quinta-feira, 30 de junho de 2011

AGORA NÃO TEM JEITO: NINGUÉM SALVA DORIVAL



(fotos de Jorge Contijo e Euller Junior/EM/DA Press)


NAS DUAS GOLEADAS QUE SOFREU, diante do Flamengo (4 a 1)no Rio de Janeiro e do Internacional, na Arena do Jacaré, Dorival Júnior teve imensa parcela de culpa. Sobre a primeira, já falei muito. Sobre a última, um desastre provocado por ele. Não há explicação lógica na troca de Dudu Cearense por Wendel no intervalo. Não foi nada bom o primeiro tempo do Galo sofreu um sufoco danado. Aí ele abriu mais o time com a entrada de Wendel. O Atlético começou a fase final mandando uma bola na trave com Daniel Carvalho, logo no primeiro minuto, mas a seguir tomou dois gols - Leandro Damião e Zé Roberto - em menos de cinco minutos. A goleada veio normalmente então: D'Alessandro e Oscar. Aí veio a confissão de Dorival: Wendel ficou em campo apenas por 14m e foi sacado com o Inter fez 2 a 0.
Alexandre Kalil que via o jogo ao lado do banco de reserva, quandoos gaúchos fizeram 3 a 0 ele se mandou. Com certeza, pra falar com Eduardo Maluf por telefone e dispensar Dorival Júnior. É o que a torcida pedia aos berros, enquanto mostrava notas de reais aos atletas que saíam cabisbaixos de campo. Guilherme Santos de cabeça quente foi expulso quase no final da partida.
Nomes disponíveis na praça: Cuca, Renato Gaúcho e Adilson Batista. A torcida, entretanto gritava por Levir Culpi. Um sonho que, talvez, possa virar realidade. Levir está no futebol japonês cheio de moral e dinheiro.

MAURO CHORÃO


Mauro Fernandes assumiu a choradeira de sempre dos perdedores. Lembrou até que aquele mesmo juiz prejudicou o América na Série B ano passado. Aí eu pergunto: em algum instante o técnico lembrou-se que Leandro Ferreira estava amarelado e corria risco de levar o vermelho?

A primeira medida de um técnico atento e ligado na partida é recomendar calma nas jogadas defensivas do atleta já amarelado. A segunda é sacá-lo se houver a mínima demonstração de que ele não entendeu o primeiro recado.

Foi exatamente isso que aconteceu ao bom volante americano, cuja expulsão alterou o quadro do jogo contra o Flamengo, sem nenhuma dúvida. O Coelho havia virado pra 2 a 1 em duas bolas paradas bem cobradas por Amaral, aproveitadas por Alessandro e Anderson.

Mas falhara feio no primeiro gol rubro-negro, de Ronaldinho Gaúcho, de bola parada também, com o goleiro Flávio posicionando errado atrás da barreira. Permitiu a virada num lance pessoal de Thiago Neves; passou a Deivid, de costas para o gol, mas com tempo suficiente de virar-se sem ser molestado pelo beque Gabriel e fazer 2 a 2.

No terceiro gol, depois de sofrer enorme pressão do América, o time carioca chegou à vitória num erro de avaliação igual ao do Atlético na goleada que levou no Engenhão: deixou Ronaldinho Gaúcho sem marcação. Entrou pela área livre e escolheu o canto pra fazer 3 a 2. Não basta jogar a culpa apenas no mato-grossense Wagner Reway.

NÃO É MILAGRE, É COMPETÊNCIA.



O que Joel Santana fez no Cruzeiro não tem nada de milagre ou de especial. Simplesmente conversou muito com o elenco, apresentou-se aos que não conhecia seu estilo de trabalho; valorizou os esquecidos por Cuca e reagrupou aquela turma dispersa. Os resultados, claro, teriam que ser imediatos. Afinal, o time vinha embalado e foi de uma hora pra outra que despencou a nível zero.
Recuperada a auto-estima e o moral do grupo, surgida a verdadeira liderança que cabe numa equipe de futebol, a do treinador, os azuis venceram duas seguidas. O trem voltou ao trilho? Ainda não, falta muito. É preciso recuperar peças inutilizadas por lesões ou afastadas por qualquer motivo.
A vitória sobre o Vasco (3 a 0) no Rio de Janeiro mostrou dois aspectos positivos: a intuição de Joel funciona, realmente; e a volta dos jogadores às suas posições, sem improvisações.
O time esteve quase veloz como nos bons tempos, com Diego Renan e Vitor nas laterais. O trio de volantes eliminou muito dos espaços existentes e deu liberdade de Montillo voltar a ser o craque de sempre.
Sem ser brilhante, o Cruzeiro jogou o suficiente para botar os vascaínos na roda. O aspecto intuição de Joel funcionou aos 32m do segundo tempo: colocou o menino Dudu no lugar de Thiago Ribeiro. Em poucos minutos fez mais que o titular o tempo todo: participou do início da jogada do golaço de Montillo, aos 44m e sofreu o pênalti que Roger – este acabara de entrar no lugar de Montillo – transformou no placar final de 3 a 0.
Menos pelo gol, fruto de perfeita cobrança de escanteio por parte de Montillo e da cochilada da defesa vascaína que o deixou livre na marca do pênalti pra subir e cabecear com estilo, Leandro Guerreiro – homem de confiança de Papai Joel – deverá aproveitar bem os 40 dias sem Henrique, lesionado. Seu comportamento tático é perfeito e será difícil tirá-lo depois da equipe.
Além da plástica do lance, de total consciência, cabeça erguida, ampla visão, como se recomenda ao craque, o toque genial entre as pernas de Dedé, celebrado a estrela maior do Vasco, tornou o gol de Montillo – o segundo do Cruzeiro – uma obra prima.

