sábado, 21 de maio de 2011

BAITA MÉDIA DE MANO ESTA CONVOCAÇÃO DO GOLEIRÃO FÁBIO.



Não são poucos os amigos que encontro e aos quais pergunto por onde andam.
Respondem que andam tocando e vivendo a vida. Mas bem longe do futebol.
São os desiludidos com a violência das torcidas organizadas, a falta de caráter da maioria dos cartolas, treinadores e atletas e as manipulações de bastidores em favor de alguns clubes, na inversão de resultados e, principalmente, na falta de respeito com a Seleção Brasileira.
Por estarem desiludidos, só acompanham os grandes jogos pela televisão, mesmo assim em casa. Nada de botequins, bares ou restaurantes que as torcidas organizadas da elite e da plebe ignara invadiram e tomaram conta. Desiludidos com as manobras no escrete canarinho. Por isso, Seleção só em Mundiais.
Entendo quase todas as queixas dos meus amigos.
Existe, entretanto, limite nas reclamações por conta do Bem e do Mal. Há as boas torcidas organizadas que não promovem badernas. E as más, símbolos da violência e do vandalismo.
Nem todos os treinadores ou atletas são indignos.
Cruzes! Há gente boa demais no meio – como os treinadores que temos aqui: Dorival, Mauro e Cuca.
No caso dos atletas, apenas uma mínima parcela apodrece a cesta boa.
Ah, e os cartolas? Torpedos disparados dos submarinos ocultos da dissimulação, da corrupção. São contra o bom-senso, a honestidade. Também a saúde pública, por que não? Afinal são eles que matam os torcedores do coração.
Há controvérsias! Certamente não compõem a maioria. Existem os cartolas que são cartolas no sentido pejorativo do termo; e os cartolas que são dirigentes na expressão que o futebol adotou como apodo carinhoso, brincalhão.
Não existem certas expressões assim. Alguém diz “você é um filho da puta”, numa discussão de trânsito, dá morte. Mas um amigo dirige ao outro, numa brincadeira, “deixa de ser filho da puta, ô cara!” tudo bem. Ninguém se ofende, ninguém morre. Assim é o cartola no sentido de dirigente.
Que esses se sintam com a barra limpa na Trincheira.
Não me peçam nomes, porque não darei. Chamo, às vezes, o pessoal de “cartolagem” e todos nesse tratamento são amigos. Quando não gosto do cartola,trato-o pelo cargo e nome próprio e o esculhambo a meu gosto. Sem medo.
Não tolero que brinquem com a Seleção Brasileira. Seja técnico amigo, ou distante, cartola/cartola ou cartola/dirigente, atleta respeitado ou pano de chão. Viro fera.
A Seleção agora virou loja de vitrine de liquidação; a comissão técnica é pau-mandado dos patrocinadores e empresários. Vira coisa mais um pouco séria nos Mundiais, vigiadas por 180 milhões de brasileiros.
Nem a Copa América, no meu caso, levo em consideração. Direis: e nas eliminatórias? É coisa séria, também. Eliminatórias estão inseridas no Mundial.
Em amistosos, principalmente, nada é levado a sério. Os treinadores, seja o atual e os anteriores, só usam os amistosos pra suas médias políticas com os cartolas da CBF, os empresários/procuradores. os clubes, as torcidas e, na maioria das vezes, com a Imprensa.
Não preciso ir longe. Tai o exemplo atual: a convocação de Fábio, reclamada pela torcida, gritada pela imprensa brasileira, como o melhor goleiro do País. O treinador Mano Meneses, ainda de fraldas, iniciante, mas já contratado pra fazer comercial pra cerveja, faz baita e equivocada média. Chama Fábio para amistosos, e sabe que não o chamará pra Copa América porque tem seus dois preferidos escolhidos há tempos: Júlio César, da Internazionale; e Vitor, do Grêmio, seu conterrâneo.
Na relação de 28 atletas para dois amistosos – contra a Holanda, dia 4 de junho, em Goiânia; e Romênia, dia 7, no Pacaembu, na despedida de Ronaldo Fenômeno – Mano Meneses convocou quatro goleiros. Pasmem: 4 goleiros. Julio César, Jeferson, Vitor e Fábio.
