domingo, 8 de maio de 2011

ESTA MENINADA JOGA QUE NEM GENTE GRANDE




Como se tem dito ao longo dos clássicos que já assisti nos meus 55 anos de carreira como cronista esportivo este, também, foi mais um daqueles decididos nos detalhes:que são os seguintes: a) coragem de Dorival Junior em acreditar na meninada; b) a superação na marcação do time, sem qualquer erro defensivo; c) o nervosismo dos cruzeirenses abatidos pela eliminação na Libertadores e d) mais outra infelicidade de Cuca à frente de sua equipe.
Tais detalhes levaram o Atlético à vitória por 2 a1 no primeiro jogo da decisão e os azuis devem, ainda, comemorar.Perderam a vantagem, porém estão vivos e dependem apenas da vitória simples por l a 0 pra conquistarem o título de 2011.
Os azuis esbarraram no ótimo sistema defensivo alvinegro que usou uma linha de 4 – Patric, Rever, Léo Silva e Guilherme – e a outra linha de 4 à frente - Serginho, Felipe Souto, Geovani e Bernard.Quatro meninos que marcavam e atacavam com o mesmo fôlego. Quando em posse da bola, o Galo atacava com muita gente e ocupava os buracos na defesa celeste. Só não teve poder maior de conclusão.Aliás, no trabalho dos goleiros Renan Oliveira esteve mais exigido e com acerto. Fábio trabalhou menos.
Grande destaque, o maior da partida, foi Mancini. Armou, marcou e fez gol. Sua experiência ajudou bastante, ao contrário de Magno Alves que esteve apagado.
O Cruzeiro surpreendeu sem escalar Roger e de novo com Pablo.Ou seja, Cuca puniu o craque e acarinhou o comum. Pablo é jogador pra ser escalado apenas em condições físicas perfeitas. Fora deste quadro, é fraco. Por ali, até a entrada de Leandro Guerreiro, o Atlético deitou e rolou.Faltou, também, marcação pelo setor esquerdo. Nem a presença de Everton no lugar de Roger ajudou.
Gilberto preocupou-se em armar. Porém, pouco ajudou a Montillo, o melhor do Cruzeiro.
O ataque, de novo, falhou. Wallyson voltou e marcou, após bela jogada individual de Montillo. Já Ortigoza não fez nada. Dudu entrou no lugar dele agitou a partida.
Aí vem a pergunta: Cuca não gosta de trabalhar com gente nova?A expulsão de Walter Montillo que o tirou da decisão do próximo domingo foi injusta e equivocada. Paulo César de Oliveira apitou o que não viu. Não foi seu único erro no jogo. Teve um empurrão de Rever, por trás, em Ortigoza, pênalti, que ele não marcou.
O Atlético está perto de conquistar o troféu de campeão mineiro pela 41ª vez, e acabou com o tabu atual; nos quatro últimos confrontos, de torcida única, o mandante não vencia. Para ganhar o seu 37º título estadual, o Cruzeiro precisa vencer por um gol de diferença o jogo da volta, no próximo domingo, novamente em Sete Lagoas.No segundo e decisivo duelo, só a torcida azul terá acesso à Arena do Jacaré.

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