O Sportv (Rede Globo de Televisão) tem por esta Geraes do doutor Anast-azia o respeito dedicado pelas Cortes aos súditos das mais longínquas aldeias do infeliz reinado. O bobo aqui se plantou em frente do canal 39 no escritório de um amigo à espera da transmissão de Vasco x Cruzeiro.
Às sete e meia entrou o VT de Goiás 2 x Boa 0, disputado na noite anterior em Goiânia. À falta de respeito acresce-se o fato de que o representante das Geraes na Segunda Divisão, Ituiutaba/Boa, havia tomado um vareio de bola do lanterna Goiás, num jogo que não se recomenda nem aos piores inimigos assistirem.


O Internacional está invicto há quatro jogos. Viveu um princípio de crise igual esta do Galo, com Paulo Roberto Falcão ameaçado de dispensa. O Colorado tem nove pontos ganhos. Além de nunca ter perdido para o Galo na era dos pontos corridos, o Internacional ainda leva vantagem no retrospecto geral dos confrontos. Em 67 confrontos, venceu 29 contra 20 do Galo e também 20 empates.
Falcão bem tranquilo agora após a goleada (4 a 1) sobre o Figueirense, na melhor atuação do time sobre seu comando, não vai inventar. Repete a equipe: Muriel; Nei, Bolívar, Juan e Kleber; Guiñazu, Tinga, D'Alessandro e Oscar; Zé Roberto e Leandro Damião.

DORIVAL MOTIVA O GALO E PÕE RICK NO MEIO


Dorival Júnior optou por repetir a equipe que sofreu a goleada no Rio sob alegação de que é preciso continuidade. No que tá coberto de razão e pra melhorar a marcação no meio contra o excelente time do Internacional, logo à noite, na Arena do Jacaré, confirmou Richarllyson no lugar de Geovani Augusto em queda de produção. O volante, que se recuperou de uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo, sofrida no último dia 12, ficou fora contra Flamengo e Atlético-GO. Gostei do time escalado por Dorival Junior, desde que os rapazes tenham entendido o "carão" dado pelo capitão Réver. O Galo jogará com Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Richarlyson, Dudu Cearense e Daniel Carvalho; Magno Alves e Guilherme.
Foto de Jorge Gontijo/EM- DA Press

quarta-feira, 29 de junho de 2011

JOEL CONSULTA PRANCHETA PRA ESCALAR TREM AZUL

Não parece, mas é. É mesmo Papai Joel - Foto de Jorge Gontijo/EM


O meu maior medo antes do jogo desta quarta-feira às sete e meia da noite, em São Januário, contra o Vasco da Gama é que o supersticioso Joel Santana resolva manter Dudu como talismã, no banco. Pelo balançar da carruagem, é isso mesmo que ele fará. Volta com Thiago Ribeiro à meia-bomba, ao lado de Wallyson.
Será que Joel fará com Dudu o que ele fazia com o garoto Caio no Botafogo?
Agora que perdeu, também, o zagueiro Léo – já está sem Victorino na seleção uruguaia e dispensou Pablo, Joel lança mão de Naldo que se fez duas partidas pelo Cruzeiro foi muito. E não tem ninguém para a reserva. Terá de recorrer aos juniores.
Sem Henrique, afastado por 40 dias, lesionado, Santana terá de recorrer ao seu ex-homem de confiança no Botafogo, reserva do setor: Leandro Guerreiro. Na lateral direita o retorno de Vitor, também, à meia-bomba. Santo Deus! Diego Renan vai para a esquerda. O meio-campo será de Fabrício, Marquinhos Paraná, Montillo e Dudu (ou Everton?); no ataque Thiago Ribeiro e Wallyson.
São meras suposições da Trincheira, porque Joel Santana informou que prefere guardar algumas surpresas para Ricardo Gomes, treinador do Vasco. Roger estará no banco.
Mais problema para Joel Santana: será o último jogo de Dudu. Por enquanto, claro. Convocado por Ney Franco pra Seleção sub-20, Dudu se apresenta na Granja Comary para o período de treinamento até o dia 24 quando Ney corta cinco atletas. Com certeza, Dudu não estará entre eles. O jovem craque deve sua passagem brilhante pelo Coritiba, que motivou sua volta à Toca, ao caratinguense Ney Franco, admirador do futebol de Dudu. O Mundial sub-20 será disputado na Colômbia, no período de 29 de julho a 20 de agosto.
O Cruzeiro tem a seu favor retrospecto recente superior ao Vasco. De 2002 a 2011, as equipes se enfrentaram 17 vezes, com 11 triunfos da Raposa, quatro empates e somente duas derrotas. Além de o time azul não perder para vascaínos há cinco anos. Nesse período são seis vitórias e um empate.

