terça-feira, 24 de maio de 2011

REINO PODRE NA FIFA




Algo de muito podre ocorre no reino da Fifa. Envolve o vice-rei tupiniquim Ricardo Teixeira. A entidade máxima do futebol tenta barrar judicialmente a divulgação de um documento que revela a identidade de dois dirigentes que foram forçados pela justiça a devolver dinheiro de propina.
A afirmação é do programa de televisão Panorama, da BBC, que apurou que um dos dirigentes envolvidos é o brasileiro Ricardo Teixeira, que integra o Comitê Executivo da Federação Internacional.
O atual presidente da entidade, Joseph Blatter, que tenta ser reeleito no próximo dia 1º de junho, prometeu recentemente uma política rígida no combate a corrupção. Todavia, os advogados que atuam em nome da Fifa contestam a decisão de um promotor de Zug, cidade no nordeste da Suíça, que determinou a divulgação de detalhes do caso.
O acordo que encerrou uma investigação sobre propinas pagas a dirigentes da Fifa na década de 1990 por uma empresa de marketing esportivo, a ISL (International Sports and Leisure). Até falir, em 2001, a ISL comercializava os direitos de televisão e os anúncios publicitários da Copa do Mundo para anunciantes e patrocinadores.
O mesmo programa, no ano passado, acusou três integrantes do Comitê Executivo da Fifa de receber propinas da ISL. Além de Teixeira, também foram citados o paraguaio Nicolas Leoz e o camaronês Issa Hayatou.
Os pagamentos feitos aos três cartolas - no caso de Teixeira, a uma empresa ligada a ele - estavam em uma lista secreta obtida pelo Panorama de propinas pagas a dirigentes esportivos pela ISL em um total de US$ 100 milhões. A lista de pagamentos incluía uma empresa de fachada em Liechtenstein, chamada Sanud (Dunas ao contrário), que recebeu um total de US$ 9,5 milhões.
Em investigação, o Senado brasileiro concluiu que Teixeira tinha relação muito próxima com a empresa. O inquérito descobriu que fundos da Sanud haviam sido secretamente desviados para Teixeira por meio de uma de suas companhias.
Além de Teixeira, a BBC ainda cita o ex-presidente da Fifa João Havelange, e ex-sogro de Teixeira, e conclui que a decisão da promotoria suíça ao encerrar o caso também aponta que a Fifa falhou em coibir o pagamento de propina.
Blatter teria conhecimento de casos de propinas pagas a colegas do Comitê Executivo da Fifa pelo menos desde 1997, quando um suborno de US$ 1 milhão destinado a Havelange, então presidente da Fifa, foi enviado por engano para a entidade. A Fifa se recusou a comentar alegações específicas e reafirmou que o caso está encerrado. (colaborou Fábio Anselmo – correspondente da Trincheira em Brasília)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.