domingo, 1 de agosto de 2010

CUCA ESTRÉIA EM CLÁSSICO COM VITÓRIA SOFRIDA SOBRE O GALO

FÁBIO ESTEVE de novo sensacional? Esteve. A bola do Galo não entrou? Verdade. O gol do Cruzeiro foi um chute mágico, que Wellington Paulista acerta uma em 10? Mentira. Não é o primeiro dele, belo arremesso como aquele fora da área. Cuca acertou no esquema tático de três zagueiros? Sim e com este detalhe importante: acreditou no novato Edcarlos, grande destaque da partida.
TRÊS ZAGUEIROS? Não foi este o esquema de Vanderlei Luxemburgo? Também. Só que Luxa montou a linha de três zagueiros fixa e soltou seus laterais Diego Macedo e Fernandinho. Na marcação do meio, ficaram João Pedro e Ricardinho.
SERGINHO ENCOSTOU na frente em Diego Souza e Tardelli. A linha de três do Cruzeiro movia-se mais: Gil – pra quebrar o galho vai, porém é bem fraquinho – do lado direito e Edcarlos pela esquerda, tinham a cobertura de Fabinho – bela partida – como falso beque.
PARANÁ , FABRICIO e Everton diminuíam os espaços do meio-campo. Jonathan, abaixo da média, de novo, era por onde entravam Fernandinho e Tardelli na defesa cruzeirense. Diego Renan começou no clássico a achar sua posição.
MARCOU BEM QUANDO a coisa apertou e apoiou na abertura do segundo tempo quando perdeu duas chances de definir o jogo. Thiago Ribeiro fraco, não atravessa boa fase podia ter sido expulso no primeiro tempo quando atingiu João Pedro deslealmente.
WELLINGTON PAULISTA, além do gol, foi o espírito da equipe. Lutou como desesperado, principalmente após a infantil expulsão de Gil no segundo tempo. Rômulo entrou bem no lugar de Everton e Robert esteve caricato no lugar de Thiago Ribeiro.
GOSTEI TAMBÉM DE Elicarlos na vaga de Fabrício – outro leão – que saiu com cãibras.
O GALO MANDOU no primeiro tempo, mas esbarrou em Fábio e suas saídas perfeitas. Quando a bola passou por ele bateu na trave.
AINDA ASSIM O time, no intervalo, mostrou muito nervosismo: Werley e Jairo Campos queriam pegar Diego Tardelli. O bate boca, exibido pela tevê, tevê xingamentos e ofensas pesadas. O juiz Seleme interviu e evitou a briga.
SE TARDELLI reclamou da zaga por causa do gol de Paulista, mais motivos tinham os zagueiros de reclamar dele nos gols perdidos e nos lances desperdiçados. Na realidade, a fase de Tardelli é a fase do Atlético. Nada dá certo pra ele.
NO SEGUNDO TEMPO, apesar do volume do Galo, que perdeu as oportunidades foi o Cruzeiro, com Diego Renan e Thiago Ribeiro. A pressão atleticana se acentuou na expulsão de Gil. O Cruzeiro abdicou dos contra-ataques e se fechou na defesa.
LUXEMBURGO botou Obina fora de forma e o atacante só quis briga com a zaga celeste. Entrou com Leandro no lugar de Ricardinho e de Zé Luiz pra matar o volume perigoso de arrancadas que o Cruzeiro mostrava no meio-campo, tirando Diego Macedo. Nada funcionou.
NO ENTANTO, fiquei mais otimista com o jogo. Os 13 mil pagantes que estiveram na Arena, todos atleticanos, com certeza, se saíram frustrados, viram também que o projeto da equipe anda.
A VIBRAÇÃO DO CRUZEIRO, ao comemorar a vitória (1 a 0) como a conquista de um título também mostrou que as mudanças surtirão efeito. No momento certo, Cuca verá que Thiago Ribeiro, Robert e Jonathan estão de olho fora do Cruzeiro. E sairão do time.
TORCEDORES ME ligaram pra reclamar do filho de Alexandre Kalil. Perguntei: você xingaram o Kalil, ofenderam o pai do rapaz? Diante da resposta afirmativa, respondi: queriam o quê? Que ele jogasse beijinhos para vocês?
SE FOSSE O SODICO, eu também sairia chamaria pra briga. E ele ia atrás...
FIZERAM O JOGO só para a torcida alvinegra, deixaram a do Cruzeiro fora do estádio, e os atleticanos brigaram entre eles. Que dizem agora as autoridades (in) competentes do professor Anastásia?
O COELHO TEM certa instabilidade de amedrontar o torcedor; vencia o Asa, em Arapiracara, por 1 a 0 e bem. Dava a impressão de que faria uma vitória tranqüila. De repente, um branco geral e dois gols de cabeça do mesmo adversário: 2 a 1 tão rápido quanto durou a impressão.
O TIME SE VENCE chegaria ao G-4. Manteve-se fora, em sexto lugar.
O IPATINGA MOSTROU o contrário. Entrou cabisbaixo contra o Brasiliense que vinha de uma boa vitória sobre o forte Paraná Clube de Marcelo Oliveira. O Tigre não tomou nem conhecimento e mandou no seu pedaço: 3 a 1, com dois gols de Alessandro.
NÃO SAIU DO BURACO negro, mas ficou bem perto disso. Mais uma vitória e pula fora.

Um comentário:

  1. Flávio ler você de cabeça inchada pela derrota como o filho do Kalil não tem preço.

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