terça-feira, 10 de agosto de 2010

SAGA DE UM APOSENTADO SOB O JUGO DO BRADESCO

PARTE IV

Contei nas partes anteriores a nossa luta para conseguir o boleto e que fomos obrigados a freqüentar uma bitaca na Rua Tupis por determinação da firma E Crédito, agentes credenciados do Banco Finaza/BCM comprado pelo Bradesco. As promotoras não admitiam que entregássemos ou recebemos documentos individualmente. O meu tinha que ser entregue a mim, e da minha mulher à ela pessoalmente. Marcaram para entregar dia 4. Só entregaram o da minha mulher. Em dois meses, fora os descontos já procedidos no contracheque dela, sua dívida, para quitação por antecipação, pulou de R$ 2.0000,00 para R$ 2.598,07 ou seja, 30% em dois meses, ou 15 % ao mês. Por isso que os bancos nadam em dinheiro, meus amigos.

Rodei sem destino atrás de ajuda. No Procom, me informaram que não cuidam de juros, mas poderia determinar a entrega do meu boleto de quitação. Na Justiça de Pequenas Causas, me informaram que eu precisava apresentar uma planilha. Liguei para o meu contador Eli: ele me perguntou pelo contrato. Que daneira, gente! O Banco não havia me enviado a cópia do meu contrato. Liguei para a moça Flávia. Fiquei sabendo que bastaria eu ligar para o maldito 0800 que seria atendido.

Minha mulher ligou e lhe informaram que ela teria de mandar cópias dos seguintes documentos: CI, CPF e comprovante de residência. Ela questionou sobre a existência deste documentos na assinatura do contrato e na entrega do requerimento pedindo antecipação. Não interessava. Tinha que mandar outros. Ela informou que as contas de luz e de telefone estão em meu nome e que ela não tinha este tipo de comprovante e se não servia o contracheque de professora aposentada. Não serve, responderam. Mas como? Perguntou ela. Serviu na assinatura do contrato como comprovante e como base de documento para o banco liberar o empréstimo.
O RAPAZ de São Paulo sugeriu que mandasse uma conta e a certidão de casamento. Minha mulher respondeu: somos casados há mais de 45 anos e as certidões que tenho aqui se passarem por um fax se arrebentarão toda. Casamos em Caratinga, eu teria, então que viajar 700 kms para pegar uma certidão e atender tal burocracia.
PAGUEI o boleto e decidir pedir devolução na Justiça. Deram sugestão para ir ao Banco Central. Estive lá e a moçada gentil ligou para Dennys Lomasso do Bradesco. Um cavalheirismo total. Atendeu com presteza e educação. Aí que eu digo: o Banco investe em pessoas deste nível que sabem cuidar da imagem da instituição, mas no entanto se deixa representar por bitaqueiros despreparados como as moças da rua Tupis. Por quê?
Dennys discute o assunto com o pessoal de São Paulo. E eu espero por meu boleto, que deixei bem claro não pretendo mais voltar àquela bitaca para buscá-lo. Tenho que cuidar da minha saúde. Este clima todo piorou minha recuperação, piorou minha neuropatia, as pernas estão mais bambas e a cabeça mais área. Já me avisaram que o meu boleto foi para R$ 17 mil e alguma coisa. Um roubo! Se houver prazo, faço a consignação do pagamento com a minha planilha. Senão peço de volta na Justiça e pretendo ainda entrar com a devida ação de Perdas e Danos Morais. Volto sobre o assunto depois de amanhã.

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