segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TJD JULGA TARDELLI PELO PÓ DE ARROZ

Diego Tardelli será julgado nesta terça-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Mineira de Futebol, por conta da expulsão no clássico com o Cruzeiro. Uma das denúncias (artigo 250) é por conta do segundo cartão amarelo, em que o atleta colocou a mão na bola de forma intencional. Ele pode pegar até três jogos de suspensão.

A outra denúncia (artigo 258-A) é pela comemoração no segundo gol. Ele será julgado por provocar o público durante a partida. Por conta desse ato, Tardelli pode pegar até seis jogos de suspensão no Campeonato Mineiro. Apesar disso, o atacante se mostrou bastante tranquilo com o julgamento e disse que, se tivesse outra oportunidade, comemoraria do mesmo jeito.

Nem tanto pela primeira denúncia, a da expulsão, mas torço pela punição de num mínimo três jogos pela gracinha de Diego Tardelli na comemoração do gol. Incentivou sim a violência e provocou a torcida do Cruzeiro

domingo, 27 de fevereiro de 2011

PACIÊNCIA ESGOTADA: ÁRBITRO SÓ DE FORA

NA QUINTA RODADA do Campeonato Mineiro já dá pra gente gritar: estourou o saco! Os árbitros mineiros são muito fracos, não dá pra levar a competição com eles. Têm o grave problema da paixão adormecida internamente e que desperta quando veem o time do seu coração passando aperto em campo. Viu o pênalti que o juiz Tolentino deu pro Atlético neste domingo? Viu a arbitragem tendenciosa do juiz que apitou América-TO l x Cruzeiro 2? Não basta ser tão descarado a ponto de dar pênalti, anular gol do adversário, ou confirmar seu gol impedido: a inversão de faltas fora da área, a distribuição de cartões amarelos com critérios diferentes e que acabam em expulsões injustas apenas nos times menores também fazem parte deste esquema armazenado nos corações tremendamente apaixonados dos juizes por seus times preferidos.

Vamos providenciar logo juiz de fora. Nos jogos decisivos com este pessoal que aí está, será impossível ter uma decisão considerada imparcial.

O América jogou demais e passou como um trator sobre o Atlético e a arbitragem do sr. Tolentino, apesar de ter pênalti escandaloso contra - que não vingou porque Diego Tardelli bateu fraco e Flávio fez uma excelente defesa - e um gol anulado, de Fábio Junior, que gostaria de discutir muito o critério. A bola cruzada do fundo, pela esquerda, passou por Camilo, que estaria impedido, e chegou a Fábio Junior, que saiu de trás do beque pra fazer o gol. A participação de Camilo foi qual? Márcio Resende apoiou a decisão, mas apoiou errado. A verdade dele nunca foi definitiva.

A vitória por 2 a 1 fez justiça ao Coelhão, agora líder com 13pontos. O Galo vem em segundo com 12, com maior número de gols marcados que o Cruzeiro, em terceiro, com os mesmos 12 pontos. O Villa Nova fecha o G4 com 8 pontos e melhor saldo de gols que o Tupi, também com oito.

A quinta rodada não foi dos mandantes. Confira: Funorte l x Caldense l; América-TO l x Cruzeiro 2; Galo l x Coelho 2; Uberaba 2 x Tupi 4; Villa Nova 2 x Guarani 2; Ipatinga 0 x Democrata 0. O Tigre e o Funorte, com dois pontos, estão caindo.

O Campeonato Carioca que tem várias decisões - os cartolas de lá são mais inteligentes que os cartolas daqui - botou a primeira Taça do ano nas mãos de Ronaldinho Gaúcho autor do gol do Flamengo na vitória l a 0 sobre o Boa Vista. É a Taça Guanabara apenas, mas que valeu por um carnaval, valeu....

sábado, 26 de fevereiro de 2011

JOGADAS COMPLICADAS, JUIZES HORRÍVEIS

Se o Cruzeiro chora que o juiz não validou um possível gol de Farias, após receber de Montillo e tocar para o gol, evitado pelo goleiro Fábio Noronha, com excelente atuação – a bola teria entrado na visão de Montillo, - o América pode reclamar o gol anulado de Rogério. O jogador estava atrás da linha de Gil , que disputou a bola no alto com outro atacante do América e perdeu, e na mesma linha de Victorino. Na seqüência,Rogélio fez o gol anulado pelo assisstente. O gol que o Cruzeiro levou lá foi o primeiro sofrido por Victorino. O juiz deu 4 miutos e Everton marcou o gol da vitória aos 47! Obina, um dos artilheiros do campeonato marcou para o América.
O América jogou desde os 16m com um homem a menos por causa da expulsão de Welligton....
E deu uma canseira no Cruzeiro até o fim.
Teve continuação, com mais um capítulo, a longa novela da "Máfia do Apito". Segundo reportagem da revista "Veja", que já foi às bancas neste sábado, a 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo condenou com multa os réus no processo movido por manipulação de resultados no futebol brasileiro ocorrido em 2005. O ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que pertencia à Fifa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o empresário Nagib Fayad terão de desembolsar, juntos, a quantia de R$ 160 milhões.
O ex-árbitro confessou ter recebido propina de grupo de empresários de São Paulo e Piracicaba para fraudar resultados nas partidas que apitava para favorecer apostas nos sites de loteria esportiva da internet. Após a denúncia da reportagem da "Veja" publicada em 2005, 11 partidas do Campeonato Brasileiro foram anuladas. Com isso, o Corinthians acabou sendo o campeão, e tanto Edílson quanto outro árbitro acusado de participar do esquema, Paulo José Danelon, acabaram afastados e expulsos do futebol.
Segundo a revista, o juiz da 17ª Vara Cível José Paulo Camargo Magano, que proferiu a sentença, considerou que, na escalação de "árbitros parciais", a CBF "não cumpriu o dever de garantir a observância de regras que assegurassem o regular andamento dos campeonatos".
A tentação vai crescendo, e fica difícil parar. Se você tem um carro, quer
um maior"
Edílson Pereira de Carvalho
Os R$ 160 milhões de indenização à sociedade terão de ser depositados no Fundo Especial de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados, sob responsabilidade do Estado de São Paulo. A condenação é em caráter solidário. Ou seja: se algum dos réus não tiver condições financeiras de pagar a indenização, os outros é que vão arcar com as despesas.
A CBF informou à revista que recorrerá da decisão. Edílson, que admitiu ter recebido entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por partida fraudada, hoje trabalha no bar de um clube em Jacareí, no interior de São Paulo. Procurado pela "Veja" na última quinta-feira, o ex-árbitro disse que cometeu o erro por ter caído "em tentação".
- A tentação vai crescendo e fica difícil parar. Eu não tinha dívida, nada disso, mas dinheiro chama dinheiro. Se você tem um carro, quer um maior. Depois, quer ter dois. A gente não pensa em nada quando vê o dinheiro na frente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CUCA MUDA DE IDEIA E LEVA FORÇA MÁXIMA A TO

Sem mistério e com todos os titulares. É dessa forma que o Cruzeiro entrará em campo diante do América-TO, em Teófilo Otoni, neste sábado, às 16 horas, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. Depois de comandar a última atividade da equipe na manhã desta sexta-feira, na Toca da Raposa II, o técnico Cuca não fez segredo e disse que os 11 jogadores que iniciaram a partida que terminou em goleada sobre os paraguaios do Guaraní, pela Libertadores da América, vão estar em campo pelo compromisso válido pelo Estadual.

O equatoriano Luis Bolaños que, no Brasil, já jogou no Inter e no Santos, foi ferido a bala nesta sexta-feira em Quito, em uma tentativa de assalto, afirmou o site da LDU, atual time do volante. A polícia local não descarta a possibilidade de um acerto de contas.

Bolaños levou dois tiros no seu ombro direito ao ser vítima de um assalto no estacionamento de um shopping da capital equatoriana, nesta amanhã. Ele foi internado em um hospital local.

De acordo com o comunicado da LDU, o jogador não corre risco de vida e está em estado estável. Um dos suspeitos foi preso pela polícia equatoriana pouco depois.

KALIL RESSOA O QUE TODOS SABEM: ESTUPRAM O POVO

Enfim, meu Deus, o reconhecimento público de alguém ligado à cartolagem do futebol tupiniquim: o povo, o torcedor comum, o torcedor enrustido, os simpatizantes, todos nós estamos sendo estuprados pelo Clube dos 13 e Rede Globo de Televisão.
Ainda temos que pedir desculpas por estar de costas.
Já escrevi várias vezes sobre a elitização do futebol.
Tenham certeza de que este movimento não é algo que nasce normalmente no mercado, como qualquer outro produto.
Ele é plantado, idealizado por técnicos, economistas, cartolas, Globo, cada qual com seus interesses.
O ponto básico é o apartheid no futebol: pobres fora, ricos dentro das elitizadas arenas.
Pobre ficará na frente da tevê em telões espalhados pela cidade, em ginásios ou estádios menores, com ingressos baratos e sem qualquer investimento ou custo.
Ricos irão aos estádios desembolsar um mínimo de 100 dólares por cabeça. Todo lucro em torno do jogo irá para o mandante, com os percentuais de praxe.
Como fazer isso sem Flamengo e Corinthians, preferidos e apoiadores principais do evento e boizinhos de presépio da Poderosa?
Se você não leu, ou não viu, o que duvido, a Trincheira também reproduz tópicos da entrevista de Kalil na ESPN.

“O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) está sendo estuprado, mais do que isso: o povo do futebol está sendo estuprado”.
“Com o apoio do órgão, o Clube dos 13 retirou a cláusula de preferência utilizada pela Rede Globo carioca para adquirir os direitos de transmissão nos últimos anos”.
Alexandre Kalil admitiu que o Clube dos 13, formado em 1987 em oposição à CBF, perdeu a oportunidade de constituir uma liga.
Ainda assim, ele condena a posição de Corinthians, Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense e Coritiba, que se manifestaram contrários à entidade.
No que tá certo, brigar com a CBF é gelada pelo suporte da Fifa.
Diz ele: "O Clube dos 13 nasceu para isso (ser uma liga de clubes, para se desligar da CBF), mas perdeu o trem. Temos que nos fortalecer como entidade de classe primeiro”.
“Hoje, ela representa os 20 principais clubes do Brasil e tem que defender a todos. Temos clubes que não têm a força que temos".

Segundo Kalil, o Clube dos 13 pode alcançar R$ 1,3 bilhão anuais. O lance mínimo para os direitos de TV aberta é de R$ 500 milhões.
Com TV a cabo, o execrável pay-per-view, telefonia móvel, internet e direitos internacionais, pode arrecadar outros R$ 800 milhões.

A impressão que tive: Kalil falava como próximo presidente de qualquer associação que venha substituir o Clube dos 13. Se vier. Verdade no futebol só dura...

Sigamos com Kalil: "O Atlético depende menos desse dinheiro do que outros clubes.- uai, Kalil descobriu uma mina de ouro, ou uma fábrica de fazer dinheiro?”
“Temos uma condição estável, estamos negociando com o governo para acertar umas contas. Não estamos preocupados com isso”.
“Mas e o Bahia, por exemplo? Eles não têm a força que nós temos, não conseguem vender (o patrocínio da) camisa por R$ 10, 15 milhões, precisam da ajuda do clube dos 13".

Ele convidou a imprensa para a abertura dos envelopes com as propostas das emissoras interessadas, evento marcado para o dia 11 de março. – Convite presidencial, não?
Kalil voltou a provocar os dissidentes, que apostam em conseguir um valor maior negociando em separado.
"Tudo que nos tiraram nesses anos, vão nos dar agora”,
“Quem não ver o dinheiro em cima da mesa tem que se explicar".

Alexandre Kalil criticou o racha que está acontecendo no Clube dos 13. Na quarta-feira, os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro indicaram um rompimento com o C13.
Estes grandes de imensas torcidas discutirão seus direitos de transmissão de forma independente. É boa experiência.
Verão que uma coisa é vender merchandising das camisas com transmissão da Globo e outra é com a Record, que briga pelo segundo lugar com o SBT
O Corinthians rompeu totalmente com o Clube dos 13.
Kalil colocou sob suspeita o fato disso acontecer quase um ano depois da eleição do Clube dos 13.
"São R$ 3,9 bilhões em três anos, aproximadamente. A eleição foi em abril, reclamar agora é no mínimo curioso" declarou o Urso Pardo.

O que mais gostei foi saber que entre Cruzeiro e Atlético existe uma forma única de pensar: “"Eu tenho diferenças históricas com Zezé Perrela e todo mundo sabe disso”.
“Ele tem posição política antagônica a minha. Inclusive votou no Kleber Leite, na eleição do Clube dos 13”.
“Mas ele foi correto no que disse. Só sairá depois de ver as propostas na mesa, isso é coerência".
No entanto, Kalil criticou a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.
Afirmou que tanto o clube carioca quanto o Corinthians poderiam assumir um papel de liderança do C13.
"Poderiam assumir a liderança do processo. Mas avacalharam, tumultuaram e não quiseram sentar à mesa. É revoltante”.
“O Corinthians conversou separadamente com a TV Record. O Flamengo foi ao Fábio Koff (presidente do C13) pedir R$ 8 mil e uma semana depois saiu fora".
Com o devido respeito e perdão pela minha ignorância: o Fábio Koff preside qual clube filiado à entidade?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

BOM PRA APRENDER A RESPEITAR

COM A EXTRORDINÁRIA CHARGE DE EDRA. CONSULTE A RELAÇÃO AO LADO

O susto que o Galo levou diante do Iape, no acanhado estádio Nhozinho Santos, ainda que confinado às patriotadas do juiz de jogo, ao validar dois gols irregulares na virada dos locais, serviu de lição. Das boas.
O time fez l a 0 logo de cara, contra um adversário sabidamente fraco e cuja única aspiração seria a partida de volta na Beagá do doutor Lacerda, e subiu no salto alto.
Tá vendo! Joãozinho, também, gosta de um salto alto!
Tomou a virada, deu a virada e trouxe o apertado placar de 3 a 2. Apertado é difícil. Visto o time deles perder várias oportunidades no início do confronto.
Mandou até bola na trave.
Galo joga pelos resultados agora que todos conhecem. Não ficará da Copa do Brasil. Seguirá em frente, mas com sabor de sorvete de jiló com molho de boldo.

