terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AZULÃO ESQUECE CLASSICO E ENCARA ESTUDIANTES

HOJE COM O RETORNO DO GENIAL EDRA E SUAS CHARGES EXCLUSIVAS

É outro arquirrival atravessado na garganta dos celestes este tal de Estudiantes de La Plata. Tudo porque teve a ousadia de tirar o tricampeonato do Cruzeiro, em pleno Mineirão. Jogou água no chope da festa preparada com antecipação: os azuis empataram (0 a 0) em La Plata. Como faziam excelente Copa Libertadores pensavam que essa competição tão importante se ganha no grito, fazendo medo no adversário.

Coisa que argentino não teme. O Mineirão lotado – 70 mil torcedores – viu o pequeno grupo fanático de los hermanos fazer festa ao apito final com a vitória por 2 a 1.

Uma decepção enorme, que, no entanto, acabou atenuada em parte pela bela campanha do time e o vice-campeonato.

Bastante reforçado desta fez, com duas feras de La Universidad do Chile – o argentino Walter Montillo e o uruguaio Maurício Bernardo Victorino Dansilo – o Cruzeiro sai atrás do tri que o colocaria junto do São Paulo, como os maiores ganhadores da copa continental no Brasil.

Aliás, caso vença esta Libertadores, o Cruzeiro empatará com o São Paulo, também, como o clube brasileiro de mais conquistas em competições de Conmebol.

Vejam os números fornecidos por Fabrício Faria da Assessoria de Imprensa azul:

Esta é 39a participação do Cruzeiro em competições da Confederação Sul-Americana de Futebol. O Clube já disputou 12 vezes a Copa Libertadores da América (1967, 1975, 1976, 1977, 1994, 1997, 1998, 2001, 2004, 2008, 2009 e 2010).

Três vezes a Recopa Sul-Americana (1992, 1993 e 1998), dez vezes a Supercopa dos Campeões da Copa Libertadores da América (de 1988 até 1997), quatro vezes a Copa Mercosul (1998, 1999, 2000 e 2001).

Cinco vezes a Copa Sul-Americana (2003, 2004, 2005, 2006 e 2007), duas vezes a Copa Máster da Supercopa (1992 e 1995) e duas vezes a Copa Ouro (1993 e 1995).

O Cruzeiro ganhou duas Copas Libertadores, duas Supercopas; uma Recopa, uma Copa Máster da Supercopa e uma Copa Ouro.

Contra o Estudiantes, que substituiu Boca Juniors como asa negra do Cruzeiro na Copa Libertadores, os celestes em seis jogos venceram apenas dois, empataram um e perderam três. Marcaram sete gols e tomaram sete.

Competição dessa grandeza merecia estádio maior do que os 18 mil lugares oferecidos pela Arena do Jacaré. Se existe alguma vantagem nesta história é a pressão que a China Azul fará sobre os argentinos, desde que resolva ir ao jogo.


Existem motivos fortes contra o seu comparecimento: preços altos, o jogo é em Sete Lagoas, a derrota para o arquirrival domingo passado e a transmissão direta da Rede Globo.

Fazer o quê no estádio? Além do mais, não é verdade que os hermanos não temem pressão adversária?

Entrementes - que coisa mais sofisticada! - no campo a ordem aos rapazes de Cuca é esquecer a derrota para o Atlético e buscar a reabilitação em cima do Estudiantes.

Se Cuca não inventar e escalar o time da torcida, com Victorino e Léo na zaga; que sejam Pablo e Diego Renan nas laterais; Leandro Guerreiro, Henrique, Montillo e Roger, no meio-de-campo e que o ataque de Thiago Ribeiro e WP-9 pare de negar fogo dá pra vencer. Claro, no gol, o óbvio ululante, o maior goleiro do Brasil, Fábio.

Pela ordem de inscrição na competição continental, você pode deduzir qual será o time que Cuca pretende usar. E que Deus nos ajude: 1 - Fábio, 2 - Pablo, 3 - Gil, 4 - Victorino, 5 - Marquinhos Paraná, 6 - Diego Renan, 7 - Gilberto, 8 - Henrique, 9 -Wellington Paulista, 10 - Montillo, 11 - Thiago Ribeiro.

E mais: 12 - Rafael, 13 - Leo, 14 - Éverton, 15 - Leandro Guerreiro, 16 - Wallyson, 17 - Roger, 18 - Dudu, 19 - Farías, 20 - Rômulo, 21 - Edcarlos, 22 - Fabrício Carioca, 23 - Ortigoza, 24 - Gabriel Vasconcellos e 25 - André Dias.

No futebol está cheio de histórias de jogador amigo do treinador e que de tanto insistir com a sua escalação acaba por perder o emprego, pressionado pela torcida.

Bom prêmio ganhou o menino Gabriel Vasconcellos, goleiro titular da Seleção Sub-20 de Ney Franco, campeã sul-americana e confirmada nas Olimpíadas: foi inscrito na Libertadores e não terá descanso após a conquista.

O mundo inteiro reverencia Ronaldo Fenômeno ao anunciar sua aposentadoria como gênio da bola.

Fez bem: as bocas azedas já o atormentavam mais que seus problemas de saúde ao misturar a figura humana com o ídolo que sempre foi e será.

Como não poderia deixar de fazer, a Trincheira de hoje está aberta na torcida de que o Cruzeiro comece bem a Libertadores e consiga o sonhado tricampeonato.

O mesmo Cruzeiro onde Ronaldo, na verdade, iniciou sua vida profissional vindo do amador do São Cristovão. Tenho algumas histórias vividas pessoal com ele e que as contarei depois.

Eu o vi sendo lançado aqui por Pinheiro, então técnico do Cruzeiro. Depois no exterior, diante do Benfica, pra admiração da imprensa internacional diante da genialidade de um jovem de 16 anos, reserva de Toto, um grosso de 26 anos. Eu estava lá.

Qual cronista esportivo haveria de pedir mais? Vi Pelé jogar e o entrevistei várias vezes. Vi Garrincha, Didi, Julinho Botelho, Canhoteiro, Tostão, Reinaldo, Zico, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Zizinho, Ronaldinho Gaúcho, Messi, Maradona, Romário e, claro, o Fenômeno.

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