quinta-feira, 24 de março de 2011

MELÃO DE TRISTE MEMÓRIA PARA A GENTE AZUL

O Estádio Dilzon Mello, o Melão, que eu vi sair do chão e transformar num dos mais bonitos do interior de Minas, recebe no domingo o clássico América x Cruzeiro pela segunda vez na sua história. Na primeira, no dia 3 de março de 1966, eu estava lá na cobertura do jogo para a Band e gravei três gols americanos contra nenhum dos azuis. O Coelho esteve impossível naquela tarde de sol muito quente em Varginha.
O Mineirão estava interditado, com obras no gramado, e não sei porque os times optaram por Varginha, largando o Independência de mão. Campo do América, mandante do jogo. Creio que umas 20 mil pessoas foram ao campo. A lotação permitida agora é de 15 mil. Celso, o atacante rápido e técnico do América, tornou-se o algoz celeste, com dois gols. Evanilson, lateral que logo depois seria contratado pelo Cruzeiro, marcou o outro gol. Irritado com o baile, Zezé Perrela inventou a desculpa de que o Campeonato Mineiro não interessava ao Cruzeiro.
Era pequeno demais pra seu time. Rotulou- “Campeonato Rural”.
E a daneira do apelido pegou que nem febre amarela.
Não quero entender a discussão em torno da contratação do atacante Guilherme, ex-Cruzeiro, pelo Atlético. Imagino lenha na fogueira de gente com dor de cotovelo do outro lado da lagoa. Guilherme só não é velocista como Diego Tardelli. Dribla tão bem e tem maior visão de gol que o ex-atacante atleticano. Não se esqueçam de que Tardelli chegou na Cidade do Galo desvalorizado e na reserva do Flamengo. Assim como Obina.
Nas duas temporadas que fez no leste europeu, Guilherme esteve no Dínamo de Kiev, que comprou seus direitos, e no CSKA de Moscou que o conseguiu emprestado. Como titular, fez 32 jogos nas temporadas. Em 17 deles fez gols. Total de 15.
Até o Cruzeiro ganha com a vinda de Guilherme. Receberá 2,75% dos valores que o Galo pagar ao Dínamo de Kiev.
Na bucha, conforme manda a Fifa. Os celestes formaram Guilherme, maranhense, de Imperatriz.
Veio para a Toca da Raposa com 14 anos.
Alexandre Kalil diz que não tem medo. Contudo, a gente sabe que jogar contra a Rede Globo é terrível. O São Paulo que o diga. Inimigo declarado da CBF e da Globo, aliado ao Clube dos 13 – como o Galo – terá menos jogos transmitidos este ano, no primeiro turno, com relação ao ano passado. Caiu de 8 para 5. O departamento de marketing do clube tá assustado. O Corinthians, aliado global, terá um jogo apenas a menos que em 2010. Em vez de 15, o Corinthians terá 14 jogos na tevê aberta.
No Rio de Janeiro, a coisa ficou parelha entre os grandes. Flamengo com 10 jogos, Vasco, com o mesmo número. Flu, campeão brasileiro, e Botafogo terão apenas 4 jogos na tevê aberta.
No entanto, como a gente não sabe como ficará esta mixórdia, com as demais propostas, tudo pode acontecer. Inclusive nada.
O Corinthians tem cantado de galo, numa esnobação sem fim. Disse o seu presidente:
“O ideal seria cada um fechar com a emissora que quisesse. Todos têm o direito de transmitir. Mas para isso precisam fechar pelo menos seis clubes. Isto é democracia. Cada emissora passa os jogos dos seus clubes. Espero que todos os clubes, assim como o Corinthians fez, achem seu melhor caminho e sejam felizes.”
Por parte do Corinthians, a satisfação é geral: “Fizemos um contrato histórico, jamais registrado pelo clube em tempo algum”, afirmou seu cartola maior.
Numa ousadia bem corintiana disse, também, que o contrato do seu clube com a televisão está entre os cinco maiores nas negociações de direitos de transmissão no mundo todo. Arre, égua!
Para provocar os demais participantes e incentivar os que estão contra a Globo a desistir dos outros interessantes, o cartola corintiano informou que seu clube receberá entre R$ 90 mi a R$ 130 mi. Alguma coisa igual á verba oferecida e aceita pelo Flamengo.
A festa de arromba que Ronaldinho Gaúcho promoveu nas comemorações de seus 31 anos para 500 convidados se estende até hoje. Sem a participação do craque, claro.
números pipocam nos jornais, nas colunas dos analistas. Querem saber o tamanho do rombo nos cofres do craque e até que horas durou o evento.
Ronaldinho ficou até o fim e no dia seguinte já treinava no Ninho do Urubu. Sem falar com os repórteres, principalmente sobre números e gastos.
O meia Thiago Neves decidiu falar. Informou que esteve lá com a esposa e saiu mais cedo. E sorrindo disse: “pelo que me consta a festa foi até às seis ou sete da manhã!”
Outra preocupação atual da mídia carioca: descobrir qual fica mais tempo no trilho: ou o “Trem bala da Colina”do Vasco da Gama, ou o “Bonde Sem Freio” do Flamengo?”Fluminense levou “não”de vários treinadores porque pretendia fazer uma sacanagem. O treinador chegado teria mandato tampão até a vinda de Abel Braga, em julho. Topou o esquema o menino Enderson Moreira, ex-treinador vitorioso das bases do Cruzeiro e do Atlético. Teve passagens no profissional do Ipatinga e no time B do Inter de Porto Alegre. Terminou dispensado nos dois casos.
Já o Botafogo sem Joel Santana levou um sonoro “não” do desempregado Adilson Batista.
Porém, praticamente acertou com Caio Júnior, dispensado na Arábia e descendo no Galeão por esses dias.

Futebol brasileiro é assim, amigos. Não se deve é dormir de touca.

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