Aquela cena provocada pelo técnico Dorival Júnior e o diretor do Iape – ou dono, sei lá! – foi feia e desnecessária.
Dorival desceu ao nível dele no bate-boca mostrado pra toda Geraes.
Além do que, com o cabedal e o tempo de janela que tem, Dorival devia saber que tais ações resultam em nada.
Não há anulação dos lances e nem dos gols.
Mais importante seria descer aos vestiários e botar seu time em ordem.
Como aliás fez, Sem nenhum brilhantismo, mas suando a camisa e mostrando a velha raça o Galo virou o jogo.
Festa em São Luiz e a seriedade de volta no Atlético.

É o que se pode imaginar que o time tenha contra o América, na Arena do Jacaré, neste domingo. Não pense que, por ser favorito, o Coelho estará no papo.
Será um clássico indigesto. O time de Mauro Fernandes não é vice-líder por acaso.
O técnico, há um ano à frente da equipe, arrumou bom time.
Não é fantástico, como também, não é o de Dorival.
Como de resto nenhum time no País.
Fantástico no mundo da bola hoje em dia apenas o Barcelona de Lionel Messi.
E olhe lá!
Porém, tem força pra encarar o líder do Mineiro e derruba-lo.

Ao enfrentar o América, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, terra de torcedores fanáticos do futebol mineiro, o Cruzeiro fará um marco histórico na região.

Volta à bela Capital das Pedras Preciosas, da lentidão dos bichos-preguiça que dão um aspecto ecológico à praça central, após 61 anos.
Em fevereiro de 1950, foi pela primeira vez à TO jogar dois amistosos contra o extinto Atlético local e perdeu os dois: 2 a 1 e 3 a 2.
No meio deste período, eu morava em Caratinga e havia aceitado um convite pra jogar no América, maior rival do EC Caratinga.
Tirar-me do juvenil do Caratinga pra jogar nos semi-profissionais do América foi uma vitória pessoal do sr. Luiz Gordurama, presidente americano.
Assim o chamavam pelas costas os atletas do clube. Sr. Luiz era contador do Banco Ribeiro Junqueira, cujo gerente era seu Geraldo Alves Pinto, pai de Ziraldo e Zélio.
Sr. Luiz era uma figuraça: magrelo ao extremo, usava suspensórios e morria de amores pelo América.
Meu terceiro jogo foi em Teófilo Otoni, contra o América. Um amistoso.
O centroavante dele era um negão de quase dois metros de altura, uns 20 de largura e uns 30 de fundura. Caruê, seu nome – ou apelido, sei lá.
Deitou e rolou. Não adiantaram nada porradas que eu e meu amigo Cota, companheiro de zaga, dávamos nele. Final, eles 3 a 1 com três gols do Caruê.
Isso foi por volta de 1962. Não sei como está o estádio do América hoje.
No meu tempo, era um pasto no gramado, sem alambrados e apenas murado. Vestiários? Numa casinha, duas salas, sem chuveiros.
O América de Teófilo Otoni está invicto no Campeonato Mineiro e ocupa a sexta posição, com seis pontos.
No jogo-treino contra o Sagrada Esperança de Angola, fazendo pré-temporada na Toca l, Cuca mostrou a cara do time que irá a Teófilo Otoni. Um mistão forte.
Os titulares serão preservados pra guerra em Ibagué, Colômbia, contra o Tolima quarta-feira que vem. O Tolima perdeu na última quarta para o Estudiantes por l a 0.
O time deve ser com Rafael; Rômulo, Edcarlos, Leo e Fabrício Carioca; Leandro Guerreiro, Everton, Pedro Ken e Dudu, Thiago Ribeiro e Farías ou Ortigoza.
Pra não ficar incompleta a informação, o Mistão Azul goleou, também: 4 a 1 no time
Como é de conhecimento geral, inclusive do serviço secreto da PM, o volante Pedro Ken disse não ao Atlético Goianiense e preferiu ficar na Toca.
Não é bobo, nem nada. Pagamento em dia faz diferença.
Libertadores é quase aquilo que se viu entre Fluminense x Nacional, no Engenhão. Futebol, zero. Qualidade, zero. Placar: 0 a 0. Botinadas: 10 por segundos.
Os jogos Cruzeiro 4 x Estudiantes 0; Cruzeiro 4 x Guarani 0 foram duas raras exceções que nem sei se repetirão mais nesta competição.
Não tenho dúvida, também, que o Botafogo fará o placar suficiente diante do River Plate, do Piauí, pra seguir em frente na Copa do Brasil.
Porém, a derrota de quarta ( 1 a 0) será terrível mancha no currículo de Pai Joel.

Tá certo Alexandre Kalil: nem boteco tem vendido pinga no fio de bigode, fiado.
Por que haveria de o Atlético aceitar a palavra dos cartolas do Vasco e liberar Diego Souza fiado?
Se a Traffic dona de 50% dos direitos do atleta já fez negócio com os vascaínos, de graça ou com dinheiro à vista, o problema não é do Galo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CUCA SAI SOB APLAUSOS NA ARENA

TEM TAMBÉM DEPOIS DA TRINCHEIRA A GENIAL CHARGE DO NÃO MENOS GENIAL CARATINGUENSE EDRA


Além de apostar de novo em Wallyson, autor de mais dois gols na goleada sobre o Guarani ( 4 a 0), a segunda seguida na Taça Libertadores, o técnico Cuca ousou com o placar em 2 a 0 e colocou três atacantes.
Em poucos minutos antes do final da partida, o Cruzeiro fechou a goleada, com Farias e Thiago Ribeiro.
Thiago Ribeiro entrou no lugar de Roger aos 29´. Já estava 2 a 0.
Wallyson tinha marcado aos 30 minutos primeiro tempo e aos 18 do segundo.
Cuca resolveu mexer mais e tirou WP-9. De novo apagado.
Farias entrou, sofreu pênalti que o árbitro não deu e marcou aos 40, numa jogada de Dudu, outro que saiu do banco.
O menino da base entrou na vaga de Wallyson, aos 36´, para que o artilheiro saísse sob a consagração da China Azul. Muito aplaudido.
Faltava a bomba de Thiago Ribeiro. Ele gosta disso. Aos 44`, Thiago marcou o mais belo gol da noite: Cruzeiro 4 x Guarani de Assunção 0.
Agora, o Cruzeiro volta à realidade do Campeonato Mineiro e manda seu mistão a Teófilo Otoni enfrentar o América local neste sábado.
Rio-Bahia neles.


Se o Galo não trouxer a classificação nesta quarta-feira lá do Maranhão o cartaz que adquiriu nos quatro jogos do Mineiro não valerá nada.
Deixar o Iape engrossar, nem ver!
Em jogo estará uma vaga na Taça Libertadores das Américas no próximo ano.
Por mais que Dorival Júnior diga não, o Galo entrou na Copa do Brasil como um dos maiores favoritos.
Rever e Toró seguiram na delegação. Só o becão deve jogar nesta quarta e com certeza no lugar de Werley.
Estarão formadas as Torres Gêmeas da defesa do Galo.
Só não pode aparecer um Bin Laden e botar tudo pra baixo.
Tome mais tabu: nas últimas cinco edições da CB, o Galo arrancou a vaga na primeira partida. Também contra quem?
2006, Atlético de Ibirama, em Santa Catarina: 3 x 0.
2007, Colo Colo da Bahia: 3 a 1.
2008, Palmas de Tocantins: 7 a 0.
2009, Itabaiana de Sergipe: 5 a 0.
2010. Juventus do Acre: 7 a 0.
Portanto, se deixar a peteca cair contra o Iape...

Que vontade de estar na bela São Luiz do Maranhão pra ver este confronto Iape x Galo no reformado Estádio Nhozinho Santos.
Estive lá em algumas oportunidades, antes da inauguração do Castelão.
O Nhozinho Santos é uma Arena do Jacaré que nem tirar, nem por. Capacidade de 16.500 pessoas.
O multiuso Castelão permanece fechado pra reforma. É o maior estádio do Nordeste do Brasil. Pra umas 60 mil pessoas.

O ex-desembargador gaúcho, ex-presidente do Grêmio e mandatário do Clube dos 13 há uns 20 anos, Fábio Koff, acha hilária a informação da possível saída do Corinthians.
Se eu fosse ele não acharia não. O Timão sai e pode levar com ele o Flamengo. Ambos com apoio da Rede Globo.
Neste instante em que você, caro leitor, mergulha na piscina do saber esportivo que é a Trincheira periga o Timão já ter se desligado oficialmente.
Patrícia Amorim, até outro dia com o Flamengo desafeto de Ricardo Teixeira, agora com um título nacional de presente pode até fazer negar fogo.
Deixar o Corinthians sozinho na briga.
Tudo é possível por se tratar do “mardito” dinheiro.
O Corinthians entende que tem que ganhar mais que os outros no bolo da Tevê.
Por isso apóia a Globo na briga com a Record pelos direitos. E a ex-Poderosa tá do lado dos paulistas corintianos.

Koff diz que em toda época de distribuição da grana um clube fala em pular fora. Só fala. ]
Garante: se Andrés Sanchez quiser tirar o Corinthians do C13, não haverá problema.
Os dirigentes do C13 discutem os tópicos do edital de licitação dos direitos de TV aberta para o triênio 2012-2014 do Brasileirão.

Andrés Sanchez quer Patrícia Amorim do seu lado e assim as duas maiores torcidas do país poderiam negociar separadamente por cotas maiores.
A CBF, junto com a Rede Globo, atual detentora dos direitos, não quer saber desta história de licitação. Isso está fora da cultura do jeitinho que o brasileiro tem.
Ou seja, vai dar o de sempre: alguém fora dos 20 times ainda leva uma bolada de dólares lá no exterior.

Este negócio de Taça das Bolinhas já se tornou um chute nas bolas de qualquer freguês. O São Paulo, apesar da Justiça do Rio mandar, avisou que não devolverá o troféu.
A Caixa Econômica Federal informou que o filho foi entregue aos pais e não quer mais saber dele. Que se virem com a Taça das Bolinhas.

A torcida rubro-negra canta a música de Jorge Benjor: “Sou Flamengo e tenho uma nega chamada TEIXEIRA”. Ótima. Rsrsrsrsrs.

Pedagogicamente, o site Uai nos a entender o fato: a Taça das Bolinhas é um troféu idealizado pela antiga CBD, hoje CBF, mas se pode chamar, também, quintal do Dr. Teixeira, junto com a Caixa.
O troféu premiaria o primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro de forma alternada ou três consecutivas.
Como ganhou seu quinto título nacional em 2007, o São Paulo recebeu o troféu na semana passada
Isso após a CBF, por meio de Ricardo Teixeira, definir como 'impossível' o reconhecimento da conquista rubro-negra.
A verdade no futebol não tem durado nem 20 minutos e, na maior cara de pau, a CBF deu meia volta: o Flamengo teve o título de 1987 reconhecido oficialmente.
Metade dele e metade do Sport do Recife, segundo Teixeira.
O rubro-negro então passou a ser penta em 1992, ao bater o Botafogo na final. Seria ele, por isso, o detentor legal da taça.

Como eu quero é ver o circo pegar fogo, aqui de camarote, por falta do que fazer, vou me divertindo com as besteiras da cartolagem. Diria Stanislaw Ponte Preta: "Tô aqui mais assanhado do que bode velho no cercado das cabritas”.

Charge do Edra

AZUIS TÊM OUTRO TABU PRA MANTER NESTA TERÇA

A criatividade dos meus novos coleguinhas de crônica esportiva não para. Nos bons tempos de Mané Carneiro não existia essa quantidade de tabu ou não tinha tanta gente interessada em pesquisa? Na realidade, o que não existia era a comodidade do computador. Santa invenção!
Penso até que, se estivesse vivo, Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) o rotularia de “Máquina de Fazer Doidos – 2”.
A máquina número um pra ele jamais deixaria de ser a televisão.
Não é que arrumaram novo tabu para o Cruzeiro outro tabu na Libertadores!
Nunca perdeu pra nenhum time paraguaio.
Enfrentou-os caxiascamente, como nosso grande herói patrono do Exército brasileiro, encarou e derrotou o “tirano” Solano Lopez na Guerra do Paraguai, com ajuda dos hermanos argentinos e uruguaios, em três competições: 1976, 2001 e 2008.
No entanto, a China Azul que se prepare. Segundo Roger este confronto será bem mais difícil que aquele contra o Estudiantes.
Explique-se, Roger. Segundo o marido de dona Deborah Secco, o Estudiantes é cachorro grande e veio pra jogar bola também.
Já o Guarani de Assunção, assustado com a goleada aplicada pelos azuis sobre los hermanos, virão pra amarrar o jogo.
Tem lógica.
Haverá de ser jogo de paciência.
A torcida que comparecer nesta terça-feira à noite, num horário mais cedo, em Sete Lagoas, não exija gols logo no primeiro minuto como contra o Estudiantes.
Não acredito em mudança no time.
Porém não deixo de apostar umas fichas em Thiago Ribeiro e Wallyson como a dupla de ataque.
WP-9 voltou a se apresentar mal no sábado, na Arena do Jacaré, na vitória (2 a 0) sobre o Ipatinga.
Wallyson entrou e resolveu a questão.
No tabu diante dos paraguaios, os celestes têm 7 vitórias e um empate. Marcou 26 gols e levaram 12.
Ah, deixa eu registrar aqui, com orgulho, outro tabu: o Fluminense da Rua do Sal de Caratinga jamais foi derrotado por um time paraguaio. Etanóis, né sumido Zélio?

