sexta-feira, 13 de maio de 2011

GUERRA SANTA DO FUTEBOL E DO LAZER

Não espero que a Arena do Jacaré neste domingo transforme-se num éden. Como aquele imaginado nos anos 60, transbordando em paz e amor. Ainda que o estádio seja de uma torcida só.
Afinal, existem os radicais descontentes que picharam os muros da Toca da Raposa II após a derrota (2 a 1) do domingo passado e que reverteu a vantagem para o Atlético. Não seria nada incomum se brigassem entre si, dentro do estádio.
Tal situação incomodou mais os celestes do que alegrou aos alvinegros. Tanto chateou os azuis que uma mínima parte de sua torcida, exaltada, pregou avisos nos muros, com a velha cantilena de sempre: fora Perrelas, fora Cuca.
Esqueceram que a decisão está apenas no seu primeiro tempo. O segundo e decisivo tempo será disputado agora, neste domingo. O Galo deu bom passo ao tirar a vantagem do rival. O empate agora é atleticano.
Os azuis mantiveram outra boa vantagem que o regulamento proporciona às equipes de melhores campanhas na primeira fase: uma vitória simples (l a 0), e pode até repetir o placar de 2 a 1 em seu favor que não haverá prorrogação ou pênaltis.
Preocupa-me mais o que poderá acontecer fora do estádio caso as torcidas organizadas alvinegras, em legítimo direito delas, resolvam se deslocar para Sete Lagoas.
Juntas às correntes locais acompanhem decisão em telões, com o carnaval da vitória preparado. Até aqui, tudo bem!
A partir daí assusta. Se a parte maluca da torcida azul não concordar com o legítimo direito dos atleticanos e resolver transformar a guerra santa do futebol e do lazer num inferno de violência fundamentalista.
Pode ser ao contrário? Perguntam. Claro. De repente, o Cruzeiro venceu por l a 0 e ganha o título. Quer comemorar dentro e fora do estádio. No entorno encontra-se a massa atleticana, decepcionada. Não aceita as gozações e brincadeiras e parte pra briga.
Tudo errado. Acredito que esta pregação que não é privilégio meu e nem de meus colegas, mas de todos os torcedores racionais.
Pena que seja dirigida a ouvidos de mercadores – que me perdoem a tão antiga expressão – ou mera pregação no deserto. Não gostaria que fosse assim.
Infelizmente, retomo a minha velha tese, a paixão do futebol supera em muitos furos à razão do esporte. Criado pra divertir e servir de lazer às famílias do mundo inteiro.
O vice-presidente do Atlético, doutor Rodolfo Gropen, a despeito de uma frase que o presidente Alexandre Kalil teria colocado em seu twitter e que comentei na coluna passada, manda-me a seguinte mensagem:
“Caro Flávio, para sua informação correta, o Alexandre Kalil não escreveu no twitter desde o último jogo, exceto felicitações ao nosso Governador pela passagem do seu aniversário na segunda-feira”.
A Trincheira destacou que Kalil botou uma dose de gasolina na fogueira ao escrever no seu twitter “o freguês voltou”. Partindo do Gropen, tem fé pública.
Mancini foi apenas poupado e, também, estará em campo. Volta Renan Oliveira com apoio de Dorival e a desconfiança de parte da torcida.
Do outro lado, Cuca com a cabeça a prêmio e o São Paulo, depois de dispensar PC Carpegiani, atrás dele, barrou Pablo e improvisa com Leandro Guerreiro. Vitor, no banco.
No ataque, volta com Thiago Ribeiro à meia-bomba. No meio de campo, faz uma salada de canhotos: Roger, Gilberto, Everton.
Na lateral esquerda azul, a avenida estará pronta pra Patric desfilar. Apesar de precisar da vitória, o Cruzeiro atacará torto, só pelo lado dos canhotos.
Não terá Montillo, nem um lateral direito de apoio. Azar de Wallyson que ficará isolado. Neste imbróglio todo, este filho do Sodico bota a cabeça do lado de fora e questiona: e o Dudu?
Dudu representa a medida exata do exemplo de coragem de um: Dorival Júnior que confia nos seus meninos e Cuca corre deles, feito diabo da cruz.
Após o empate (l a l) entre Vasco e Atlético Paranaense em São Januário; e a vitória espetacular de virada (3 a 1) do Avaí sobre o São Paulo, na Ressacada, a Copa do Brasil tem os seus semifinalistas.
Ceará x Coritiba, na primeira rodada; Avaí x Coritiba, do outro lado. Você aposta em quais times para as finais?
A Trincheira é Coritiba – viva Marcelo Oliveira! – desde criança pequena lá em São João do Caratinga.

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