quinta-feira, 12 de maio de 2011

BRILHO DA FESTA AMEAÇADO POR EXCESSO DOS DOIS LADOS



A temperatura deste clássico anda pelas nuvens. O primeiro jogo foi tão bom, disputado e com tempero dos clássicos mais empolgantes da história deles que insiste em não terminar. As torcidas estão agitadas, perigosamente. Assentadas sobre um barril de pólvora que poderá explodir à menor faísca.
As trocas de farpas entre Fabrício e Mancini durante a partida, minimizadas depois nas entrevistas de ambos, já entraram nas correntes sanguíneas dos torcedores.

Alexandre Kalil botou uma dose de gasolina na fogueira ao escrever no seu twitter “o freguês voltou”.
Valdir Barbosa acendeu o fósforo: “nunca vi raio cair no mesmo lugar três vezes seguidas”.
Na internet – com certeza a PM tem acompanhado a movimentação virtual das torcidas – as turmas das organizadas marcam encontros.
As do Galo, alijadas da Arena do Jacaré por esta estupidez de jogo pra uma torcida só, promete concentrar-se no entorno do estádio, prontas pra comemorar o bicampeonato.

Os treinadores usam lá suas estratégias de esconder os times. Cuca promete mudanças, porém de nada adiantará trocar nomes se o conceito tático dele for o mesmo das duas derrotas seguidas que os azuis tiveram.
Já não bastam os problemas com a suspensão de Walter Montillo, as condições físicas duvidosas de Pablo e Thiago Ribeiro somadas agora ao incomodo na coxa direita de Victorino.

Pra quem precisa vencer desesperadamente e que, de uma hora pra outra, passou a sofrer pressões fortes da torcida, com pichações dos muros de seu centro de treinamento, o Cruzeiro pode ir para o clássico mais alquebrado, ainda.
Voltaria a ter a dupla Léo e Gil na zaga. Nem tanto por Léo que tem condições até de ser titular ao lado de Victorino. Mais pela instabilidade de Gil.

Na lateral esquerda, a indecisão do treinador entre Gilberto e Everton – quem joga pelo meio na ligação – e a sua aversão presumida por Roger trazem conseqüências piores que a falta de substituto pra Thiago Ribeiro.

Tal conseqüência do ataque reflete na torcida, inexplicavelmente. O mesmo setor cantado em verso e prosa pela mídia tupiniquim, face à sua condição goleador nacional, de repente virou problema pra torcida. Nem Wallyson é a solução! Cruzes!

No Atlético a lua-de-mel com a garotada causa arrepios na Massa se Dorival Júnior apenas sonha em qualquer mudança no meio-campo. A volta de Renan Oliveira não é bem recebida, por estranhos motivos.

Um deles seria a falta de vibração do jogador; a outra é que essa falta de vibração o descaracteriza dentro da mística de raça do time alvinegro.

Bobagem! Bernard que esteve bem na primeira partida é uma descoberta de Dorival nas divisões de base e o técnico sabe até onde vai o potencial atual do menino.

Entretanto, a experiência um pouco maior de Renan Oliveira conta mais.
Seu estilo aparentemente desligado em certos momentos se encaixa dentro do esquema tático de Dorival. Aquele momento de parar a bola e pensar é com ele, Renan Oliveira.

Porém, estaria Renan Oliveira, após a parada por lesão, pronto pra voltar no melhor de sua forma? Talvez esse aspecto mexa com a cabeça do treinador.

E Richarlyson, poderia voltar logo de cara?
Também não, visto que está parado há mais tempo que Renan.
Rick poderia até mesmo usar da sinceridade de Fabrício, do Cruzeiro, que confessou não estar pronto, ainda, pra jogar mais que 40m.

Com a subida de produção de Patric, a defesa do Galo mostra-se mais aplicada e segura que a do Cruzeiro. Exceto no gol, onde Fábio está alguns furos acima do garoto Renan Ribeiro.

No meio-campo, Serginho disparou; Felipe Soutto e Geovani estabilizaram o setor.
No ataque, sem Neto Berola como opção, toda esperança se foca em Magno Alves e Mancine. Não é muito, contudo foi a solução convincente do último jogo.

Nada convincente foi a comparação estapafúrdia de um colega. Segundo ele, Berola fará mais falta ao Atlético do que Montillo ao Cruzeiro. Tento entender!




O SANTOS pisa por onde o Cruzeiro andou. Venceu em Manizales um Once Caldas sem força ( l a 0), apático.
Murici Ramalho deu o seguinte recado aos meninos da Vila: não confiem nos colombianos no jogo de volta, no Brasil.

O CORITIBA de Marcelo Oliveira perdeu a invencibilidade de 29 jogos na derrota (2 a 0) para o Palmeiras no Pacaembu, no jogo de volta da Copa do Brasil.
Sem problema.
Ganhou a vaga nas semifinais pelo placar agregado: 6 a 2.

E o Coxa enfrentará na fase seguinte o Ceará que tirou o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.
Os rubros negros chegaram a fazer festa com 2 a 0 no placar. Até a expulsão de Ronaldo Angelin aos 38m do 1º tempo.

No intervalo, o banco flamenguista invadiu o gramado pra tomar satisfações com o árbitro Ricci e a caldo engrossou.
Um PM agrediu Ronaldinho Gaúcho ao dar-lhe com o escudo nas costas.
A briga só não se generalizou porque outros PMs em campo tiveram mais juízo. Luxemburgo então foi também expulso.

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