Jones Carioca, ou Caratinga, como queiram, não esquentou banco no Cruzeiro e nem no Goiás.
Rescindiu o seu contrato e foi cuidar da vida.
Outro jogador ioiô: vai e volta. Kieza. Foi dispensado na Ponte Preta, retornou à Toca e Cuca vai estudar se fica com ele. Pra quê?
No sábado não vi Cruzeiro x Ipatinga, na Arena; o jogo só saiu de lá no “pagar-pra-ver”. É mais que sabido minha ojeriza por este esquema da Net.
As informações sobre as atuações individuais me chegaram pela Internet, transmissões de rádio e melhores momentos na tevê.
Soube que Naldo agradou; que Pablo não se arriscou e que Marquinhos Paraná voltou a jogar bem. Thiago Ribeiro, autor de um dos gols, também.
Outro que sacudiu a poeira foi Wallyson: saiu do banco e meteu o gol da vitória.
Todavia, impressiona-me o goleiro Fábio.
Sabem por que ele é tão bom no ofício?
O cara é fominha.
Não aceita folga nem quando pode. Jogou contra o Ipatinga.

Os deuses do futebol protegem, realmente, os predestinados. O Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho, decidirá a Taça Guanabara contra o Boa Vista.
Rio de Janeiro prepara carnaval temporão, preto-e-vermelho.
A entrevista de Ronaldo Fenômeno no Faustão confirmou o que se sabe há tempos: gênio no gramado e ser humano maravilhoso fora dele.
Foi sensacional vê-lo encantado com seu filho japonês/brasileiro – a cara do Fenômeno e do Ronald – um capetinha de menino.
Foi bacana ouvir seus planos e sentir que a despedida de Ronaldo será menos dolorosa pra ele do que se imagina.
Jamais estará longe dos holofotes. Como Pelé, Guga, Maradona, Zidane, Zico, Romário e outros gênios que o esporte produziu no mundo inteiro.
Reinaldo se morasse no Rio ou São Paulo teria tratamento na mesma grandeza. Tostão, também.
Dorival Júnior afirmou, de novo, após o jogo em Divinópolis que não será empecilho à contratação de Diego Souza pelo Vasco da Gama.
Eduardo Maluf, entrementes (mui chique!), informou que só o Lance! sabe da ida de Diego Souza para o Vasco.
Na mesma de Kalil não pousou nenhuma proposta do Almirante.
Pode ser que sim, pode ser que não. Mauro Fernandes ainda em dúvida se estreia Netinho contra o Galo domingo na Arena do Jacaré.
Seria uma excelente atração extra pra coelhomania.

Mudei depois de 18 anos de operadora celular e de número.
Não quero mais saber da Vivo e nem do meu número atual. Nada de portabilidade.
Algum de vocês me aconselharia qual menos ruim!
Conforme já afirmei milhões de vezes, celular é porcaria necessária. Se pudesse jogaria o meu na Lagoa da Pampulha.
Não posso por dois motivos: contribuiria pra aumentar a sujeira e a poluição da bela lagoa.
E porque preciso desta porcaria como coleira eletrônica.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A TRINCHEIRA TAMBÉM É SAÚDE

Duas mensagens do meu amigo Silvino Batista, o melhor e mais famoso fisioterapeuta do País e responsável há 40 anos por tratar de minhas dores lombares e cervicais:

A) A Dra. Luciana Cini, está colocando a disposição vagas para tratamento de câncer. Se souber de alguém que necessite deste tipo de tratamento é só ligar para ela.
Amigos, estar doente, já é horrível. Imagine estar com Câncer Gástrico e não ter convênio ou meios para realizar o tratamento.
Por amor, repassem esta mensagem. Dispomos de 15 vagas para pacientes com Câncer de estômago, esôfago, duodeno e intestino.Tratamento completo, na Gastrooncologia, com Dr. Fonseca, diretor da Oncologia do Hospital Heliópolis, aluno do Hospital do Câncer.
Não há fila de espera.

B) Repasso, pois, se não tivéssemos sido avisados pelos amigos da net, teríamos sido vítimas dessas pessoas, portanto, vamos fazer nossa parte. Novíssimo golpe do telefone - Diferente dos outros... Um sujeito pilantra, liga para sua casa e se identifica como Policial (delegado). Alega estar recebendo ameaças por telefone e que o número registrado na bina é o seu. Ele, então, sugere que sua linha foi clonada, e Aconselha você, a solicitar um reparo à sua operadora. E diz que vai ligar mais tarde para saber se você fez a solicitação. Em caso afirmativo (se vc fez a reclamação à operadora), você está lascado, porque no dia seguinte, ele estará na sua casa com uniforme e crachá da firma operadora... Daí em diante, você será presa fácil para ele, que entrará em sua casa sem esforço algum. Se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente à Polícia. Se ele voltar a ligar, diga que já comunicou à polícia e que fez um BO (Boletim de Ocorrência). Repasse a todos os seus contatos, URGENTE!!!! E, comuniquem também seus familiares, vizinhos e todos que não tiveram acesso a este e-mail, se acharem conveniente

Mensagem do doutor Fábio Paceli Anselmo, professor em Patologia Animal, Diretor da Associação Brasileira dos Someliers – se é que escreve assim – e meu irmão, embaixador de Caratinga em Brasília:

Segundo o Doutor. RENAN MARINO, professor de Pediatria na FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO.RIO PRETO-SP a dengue é uma doença virótica, parente da hepatite C, e, sempre foi benigna, isto é, nunca matou. E NÃO MATA!
Isso até 1957, quando surgiu no mercado a droga chamada PARACETAMOL.
Imediatamente indicada como tratamento para dengue, pelo Ministério da Saúde Brasileiro, embora não exista nenhum trabalho NO MUNDO TODO, que comprove eficácia deste veneno no tratamento da dengue.
A partir de 1957, a dengue começou a matar.
O PARACETAMOL é uma droga que destrói o fígado do paciente.
O vírus da hepatite C, já detona o fígado e com o veneno do PARACETAMOL, o fígado é destruído o que leva o paciente à morte.
A dengue hemorrágica, nada mais é que a reação do organismo quando o fígado, destruído pelo PARACETAMOL, provoca a morte do doente.
Segundo ainda o Professor Doutor, se o paciente NÃO TOMAR PARACETAMOL, ele terá todos os sintomas da dengue: mal estar, febre, dores nas juntas, vômitos, coceiras e dor nos fundos dos olhos, mas, após uma ou no máximo duas semanas, estará VIVO e bem.
MAS, SE TOMAR PARACETAMOL, corre o risco de morrer.
Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, esse veneno é proibido.
Na Grã-Bretanha, é usado como forma de suicídio.
Tomando 10 comprimidos do veneno chamado PARACETAMOL, em cinco dias, seu fígado é destruído e se não fizer transplante, morre.
Por isso, se você ama alguém, informe-o disso.
Segundo o médico RENAN MARINO, pode-se tomar dipirona e seus derivados, pois não são metabolizados no fígado.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

GALO USOU SÓ UM TEMPO PRA GOLEAR GUARANI

Com um solão daqueles. Um calor de 40 graus à sombra. A torcida do Atlético, que fritava ovos na arquibancada, tava querendo o quê?
Os rapazes de Dorival Júnior despacharam o Guarani com 4 a 0 no primeiro tempo e deixaram o entusiasmo no vestiário. Voltaram só pra cumprir o contrato com a tevê.
Resultado do relaxamento foi o crescimento do Guarani de Divinópolis, do menino Luiz Fernando – nem sei se ainda é do Cruzeiro? – e o placar final de 4 a 2.
E daí? A liderança mantida com folga nos 100% de aproveitamento e nos 12 pontos.
Além do que teve a confirmação: a arbitragem da FMF mantém-se firme no compromisso de ajudar os grandes da Capital.
Aquele pênalti do primeiro gol do Galo, hein soprador Átila Carneiro Magalhães, foi de amargar.
A propósito: és parente do Mané Carneiro?
O Galo usou, também, o segundo tempo do Farião pra treinar. Afinal joga contra o Iape, nesta quarta-feira, na Copa do Brasil.
Outro a propósito: de onde é mesmo este time?
“Do Maranhão, vovô, me informa a netinha Vitória aqui do lado”.
Richarlyson também não sabe e nem saberá. Não estará em campo nesta quarta-feira.
Cumprirá o último dos três jogos que levou de suspensão na final da Copa do Brasil/2010.
Não foi o artilheiro Fábio Júnior, que puxa a fila da artilharia do Mineiro, com cinco gols o herói do Coelho na difícil vitória (2 a 1) sobre o Funorte, na Arena do Jacaré.
Camilo, emprestado pelo Cruzeiro, comeu a bola e, ainda por cima, marcou um golaço.
América manteve a vice-liderança com 10 pontos, dois atrás do Galo.
Apesar de a derrota para o Galo, o Guarani continua no G-4 do Mineiro. Lá em baixo, na briga do descenso estão Funorte e Ipatinga com apenas um ponto.
O campeonato mineiro não serve de base pra nada, afirmam os pessimistas. Penso diferente. Serve sim.
Dependendo do rendimento do time, a diretoria busca ou não reforços pro Brasileiro.
Por exemplo: com os quatro gols marcados diante do Guarani o Galo atingiu a média de 3,8 gols por jogo. São 14 marcados em quatro jogos do campeonato.
Na caminhada, topou com o Cruzeiro e manteve a média.
Diego Tardelli, Magno Alves e Neto Berola fizeram quatro gols cada. Isso não vale nada?
Impressiona-me o goleiro Fábio.
Sabem por que ele é tão bom no ofício?
O cara é fominha.
Não aceita folga nem quando pode. Jogou contra o Ipatinga.

Os deuses do futebol protegem, realmente, os predestinados. O Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho, decidirá a Taça Guanabara contra o Boa Vista.
Rio de Janeiro prepara carnaval temporão, preto-e-vermelho.
A entrevista de Ronaldo Fenômeno no Faustão confirmou o que se sabe há tempos: gênio no gramado e ser humano maravilhoso fora dele.
Foi sensacional vê-lo encantado com seu filho japonês/brasileiro – a cara do Fenômeno e do Ronald – um capetinha de menino.
Foi bacana ouvir seus planos e sentir que a despedida de Ronaldo será menos dolorosa pra ele do que se imagina.
Jamais estará longe dos holofotes. Como Pelé, Guga, Maradona, Zidane, Zico, Romário e outros gênios que o esporte produziu no mundo inteiro.
Reinaldo se morasse no Rio ou São Paulo teria tratamento na mesma grandeza. Tostão, também.
Dorival Júnior afirmou, de novo, após o jogo em Divinópolis que não será empecilho à contratação de Diego Souza pelo Vasco da Gama.
Eduardo Maluf, entrementes ( mui chique!), informou que só o Lance! sabe da ida de Diego Souza para o Vasco.
Na mesma de Kalil não pousou nenhuma proposta do Almirante.
Pode ser que sim, pode ser que não. Mauro Fernandes ainda em dúvida se estreia Netinho contra o Galo domingo na Arena do Jacaré.
Seria uma excelente atração extra pra coelhomania.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DAVA ATÉ PRO BALEIÃO

SEM NENHUM MENOSPREZO ao futebol que o mistão do Cruzeiro mostrou neste sábado na Arena do Jacaré. Afinal jogou pro gasto, botou a turma do banco pra se movimentar e se apresentar à torcida. Só que ela mesma não compareceu. Preferiu ver o jogo no pagar-pra-ver e de novo ser ludibriada pela Globo. Pagou caro e viu o mistão azul vencer o Ipatinga por 2 a 0, gols de Thiago Ribeiro e Wallison, que entrou no segundo tempo. O público pagante não chegou a dois mil e como a maré de sócio-torcedor celeste, também, não arranha a unha do Internacional de Porto Alegre, que atingiu a marca de 200 mil, acredita-se que mal, mal, três mil e 500 pessoas estiveram na Arena. Dava pra jogar no Baleião.

Pelas informações do pessoal da rádio Globo, o Naldo estreou bem. Mostrou que será ótimo reforço na composição do grupo. Outra boa atuação de Wallyson. Mas funcionou realmente o marketing em favor de Thiago Ribeiro e contra WP-9 cujo pão tem caido, ainda, com a manteiga pra baixo junto à China Azul. Dê um jeito, WP-9!

Na outra partida, o América-TO supreendeu o Tupi e arrancou o empate de l a l em Xis de Fora. Bom pra ele, ruim pro Galo da manchester e bom pro Cruzeiro, posto que o pessoal do Vale do Mucuri tava na cola do time de Cuca.

FUJAM DA VIVO E DO BRADESCO: ENQUANTO VIVOS

Sobre os campeonatos de futebol neste final de semana o leitor já sabe tudo. A Trincheira gosta de aproveitar o descanso de sábado e domingo pra soltar os cachorros em cima das empresas que prestam péssimos serviços aos usuários e ficam livres das críticas porque são donas dos espaços nos grandes e médios veículos de comunicação. Aqui tem disso não; mando eu.

