quarta-feira, 16 de março de 2011

MAURO ESTÁ FELIZ: COELHO AGORA TEM VÁRIAS OPÇÕES

Particularmente eu torcia por uma boa estreia de Netinho no América. Calma aí! Não o conheço, nunca troquei duas palavras com ele. De repente, os “inimigos” dirão que eu torço pelo sucesso do moço porque tenho interesses no negócio.
Netinho faz para de um gênero de jogador em extinção.
É obrigação de que gosta do futebol bem jogado defender a raça. Com unhas e dentes.
Meia de ligação conforme nomenclatura antiga, canhoto, habilidoso, solto no gramado sem preocupação de marcação é peça rara.
Tipo Roger e Ricardinho. Ou o mágico Alex, hoje na Turquia. Ou aquele Alex, ex-Internacional. Ou Conca. Ou Bruno César, do Corinthians.
O maior de todos no momento, Lionel Messi, do Barcelona.
O bolo não é grande, paro por aqui.

Devo esclarecer, no entanto, antes de análises dos precipitados, que não faço nenhuma comparação entre os citados.
Apenas estabeleço o parâmetro ideal, que os treinadores de hoje têm de engolir, ainda que tentem mudar o estilo dos rapazes.
Em vez de habilidade, querem truculência e marcação rígida.
Eles não sabem fazer isso!

Netinho entrou no segundo tempo, no lugar do volante Nando. Teve participação em dois gols do Coelho na goleada (4 a 2) sobre o Guarani, em Divinópolis.
Diz a descrição do site Uai: “Netinho sofreu o pênalti que resultou no gol de empate do América...Na sequência, Netinho cobrou falta pelo lado esquerdo e o zagueiro Gabriel subiu e marcou o gol da virada de cabeça”.

A felicidade de Mauro Fernandes está em ter tantas opções para o meio-campo, setor vital de qualquer equipe. Camilo, emprestado pelo Cruzeiro, é outro destaque. Sem contar com a experiência de Irênio, titular absoluto. Mauro conta no grupo com sete jogadores de armação: Camilo, Irênio, Netinho, Davi Ceará, Caleb, Luciano - parceiro de Fábio Júnior no ataque -, e o volante China.
Parte de tudo isso, vocês podem acompanhar nesta sexta-feira, às 8 da noite, na Arena do Jacaré no jogo contra o América-TO.

Diferenças à parte, por questões impostas na difícil função de crítico, a Trincheira não deixa de cumprimentar o Filho do Vento Euller que comemorou esta semana 40 anos.
Afinal, ele – como este Filho de Caratinga – tem uma história gloriosa no futebol mineiro.
Diria, com dose de humildade: ele me supera, posto que voou mais longe.
E eu, quando muito, saí alguma coisa deste quintal das Geraes.

Cara, tem momento que me baixa a sensação de fazer como Ronaldo Fenômeno. Parar. Os males que me afetam não vêm do joelho, mas da cabeça. Os leitores me puxaram as orelhas e com razão.
Numa frase, cometi dois absurdos erros na coluna anterior.
Repito a oração usada em um comentário sobre a preferência de Cuca por WP-9:
“Apesar de os atacantes terem feito festa em cima do GUARANI de Divinópolis, WP-9 terá nova oportunidade contra o GUARANI paraguaio”.
Tudo errado: o primeiro deveria ser DEMOCRATA PANTERA; o segundo, TOLIMA da Colômbia. Perdoem-me.

Dragão mesmo que eu conheça e admire é o meu extinto EC Caratinga. Atualmente, dedicado tão-somente à área social.
O América-TO tomou-nos por empréstimo o apelido de Dragão. Como somos vizinhos – há que diga que TO pertença à Grande Caratinga, como Gevê de Langlebert – vamos deixar assim mesmo.
Convém, no entanto, destacar que este Dragão está bem vivo e pra lá de motivado após aplicar a goleada no Funorte (5 a 1), no último fim de semana.
Seu treinador é Gilmar Estevam, que não conheço, mas louvo. O América-TO, afinal, está em quinto lugar na tabela com nove pontos, dois a menos que o Villa Nova, quarto colocado.

Alertei na coluna anterior que não haveria nenhuma declaração – ou anúncio – espetacular de Alexandre Kalil na coletiva da última terça-feira. Falei com ele, por telefone, e quase tudo que pretendia afirmar na coletiva me foi antecipado.
Kalil pretendia apenas rebater as críticas sobre as saídas de Obina, Diego Souza e Diego Tardelli e ratificar como sucederam tais negociações. Notícia requentada.

