terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OPINIÃO DE PESO

Gabriel Azzi, metade Caratinga e metade Pedra Azul, é filho do fantástico cantor/compositor Paulinho Pedra Azul. Já participou várias vezes da Trincheira com fortes opiniões sobre futebol, um assunto que domina bem, tanto que tá no ramo como candidato a treinador. Enquanto o pai famoso descansa na sua amada cidadezinha, recontando os bois da fazenda, Gabriel rala aqui na Capital estudando futebol e valorizando o meu encalacrado latifúndio literário.

DIZ AÍ GABRIEL

“Grande Flávio! Adorei ler a coluna de hoje falando do esquema com 3 atacantes, pois passei o dia ontem analisando a mesma coisa. Acho que o Ney Franco mexeu muito mal durante o jogo e apostou no esquema da moda em uma competição que não se pode experimentar, como o sul-americano sub-20. Este esquema na minha visão, demanda muitos treinamentos e jogadores com características que equilibrem a equipe”.

“Todos se rendem ao Barcelona por utilizar este esquema, mas se esquecem que o que faz o time voar dessa forma é a posse de bola de quase 70% durante toda a partida. Além disso, buscaram jogadores como David Villa, que é um atacante que se doa na marcação durante os 90 minutos, recompondo o meio campo da equipe, e o lateral esquerdo Eric Abidal, pouco falado por ser um jogador muito forte e alto.”

“Mas que se fixa na lateral esquerda como um terceiro homem de zaga, abrindo caminho à equipe do Barcelona de sair jogando sempre pela direita com o Daniel Alves, Xavi, que cai pelo setor, e um tal de Lionel Messi”.

“Acho difícil conseguir obter êxito com este esquema em alguma equipe brasileira se não existir doação máxima dos atacantes e meias na marcação e de jogadores que conseguem compor este sistema.

“O Corinthians tem o Jorge Henrique e Dentinho, que são jogadores abertos nos flancos que sabem recompor, mas tem dois jogadores veteranos na equipe que apesar da qualidade técnica indiscutível de Ronaldo e Roberto Carlos, não têm condições físicas de ajudar na marcação. Acho válida a tentativa, por ser um esquema ousado!”

“ Melhor assim do que aguentar treinador fã de 3 zagueiros e 3 volantes!”

“Muito bacana a coluna hoje! Um grande abraço meu e de meu pai, que está em Pedra Azul de férias!”

Resposta: Concordo, também, com você, Gabriel e faço minhas as suas lições e críticas. No entanto, gostaria de frisar – afinal amigo meu não tem defeito e nos inimigos a gente põe – entendi bem a intenção de Ney.

O jogo contra a Bolívia deu condições de se expor pela situação geral: Brasil perto da classificação, domínio total, adversário fraco, e ele mexeu arriscando levar – como de fato levou – um contra-ataque.

Jogo atípico. Em 10 iguais, o Brasil goleia em 9 e empata um, como aconteceu. Outro grande abraço pra esta dupla infernal.

FALA GEGÊ!

Outro assíduo colaborador da Trincheira é Gegê Angelino, ex-colega dos Diários Associados, hoje homem forte na Associação do Bairro Santo Antônio. Diz ele:

“Flávio Anselmo, tudo bem? Gostaria de te mostrar uma ideia sobre futebol em Minas.
Sua opinião será importante e dependendo dele, vou à frente.Como fazer para Flavinho ver também? Você pode marcar dia e hora, ok?”

Resposta: amigo Gegê, sem pretender desanimá-lo, mas já o fazendo. Mudar o futebol mineiro é impossível, sem apoio da TV Globo e dos clubes. A FMF é rainha da Inglaterra, não apita nada. Também existe o empecilho do Estatuto do Torcedor.
No caso do Flavinho, penso ser complicado: ele roda o dia todo ou na Band, ou na Alvorada. No meu caso, sem qualquer entusiasmo pelo assunto, estou aqui, como bom aposentado, à disposição do amigo.

Pra ouvi-lo, entendê-lo e aconselhá-lo a continuar cuidando só do nosso Santo Antônio, no que já faz tão bem.

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