Na segunda-feira passada, estive na Justiça de Pequenas Causas, 6ª Secretaria, para o andamento do processo de danos morais que minha mulher Neusa move contra o Bradesco.

Aliás, ela move um e eu outro pelos mesmos motivos. A minha audiência será na próxima segunda, dia 21. Quem acompanha a Trincheira sabe quais são estes motivos: quase apanhamos dos empregados de uma representante do banco, no caso de empréstimo consignado. E só queríamos o boleto pra liquidar a dívida.

Vamos aos novos fatos, porque outros já aconteceram como a proposta indecente que os advogados do banco me fizeram de um acordo. Nessa audiência passada, o jovem advogado, tão arrogante quanto o banco, já veio de cara querendo pressionar. Levou uma dividida.

Na sua impugnação, o banco afirma que nada aconteceu e que o Autor, no caso minha mulher, estava querendo tirar vantagem pecuniária de uma situação inexistente. Por isso nem aceitei falar em acordo.

Eles metem a mão no bolso da gente, cobram juros exorbitantes, são agiotas oficiais, apoiados pelo governo, e dizem que queremos tirar proveito de uma situação. Hoje o Bradesco é a terceira instituição financeira do País e já teve em primeiro. Vamos movimentar-nos para levá-lo à segunda divisão.

Outro caso sucedido comigo e com certeza com vários leitores. Ano passado fui a Vivo trocar meu aparelho porque tinha pontos para tanto. Antes já havia trocado de aparelho e ganhei créditos na conta.

Desta vez, com 60 mil pontos só tomei ferro. Posso trocar de aparelho se assinar novo contrato de fidelidade, por 28 mil pontos. Quando falei em trocar de plano o rapaz me disse não. Se troca o aparelho, não pode trocar de plano. Eu, hein?

Perguntei: esses pontos não são meus, conquistados durante o ano passado dentro de outro plano de fidelidade? Sim. Mas só valem agora pra resgatar aparelho. Mas não me avisaram nada da troca.

Então ele me apresentou uma solução bem interessante: eu pagaria R$ 330 pelo aparelho e teria um novo plano de assinatura. Perguntei pelos meus 60 mil pontos. Segundo ele, ficariam na empresa.

Isso é roubo ou não é? Claro que não aceitei, mandei cancelar minha assinatura, e vou atrás do PROCON e da Justiça de Pequenas Causas buscar meus direitos. Cuide de seus direitos de cidadão, seja chato contra os maus empresários e às empresas relapsas e devoradoras de seus direitos. O PROCON e a Justiça existem é pra isso mesmo.

Nenhuma empresa de celular presta. Eu gostaria de jogar meu aparelho no lixo, mas como necessito dessa modernidade, vou atrás de quem me ofereça mais vantagens. Faça isso, também. Mude, mude, todas prestam o mesmo serviço de merda.

PITACO DO LEITOR: Carlos Henrique, do Sion, enviou ao amigo Gegê Angelino que me repassou a mensagem: “Gegê, recebi o boletim (?) escrito pelo jornalista Flávio Anselmo. Muito bom. Peça-lhe para me cadastrar. Mas antes passe para ele este meu comentário de atleticano”

E Carlos Alexandre, do Sion, escreve: “Tardelli é um péssimo exemplo de profissional.
Baderneiro, baladeiro e agride os sentimentos de paz e segurança, com aquele gesto condenável de atirar com as mãos”.

“Os promotores de justiça precisam fazer alguma coisa, urgente, em defesa da ordem. Este sujeito......( cortei a agressão verbal, Carlos, porque essa não é a finalidade da Trincheira - provoca ira, violência. Gege, meu amigo, passe esta noticia para o Flávio Anselmo e peça-lhe para batalhar para este sujeito ser punido”.

Resposta: a) Carlos, não é boletim. É coluna. b) Não batalho pra ninguém ser punido, pois vira perseguição. Fiz a crítica antes, apresentei depois as mensagens a favor e contra, e entreguei o problema ao Ministério Público. É dele, não meu.

Guilherme Chaves, jornalista, envia a contribuição: “O “Carrossel Azul” de Cuca”.

É muito interessante. Leiam: “a estreia do Cruzeiro, ontem, na Libertadores 2011 chamou a atenção não só pela goleada de 5 a 0 sobre o campeão argentino Estudiantes, mas também pela nova formação tática do time, que lembrou o Botafogo – que chegou a liderar o Brasileirão de 2007 –, também treinado por Cuca”.

“Na teoria, a Raposa parecia ir a campo sem surpresas no seu esquema, mas com muitas novidades em relação ao time que vinha jogando até então. O zagueiro uruguaio Mauricio Victorino, principal contratação do clube nesta temporada, fazia sua estreia na vaga de Leo”.

“Gilberto foi deslocado para a lateral esquerda substituindo Diego Renan, para dar lugar a Roger no meio-de-campo; Marquinhos Paraná, recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo, recuperou o posto que foi de Leandro Guerreiro nos dois últimos jogos; e Wallyson jogou pela primeira vez como titular, deixando Thiago Ribeiro no banco”.



“Mas na prática, o Cruzeiro atuava em uma nova formação: 3-4-2-1. Pablo, Victorino e Gil eram os zagueiros, com o uruguaio centralizado. Henrique e Marquinhos Paraná eram os volantes, que desconstruíam as tentativas de armação do Estudiantes e iniciavam com velocidade, principalmente com o camisa 8, os ataques celestes.

“Gilberto era o ala pela esquerda, e Wallyson, pela direita, fazia o que em Portugal se chama “médio-ala”, e pode ser explicado por ter uma função um pouco mais ainda ofensiva do que o típico ala conhecido no Brasil. Isolado na frente estava Wellington Paulista, que mesmo tendo finalizado pouco, foi bem taticamente, ao abrir espaço para as chegadas de Roger, Montillo e o próprio Wallyson – como no primeiro gol do argentino, quando o time celeste apareceu na área adversária com três atacantes e apenas um defensor para marcá-los”.

“Esse esquema é bem parecido com aquele que o próprio Cuca adotou, quando treinava o Botafogo em 2007 e ficou conhecido como “Carrossel Alvinegro”, em alusão ao grande time holandês, liderado por Cruijff, finalista da Copa do Mundo de 1974.

“A diferença do time carioca daquele ano para o Cruzeiro de ontem era que o falso lateral, Luciano Almeida, que ajudava a compor o trio de zagueiros e o atacante, Jorge Henrique, que atuava como o “médio-ala”, da equipe alvinegra, jogavam pelo lado esquerdo do campo. Pablo e Wallyson apareceram pela direita, no novo (velho) “Carrossel Azul” de Cuca, como pode ser visto na ilustração em anexo”.

Resposta: Me desculpe, Guilherme, mas como jornalista você sabe que temos espaços programados. Daí não há a menor chance da “ilustração em anexo”. Aliás isso é invenção dos atuais comentaristas de tevê em Sampa. A propósito, com prazer mostro a sua aula tática, mas pedir pro leitor acompanhar mais nos sites paulistas...faça-me o favor.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

INIMIGOS DO CRUZEIRO NA PRÓPRIA CHINA AZUL

Tenho o maior respeito pelos verdadeiros torcedores.
Aqueles estão ali no estádio, debaixo de chuva ou de bastante sol.
Não entro nessa de que torcedor é aquele que tira do salário pequeno, que nem chega ao final do mês e corre atrás do time amado.
Bobagem! O futebol é tão democrático que permite ricos e pobres, médicos, advogados, professores, gente comum, operário, lavrador, presidente da República sofrerem nas arquibancadas a idêntica dor da derrota.
Ou soltarem abraços e fogos, abrirem juntos os poros aos suores da festa, do imenso prazer dos títulos ganhos.

Sem discriminação.
De raça, de cor, ou de crença. Todos submissos aos únicos deuses; aqueles que direcionam as bolas chutadas às mãos mágicas dos goleiros ou às redes sonoras e feéricas dos adversários.
Fora disso, são simpatizantes que voam em redor das emoções proporcionadas apenas nos grandes eventos.
Desopilam o maltratado fígado, ou desentopem as almas penadas nas amarguras do cotidiano provocando brigas, cheirando craks, depredando bens públicos e atirando pedras nos ônibus dos adversários.

São vândalos e arruaceiros infiltrados entre os bons.
Têm objetivos? Sim, têm. Serem maus. É da natureza humana, pelo livre arbítrio, produzir pessoas assim. E por favor, repito, sem discriminação.
Não são apenas os favelados, ou os que têm teto, não moram nas ruas, nem nos altos dos morros, ou vivem nos abandonados bairros da periferia.
Mesmo porque até os simpatizantes que se encaixam nesse padrão não têm dinheiro pra irem ao estádio duas vezes por semana pagando preços exorbitantes.

Só posso entender como ação de simpatizantes arruaceiros o apedrejamento do ônibus com a delegação do Atlético no clássico.
Aqueles bandidos não são da China Azul, impossível imaginar isso. A China Azul sabe que o regulamento de qualquer competição e o Estatuto do Torcedor transferem ao clube mandante a responsabilidade de garantir a segurança dos visitantes, sejam atletas, cartolas ou torcedores.
Sabem que qualquer ação dessas reverterá em prejuízo do seu time, com perda de mando de campo e multas pesadas.
Exceto se os responsáveis forem detidos na hora ou denunciados pelos verdadeiros torcedores.
Se você, da China Azul, assistiu tudo e não denunciou, foi omisso,. Errou contra os mandamentos do verdadeiro torcedor.
Pior ainda: esses falsos torcedores viram o time perder em campo e fizeram o clube perder nas arquibancadas. O Cruzeiro será julgado por seus atos.
Outra derrota acachapante e que a China Azul não aceita: perderam feio da Massa Atleticana.
Na comparação com aquele jogo (1 a 0, gol de WP-9), a torcida única era do Galo e não houve nada. Os atleticanos perderam no campo e ganharam na arquibancada.
E não me venham culpar as provocações de Alexandre Kalil no seu twitter, ou de Perrela nas suas entrevistas.
Algum deles já pediu à sua torcida que apedrejasse o ônibus do rival?
Criou-se a desculpa que nada disso foi feito por cruzeirense, mas por atleticano infiltrado – que a turma do Bem devia ter identificado e encaminhado o elemento à PM. Aí sua barra ficaria limpa. Porém, tá suja, muito suja.

Vou deixar o clássico de lado e falar do jogo contra o Estudiantes de La Plata.
Aquela perseguição com objetos atirados no craque Verón se justifica? Outra manifestação de selvageria. O raio laser usado durante alguns minutos do jogo no rosto de Verón: por quê?
Qual o motivo de tanta raiva do atleta que apenas cumpriu seu dever?
Vai também para a súmula do árbitro paraguaio. A Conmebol com certeza punirá o Cruzeiro.
O técnico Cuca, os atletas, os dirigentes fizeram enormes esforços pra adaptar o time às dificuldades da Arena do Jacaré.
Os políticos atenderam algumas exigências finais e tornaram o estádio em condições de sediar jogos da Libertadores e do Mineiro.
Simplesmente, os maus cruzeirenses, que não se adaptaram à proximidade do alambrado da Arena com o campo do jogo. Em países civilizados o alambrado nem existe mais.
A Trincheira dá novo alerta, como se isso fosse preciso. Mas, também, cobra das autoridades – Promotoria Pública, Polícia Militar – que domem tais feras soltas e as entregues à Justiça.
Antes que aconteça aqui o que se viu em Maceió, parece: o torcedor deu carteirada de polícia, sacou de uma arma e disparou pro alto.
Quis provar o quê? Que é mais macho do que os demais torcedores na arquibancada?
Outra coisa: além dos torcedores depredadores e dos arruaceiros, convém que o MP notifique os instigadores sobre os exageros das brincadeiras que geram confusão.
A brincadeira de “Maria” e “Joãozinho” do jornalista Milton Neves no seu blog e twitter passou dos limites.
Que torça sem ofender o leitor e provocar o adversário.
Também serve ao atacante Diego Tardelli. Sua comemoração de gol quase incendiou a Arena do Jacaré.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

UMA NOITE ESTRELADA NA LIBERTADORES

NEM A NOVA AÇÃO DE VÃNDALOS LIGADOS á Mafia Azul, atirando objetos em Veron e tendo a atenção chamada pelo juiz Amarilla,do Paraguai,empanou a estréia brilhante do Cruzeiro, na Libertadores. A goleada do Cruzeiro (5 a 0) sobre o Estudiantes de La Plata, na Arena do Jacaré foi digna de um forte candidato ao título.

Até parecia que o time fora forjado nas marteladas de deuses. Cuca, sem rancor e de coração aberto, tirou da fornalha uma equipe bem diferente. Como numa pelada de clube, escolheu os melhores e os escalou. Juntou Gilberto e Roger, adiantou Montillo como meia ataccante, colocou Walisson no lugar de Thiago Ribeiro, puxou WP-9 pra abrir buracos na defesa rival como um trator. E fez estrear o xerifão Victorino que fez até Gil jogar bola. Em com pouco mais de um minuto o bento time fazia l a 0.

