quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O MELHOR É O FIM DA ARBITRAGEM

Que a arbitragem no Brasil tá uma porcaria, todos concordam. Exceto o pessoal do meio e seus familiares. Talvez até suas xingadas mães irão preferir o projeto deste filho da não menos xingada Dona Geralda. Por ser esta Trincheira idealizadora e não apenas crítica – desce o pau, mas apresenta soluções, trocando em miúdos – estudei um projeto em duas vertentes que levo à consideração dos meus milhares de leitores.
* É preciso, entrementes, que concordemos com dois aspectos: a porcaria da arbitragem e que o futebol brasileiro anda mais parecido com aquela pelada organizada de bairro versus bairros, cheio de rivalidades.
OBJETIVO DO PROJETO - Estes quesitos supracitados estariam inseridos em um “considerando” do projeto. Outros, mostrariam que meu projeto traria uma economia enorme ao futebol brasileiro, com a dispensa da tal mão-de-obra especializada e melhoraria o humor do esporte tão degradado pelas constantes reclamações nada sadias dos cartolas, torcedores, jogadores e até Imprensa transvestida em profissionais de redação, câmaras e microfones.
* Claro, economia, também, nas transações financeiras subterrâneas, desmentidas, mas algumas vezes comprovadas.
CONTEXTO DO PROJETO - Vou ignorar outros considerandos visto que este espaço da Trincheira nos jornais onde é publicada assim exige. Vou direto do mote do projeto: acabar com as arbitragens conservadoras e voltar aos bons e velhos tempos do juiz de arquibancada. Não é assim que se faz numa pelada que se preze, com os times uniformizados ou não? No melhor estilo: calções cada qual de uma cor; meiões nunca combinando com nada; camisas novas e outras desbotadas, números caídos?
* Imagino que as arquibancadas estarão cheias, lotadas de sopradores de apito; afinal somos um País de 180 milhões de técnicos e/ou juízes de futebol.
ESCOLHA NA HORA - Uma hora antes do início do jogo, na galega, o locutor do Estádio anuncia que está aberta a inscrição para juiz. No máximo podem se apresentar cinco que farão teste de conhecimento das 17 regrinhas. É tão pouco que dá pra fazer nuns cinco minutos. Bandeirinha, como nas peladas, será descartado. Afinal, ninguém haveria de querer correr à beira do campo, feito louco, com sua própria camisa servindo de instrumento de trabalho.
* Notaram aí a economia: o juiz custaria uma merreca, sem passagem de avião, hospedagem e outras mordomias. Sem falar que nos bandeiras.
JUIZ RESERVA - Não se economizaria nos árbitros reservas. Os outros quatro receberiam a metade do cachê e ficariam à disposição. Sabem como é? Vai que o cara não agrade aos times. Como nas peladas, os dois capitães reúnem-se no meio de campo e decidem: “este fedaputa não apita nada. Vamos trocar”.
* E botam um dos reservas, calçudo, sandálias havaianas (exigência contratual) pra apitar.
SEGUNDA VERTENTE - Se a primeira vertente é extremamente inteligente, econômica e interessante, além de bem interativa, a segunda visa economia absoluta na questão de arbitragem, e atende aos críticos contra a falta de sensibilidade da Fifa de atender o apelo moderno de uso da tecnologia no futebol.
* Já que a Globo continuará mandando mesmo, ela precisaria ser consultada a integrar-se à ideia de corpo, alma e profissionais.
SEM JUIZ - Nesta vertente, com característica mais voltada às peladas organizadas, não haveria o trio, nem o quarteto, ou quinteto, ou sexteto de sopradores de apito. Funcionariam os telões do estádio e um aparelho HD no túnel central nas mãos de um engenheiro eletrônico. As querelas do gramado seriam resolvidas ali. Nas peladas, não são os próprios atletas que marcam faltas, reclamam das mais duras, dos toques de mão, dos pênaltis? Aqui, também..
* Pra evitar discussões bobas, o tal de impedimento seria abolido.
OLHO NA TELA - Qualquer dúvida quanto à marcação do atleta que estivesse no lance – como nas peladas – os dois capitães iriam “ao tira-teima” global e poderiam até se deixarem levar pelas opiniões de Arnaldo, Wright ou outro que estivesse na função.
* Cavalheirescamente aceitariam as opiniões, apertavam-se as mãos e ouviam os xingamentos às suas progenitoras dos discordantes que viram tudo nos telões.
JOGO INTERATIVO - Alguém já imaginou um jogo tão interativo? As torcidas se manterão atentas o tempo todo, olho no gramado e no telão, pois sua influência seria importante na decisão do capitão do seu time. Bem mais que a dos comentaristas globais que ninguém leva a sério mesmo.
* O diabo será os velhinhos da International Board aprovarem essas geniais ideias do criativo filho do, não menos criativo, Sodico.
EM TEMPO: Alguma coisa a reclamar da arbitragem na derrota do Cruzeiro (2 a 0) diante do São Paulo; do empate (0 a 0) do Atlético com o Guarani, em Campinas e da derrota (1 a 0), do América diante do Paraná, ou do Ipatinga (2 a 0) para o Figueirense? O Cruzeiro, parece, que chora o segundo gol de pênalti. Foi inventado na opiniões dos cruzeirenses.
*Guardo minha boca pra comer minha farinha.