O retrospecto no Brasileiro, também, é favorável aos mineiros. 47 jogos desde 1967, com 17 vitórias, 17 empates e 13 derrotas. A Raposa marcou 67 gols, contra 54 do Vasco. Isso vale como informação, porém o que contará no jogo desta quarta é o desempenho de cada um. E os dois times estão em débito, ainda, com as suas torcidas.

ARENA TEM QUE SER DO COELHO



O Coelho espera o apoio de 18 mil torcedores nesta noite de quarta-feira, na Arena do Jacaré, como ponto de apoio à sua arrancada definitiva no Campeonato Brasileiro. A torcida do Flamengo é enorme em qualquer parte do País, mas neste jogo a do América tem que ocupar todos os espaços da Arena do Jacaré. Nada melhor pra vingar o rival Galo e tirar a invencibilidade do Flamengo. O apelo não estará apenas no jogo e no fato de o América ter desabado para o G-4 do Mal mesmo sem atuar no final de semana.
Para lotar a Arena, a diretoria preparou incentivos extras ao torcedor. Serão sorteados no intervalo do jogo um carro 0 km Fiat e duas TVs LCD de 32 polegadas. Incentivo até pra quem não é americano comparecer à Arena, dar uma forcinha ao Coelho. Principalmente, torcedor alvinegro que manteve o Flamengo atravessado na garganta, com a goleada de sábado no Engenhão.

MOMENTO DA RECUPERAÇÃO



O tombo maior na rodada passada foi o do Galo, sem dúvida. Poderia ser terceiro colocado se tivesse vencido o Flamengo. Não venceu, tomou de goleada e caiu da quinta para a décima colocação, com oito pontos ganhos. É fundamental que vença o Internacional, nesta quinta, às nove da noite, também na Arena do Jacaré. Sem qualquer programação de motivação da torcida, Dorival Júnior, Comissão Técnica e atletas acreditam que o maior apelo é o amor da massa que não falha jamais.
Bom, é o que o tempo conta a todos nós. Na verdade, o torcedor está amolado, cabisbaixo, porém nada que impeça a lotação do estádio de Sete Lagoas. Ainda mais depois do pedido de “vergonha na cara” do capitão Rever após a goleada no Rio. Daniel Carvalho destacou que o “carão” de Rever foi, também, um verdadeiro tapa na cara de cada dos companheiros. E no seu próprio, entendo eu.
Rever (foto) pediu desculpas ao elenco. Correto. Esperava tudo dele, inclusive o “carão”. Afinal, por mais que se tenha destacado na partida, Rever teve seus deslizes, bem menores que o companheiro de zaga, Léo Silva, e os demais membros da defesa. Mas, ainda assim tem culpa no cartório.
Não é bom momento para acontecimentos como o de Richarllyson que se envolveu num acidente sem maiores consequências com um motoqueiro. O fato desagradável é que foi de madrugada. Justo agora que se fala na sua volta ao time. Pegou mal.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

COMEÇAREMOS A TORCER NA TERÇA E SÓ PARAMOS NA QUINTA-FEIRA

( Na foto de Jorge Gontijo/EM/DA Press, Dudu recebe o abraço de Montillo que se diz fã do futebol do garoto criado nas bases)


A CORRENTE PELO SUCESSO DO FUTEBOL MINEIRO NOS CAMPEONATOS BRASILEIROS começa nesta terça-feira quando o Ituiutaba/Boa tenta confirmar sua boa performance na segundona e buscar melhor colocação na classificação geral contra o desesperado Goiás que tomou a goleada de 4 a 1, no Serra Dourada, da Lusa. O Boa vem de vitória em Varginha ( 2 a 0) sobre o Grêmio Barueri e somou ll pontos em sete jogos. Tem um aproveitamento de 55,38% em sexto lugar. Nedo Xavier afirmou que vai ao Serra Dourada sem nenhum medo do Goiás.



