, ao lado de Ronaldinho, Rivaldo, Gilberto Silva, arrasou.

NADA SENTI COM a eliminação pela França, outra vez, em 2006 porque não tinha fé naquela seleção de Parreira. Na verdade, fazíamos um grande piquenique como aconteceu em 1966, em Londres.

ESTOU VACINADO contra decepções, portanto, desde o Sarriazzo. Um dia, encontrei-me com Telê Santana, no gabinete do diretor do Detran, e ele ainda de ranço com Gil Costa, então diretor da Rádio Capital, onde eu era comentarista, perguntou-me:

“VOCÊ AINDA trabalha naquela m. de rádio dirigida por aquele sujeito?”

“AINDA TÔ lá e lamento que você não esteja naquela m, de Seleção que me causou tanta decepção”. Apesar de tudo, nós nos respeitávamos e nos gostávamos.

MAS ESTE FILHO do Sodico, acompanhando o Mestre Telê Santana na Seleção, não ganhou nada, nem o Mundialito de Montevidéu.

SE NESTA Sexta-feira o time de Dunga, que não é lá nenhuma Brastemp, passar pelos holandeses, decantados como a nova Laranja Mecânica, não me abaterei.

SE PASSAR E CAMINHAR para o título ficarei feliz, porque Dunga tem contas a acertar com o Sistema Globo por desafiar esta organização que cismou de botar o Brasil no seu quintal.

SE QUISEREM pitacar use meu blog: www.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com
Deite e role.

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