quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

KALIL, SALUM E PERRELA

Soube que foi dura a escolha, voto a voto, pra Dirigente do Ano no Troféu Guará. Desculpe-me Mané Carneiro, mas desde a morte de Osvaldo Faria não voto mais na promoção. Respeito, sem participar. Não sou como o Tostão que quando pensou em voltar ao mundo dos mortais não perdia uma entrega do Guará ou qualquer outra promoção. Agora diz que não vai porque não tem duas caras. Achei certa a escolha de Marcos Salum pelo sucesso do América.
* Entendi, também, que a participação de Zezé no vice-campeonato do Cruzeiro foi marcante. Acertou na troca de Adilson por Cuca. Porém, tenho um capítulo especial pra Kalil.
BOLA DE CRISTAL
Quase tudo que Alexandre Kalil fez este ano no Atlético foi bem feito. Não me interessa como acertou as finanças do clube, passou a pagar os salários em dia e fez uma renovação total. Trouxe o treinador pedido pela torcida e por 100% da mídia alvinegra. Na orientação de Luxemburgo contratou quem devia contratar. Só faltou arrumar uma bola de cristal pra prever se o que fazia daria certo. Não deu. Agora sabemos disso e ele, também. Na época, elogiamos sua atuação e as contratações. Tudo roupa de domingo.
* É porque nós da Imprensa somos assim: oniscientes. Até me pergunto: por que os ortopedistas em vez de medicina não fizeram jornalismo? Afinal, sabemos mais do que eles. Que tempo perderam os advogados tributaristas ou conhecedores das leis esportivas? Deviam ter feito jornalismo! E os técnicos de futebol, ou os preparadores físicos, ou treinadores de goleiros, fisioterapeutas? Erraram. Só jornalistas sabem tudo.
* Ah, ah, ah, quando ouço ou vejo profissionais de MBA, ou formados em cursos superiores sobre marketing e direção esportiva, falarem em planejamento, morro de rir. Fizeram jornalismo? Claro que não. Então ouçam e leiam nossos intrépidos e oniscientes rapazes da imprensa dando aulas sobre diversos assuntos, Kalil, por exemplo, só tentou acertar, mas como não teve planejamento, errou tudo. Errou na contratação de Vanderlei Luxemburgo e jogou o Galo na beira do precipício.
* Ao Alexandre Kalil, rendo minhas homenagens e espero que no próximo ano não me obrigue ao exercício de onisciência gratuita que, também, pratiquei em 2010, como os demais companheiros de profissão. Foi bom reencontrar no imbróglio com o espírito do saudoso Elias Kalil, que Alexandre tão bem soube interpretar, e minha gratidão pela amizade mantida. Vamos que vamos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.