NA QUARTA-FEIRA, os focos se dividem: o Coelho recebe o Flamengo e tenta revidar o vexame pelo qual passou o Galo no sábado, no Rio. Mauro Fernandes sabe que não será fácil quebrar a invencibilidade dos rubro-negros e, principalmente, parar Ronaldo Gaúcho. A diretoria quer a Arena do Jacaré lotada e fez uma programação especial para o evento, inclusive com o sorteio de brindes sensacionais.



Enquanto isso, o Cruzeiro sem Henrique, que fica no estaleiro por 40 dias, mas tendo a volta de Thiago Ribeiro e o garoto Dudu cheio de moral após a grande atuação na vitória (2 a 1) sobre o Coritiba pode ter novo esquema tático, segundo Papai Joel: Dudu permanece e Leandro Guerreiro faz o meio-campo no lugar de Henrique. O ataque terá Montillo - mais perto do gol - e Wallyson.



NA QUINTA-FEIRA, o Galo tenta a reabilitação diante do Internacional que goleou o Figueirense por 3 a 0, na última rodada, na Beira Rio. O capitão Rever espinafrou o elenco todo, afirmando após a goleada no Rio que o time precisa ter vergonha na cara. Dorival Júnior ainda não sabe como fazer para levantar o astral da equipe e pediu empenho à turma para evitar que mude a formação do time mais uma vez.

terça-feira, 21 de junho de 2011

TEIMOSIA DE DORIVAL PODE MANTER GUILHERME NA RESERVA




(Fotos do site Uai/Superesportes/EM)


Nada sobre Santos x Peñarol, na decisão da Libertadores? Falo depois sobre isso. Abro esta Trincheira antes da partida, por causa da viagem à Caratinga. Nesta quinta-feira, feriado, véspera do aniversário da minha cidade, lançarei o meu sétimo livro e primeiro romance, Caraúna, na Casa Ziraldo de Cultura.
Decidi junto com meu amigo Edra, diretor e fundador da instituição, não fazer nenhum lançamento formal, com festa, banda de música, aquelas coisas de sempre. Visto que a cidade estará em festa com o Encontro dos Caratinguenses Ausentes, ficarei de plantão, a partir das duas da tarde, autografando os livros. Estes os meus outros, com os quais farei um mini-sebo na Casa de Cultura.
Dito isso, vamos ao futebol. Verei tudo, se Deus quiser, no apartamento de cobertura do Jorginho Mexidinho, sorvendo um vinho chileno e queijos diversos. Flamengo x Atlético, com certeza, teremos – Jorginho e eu – a companhia do meu mano Fábio Paceli e seu anjo da guarda, Godofredo. No entanto, gostaria que Dorival Júnior não nos negasse o prazer de assistir o garoto Guilherme e Daniel Carvalho o tempo todo. Que evite deixá-los de fora por mera teimosia e seja obrigado no segundo tempo a colocá-los para reverter qualquer quadro negativo.
Segundo os analistas de procedimento do técnico atleticano, Dorival não escala jogador que venha de logo período lesionado. Espera que ele atinja 100%. Convenhamos, Guilherme a 50% vale mais que Mancini nos 100%, se é que ele chegou lá. A minha formação de meio-campo, não abriria mão de Dudu Cearense, Serginho, Geovani e Daniel Carvalho. O ataque seria o que terminou o jogo contra o Atlético-GO: Magno Alves e Guilherme.
Se existe esta famosa postura de Dorival apregoada por aqueles que o conhecem bem por uma questão de coerência, ele não voltará com Patric, parado por contusão há dias, e deixaria o menino Roger que deu conta do recado no jogo passado. Dorival, entretanto, sabe melhor que este filho do Sodico onde o calo mais lhe dói. São três jogos sem vitória e o confronto é histórico, contra o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo, saraivado de críticas e a barra pesando contra Ronaldinho Gaúcho.
Na véspera da partida contra o Botafogo (0 a 0), Ronaldinho foi flagrado entrando numa boate às cinco da manhã. Ou seja, já vinha de uma balada comprida e viu o sol nascer em outra. A torcida já o considera maça podre estragando os jovens atletas no Ninho do Urubu. Nada disso ajuda o Galo no confronto deste sábado à noite, no Engenhão. A não ser o fato de a torcida rubro-negra não aparecer por causa da fase do time e porque detesta o Engenhão, estádio do Botafogo.