As bolas que não entraram no clássico, entraram desta vez. Atuações espetaculares de Roger e Montillo. Excelentes de Pablo, Victorino, Gilberto, Walisson, Marquinhos Paraná, Henrique, WP-9, Fábio e até de Gil. Parabéns Cuca, esta teve muito de você.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

RECADO Á CHINA AZUL

o RECADO SERVE TAMBÉM para aqueles pitaqueiros que misturam tudo, não respeitam o direito de crítica dos outros, e atacam os críticos com opiniões baixas que extrapolam o direito de opinar. Coloco minhas críticas sem agredir pessoalmente a ninguém e nem duvido da integridade das pessoas. Por aceitar as críticas alheias não quer dizer que digo amém a todas elas, venham de onde vier. Se me ofenderem, parto pra reação imediata e não ligo para as tréplicas.

O recado que mando à China Azul é o seguinte: cuidado com os simpatizantes. O Cruzeiro tem simpatizantes em demasia. Pessoas que vão ao estádio em busca não do lazer que o futebol oferece, mas da confusão que o ambiente, infelizmente, pode produzir. As cenas de depredação ao ônibus do Galo e dos objetos atirados no gramado, inclusive celular, podem causar grande problema ao time. Se acham que o Cruzeiro está jogando longe, fora de seus verdadeiros domínios, imaginem punido e tendo que jogar a 150 kms de Beagá.

Além do quê, a atitude dos agressores, vândalos, arruaceiros, se contrapõe à da torcida atleticana por ocasião do primeiro jogo com torcida única na Arena do Jacaré. Foi um jogo sem confusão e o Atlético acabou derrotado por l a 0, gol de WP-9. A China Azul não gosta, mas deveria mirar-se no exemplo dado pela Massa Alvinegra naquela partida. Prefiro acreditar que, conforme bem afirmou Dorival Júnior com aquela elegãncia de sempre, a ação é fruto de meia dúzia de baderneiros e não representa a vontade da imensa torcida azul.

De olho portanto nos simpatizantes que nem sabem o nome do goleiro reserva do Cruzeiro campeão sulamericano com a Seleção Sub-20.

Charge do Edra

A BOLA TÁ MAIS TRISTE: OUTRO GÊNIO SE VAI

O mundo dos geniais não é coisa para mortal comum entender. A história registra que quase todos os gênios nas diversas artes têm desvios de conduta,, são impacientes, irascíveis ou castigados pelo destino com imprevistas doenças. Como se recebessem avisos periódicos dos deuses: a genialidade de vocês não lhes dá a imunidade de super-homens. Cito dois para não me estender muito: Castro Alves, morto aos 24 e Noel Rosa, aos 26 anos.
No mundo do futebol, apesar de sua extraordinária genialidade, o Rei Pelé vestido de Edson Arantes do Nascimento tem grandes percalços de personalidade. Seus casamentos com louras são frustrantes, seu filho tornou-se traficante de droga, foi preso e condenado; não reconheceu a paternidade de uma jovem já falecida, nem durante o câncer que a vitimou.
Só na Justiça, confirmado pelo DNA, a moça conseguiu usar o sobrenome Arantes do Nascimento e morrer sem que o pai famoso ao menos fosse ao seu sepultamento.
Maradona e Reinaldo envolveram-se com drogas pesadas. O “deus” argentino foi até flagrado no exame antidoping de uma Copa, após ganhar a de 1986, sozinho, para os hermanos.
Zico seria a exceção da regra caso não tivesse sofrido aquela entrada criminosa do beque Ananias, do Olaria e tivesse conseguido um título mundial com a Seleção.
Casos das frustrações de Falcão, em 82, e de Zizinho, em 1950. Este pior, foi escorraçado do Flamengo, teve sua camisa queimada e morreu alcoólatra, como simples fiscal de renda da prefeitura de Niterói. Esquecido.
Tostão antecipou o final de sua brilhante carreira por causa do descolamento da retina e tornou-se intragável socialmente até descobrir que queimava dinheiro. Voltou a explorar o mito Tostão. Deixando a medicina e tornou-se, de novo, um ermitão.
Garrincha morreu alcoólatra, pobre. Julinho Botelho, exemplar jogador, pessoa humana simples, morreu como viveu, gênio longe dos holofotes Canhoteiro imitou Garrincha até na morte: alcoólatra e pobre. E por aí vai.
No entanto, ninguém teve tanta força de vontade e de superação, além da incompreensão pública, como o gênio Ronaldo Nazário.
Sou um privilegiado: vi jogar, em muitos casos nascer, e convivi com a maioria desses gênios da bola. Como apaixonado pelo futebol, sofri junto
Gostava de chegar cedo ao Mineirão para acompanhar as preliminares entre juniores. Vi o menino que o Cruzeiro trouxera do São Cristovão. Arrebentou num clássico contra o Atlético na categoria.

Pinheiro, então treinador celeste, também viu e gostou. Integrou-o ao grupo profissional aos 16 anos. Pinheiro caiu e assumiu Carlos Alberto Silva. Então o Cruzeiro foi excursionar em Portugal para disputar amistosos e um torneio. Eu fui atrás.
Aqui em Beagá, tive duas oportunidades de falar com Ronaldo: na primeira, após um jogo no Mineirão, o repórter Wilson José fez a ponte e da cabine bati um papo com o jovem tímido que acabara de ser o melhor em campo.
Naquela mania de pai atento, julguei importante que usasse das mesmas prerrogativas pra dar alguns conselhos a Ronaldo e sua mãe, dona Sônia, com quem falei depois.
Sabem como, né? Aquela de não se meter em confusão, não deixar a fama subir-lhe à cabeça e sobretudo não perder aquela docilidade de alma. Ronaldo foi além.
Tornou-se o maior jogador do mundo. Só não conseguiu ficar fora das confusões depois de famoso.
A segunda vez foi na Federação Mineira de Futebol num evento que marcava a entrega de um prêmio de mil dólares a Ronaldo como artilheiro do campeonato mineiro.
Eu conseguira, como assessor de marketing da FMF, que o empresário Antônio Ragazzi instituísse a premiação. Ao receber o cheque, Ronaldo, menino pobre do bairro carioca de São Cristovão, me olhou, já com aquela visão futurista.
Discretamente indagou: “Não dá pra aumentar este prêmio”. Respondi: “Calma, menino, outros dólares virão”. E como vieram!
Esta intuição serviu pra apagar uma anterior que tive de total fracasso. Num amistoso entre Cruzeiro e Corinthians, no Independência, eu,como repórter de campo na Rádio Inconfidência, anunciei uma alteração no time celeste.
Ia entrar, sob enorme expectativa, a contratação louca de Felício Brandi, que roubara a promessa juvenil do América e pagara um milhão e meio de sei-lá-oquê. Uma fortuna.
Falei com o colega de lado: esse cara bundudo, desengonçado, gordo, isso não vai jogar bola nem aqui, nem na China. E como jogou! Era Tostão.
O Portal Uai escreve sobre a estréia internacional, como titular do Cruzeiro, de Ronaldo na visão do goleiro Figueiredo, então titular do Clube Belenenses, hoje com 50 anos e treinador de goleiros.
O titular, na visão de Carlos Alberto Silva, seria Toto, um atacante comprido, que fora artilheiro do campeonato mineiro, atuando no mistão celeste, enquanto os titulares disputavam a Libertadores.

Mas afirma o Portal: “Amistoso de pré-temporada do Belenenses, público pequeno e poucas - ou nenhuma? - câmeras de televisão no estádio Restelo, em Lisboa”.
Havia sim, o repórter José Roberto Cavalo, meu ex-colega de Rede Band, morando em Lisboa, estava do meu lado, com sua equipe de uma tevê local, cujo nome me falha. Dei uma entrevista pra ele sobre Ronaldo.
Segundo o portal isso aconteceu no dia 5 de agosto de 1993 e está marcado na vida do ex-goleiro; o simpático Clube Belenenses fica no bairro nobre de Belém, em Lisboa. Era treinado por Abel Braga.
Este dia entrou pra história porque Ronaldo marcou, de cabeça, o seu primeiro gol internacional e como profissional na vitória por 2 a 0. No time português estreava Cleisson, revelação cruzeirense negociado aqueles dias.
Lembra o Portal Uai que “Ronaldo estreou pelo Cruzeiro em 25 de maio de 1993 contra a Caldense (vitória de 1 a 0), pelo Campeonato Mineiro. Depois, só voltou a campo em 29 de julho no 2 a 1 sobre o Atlético-MG, também no Estadual”
Em agosto, o Cruzeiro viajou para amistosos em Portugal onde receberia, também, os valores referentes à venda de Cleisson. No dia 3, enfrentou o Benfica no belo estádio da Luz e Ronaldo fez efetivamente sua estréia internacional.
O jogo terminou em l a l e Ronaldo entrou com a camisa 15 durante a partida no lugar de Toto. Fez misérias em cima do beque Mozer, ex-Flamengo e Seleção Brasileira, ídolo em Lisboa, a ponto de ele dar-lhe uma entrada criminosa por trás.
No dia seguinte, os jornais não falavam de outra coisa a não ser do garoto de 16 anos do Cruzeiro. Benfica e Sporting fizeram cerco pra contratá-lo, mas César Masci, presidente azul, não quis nem conversa. Tinha um diamante bruto nas mãos.
Na época, Carlos Alberto Silva vinha de uma passagem vitoriosa pelo FC Clube do Porto, mas seu temperamento intragável nessas ocasiões provocara rompimento de relações dele com a Imprensa portuguesa.
Na porta do hotel, em Lisboa, Ronaldo, Luiz Fernando Flores e Paulo César Borges conversavam. Entrei no papo e disse a Ronaldo: “olhai, aqueles dólares começam a entrar”.
Com esse sorriso maroto que ainda permanece e este jeito dócil e tímido de falar, Ronaldinho balançou a cabeça num sinal positivo e admitiu.
Foi então que apareceu a figura do treinador, que não se dava comigo e ordenou que todos fossem para o refeitório.
No saguão principal estava um repórter do importante jornal português, A Bola, querente entrevista Ronaldo e Carlos Alberto Silva.
Quando se apresentou ao técnico foi repelido aos gritos: “não falo com a Imprensa portuguesa. Vocês não gostam de mim e nem eu de vocês. Vocês me criticaram demais”.
O rapaz pediu então pra falar com Ronaldo e, igualmente, não teve êxito. De longe, não suportei aquele ataque de estrelismo do treinador. Aproximei-me do repórter e me apresentei como jornalista, prontificando-me a ajudá-lo
Passei todas as informações sobre Ronaldo e levei ao jovem craque as perguntas que o repórter queria fazer.
No dia seguinte, A Bola abriu duas páginas internas e manchete de primeira página saudando Ronaldo, nas palavras do jornalista brasileiro Flávio Anselmo.
Amanhã eu escrevo sobre o Torneio da Cidade do Porto, envolvendo Cruzeiro, Peñarol e FC do Porto. O gol espetacular de Ronaldo sobre os uruguaios e o novo vexame do treinador.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CUIDADO COM O ANDOR

CCARTA QUE RECEBI DO ADVOGADO RODRIGO DOLABELA DE BELO HORIZONTE

Sou leitor assíduo de suas colunas mas não concordo com sua apologia à violência nessa afirmativa sobre o atacante Diego Tardelli: “Acabou seu sossego nas noitadas de Beagá: estará sempre preocupado em sentar-se de costas pra porta dos botecos.”

Será que você se lembra da comemoração do Kleber ?

Fora que ele (Tardelli) após a partida disse que homenageou sua filhinha que gosta de se maquiar (Jornal Estado de Minas de hoje)... E se a carapuça (azul) serviu, qual o problema ?

Será que você se lembra das flanelas distribuídas para a torcida pelo Perrela ?

Vamos com calma nessa análise, afinal futebol envolve paixão e uma afirmativa como a sua pode influenciar a porca cabeça de pseudo-torcedores adeptos da violência exacerbada e gratuita...

RESPOSTA: Vc é que precisa analisar melhor a situação, Rodrigo. Não fiz nenhum gesto pra torcida do Cruzeiro, fingindo passar base ou pó de arroz no rosto. Nem apresentei a justificativa porca de que homenageava minha filha. Tardelli é craque, mas é mentiroso. Vc ss lembra das comemorações de Pelé, Maradona, Reinaldo, Tostão, Ronaldo Fenômeno, Romário, Zico, Garrincha, tinha algo parecido com estas bobagens de agora. Puro desrespeito a torcedores que amanhã poderão estar do lado do jogador, afinal todos são mercenários e só visam dinheiro, como o caso de Léo Silva.

Apenas alertei ao pseudo craque do Atlético que seu gesto é bem perigoso, porque o coloca vulnerável nas baladas deles - inúmeras, por sinal. Quando pode realmente aparecer "esta mente porca" de torcedor rival embriagado e provocar violência. Não é assim que o Brasil vive atualmente? Principalmente o futebol das torcidas organizadas?

AZULÃO ESQUECE CLASSICO E ENCARA ESTUDIANTES

HOJE COM O RETORNO DO GENIAL EDRA E SUAS CHARGES EXCLUSIVAS

É outro arquirrival atravessado na garganta dos celestes este tal de Estudiantes de La Plata. Tudo porque teve a ousadia de tirar o tricampeonato do Cruzeiro, em pleno Mineirão. Jogou água no chope da festa preparada com antecipação: os azuis empataram (0 a 0) em La Plata. Como faziam excelente Copa Libertadores pensavam que essa competição tão importante se ganha no grito, fazendo medo no adversário.

Coisa que argentino não teme. O Mineirão lotado – 70 mil torcedores – viu o pequeno grupo fanático de los hermanos fazer festa ao apito final com a vitória por 2 a 1.

Uma decepção enorme, que, no entanto, acabou atenuada em parte pela bela campanha do time e o vice-campeonato.

