domingo, 24 de outubro de 2010

ESTE CLÁSSICO JAMAIS NINGUÉM ESQUECERÁ

TUDO QUE SE PODIA esperar de um clássico tão decantado e importante aconteceu no Parque do Sabiá. Um clássico pra história. O Galo entrou com voraz apetite, escalado ofensivamente, contra o Cruzeiro acuado e esperando os erros do adversário. Só os azuis erraram mais no primeiro tempo e os alvinegros não perdoaram.

* Com 30 minutos, o Galo vencia por 3 a 0.

TENTATIVA DA VIRADA - No segundo tempo, o Cruzeiro tentou virar o placar. Chegou perto, mas o Atlético, na raça, segurou a vitória. Como dizem que todos os clássicos definem-se pelos detalhes, Cuca e Walter Gontijo que se preparem, pois foram os vilões do clássico.

* Já Dorival Júnior estará bem no papel de herói ao lado do goleador Obina.

PÊNALTY PERDIDO - O papel mal desempenhado por Montillo foi no pênalti de Werley e Edcarlos, na fase de apetite do Galo. A maior estrela azul cobrou displicente, por cima da meta de Renan Ribeiro. Bateu de cavadinha, como o Loco Abreu, do Botafogo. Deu-se mal.

* O castigo, outra vez, veio rápido. No lance seguinte, Obina fez 3 a 0.

VORAZ APETITE - A fim de confirmar que atravessa boa fase com Dorival Júnior e que está disposto a sair da zona do rebaixamento, o Galo começou o jogo com vontade. Aos 6m já fazia l a 0, com Obina aproveitando um cruzamento de Leandro. No segundo gol, o cruzamento foi de Rafael Cruz; Diego Renan e Edcarlos furaram bisonhamente. Obina marcou

*Quem pretendia jogar no erro do adversário, ofereceu os seus ao inimigo; e logo pra quem: para o matador do Galo.

ENTRA E FAZ - Então Cuca acordou e trocou Diego Renan por Gilberto, aos 35m. Um minuto após, ele marcou o gol cruzeirense pegando de esquerda, de fora da área, um cruzamento de Thiago Ribeiro. Belo gol e que botou mais lenha na fogueira do clássico para o segundo tempo.

*No intervalo, Obina disse que pediria no Fantástico a música do filme “Tropa de Elite” para simbolizar o grupo atleticano.

MUDANÇAS NO INTERVALO - O Galo voltou com Alê no lugar de Renan Oliveira e Cuca tirou Jonathan e botou Pablo. Pelo lado atleticano, existe um motivo. Renan é mais ofensivo e como o Cruzeiro passou a pressionar, Dorival colocou mais um volante de marcação. Mas Pablo no lugar de Jonathan confesso que preciso de mais informação pra fazer uma análise isenta.

* Se ainda fosse o Rômulo, haveria justificativa. Ataca bem.

CLÁSSICO DAS EMOÇÕES - Não é assim o clássico: a derrota vem nos detalhes. O Galo perdeu no primeiro turno, com apenas sua torcida no estádio e levou um belo gol de Wellington Paulista que definiu o jogo. No clássico de agora, o Parque do Sabiá só tinha cruzeirense que brigaram entre si, nas arquibancadas, quando o Galo fez 4 a 1 no segundo tempo, numa cabeçada sensacional de Rever, aos 25m.

*Cheirava goleada atleticana pra marcar a saída do time do buraco negro.

FICOU SÓ NO CHEIRO - O segundo tempo foi um punhado de emoções a cada minuto. Para alguns, o cruzeirense Cuca acertou ao colocar Roger e o atleticano Dorival errou ao tirar Diego Tardelli pra entrada de Daniel Carvalho. O certo é que o Cruzeiro marcou mais duas vezes, com Thiago Ribeiro, e esquentou o clássico. Quando o juiz anunciou mais quatro minutos, os corações dos dois lados entraram em pânico e bateram descompassados.

*Beagá fez festa pela vitória sobre o maior rival, justo ela que haveria de tirar o time da zona do rebaixamento. E o Cruzeiro da liderança.

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