INVENTARAM ATÉ NÚMEROS CONTRA JOEL

Números contra Joel Santana começam a pipocar nos sites. Arrumaram uns números interessantes até: de todos os técnicos que já disputaram os pontos corridos da Série A do Brasileirão, Joel Santana é apenas o 23º, com 46,37%. Ele está atrás, por exemplo, de Adílson Batista, o 7º, com 51,61%; de Cuca, o 11º, 50,18%, e de Dorival Júnior, o 12º, com 49,27%.
Agora a análise: esta é a nona edição do campeonato brasileiro em pontos corridos. Joel não participou em 2006, 2008 e 2009 porque trabalhava no exterior. Pois bem. Teve nove trabalhos em cinco brasileiros, sendo que os três últimos foram os melhores.
Em 2005, Joel assumiu o Flamengo com a missão de evitar o rebaixamento nas nove rodadas finais. Ele teve êxito e conseguiu seis vitórias e três empates, com aproveitamento de 77,77%.
Já em 2007, com 26 rodadas no comando do Flamengo, Joel teve o seu melhor momento nos pontos corridos. Ele evitou novamente o rebaixamento do clube e, com uma arrancada, garantiu a classificação à Libertadores como terceiro colocado. O aproveitamento foi de 62,82%, com 15 vitórias, 4 vitórias e 7 derrotas. Foi o melhor trabalho dele em longo prazo.
Como Joel foi parar em 23º se os outros treinadores à sua frente participaram mais da competição? Tem algo errado. Não deve ser critério de aproveitamento.
Papai Joel não deverá escalar uma equipe contra o Coritiba bem diferente daquele do Cuca. De bobo ele não tem nada. A partida também será no sábado à tarde, na Arena do Jacaré. Até espera a recuperação de Fabrício e Gilberto. Na lateral direita, sem inventar, escalou Diego Renan. Caso Gilberto não jogue, coloca o Everton. Sei que, todavia, fará mudanças no futuro próximo. Arrumará uma posição pra Guerreiro, como seu homem de fé e líbero da zaga. Jogará Montillo mais à frente, ao lado de Thiago Ribeiro ou Wallyson. Não creio que Gilberto seja lateral com ele. Na recuperação de Vitor ou Pablo um deles ocupará a lateral direita e Diego Renan voltará à esquerda. Seu time terá uma linha de quatro, mais à frente outra de quatro, e dois no ataque.
Para o leitor entender bem a especulação que faço: o time futuro de Joel Santana terá Fábio – precisa urgente de uma recuperação psicológica e técnica – Vitor (Pablo), Victorino, (Léo), Gil e Diego Renan; Fabrício, Leandro Guerreiro, Henrique –outro que anda bem abalado – e Gilberto. Thiago Ribeiro (Wallyson) e Montillo. Muitos marcam e todos atacam.
Gostei, mandarei a cornetada direto pra ele. Por meio da Assessoria de Comunicação ela não chega. O Diretor de Comunicação não deixa não. Hehehehe!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

PAI JOEL QUER O BOPE NA TOCA DA RAPOSA




(Fotos de Marcos Michellon/EM/DA Press)