O nome do goleiro do Cruzeiro é o último. Se atuar num desses amistosos será, sem dúvida, na despedida de Ronaldo por tratar-se de uma festa. Depois virá a convocação da Copa América e apenas dois goleiros serão inscritos. De certo, Júlio César e Vitor, conterrâneo do homem.
Por tratar-se de profissional sério, moço educado e que nunca provocou qualquer confusão, Fábio acatou a convocação e até fez festa. É um sonho dele.
Seus admiradores, contudo, como eu, cuja paciência já foi pro brejo há tempos, rotulado de estopim curto por dona Geralda, podem esculhambar à vontade.
Baita sacanagem, falta de respeito, de Mano Meneses. Antes não tivesse chamado o Fábio, porque desfalcará o Cruzeiro numa partida importante que vale três pontos, num campeonato de pontos corridos.
Meninos bons, cheios de ternura e respeito às decisões superiores, Fábio e Henrique deram a impressão que haviam conquistado outro título quando chegou à Toca da Raposa a notícia de convocações. Mal sabem que tudo faz parte de um pano de fundo.
Henrique, cujos direitos nem pertencem ao Cruzeiro, mas ao cartola banqueiro Ricardo Guimarães, tem sido convocado por Mano Meneses pra ficar na prateleira. Ou na vitrine internacional, como queiram. Na hora que os compradores chegarem, vai embora e a torcida azul terá de sentar no meio-fio do portão da Toca e chorar à vontade.
Nem consolo haverá, visto que, pelas informações sérias, o Cruzeiro não terá nada de lucro. Nem devolução dos R$ 130 mil pagos religiosa e mensalmente ao volante. Tudo bem que ele justificou em campo, como profissional sério e jogador de nível. Mas, nem um mísero trocado?
Henrique foi convocado pela primeira vez para o amistoso – viram como é? – contra a Escócia, em abril. Fábio esperava a chance há quatro anos. Dunga o chamou pela última vez em 2006. Pra quê? Jogar amistosos contra a Argentina e País de Gales.
Fábio sabe que vive o momento mais importante de sua carreira. Tem pegado até pensamento de atacantes adversários. Ainda assim, humildemente, reconhece que a convocação de Mano veio na hora certa. Em vez de Fábio, se o goleiro fosse Flávio e filho do Sodico, mandava Mano enfiar a convocação naquele lugar.
Bom moço, educado, religioso, este Fábio que nem é o Paceli, outro estopim curto da Anselmada, prefere orar e agradecer a Deus por iluminar Mano Meneses. Bom Jesus do Itabapoana!!!
Outra coisa conspirava em favor do chute no balde de Fábio: o nome dele era exigido na Seleção por todos os credos, raças e mídias, há dois anos.
Como se não tivesse televisão em casa e nunca tivesse treinando uma equipe que tenha atuado contra o Cruzeiro de Fábio no gol, o técnico Mano Meneses foi a Sete Lagoas assistir à goleada dos azuis sobre o Tolima da Colômbia por 6 a 1. Foi e não falou nada, além do óbvio.
Fábio vai sentir-se em casa, junto com o Henrique. Terá a companhia dos ex-cruzeirenses Fred, Luizão e Ramirez que conviveram com ele na Toca da Raposa e o conhecem bem.
Vou transcrever exatamente o que escreveu o site que leio agora: “Tenho primeiro de agradecer a Deus, a todos que em vários momentos me deram apoio e tranquilidade. Agradeço também a todos vocês da imprensa. E a quem não cobrou, agradeço da mesma forma. Agradeço imensamente ao torcedor cruzeirense, que teve o maior carinho comigo ao longo dos anos”. Esse cara não existe, gente!
Quem ler agora a justificativa de Mano Meneses: “Venho observando Fábio faz algum tempo e acho importante a oportunidade de conhecer melhor o jogador, ver como ele pensa e aliar esta convivência com a transmissão de outras informações mais técnicas.” Até parece que ele convivia com os outros, todos os dias.

Um comentário:

  1. Prezado Flávio,

    é com muito prazer que começo a acompanhar seu blog, que recentemente "linquei" da página do outro grande Chico Maia. Vocês dois fazem-me lembrar da época em que o Galo era meu arroz e meu feijão no imperdível Minas Esporte de anos atrás.

    Grande abraço

    Rodrigo

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