No caso específico de Diego Tardelli, Kalil disse que foi estabelecido o preço e que o interessado teria de acertar, também, com o atleta. Foram contratos espetaculares para as partes, informou o presidente atleticano.
E acrescentou: “Atlético compra e vende, e não tem esse negócio de micar, igual já micamos com outros jogadores”.
Reconhecer que “micamos com outros jogadores” foi legal. Talvez dolorido.

Duas outras declarações que a Trincheira antecipou:
a) Sobre o interesse em Adriano (sem clube), Kléber (do Palmeiras), Keirrison (do Santos), Fernandão (do São Paulo) e Alecsandro (do Internacional), Kalil respondeu: “Todo nome que vocês falarem agora eu falo que sim.”
b) “Trazer jogador que a torcida quer que eu traga não é uma coisa de uma hora para outra. Se quiser, contrato 15 centroavantes em 15 minutos”. c) Estamos procurando. Não vou vender o Tardelli e trazer o Zé Maria”.
Esta baboseira de contratações e especulações não passa de material de geladeira pra encher espaço.
O produto real, substituto de Diego Tardelli, não está tão disponível como querem.
É preciso oportunidade, como ocorreu no caso do próprio Tardelli. Com um pouco de boa vontade todos se lembrariam como foi.

A Trincheira contará aqui, de acordo com a entrevista de Kalil, os meandros da novela dos direitos de transmissão para TV aberta Brasileiro.
a) De acordo com Kalil a novela está no meio, ainda não teve fim, mas entende que todos já perderam dinheiro. Pensa que se houvesse união dos clubes e concorrência, o negócio poderia chegar a R$ 3,9 bilhões em três anos.

B) Kalil disse que gostaria de que todos entendessem que aqui se fala de dinheiro e muito dinheiro. Lembrou que a licitação feita pelo Clube dos 13 teve apenas a proposta da RedeTV: R$ 516 milhões anuais, num total R$ 1,54 bilhão.

C) O racha no Clube dos 13 - clubes como Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio deixaram a entidade - a Globo e Record não participaram da licitação. Prometeram negociar em separado com os clubes.

D) Kalil acha que foi estranho clubes que participaram da formação do edital, de tudo que aconteceu, que aprovaram, deram palpite, que foram ouvidos, de repente pularem para o outro lado. E) A alegação deles é que no Clube dos 13, afirmou Kalil, não havia ninguém que soubesse negociar. - “Numa concorrência não tem que saber negociar, é quem apresenta o preço maior. Isso é conversa de amador”.

E sentenciou: “agora sim preciso saber negociar é agora, se for clube a clube. Acho que, nessa história toda, quem vai ganhar é o Corinthians e o Flamengo. Quem está indo atrás é um monte de bobo. Na hora em que sentássemos juntos, poderíamos encolher esse abismo. Mas tem gente que gosta de ficar debaixo de guarda-chuva de carioca e paulista, o que não é o caso do Atlético.”

É briga de cachorro grande. Cá de lado, este filho do Sodico entende que a Torre de Babel tá prestes a ruir. Não haverá o último a sair pra apagar a luz, mas que se queimará dinheiro, não há dúvida. Os Marinhos e os Bispos da Universal não dão ponto sem nó.

Na carta de despedida do atacante Diego Tardelli um texto me chamou mais a atenção, pelo seu ineditismo.
Disse Tardelli que “gostaria de agradecer a todos da imprensa mineira. Mesmo com algumas críticas à minha pessoa, sempre procurei entender e me fortalecer, procurei respeitar todos, assim como sempre me respeitaram. Um abraço especial ao meu amigo Mário Caixa! (TA TA TA TA RRRRAAA TA TA TA TARDELLI NELES GALO TARDELLI NELES GALO”.
Legal, eu nunca vi isso antes de qualquer outro atleta negociado.

Um comentário:

  1. FERNANDO PIRES DE BH17 de março de 2011 10:42

    COMPREI SEU MARIAS CHUTEIRAS NA LIVRARIA OUVIDOR E JÁ LI. VOU VOLTAR LÁ PARA COMPRAR O PROFETAS DO ACONTECIDO. UM COLEGA SEU COMENTOU QUE LEU E GOSTOU. ESTOU ESPERANDO DEPOIS O CARAUNA. PARABENS. LARGUE ESTA COISA DE FUTEBOL E FIQUE SÓ NA LITERATURA COMO FEZ ROBERTO DRUMOND.

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