No seu primeiro dia na Toca da Raposa II, sempre alegre, brincalhão, o técnico Joel Santana não abandonou suas famosas metáforas ao apresentar as metas que já traçou para o Cruzeiro: a) não se referiu à conquista do título brasileiro, mas à uma busca constante da vaga para Libertadores; b) não prometeu milagres, só muito trabalho; c) garantiu que no futebol tem mestrado e doutorado; d) e, finalmente, garantiu que o BOPE chegará à Toca da Raposa: “Agora vai ser igual aquele filme brasileiro que faz sucesso no cinema, o Tropa de Elite; e aquela música: o bicho vai pegar”.
Este é o estilo Joel Santana. Tem a malícia necessária pra não prometer título à torcida, porque pegou o avião no ar. Pelas projeções dos analistas, contas já apresentadas ao Papai Joel, o Cruzeiro para atingir os 71 pontos do Fluminense, campeão ano passado, terá que fazer 69 dos 99 pontos em disputa. Ou seja, aproveitamento de 68%.
É coisa demais, ainda sem levar em conta que o campeonato do ano passado teve pontuação abaixo do esperado pelos analistas. Quer dizer que o campeão terá de conseguir mais que 71%, calculam-se para 2011.
O São Paulo disparou na frente com l5 pontos, quatro a mais que os outros times e os azuis ainda nem saíram da G-4 do Mal com apenas três pontos.
Joel evitou fazer projeções em sua chegada, mas garantiu que sacudirá o elenco e o colocará de novo na briga. Há tempo para se fazer uma grande campanha: “Vamos ver, conto com os meus soldados. Vou conversar com eles. Um clube como esse; vocês da imprensa não vieram aqui à toa. O clube é notícia. As coisas ainda estão nebulosas no campeonato. Agora vamos ver quem é quem.”
Logo se vê que o estilo chorão, pra baixo, derrotista, do ex-treinador Cuca foi exorcizado. Sem grandes vôos de arrogância ou vôos rasos de humildade submissa Joel Santana afirmou que “não vim para ser mais um ou para fazer aventura, não vim jogar conversa fora. Ficar prometendo que sou isso, sou aquilo. Não adianta ficar prometendo muita coisa e encostar para tomar café. Time é trabalho, vamos ver se eu acerto. Vocês vão ver no meu treino o que vai acontecer no jogo. Vim para trabalhar”.
Conversa e alto astral. Com essa linha de comando, ele espera reerguer o time no Campeonato Brasileiro a partir do jogo de sábado, às nove da noite, na Arena, contra o Coritiba, de Marcelo Oliveira que, também, faz péssima campanha no Brasileiro.
Malandro velho não dá murro na ponta de faca. Joel prometeu que “de início, vamos ter o primeiro contato com os jogadores. Futebol são 30 jogadores; há uma desconfiança no início, já fui jogador também. A gente não fica fazendo muita promessa não. É arregaçar as mangas, ir para o campo e trabalhar. Teremos um jogo duríssimo contra o Coritiba, que é uma bela equipe, já vi jogar e precisamos vencer. Não sou homem de promessa, sou de trabalho”.
A discriminação de parte da imprensa nacional e no pedaço das Geraes que gosta de acompanhar a opinião lá de fora, surge da sua idade: 62 anos. No Brasil, uma pessoa nessa idade, na opinião geral, tem que esperar a aposentadoria dos 65, pegar um terço e ir rezar. Com 30 anos de carreira – 25 menos do que eu - Joel disse ter “mestrado e doutorado” em futebol. Tem realmente. Eu tenho também Mestrado e Doutorado, não no papel, mas na prática de jornalismo esportivo. Nada mudou. Apenas somou-se uma arrogância inusitada e inexplicável em certos atores que gostam de se rotular “o cara, que tem a cara do Brasil”. Nem com a miséria e a pobreza de espírito que domina este País ele, no entanto, não chega a tais arrepios.
Os cursos de Joel foram obtidos na experiência em 28 trabalhos diferentes, seja no Brasil ou no exterior, não fez mudar seus métodos. “Eu sou à moda antiga, tenho hábitos antigos. Meu jeito é esse, não posso mudar. A prancheta faz parte da história. Como vou jogar fora um método que me deu oito títulos cariocas, Mercosul, Brasileiro, e outros torneios?”.
Apesar de alguma rejeição, pequena é verdade, entre os torcedores, Joel acredita num bom público contra o Coritiba, horário ingrato de sábado à noite. A era Papai Joel que começou na segunda-feira tem data pra terminar: 31 de dezembro.
Espero que termine bem, com sucesso, e que Joel renove seu contrato por mais um ano, tempo suficiente pra colher frutos melhores deste trabalho recém iniciado.
Mano Meneses, na sua primeira coletiva dentro da fase de preparação para a Copa América, jogou água fria na fervura: botou a Argentina como favorita à conquista do título porque joga em casa. Numa análise lógica, o técnico da Seleção Brasileira está certo, porém poderia até como incentivo aos seus atletas dizer que Brasil e Argentina dividem o favoritismo. E acrescentaria: se eles têm à torcida, nós temos os craques.
A tréplica poderia vir pela atual forma de Lionel Messi, o melhor do mundo. Sem abaixar a cabeça, Mano responderia: “é apenas um contra os nossos 11 craques”.
E ponto final: a entrevista seria repercutida na Argentina e nós chegaríamos sem mostrar medo, sem vê-los como favoritos, sem a projeção do segundo lugar, mas o bicampeonato da Copa América, a ser disputada entre 1º a 24 de julho na Argentina.
Mano também falou da equipe titular do Brasil. Segundo ele, será a base do grupo que foi utilizado nos sete amistosos da Seleção. Foram quatro vitórias, um empate e duas derrotas. De cara rebateu a possibilidade de usar três zagueiros. –“Dessas variações todas citadas, menos uma. Não vamos jogar com três zagueiros ou três defensores. Vamos jogar com uma linha de quatro. As outras maneiras são variações normais de jogo. Você fica com três atacantes e na parte defensiva com dois. Isso vai acontecer mais em função do que estamos conseguindo fazer em produção de equipe. Quando você quer propor o jogo, você precisa se sujeitar menos aos adversários”.
Primeiro erro de Mano : jamais, nunca. Inexistem. Jamais ou nunca beberei desta água. Sábios conselhos que nossos avós passaram aos nossos pais e estes pra gente. Na parte que me cabe, já botei a bola pra frente e ensinei isso para os meus filhos que, por seu turno, têm mostrado aos seus filhos, minhas lindas netinhas, que jamais, nunca, são palavras extintas, feias, inverdades.
Sobre o tempo de preparação, antes da estreia contra a Venezuela, Mano acredita que. , por isso mesmo, esta será a partida mais dura do Brasil. Depois virá o Equador, cinco dias depois. Então estaremos mais em conta pra enfrentar o Paraguai. Ainda dentro da coletiva, Mano acabou desmentindo o que havia afirmado com relação ao favoritismo da Argentina, por causa de uma pergunta bem colocada de um repórter carioca:
Os argentinos são favoritos, da mesma forma que o Brasil é favorito na Copa de 2014, em casa?”
Respondeu Mano Meneses: “Se analisarmos o fator local, se considerarmos o jejum que eles atravessam em termos de conquista, eles fizeram um planejamento para fazer o melhor. Mas isso é mera teoria. A competição começa no dia 1º e só aí vamos ver quem é o favorito de fato”.