Bastante reforçado desta fez, com duas feras de La Universidad do Chile – o argentino Walter Montillo e o uruguaio Maurício Bernardo Victorino Dansilo – o Cruzeiro sai atrás do tri que o colocaria junto do São Paulo, como os maiores ganhadores da copa continental no Brasil.

Aliás, caso vença esta Libertadores, o Cruzeiro empatará com o São Paulo, também, como o clube brasileiro de mais conquistas em competições de Conmebol.

Vejam os números fornecidos por Fabrício Faria da Assessoria de Imprensa azul:

Esta é 39a participação do Cruzeiro em competições da Confederação Sul-Americana de Futebol. O Clube já disputou 12 vezes a Copa Libertadores da América (1967, 1975, 1976, 1977, 1994, 1997, 1998, 2001, 2004, 2008, 2009 e 2010).

Três vezes a Recopa Sul-Americana (1992, 1993 e 1998), dez vezes a Supercopa dos Campeões da Copa Libertadores da América (de 1988 até 1997), quatro vezes a Copa Mercosul (1998, 1999, 2000 e 2001).

Cinco vezes a Copa Sul-Americana (2003, 2004, 2005, 2006 e 2007), duas vezes a Copa Máster da Supercopa (1992 e 1995) e duas vezes a Copa Ouro (1993 e 1995).

O Cruzeiro ganhou duas Copas Libertadores, duas Supercopas; uma Recopa, uma Copa Máster da Supercopa e uma Copa Ouro.

Contra o Estudiantes, que substituiu Boca Juniors como asa negra do Cruzeiro na Copa Libertadores, os celestes em seis jogos venceram apenas dois, empataram um e perderam três. Marcaram sete gols e tomaram sete.

Competição dessa grandeza merecia estádio maior do que os 18 mil lugares oferecidos pela Arena do Jacaré. Se existe alguma vantagem nesta história é a pressão que a China Azul fará sobre os argentinos, desde que resolva ir ao jogo.


Existem motivos fortes contra o seu comparecimento: preços altos, o jogo é em Sete Lagoas, a derrota para o arquirrival domingo passado e a transmissão direta da Rede Globo.

Fazer o quê no estádio? Além do mais, não é verdade que os hermanos não temem pressão adversária?

Entrementes - que coisa mais sofisticada! - no campo a ordem aos rapazes de Cuca é esquecer a derrota para o Atlético e buscar a reabilitação em cima do Estudiantes.

Se Cuca não inventar e escalar o time da torcida, com Victorino e Léo na zaga; que sejam Pablo e Diego Renan nas laterais; Leandro Guerreiro, Henrique, Montillo e Roger, no meio-de-campo e que o ataque de Thiago Ribeiro e WP-9 pare de negar fogo dá pra vencer. Claro, no gol, o óbvio ululante, o maior goleiro do Brasil, Fábio.

Pela ordem de inscrição na competição continental, você pode deduzir qual será o time que Cuca pretende usar. E que Deus nos ajude: 1 - Fábio, 2 - Pablo, 3 - Gil, 4 - Victorino, 5 - Marquinhos Paraná, 6 - Diego Renan, 7 - Gilberto, 8 - Henrique, 9 -Wellington Paulista, 10 - Montillo, 11 - Thiago Ribeiro.

E mais: 12 - Rafael, 13 - Leo, 14 - Éverton, 15 - Leandro Guerreiro, 16 - Wallyson, 17 - Roger, 18 - Dudu, 19 - Farías, 20 - Rômulo, 21 - Edcarlos, 22 - Fabrício Carioca, 23 - Ortigoza, 24 - Gabriel Vasconcellos e 25 - André Dias.

No futebol está cheio de histórias de jogador amigo do treinador e que de tanto insistir com a sua escalação acaba por perder o emprego, pressionado pela torcida.

Bom prêmio ganhou o menino Gabriel Vasconcellos, goleiro titular da Seleção Sub-20 de Ney Franco, campeã sul-americana e confirmada nas Olimpíadas: foi inscrito na Libertadores e não terá descanso após a conquista.

O mundo inteiro reverencia Ronaldo Fenômeno ao anunciar sua aposentadoria como gênio da bola.

Fez bem: as bocas azedas já o atormentavam mais que seus problemas de saúde ao misturar a figura humana com o ídolo que sempre foi e será.

Como não poderia deixar de fazer, a Trincheira de hoje está aberta na torcida de que o Cruzeiro comece bem a Libertadores e consiga o sonhado tricampeonato.

O mesmo Cruzeiro onde Ronaldo, na verdade, iniciou sua vida profissional vindo do amador do São Cristovão. Tenho algumas histórias vividas pessoal com ele e que as contarei depois.

Eu o vi sendo lançado aqui por Pinheiro, então técnico do Cruzeiro. Depois no exterior, diante do Benfica, pra admiração da imprensa internacional diante da genialidade de um jovem de 16 anos, reserva de Toto, um grosso de 26 anos. Eu estava lá.

Qual cronista esportivo haveria de pedir mais? Vi Pelé jogar e o entrevistei várias vezes. Vi Garrincha, Didi, Julinho Botelho, Canhoteiro, Tostão, Reinaldo, Zico, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Zizinho, Ronaldinho Gaúcho, Messi, Maradona, Romário e, claro, o Fenômeno.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ESTE FOI O MELHOR CLÁSSICO QUE DEIXEI DE VER

Quatro motivos impediram-me de assistir o clássico: a) o local. Só frequento estádios que ofereçam garantias individuais de segurança a cronistas idosos; b) tive convite pra ver o jogo na casa do Flávio Júnior, mas depois ele deu o bolo no pai dele atrás de programa familiar mais interessante: c) não vejo jogo em bares, porque não sou louco; d) sou frontalmente contra, conforme todos sabem, a tal de “pagar-pra-ver”.

Assim fiquei em casa, na Internet, e com o fone de ouvido do meu celular na CBN. Gosto da seriedade da equipe do Guiotti e da narração do Pequetito.

No intervalo de América 4 x Ipatinga l foi que eu vi os lances polêmicos. O Guiotti, no twitter, Iná informara que o seo Cleisson prejudicou o Cruzeiro; justo ele que tanto ajudara os celestes contra a Caldense. Quis limpar a barra.

E limpou bem. Não houve pênalti no lance de Léo com Leonardo Silva. Os dois se embolaram, como acontece nas cobranças de escanteios e caíram. E existiu o pênalti de Zé Luis em Roger.

No entanto, que a Massa não se aborreça comigo. Do jeito que o Galo jogava, imagino que o Cruzeiro empataria e um minuto depois o Tardelli colocaria os atleticanos em vantagem de novo.

Não era dia da bola cruzeirense entrar. Renan Ribeiro foi uma muralha e abriu a leiteria. A bola passava por ele e batia na trave. Não entrava.

As bolas chutadas em Fábio, passavam por ele, batiam na trave e entravam. Porém, não creditem a vitória à falta de sorte do Cruzeiro e aos erros do horrível árbitro.

Principalmente à besteira do mito de que o mandante, em jogo de única torcida, não tem vencido.

O Galo fez uma partida notável, tão notável quanto foi o segundo tempo do Cruzeiro com Roger no lugar de Gilberto. Mas horrível com Edcarlos na vaga do Léo.

Renan Ribeiro, Leonardo Silva, Diego Tardelli, Ricardinho e Dorival Júnior estiveram acima da média. No geral, o Galo não teve ninguém mal.

Sem falar no Neto Berola, de novo, o ás da manga de Dorival.

Diego igualou o feito de outros oito atacantes ao marcar três gols no clássico: Jairo, Said, Ubaldo Tucho e Obina. No Cruzeiro, foram Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior

Nenhum, entretanto, foi tão desrespeitoso quanto Tardelli. Aquela comemoração fingindo passar pó de arroz no rosto lhe custará caro.

Acabou seu sossego nas noitadas de Beagá: estará sempre preocupado em sentar-se de costas pra porta dos botecos.

Por pouco não provoca também com seu gesto a reação violenta da torcida azul que tomava a metade da Arena do Jacaré.

A semana do clássico se estenderá por conta do Tardelli e do árbitro Cleisson Veloso Pereira. Ele sepultou de vez as chances dos mineiros apitarem as finais do Mineirão.

Pitaco do comandante I: “A minha reclamação também veio porque houve um lance no Roger que foi penal. O Leonardo puxou, é só dar o pênalti, a gente não consegue entender”.

Pitaco do Comandante II ; Dorival Jr, o rei dos clássicos em Minas: “Os quatro clássicos que eu disputei foram com muitos gols, jogos importantes. Fico contente em ter visto um grande espetáculo”.

Não vou afirmar que foi o melhor, mas este clássico entre Atlético x Cruzeiro esteve no nível dos melhores clássicos que assisti na minha vida de comentarista esportivo.

Diretoria celeste anuncia: pedirá o afastamento do seu Cleisson. Por que não pediu quando ele deu aquela mãozinha horrorosa contra a Caldense?

Devia saber que um dia ele faria a mesma lambança contra o Cruzeiro como forma de compensar.

Fique tranquila a torcida azul: caso o time repita a atuação do clássico contra o Estudiantes de La Plata, neste meio de semana, vencerá este arquirrival.

Apesar de a virada e da goleada por 4 a 1, o treinador Mauro Fernandes não gostou do América contra o Ipatinga. Também entendi que o placar foi elástico demais, graças ao apitador deslumbrado que marcou três pênaltis em favor do Coelho.

Dois deles, no meu entendimento não existiram: o primeiro e o terceiro. Fábio Júnior perdeu o primeiro e converteu os outros, além de fazer um belo gol de cabeça. Por isso é o novo artilheiro do Campeonato com nove gols.

O Coelho subiu à vice-liderança beneficiado com as derrotas do Cruzeiro e do Guarani, este em Divinópolis, por 2 a 1 para o Uberaba. Outro que tá que sobe é o Villa Nova: goleou (3 a 0) o Funorte, em Montes Claros.

A terceira rodada teve média de gols superior a 4, com esses resultados: Atlético 4 x Cruzeiro 3; Tupi 4 x Democrata 3; América-TO l x Caldense l; Vila Nova 3 x Funorte 0; América 4 x Ipatinga l; Uberaba 2 x Guarani l.

Sábado, realmente, não foi meu dia de assistir grandes atuações: também não vi o Brasil sub-20 golear o Uruguai por 6 a 0, com Neymar, 2, e Lucas, 3, tapando as bocas dos precipitados críticos quanto ao sucesso do time de Ney Franco.

O Brasil é tricampeão sul-americano, classificou-se para o Mundial da categoria e para as Olimpíadas. Viva o caratinguense Ney Franco!!!!

O que é isso, gente! O Vasco não vencia ninguém e, de repente, troca de treinador, põe Ricardo Gomes, e goleia o pobre do Mequinha por 9 a 0. Eu quero minha mãe!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SEM A MASSA CLÁSSICO NÃO É CLÁSSICO.
Flávio Anselmo – 12/2/11
Da geração atual não há quem se lembre do Mineirão lotado, 120 mil torcedores. Entretanto, quase toda ela não se esquece do estádio com redução de público pra 90 mil, depois 74 mil e, finalmente, 60 mil torcedores. Em todos os casos, igualmente lindo, colorido, dividido em duas partes por uma corda no antes da partida e depois por um cordão de policiais de choque, armados de cassetetes elétricos.
De um lado, a Massa alvinegra. Do outro, ali do lado direito das cabines de rádio, a China Azul.
Em boas épocas, ali pelo ano de 1966, os gritos que se ouviam de incentivo, aquecimento das cordas vocais: “Galôôôô”.
A China respondia no mesmo tom “Zerôôôô”. Um colorido de camisas oficiais dos times tornava o Mineirão a ponta de um arco-íris.
O bandeirão alvinegro subia de um lado sob os gritos de “Galo”, e após tal cerimônia subia o bandeirão estrelado, enquanto os torcedores explodiam seus corações aos berros de “Zerôoo”.
As famílias enchiam o estádio: mulheres, crianças dividiam os espaços.
Certo dia, começaram as encrencas. Não havia mais camisas de times; só camisetas de torcidas organizadas.
Os gritos de incentivo foram mudados pra palavras de ordem, gritos de guerra. A cerveja sumiu e as drogas apareceram.
As autoridades incompetentes, em nome da segurança, diminuíram os espaços.
Aumentaram a idade pra acesso das crianças. Brigas, mortes, tiros e outros assustadores incidentes afastaram as famílias, as mulheres e as crianças.
Ir ao Mineirão era um risco desnecessário, dentro e fora dele. Assaltos, quebradeiras, arrastões. Senhor Bom Jesus do Galho!
Descobriram os culpados: os pobres, favelados, gente do povo. Então, vamos elitizar o clássico e botar os “arruaceiros” sem dinheiro e condições de gastos no estádio na frente da tevê.
A pá de cal será jogada agora no nosso maior clássico?