5 comentários:

  1. FLAVIO agora sim eu posso dizer q cruzeiro ta presisando de uma preleção do bope pra volta ganhar vc não achar não????????????
    hahahahahahahah!!!!!!!!

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  2. olha do jeito q as coisas caminha o brasileirão vai ficar assim esse ano :
    o time pra ser campeão tem q chegar a macar de 67pontos ou até quem sabe 66 pontos algo inedito mas pode acontecer os time de cima não estão mais 100% como no inicio e olhar q so faltam 5 rodadas das quais o time de cuca nos ultimos cincos jogos dispultados obteve 2 vitorias e 3 derrotas ou seja dos 15 pontos dispultados o time barro preto obteve 6 pontos
    isso é retropecto de time q quer ser campeão como a imprensa mineira esta dizendo??????
    agora o no caso do rebaixamento o time hoje pra sai pode alcansar até quem saber 42 pontos e sai do rebaixamento no caso do atletico só mais 2 vitorias e um emparte dos 5 jogos q resta q estar garantido na primeira divisão.
    vc´s q estão lendo isso q eu setou dizendo guarda pro final do campeonato pq é isso vai acontecer....

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  3. FLAVIO,vc dise tanto q o maluf estava querendo aparecer pra midia quando ele reclamou da abtrajem do classico q atletico pra sua felicidade ganhou, e agora terpois do jogo do cruzeiro de ontem vc achar q as reclamaçoes do maluf condiz q estar acontecendo agora????
    alias vc tem alguma coisa contra o maluf e kalil pois já reparei q vc nos seus comentarios vc ironiza de mais diretoria do atletico, é alguma coisa pessoal?????

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  4. Sr. Cristiano, pergunte ao Maluf e ao Kalil se eu tenho alguma coisa contra eles ou se eles têm contra mim. Só torcedor cabeçudo e de viseira vê perseguição ou inimizada nas críticas. Kalil é o melhor presidente de Minas e um dos melhores do País. Nem Por isso é imune a críticas. Sobre arbitragem leia a minha coluna do blog no qual ironizo o problema. Espero que tenha visão pra entender o que digo. Se o Cruzeiro chamar o BOPE meto-lhe o cacete tb. Afinal, o time está em terceiro lugar e apenas a um ponto do líder. preocupa a situação do Galo. Se não ganhar do Santos e do Flamengo, em casa, bau,bau...nem o Bope resolve.

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  5. Poucas horas depois da partida entre Cruzeiro e São Paulo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afastou o árbitro Nielson Nogueira Dias. O juiz de Pernambuco foi muito criticado pelos cruzeirenses ao marcar um pênalti inexistente de Leo em Ricardo Oliveira. O lance aconteceu todo fora da área e nem sequer foi falta.

    Nielson Nogueira Dias vai aprimorar a Regra 12 (faltas e infrações) durante o período que estiver afastado dos gramados. Veja na íntegra a nota que a CBF divulgou para comunicar o afastamento do árbitro.

    A Comissão de Arbitragem da CBF, após análise da partida Cruzeiro x São Paulo, determina que o árbitro Nielson Nogueira Dias seja submetido a atividades de aprimoramento referente à Regra 12 (faltas e infrações) e trabalho em equipe, ficando à disposição após o relatório do trabalho realizado.

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