segunda-feira, 16 de maio de 2011

MAGNATA PERDEU AS CHANCES DE SER HERÓI DO CLÁSSICO




Aquele chavão de que clássico se decide nos detalhes é isso aí. Magno Alves, goleador do Galo na temporada, cheio de experiências, passagens em vários times nacionais e estrangeiros, teve nos pés em três oportunidades de decidir o clássico em favor do Galo.
A torcida e o técnico Dorival Júnior se fixaram naquela em que ele ficou livre, na frente do goleiro Fábio, aos 29m do segundo tempo, e perdeu. Intrigante nesse lance é que não existe nenhum mérito na saída do excelente goleiro azul e a forma limpa como tirou a bola do atacante atleticano.
Alguns colegas preferem afirmar que Magno Alves amarelou, com a figura gigantesca de Fábio à sua frente. Outros falam na mais ridícula das alternativas que faltou experiência ao andado Magnata.
Sobrou nada pro goleiro Fábio!Tudo bem! Mas sobrou sim. Como sobrou no lance em que Leandro Guerreiro cometeu seu único erro na partida e o Magnata roubou-lhe a bola. Aproximou-se da entrada da área e mandou o chute forte, cruzado. Fábio fez excelente defesa.
Como, também, os méritos são de Gil no lance do primeiro tempo no qual o Magnata sobrou livre na área, pronto pra chutar e marcar. Gil deu-lhe um pé de ferro, jogando a boa pra escanteio e comemorou como se tivesse feito gol.
Não sou e nem fui especialista em fazer gols. Sabia como evitá-los. A vida me ensinou que é bom respeitar os especialistas, daí entender que a justificativa de Magno Alves é válida.
Na frente de Fábio e preferiu driblar em vez de chutar, Magnata tem lá suas razões. Disse ele: “é um lance rápido. A gente que vive no futebol há muito tempo, sabe disso. Numa questão de segundos, a decisão equivocada. Quando pensei em fazer o lance, Fábio veio e voltou, acabou me enganando”.
Magno Alves sabe que ficará marcado e que sempre existirá a imagem dele querendo driblar em vez de chutar. Todos dirão: “este até eu faria”.
Consolo do Magnata: no futebol é preciso que um erre para o outro ganhar.
Este clássico, como os anteriores, haverá de render muito. Nada contra a arbitragem do Selene, criticada por Dorival Júnior. Estranhei o choro do técnico alvinegro.
A arbitragem não teve nenhum erro fatal e se cometeu deslizes prejudicou os dois lados. Dorival fez jus ao Troféu Bebê Chorão!
Não quero dizer que teve pretensões de transferir responsabilidades, mesmo porque disse logo depois que a vitória azul foi justa.

2 comentários:

  1. Amigo, Flávio!
    Tudo bem?
    Dou minha cara a tapa. Fui um dos que apontaram erro de Magno Alves e não deu créditos ao Fábio. Mas, você, sabiamente, deu elogios ao excelente goleiro do Cruzeiro.
    E deixe eu te contar. Assisti ou, pelo menos, tentei ver o jogo no Bar do Salomão e me deparei com um torcedor do Fluminense e o mesmo me disse, ainda indignado: "Que ninguém se lembra dos milagres feitos pelos goleiros" e acrescentou que: "Magno Alves ja fazia este tipo de lance com a camisa do tricolor carioca e que não teme que o mesmo fique marcado, pois jogador pode ir do ceu ao inferno e vice-versa em pouco tempo". Guardei isto comigo, principalmente a parte em que os goleiros quase nunca são lembrados, o que é uma grande verdade.
    Grande abraço!

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  2. É bom destacar os detalhes de um lance decisivo e valorizar o feito e evitar de consagrar apenas o demérito. Abs

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