segunda-feira, 16 de maio de 2011



Se houvesse um pouco mais de boa vontade com os vices campeões o trabalho geral dos treinadores seria mais valorizado. Chamar Cuca de pé frio é negar o óbvio. Só vai à decisão de uma competição quem ralou pra chegar lá.
Ser vice do Brasileiro é uma condição que a maioria busca e o título seria a conseqüência final.
Disputar a Libertadores da maneira como o Cruzeiro fez não diminui em nada sua Comissão Técnica. A derrota em casa, somados os pequenos e grandes erros do time e do treinador, não apaga ainda assim o trabalho realizado antes.
Portanto, com seus defeitos, suas vicissitudes, acertos e carinha mentirosa de anjo, Cuca tem brilho próprio. Lembram de Telê Santana, acusado de pé frio por causa das derrotas nas Copas de 82 e 86 e no Mundialito de 80?
Pois é. Foi bicampeão mundial com o São Paulo. É adorado no Morumbi.
E pelo lado de Dorival Júnior, o vice-campeonato estadual dignificou o trabalho com a prata da casa, que o armar Roger, numa atitude bonita, fez questão de aplaudir nas suas declarações e, pessoalmente, na entrega das medalhas aos jovens atletas.
O grande Atlético de 80 começou por aí, com a valorização dos meninos da casa.

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