Charge do Edra

www.chargesdoedra.blogspot.com

domingo, 19 de junho de 2011

GALO EMPATA SEM JOGAR BEM

(Foto Jorge Gontijo/EM/DA Press)

GALO E ATLETICO GOIANIENSE fizeram uma partida movimentada e dramática no domingo. PC Gusmão, técnico dos goianos, armou a famosa armadilha do contra-ataque e Dorival Junior se enrolou. Deixar Guilherme no banco e escalar Mancini, foi seu maior pecado.O Atlético Goianiense saiu na frente quando seu xará mineiro pressionava bastante. Num contra-ataque, Marcão fez l a 0. Com Guilherme em campo, o Galo chegou ao empate no primeiro toque na bola de Renan Oliveira que acabara de entrar no lugar de Geovani Augusto. Durou pouco a alegria do Galo: sete minutos depois, Vitor Júnior chutou de fora da área e Renan Ribeiro falhou: 2 a l. A justiça do placar veio dois minutos após, numa bela jogada de Magno Alves, bola enfiada pra Guilherme. Com categoria, Guilherme marcou o primeiro gol com a camisa atleticana. O empate foi mais justo, porque o Galo, também, não repetiu as atuações dos primeiros jogos.

Nos demais resultados, a zebra correu no Rio: o Bahia bateu o Fluminense ( 1 a 0) no Engenhão. Será que foi zebra mesmo? O São Paulo disparou na liderança com 100% de aproveitamento: cinco jogos, l5 pontos, ao ganhar do Ceará, em Fortaleza, por 2 a 0. Mas o Palmeiras encostou em segundo: goleou o Avaí por 5 a 0, com grande atuação do Gladiador, em São Paulo. A chance de o Corinthians encostar, também, foi adiada: seu clássico com o Santos será jogado apenas dia 10 de agosto, por causa da decisão da Libertadores.

Surpreendente está o Figueirense: fez 2 a 0 no Atlético Paranaense, em Floripa e encostou no G-4 do Bem.

No jogo Grêmio x Vasco, o garoto Bernardo entrou aos 29m do segundo tempo e marcou um gol espírita aos 33. O Grêmio conseguiu empatar quase no final. Na bela Curitiba, o Coxa, próximo adversário do Cruzeiro, empatou com o Internacional em l a l. Finalmente, no pior jogo da rodada, o Flamengo na maioria do tempo com apenas 10 jogadores conseguiu parar o Botafogo. O clássico carioca fez o primeiro empate sem gols do Brasileiro.