Os políticos nas vésperas das eleições demoliram os dois maiores estádios da Capital sob pretexto da Copa do Mundo de 2014.
Atlético x Cruzeiro tornou-se um clássico órfão. Sem torcida. Dos 120 mil ingressos o jogo caiu pra 18 mil. E o pior: vendidos só pra uma torcida; a China Azul.
Como ela fará ecoar seu grito de “Zerôoo” se não haverá a resposta do “Galôôô”?
Como devolver as provocações do bandeirão, subindo o azulão, se do outro lado não haverá rival?
Saudade à parte, nem os técnicos contribuem mais pro charme do grande jogo. Muitas estrelas estarão de fora por picuinhas ou excesso de zelo dos treinadores.
Réver, Diego Souza, Richarlyson, Victorino – lembrem-se que Liedson chegou ao Corinthians e jogou cinco dias depois – Roger, Marquinhos Paraná, Fabrício.
Bem diferente de tempos de ouro do Mineirão.
Ah, me esquecia do mais recente golpe: o clássico não é mais aos domingos ensolarados, final de tarde, após as curtidas manhãs e os almoços nos clubes da Pampulha.
Historicamente, clássico sempre aconteceu aos domingos, quatro ou cinco da tarde.
O fdp que inventou o clássico num sábado à tarde jamais terá seu rosto mostrado à multidão afastada dos estádios e posta na frente da televisão.
Ainda bem que o Coelho resolveu encarar o seu jogo contra o Ipatinga como um clássico. Melhor assim, porque na tarde do nosso domingo, na Arena do Jacaré , haverá um clássico de duas torcidas.
Seria cômico, se não fosse tão dramático...
A COMIDA É REQUENTADA, mas penso que vale a pena, sempre, relembrar o assunto. Por isso publico a mensagem do leitor Paulo Hamacek, de BH:

“Caro comentarista, com relação ao caso do jogador William Morais e tantas outras vidas covardemente e brutalmente levadas por bandidos de todas as espécies , além da nossa indignação, fica o medo de sermos o próximo alvo” .
“Deveríamos, vendo tanto bandido matando, questionar a tal Lei do Desarmamento. A tal lei de numero10.823 /2003 penaliza , sumariamente , de 1 a 3 anos de detenção, quem tiver arma sem registro, de 2 ~4 anos de reclusão quem tiver portando arma sem registro e reclusão de 4 a 8 anos quem comercializar, ilegalmente, arma de fogo”.
“Quantos marginais , sumariamente , estão presos pela aplicação da tal lei ? Qual é o agravante para quem mata com arma irregular ?”
“O estatuto do desarmamento diz que “é uma das leis mais avançadas do mundo" (?). Esta Lei do Desarmamento, somada as penalizações do Estatuto do Torcedor são procedimentos inócuos na atuação policial e judicial”.
“Nossos bandidos marginais , nossos torcedores marginais devem tratar essas leis como nossos políticos e funcionalismo publico tratam das punições referentes à corrupção : não vai acontecer nada” .

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

RAPOSA E GALO ESTÃO IGUAIS ATÉ NAS DÚVIDAS

Afora a tal malandragem de esconder as escalações pra que o rival não se antecipe às armadilhas táticas (hehehe – coisa que nunca funciona!) os técnicos de Cruzeiro e Atlético, realmente, têm dificuldades em definir suas formações.

O Galo não consegue arrumar um lateral direito de ofício, pois não confia nos que contratou. Idem, idem, com a mesma data o arquirrival celeste.

Na zaga, Réver lesionado é a dor de cabeça de Dorival Júnior, que, no entanto, tem a opção do ex-cruzeirense Leonardo Silva, sem jogar há tempos.

Na Toca da Raposa, o “mestre” Cuca debate consigo mesmo entre estrear Victorino ou manter na zaga o atabalhoado Gil.

Na lateral direita, ambos devem recorrer às adaptações: Serginho a contragosto seria a melhor opção de Dorival com Zé Luiz no lugar de Richarlyson. Na vaga do próprio Serginho, quem sabe, a volta de Diego Souza, fininho e em forma.

No Cruzeiro, após longo período em recuperação, Marquinhos Paraná seria o lateral pra cuidar das mortais jogadas do Galo pelo setor com Leandro e Tardelli.

Na cabeça da área, Henrique e Leandro Guerreiro. Boa cobertura pra saída dos alas, principalmente de Diego Renan, já que Paraná seria mais fixo.

Ricardinho e Renan Oliveira completariam o setor de meio-campo alvinegro. Montillo e Gilberto – este a gosto do “mestre” Cuca – o meio-campo celeste.

Os problemas somem nos ataques: Dorival permanece com Magno Alves e Tardelli e Cuca com Thiago Ribeiro e WP-9.

Nos dois times, também, em setores importantes, jogadores sem suas melhores condições ou voltando de longas enfermidades: Marquinhos Paraná, Rever – ainda que aprovado pelos médicos – o seu provável substituto Léo Silva, e Diego Souza.

Porém, como sempre dizem eles: a vontade de disputar um clássico é tanta que supera qualquer problema. Que assim seja...

Legal o Atlético prestigiar atleta revelado no campeonato mineiro: o beque Luiz Eduardo, 23, começou no Uberlândia, passou pelo Bahia e Guarani. Comporá o grupo com a contusão de Sidimar.

Melhor foi perdoar Eron, que havia entrado na Justiça com rescisão de contrato.

Volta ao elenco, de compromisso novo e mais dinheiro no bolso, a fim de apertar o lateral Leandro, sozinho no setor.

A primeira vez que vi o armador Netinho com a camisa 10 do Atlético Paranaense e aquela perna esquerda talentosa, imaginei que o futebol brasileiro em breve teria solucionado o problema de seu homem de criação. Não existia ainda PH Ganso.

Netinho tornou-se outro foguete molhado. Rodou meio mundo e veio cair no CT Lana Drumond. Quem o América estará recebendo: o Netinho esperança ou o Netinho, 28 anos, cheio de experiência e defeitos? Se vier o novo, tem craque no Coelho.

O torcedor de futebol precisa aprender a conviver com seus ídolos. Zinedine Zidane tem recebido críticas por ter vendido seu prestígio ao Qatar: deu apoio à sua candidatura ao mundial de 2022 em troca de alguns milhões.

Direis: ele não precisa mais de grana, tá muito rico. Quem queima dinheiro é louco.

É profissional como qualquer outro. Diz ele que destinará a renda aos projetos beneficentes de sua fundação particular. Que nada, ai é para o bolso dele!

Só uma coisa tem deixado Zizu p. da vida: “falam em 10, 11, 12, 13 milhões de euros. Isso é uma loucura; não passa nem de um quarto desses valores o que recebi”.

É sempre assim, Zidane: a Imprensa aumenta, mas não inventa.

O craque de mentirinha da Imprensa paulista mostrou sua cara no amistoso do Brasil e França, em Paris. Perdemos pra eles de novo (1 a0) e a culpa toda é de Hernanes.

Nada justifica aquela agressão estúpida no primeiro tempo e que provocou sua expulsão.

Hernanes deu um pontapé na ética e na educação esportiva pregada pela Fifa. Não há desculpa, por mais que alguns coleguinhas paulistas busquem isso. A patada sobrou até pra nós, aqui no Brasil.

Mas eu pergunto: e daí se foi a segunda derrota consecutiva da Seleção? Ela não está numa fase de preparação?

No duelo particular entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, deu, de novo, o argentino. Ambos jogaram muito, mas Messi desequilibrou no amistoso entre Portugal e Argentina, na Suíça, que los hermanos ganharam por 2 a 1. Gol da vitória de Messi.

A campeã do mundo Espanha teve que suor em bicas pra derrotar a Colômbia no amistoso do Estádio Santiago Bernarbeu. Fez 1 a 0 e deixou o campo debaixo de vaia.

Na enquete do meu blog WWW.flavioanselmodepeitoaberto.blogspot.com encerrada esta semana perguntei se o torcedor estava feliz porque Roger ficou. O sim teve 72%; o
Não teve 0% e o Indiferente, 27%. Com certeza, Cuca e Perrela entre estes...

Gostaria de ver um jogo do Guarani de Divinópolis se a tevê Globo fizer este favor.

O time tem surpreendido, junto com o América-TO. Espero que os dois continuem assim até a fase final.

Depois da Copa do Mundo, a seleção da Holanda que mandou os brasileiros pra casa não perdeu mais. Sua última vítima, a Áustria: 3 a 1. Já a Alemanha e Itália seguem sem jogar nada; por isso ficaram no empate (1 a 1) na última quarta-feira.

A estréia tricolor na Libertadores, no Engenhão, em termos de resultado foi um desastre. O Argentino Juniors arrancou o empate (2 a 2) com dois gols de cabeça do baixinho Niel, 1,62 de altura.

No Fluminense, pra aumentar a dor de cotovelo dos azuis mineiros, Rafael Moura marcou, também, dois gols de cabeça. Quatro gols em duas partidas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

GARANTE DORIVAL: JOBSON TEM SALVAÇÃO

Na semana do clássico de uma torcida só O(?) alguns atleticanos mandam mensagens com pitacos sobre a melhor formação e querem opinião. São tantas que prefiro não achar nada, deixar por conta de Dorival Júnior achar. Mesmo porque ele ganha bem mais do que eu para tais “achados”. Além de ser o seu “achado” oficial e definitivo e o meu apenas especulativo.

Dentre tais “achados”, pra livrar alguns torcedores da aflição de ver Jóbson em forma, como no início da carreira no Botafogo, analiso o “acho” do técnico atleticano quanto ao futuro deste jogador. Vale lembrar que, de novo, Jóbson encontra-se na berlinda.

Questionado sobre dois atrasos de Jóbson, o técnico Dorival Júnior contestou a informação e disse que foi apenas uma vez que isso aconteceu; e que o atleta foi punido com multa pra caixinha do elenco.

A situação é Jóbson é singular: pego num exame antidoping por uso de cocaína, ainda no Botafogo, foi punido severamente com longa suspensão.

Os cartolas tupiniquins que conseguem tudo arrumaram uma redução da pena – coisa difícil pacas; basta ver outros atletas de diversos esportes pegos no antidoping em circunstâncias mais atenuantes, mas que tiveram de cumprir integralmente a pena.

Jóbson não tá livre. O Tribunal da Fifa pediu o processo julgado pelo STJD e pretende revisá-lo. Talvez lá pra julho.

Aqui, Jóbson não pára de levantar dúvidas: jogará ou não? Parou ou com as baladas? É verdade que foi visto numa noitada antes de atrasar-se para o treino?

Dorival que acreditou na recuperação de Jóbson desde o início, bancando sua contratação, acha que procuram chifre na cabeça de cavalo. Que assim seja! Jóbson é um garoto, precisa de tratamento e de cuidados especiais.

Seria a única maneira de evitar que Jóbson seja mais um número na triste história do Botafogo com tantos ases queimados ao longo da vida: o maior deles Garrincha. Outros existiram como Josimar, Quarentinha, Paulinho Valentim, pra ficar em alguns mais famosos.

A torcida quer Jóbson recuperado logo, pois duvida de Diego Tardelli. Os dois “acho” que Dorival tem que definir com a maior rapidez possível.

Pitacos dos leitores: Rubens Bagni Torres, de São João Del Rei, no embalo da manchete da Trincheira “Bandidos perigosos mataram o jovem atleta do Coelho” sugere uma que, infelizmente, perdi entre o copiar e colar. Mas o texto está aqui. Diz ele, referindo-se à manchete que enviou:

“Esta bem poderia ser a manchete do acidente que ocorreu no último dia 28 no anel rodoviário, onde um imbecil irresponsável teve a intenção de matar pessoas, pois trafegar daquela maneira em uma via tão movimentada; é coisa de assassino sim”.

“Laurinha, filha de meu amigo Ricardo, conterrâneo de São João Del Rei e que morou na república do bairro Santo Antônio na época de faculdade, e Priscila,mãe e amiga também, luta pela vida, mas com fé em Deus e o pensamento positivo de todos esta pequena guerreira vai vencer esta batalha pela vida, vida esta que sua prima perdeu aos dois anos de idade por causa de um energúmeno”.

“Como diz Ricardo ao ser perguntado se perdoa o motorista do caminhão: “Quem tem que perdoá-lo é Deus, a mim só peço a Ele que a traga de volta para mim”. Para nós Ricardo, para nós!”

Resposta: Sem dúvida, Rubens. Tão assassino como aquele que puxou o gatilho e matou o jovem atleta do América. Tão assassino como os políticos que desviaram as verbas do Anel Rodoviário ou que não cuidam dele e dão-lhe a segurança devida.

Thales Rosa – BH – usa o meu blog e afirma: “Esta morte podemos colocar na conta da ostentação. Claro na conta dos políticos corruptos, da policia ineficaz e etc também.. Como já não podemos viver livres no Brasil temos que tomar certos cuidados, como onde ir, como ir, ostentar ou não o que ganhamos com nosso trabalho duro..

“Neste caso o jovem Wiliam estava no lugar errado, na hora errada com o cordão de ouro errado. Devia ter entregado tudo pois com o salário que jogadores recebem poderia comprar um deste por mês”.

“O que devemos cobrar agora é que estes marginais fiquem na cadeia e devíamos nos revoltar com isto e fazer manifestações contra nossos governos que nada fazem!!
Na hora de cobrar reajuste de salário todos se juntam e fazem greves e manifestações e quando é pra cobrar nosso direito a segurança ninguem se mexe...temos que acordar!”

Resposta: Concordo em parte. Onde está nosso direito de usar a jóia que compramos com nosso salário, seja ele grande salário ou pequeno salário, não importa? Nesse caso, conforme informou meu primo Iraq em outra mensagem no blog, o cordão nem era de ouro. Era de prata.

Ainda que fosse por ostentação, ou produto do discriminado salário ganho por qualquer jogador de futebol, nada justifica tremenda violência, covarde e imbecil. Perpétua neles! Ah, lá em Caratinga, nos bons e velhos tempos!

Bruno Sarti de Almeida – Nova Lima “É muito duro ter quer ler e escutar tanta parcialidade de "jornalistas/locutores/narradores" mineiros. Todos sabem que o gramado do nosso Alçapão não é dos melhores, mas o que vocês fazem é muita covardia. Você, Flávio Anselmo, o tal do Lélio Gustavo e toda trupe da Itatiaia não sabem separar o lado profissional do lado torcedor”.

“O Cruzeiro passou os apuros que passou pelo estado do gramado? Não tinha um time adversário do outro lado? Eles não merecem crédito? Os onze profissionais do Leão não merecem crédito? E o nosso goleiro, nem entrou em campo, né? A verdade nua e crua é que o time do Cruzeiro não é nada de maravilhoso, jogou mal e em certos momentos foi dominado pelo Villa”.

“Se o Cruzeiro tivesse vencido com uma margem grande de gols, vocês parciais como sempre, nem citariam o gramado do estádio. Por que ninguém falou do gramado no ano passado quando o Villa perdeu para o Atlético com grande atuação de Obina? Os esportistas de Minas simplesmente ignoram os times do interior”.

“Vocês da crônica mineira, agem conosco, torcedores e apaixonados por times do interior, igualzinho os cronistas do eixo Rio-São Paulo fazem com Atlético e Cruzeiro:
Nos tratam com menosprezo, subestimam a capacidade. Nós somos uma unidade, somos todos mineiros”.

“O campeonato mineiro não se resume a Atlético e Cruzeiro. O Villa Nova tem 102 anos e tem que ser respeitado só pela sua história. Se vocês, pobres de espírito acham que o o tal do Montillo e o resto de estrelinhas são refinados demais para jogar em Nova Lima, vão reclamar com FMF que liberou o estádio antes do início do campeonato começar”.

“A dificuldade é para todo mundo. Há time que tem dificuldades para jogar no Mineirão, pelas dimensões do gramado e por aí vai. Chega de desculpas! Obs:
Acho que o Alício Pena Júnior teve dificuldades com o gramado também. Arbitrou muito mal”.

Resposta: meu espaço acabou. O moço escreve pacas. Esta xaropada leio e ouço há 55 anos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

AS COMPLICAÇÕES DA ARENA DO JACARÉ

Não gostaria que os leitores da Grande Sete Lagoas, principalmente, e de todas as plagas onde a Trincheira esteja aberta em defesa dos interesses maiores do futebol das Geraes do doutor Tonico Anastasia levassem minhas observações de momento como restrições ao uso da Arena do Jacaré. Ainda porque outras opções não existem.

Confesso que nunca fui favorável a um clássico discriminado por apenas uma torcida. Corta o direito de ir-e-vir. Esta questão de segurança levantada pelas autoridades competentes do setor não resiste às controvérsias.

Divide-se o estádio no meio, cordão de policiais, proíbe-se a entrada de torcedor com camisa de torcida organizada, só de clube, põem-se portões especiais à disposição de cada time e no mais é cadeia nos baderneiros e brigões.

Funciona em todas as partes do mundo. Por que só aqui nas Geraes seria diferente?

Bem, após exames profundos, em diversas noites sem dormir, à frente do meu computador, revisitando o programa especial de segurança pública que o BOPE presenteou-me no último natal, chego à conclusão cômoda: o melhor é fazer o clássico com uma torcida só.

Melhor, ainda, num sábado à tarde. Então a TV Globo não transmitirá ao vivo, evitando a evasão de renda e poderá faturar mais algum, pro franguinho com quiabo de domingo, por meio do execrável “pagar-pra-ver”.

Pronto, questão de segurança resolvida. Dava pra jogar o clássico desta forma até no Baleião. A propósito: onde fica isso?

De bom no amistoso França x Brasil desta quarta-feira é o retorno do goleiro Júlio César à Seleção; de ruim é a lesão de Ramires, que tem precisado da força da Seleção pra firmar-se no Chelsea da Inglaterra.

Gosto do time que Mano Meneses escalou: Julio Cesar – fora das convocações desde a Copa do Mundo do ano passado – Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos; Lucas, Elias, Hernanes e Renato Augusto; Robinho e Alexandre Pato.

Duas ausências sentidas: Maicon, da Internazionale, e Luiz Fabiano, do Sevilha. O Brasil não pode jogar sem um homem de referência no ataque. Nunca jogou assim.

E Fábio, do Cruzeiro, claro. Passa desta vez pois ninguém daqui foi convocado.

Pitaco alheio: "É como se fosse a primeira vez, digamos que seja um recomeço, estou muito feliz. Quando conversei com o Mano, disse que seria ótimo voltar quando eu estivesse jogando no meu clube" de Júlio César, o melhor goleiro do mundo.

Não foi legal a nossa derrota para os meninos da Argentina. Nossa história com eles nas categorias de base tá bem desigual: uma hora eles estão por cima, outra nós estamos por baixo. Cruzes!

O beque Juan, expulso aos 6m de jogo, por enfiar a mão na cara de um Hermano mostrou o despreparo psicológico da garotada tupiniquim. A velha mania de pensar apenas em si e ignorar o grupo.

Tão despreparado está o rapaz que nas entrevistas pós jogo entregou Felipe Melo, expulso naquela derrota pra Holanda na Copa da África e que eliminou o Brasil.

Juan afirmou que não gostaria de ser visto como vilão se o Brasil não se classificar para as Olimpíadas e ressalvou: “Não quero ser rotulado como o Felipe Melo”

Após a derrota pra Argentina (2 a 1), o caratinguense Ney Franco começou o processo de motivação pra encarar o Equador, na madrugada de quarta para quinta-feira. O Brasil precisa vencer os dois jogos que lhe restam pra subir no pódio.

Dois avalistas de respeito: o becão Victorino, ao contrário de Réver do Atlético, que a gente já conhecia bem até por suas passagens pela Seleção e atuações no Grêmio, necessitava de dois bons avalistas nesse seu negócio com o Cruzeiro.

Na visão da torcida, claro, pois lá no clube já estava mais que avalizados.

Primeiro aval foi dado pelo ídolo cruzeirense Walter Montillo, argentino, porém, ex-companheiro do uruguaio Victorino na La U de Santiago do Chile.

Montillo não parava de elogiar Victorino e teve participação ativa na vinda dele, incentivando-o e prestando-lhe informações sobre a infra-estrutura do Cruzeiro.

O segundo aval foi dado pelo uruguaio Loco Abreu, do Botafogo, que se faz de doido pra viver e ganhar dinheiro. Pra ele, Victorino é um defensor completo: zagueiro rápido que sobe bem ao ataque e é ótimo nas bolas aéreas.

É de se esperar que o técnico Cuca veja assim, também, e não faça opção por Gil como companheiro eterno de Léo, mantendo Victorino no banco.

Não seria de estranhar-se: ele nem levou Roger a Nova Lima e deixou Gilberto, numa preguiça danada, em campo até o fim.

Especulações sem fim nesta semana de clássico. No Atlético, os pitaqueiros de plantão ganharam excelente mote com a expulsão de Richy. Quem irá substituí-lo? Segredo não tem: Zé Luiz. Mas a turma quer ir mais longe.

Falam em Diego Souza, cuja esticada pré-temporada terminou, conforme informa o site Uai, mas descartam Léo Silva – caso Dorival Júnior queira 3 zagueiros – Toró e até Jóbson, atacante, que treinam a parte.

Ah, tem a questão da lateral direita com o Patric lesionado. Serginho lá, Zé Luiz no meio com Diego Souza ao seu lado? Berola ficará de fora? Sei lá: quem é pago pra isso é o Dorival.

No Cruzeiro, o problema, também, tá na lateral direita onde os ocupantes atuais não convencem. Aí os pitaqueiros pedem Diego Renan por lá, Gilberto na esquerda e Marquinhos Paraná no meio. Pode ser, né seu Cuca?

O técnico Cesare Prandelli comandante da seleção italiana confirmou esta semana que a Fifa liberou o brasileiro Thiago Motta, da Inter de Milão, naturalizado, a participar da lista dos convocados.

Não será o primeiro e nem o último brasileiro a defender a Azzura. Pode até estrear no amistoso com a Alemanha nesta quarta-feira em Dortmund..

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BANDIDOS PERIGOSOS MATARAM O JOVEM ATLETA DO COELHO

E o que esses três marginais, traficantes, armados, faziam soltos pelas ruas de Belo Horizonte se todos têm diversas passagens pela Polícia? Sinal que a Polícia prende e a Justiça põe na rua, e defendidos pelas organizações de direitos humanos.

Vocês leram o que afirmou o bandido Darisson Carlos Ferraz da Silva, 18, autor do disparo que matou William Morais, 19, emprestado pelo Corinthians ao América?

Caso não tenham lido, a Trincheira, revoltada, indignada, repete: “Eu mexi com a mulher dele e ele não gostou. Eu disse que ela não tinha identificação na testa, que eu não sabia que ela era mulher dele. Tentou tomar a minha arma e atirei. Era ele, ou eu”.

Como tentou tomar a arma dele? William morreu com um tiro nas costas, ao fugir do assalto. O assassino quer descaracterizar latrocínio.

Além desse aí, também estão envolvidos Daivisson Carlos Bazílio Moreira, 23, e Hebert Silva Lopes da Silva, todos respondendo inquérito por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A Polícia, com certeza, já os conhecia naquela região do bairro Santa Terezinha, tanto que desvendou o crime com rapidez e prendeu os culpados num dia.

Serão soltos de novo? Claro. Existem dezenas de advogados na porta da cadeia, com habeas-corpus pronto.

Sob a emoção da dor dos familiares de William Morais, rapaz em busca de um futuro no futebol, barrado nos seus objetivos por vagabundos assassinos sem recuperação é que a gente lamenta a falta de pena de morte, ou pelo menos prisão perpétua no país.

Torcida cruzeirense frustrada: Richy expulso contra o Tupi não joga o clássico. Não haverá nenhum charme na escalação de Zé Luiz ou Toró na vaga do craque.

Bem que o árbitro pensou alguns segundos a mais antes de aplicar o novo cartão amarelo em Richarlyson. Dera o primeiro, aos 8m do segundo tempo e 4 minutos depois, repetia a jogada dura, impedindo a ação do adversário, quase dentro da área.

A dúvida do juiz era o peso da camisa já que antes, quando o Tupi vencia por l a 0 não teve a menor indecisão pra expulsar o autor do gol, Michel.

Aliás, créditos pra Dorival Júnior. No segundo tempo colocou Neto Berola. O Galo acordou e goleou (4 a 1). Destaque pra dupla Berola e Magno Alves. Principalmente Berola.

O placar só não foi maior por que o goleiro Rodrigo do Tupi, 22 anos, fez defesas incríveis.

E agora, Dorival: Magno Alves e Neto Berola, ou Diego Tardelli.

Quem andou sonhando com Alex, o comandante da Tríplice Coroa 2003, tire o cavalinho da chuva.

O cracaço preferiu correr os riscos de possíveis terremotos da Turquia, com os euros do Fernebahçe, no bolso,por mais três anos; que enfrentar a violência urbana do Brasil que mata mais que brigas religiosas do oriente médio.

Pra não dizer que nunca falei de flores, vamos lá. Cuca mexeu bem no time e as alterações voltaram a funcionar. Bom sinal. Dudu, Wallisson e André Dias entram bem.

O gol da vitória sobre o Villa Nova (1 a 0) anotado aos 43m do segundo tempo, passou por Dudu, chegou ao Wallisson que driblou e foi ao fundo. Cruzou no pé direito de André Dias.

Como a Trincheira havia dito, naquele campo não cabe futebol de qualidade. Montillo expiou todos os seus pecados no pior gramado onde jamais atuara.

O becão uruguaio, Victorino, saudado pela torcida antes do jogo arrepiou-se todo. Com o calor da China Azul e a ruindade do gramado no Penidão.

O outro América, o de Teófilo Otoni, não deixou sobrar nem o berro do Zebu. Que pancada! A goleada (5 a 1) abalou as estruturas do Uberaba, em pleno Uberabão.

De luto pelo assassinato do garoto William Morais, revelado na sua divisão de base, o Corinthians transferiu a crise que se instalara no Parque São Jorge para o Palestra Itália. Tite fica após a vitória (1 a 0) corintiana e Felipão teve a cabeça colocada a prêmio.

Dirigentes de clubes, cuidado: os empresários terão de funcionar pra empregar dois técnicos conhecidos: Geninho, que caiu no Sport, e PC Gusmão desamparado.

Que festa fizeram para o Ronaldinho Gaúcho ao marcar seu primeiro gol pelo Flamengo na cobrança de pênalti. Com categoria, claro. Mas o time de Vanderlei Luxemburgo levou sufoco pra vencer o Boa Vista (3 a 2).

Deu-se bem Ricardo Gomes na estréia como treinador do Vasco. Pegou uma vaca atolada – o Americano – e fez meia goleada: 3 a 0. Mas em São Januário, tá bom!

Loco Abreu após cobrar dois pênaltis no clássico Vovô do Rio desafiou a Imprensa: “vou continuar a dar, podem apostar”. Diante do espanto da moçada do microfone, corrigiu: “se acontecerem outros pênaltis vou dar a cavadinha sim”. Ah, bom!

Diante do Fluminense, no Engenhão, o uruguaio teve duas oportunidades. Na primeira oportunidade, abusada, a “cavadinha” parou no goleiro Diego Cavalieri. Na segunda, o El Loco decidiu ser menos doido e bateu bem forte no canto esquerdo.




O Botafogo venceu o disputado clássico ( 3 a 2) e o atacante uruguaio ganhou uma frase de efeito do companheiro Renato Cajá, no momento do segundo pênalti e que manchete dos jornais: “Você é o Loco Abreu, tem a personalidade e é nosso ídolo”.