Uma das poucas coisas em concordo o presidente Zezé Perrela: admiro, como ele, o trabalho e a inteligência de Joel Santana nas projeções táticas que faz, sem grandes invenções. Trabalha com o material que tem e sabe tirar o melhor proveito dele. Grande parte da imprensa nacional não pensa dessa forma. Prefere vê-lo como marqueteiro, de prancha nas mãos e nada na cabeça.Ledo engano! Lógico que poderei fracassar nas minhas previsões, caso Joel não consiga recuperar o Cruzeiro, vítima, também, da divisão interna do elenco. Não existe uma ciência exata no futebol. Porém, acredito no seu sucesso. Desde a semana passada, Joel Santana estava na expectativa de vir para o Cruzeiro. Confessou o sonho de treinar o Cruzeiro e revelou também a vontade desde 1997, o Cruzeiro o tem procurado. A primeira sondagem foi na disputa do Mundial de Clubes e acabou vice-campeã. O Cruzeiro perdeu o título para o Borussia Dortmund, da Alemanha. O técnico celeste era o insosso Nelsinho Baptista.
Joel revelou ao site Superesportes que “Minas me agrada, é um sonho trabalhar em Minas. Nunca trabalhei em Minas. Quem poderia ter o comportamento de assumir um clube do porte do Cruzeiro, da torcida, do time, tudo que envolve o clube. Hoje, o Cruzeiro é um dos três, quatro, cinco primeiros do cenário nacional, porque é mesmo, pelo que ele representa”.
Sobre a possibilidade de recuperação imediata dos azuis no Brasileiro, Joel Santana, 62 anos, disse que sob seu comando as condições de reagir no Brasileirão são enormes.
“É incrível um time como esse. Tudo é reflexo, mas recupera, porque o Brasileiro são 38 batalhas. É assim: um dispara, o outro vem lá de trás. O que tem acontecido comigo nos últimos tempos? Eu venho com times lá de trás, chego em segundo, em terceiro, quase bati. Ano passado, com o Botafogo, quando eu arranquei, eu furei o pneu, porque perdi cinco jogadores que não voltaram mais, como Maicosuel, Herrera, Marcelo Mattos. Eles foram e não voltaram, e não tive peça de reposição. Mas o Cruzeiro é o Cruzeiro. Quando se fala em Cruzeiro, tem que respeitar”.
“É um timaço. O Cruzeiro é um time hoje, na minha opinião, entre os cinco melhores do Brasil. Quando se coloca o manto azul, ele sabe que é um clube respeitado, que entra em campo por conquistas. O Cruzeiro não é time para disputar, é time para conquistar. E como é um time de conquistas, às vezes dá certo, dá errado, mas ele entra para brigar, todo mundo sabe disso”, falou Joel Santana, sempre otimista e falastrão. Vamos pra que esteja certo.



Na tarde deste domingo, o Cruzeiro confirmou que Joel Santana será o seu treinador comandante estrelado até o dia 31 dezembro. Ele será apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira, na Toca II, às 14 horas. No próximo sábado, Joel já dirigirá o time diante do Coritiba, na Arena do Jacaré, pela sexta rodada do Brasileiro.
Joel Natalino Santana
Carreira como treinador:Al Wasl - Emirados Árabes (1981-1986); Vasco (1986-1987)
Al Hilal - Arábia Saudita (1987-1990);América-RJ (1990);Al Nasr - Arábia Saudita;(1990-1992)Vasco (199-1993);Bahia (1994);Fluminense (1995);Flamengo (1996);Botafogo (1997);Corinthians (1997);Flamengo (1998);Bahia (1999);Botafogo (2000);Vasco (2000-2001);Coritiba (2001);Vitória (2002-2003);Fluminense (2003)Guarani-SP ;Internacional (2004);Vasco (2004-2005);Brasiliense (2005);Flamengo (2005);Vegalta Sendai - Japão (2006);Fluminense (2007);Flamengo (2007-2008);Seleção da África do Sul (2008-2009)
Botafogo (2010-2011)
Títulos como treinador: Vasco: Campeonato Brasileiro (Copa João Havelange) e Copa Mercosul (2000), Campeonato Carioca (1992 e 1993), Taça Guanabara (1987 e 1992) e Taça Rio (1993 e 2001)Bahia: Campeonato Baiano (1994 e 1999)Fluminense: Campeonato Carioca e Taça Rio (1995);Flamengo: Campeonato Carioca (1996 e 2008), Taça Guanabara (1996 e 2008) e Taça Rio (1996); Vitória: Campeonato Baiano (2002 e 2003) e Copa do Nordeste (2003);Botafogo: Campeonato Carioca (1997 e 2010), Taça Guanabara (1997 e 2010) e Taça Rio (1997 e 2010)
Noticiário do Superesportes.

CUCA PEDE PRA SAIR DE NOVO E SAI MESMO


Apenas três pontos conquistados dos 15 colocados em disputa e um aproveitamento de 20% no Campeonato Brasileiro, após cinco rodadas. Com esse contexto, o técnico Cuca não resistiu à pressão e pediu demissão do Cruzeiro neste domingo. O clube celeste agiu rápido e já anunciou o substituto: Joel Santana, que chega a Belo Horizonte nesta segunda-feira para assumir o cargo.
O empate diante do América, por 1 a 1, no clássico desse sábado, na Arena do Jacaré, pôs um fim a era de Alexi Stival, o Cuca, na Toca da Raposa II. A decisão partiu do técnico. Segundo o diretor de futebol do clube, Dimas Fonseca, o agora ex-comandante estrelado colocou o cargo à disposição na madrugada deste domingo, após o retorno da delegação de Sete Lagoas. Ele foi convencido a pensar mais um pouco, mas manteve a decisão na manhã deste domingo, numa reunião com a diretoria.
Apresentado pelo clube no dia 9 de junho do ano passado, Cuca pegou o time em 11º lugar na classificação do Brasileirão e levou a Raposa ao vice-campeonato.
No total, o treinador dirigiu a equipe em 60 partidas. Nesses compromissos, somou 37 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Foram 119 gols marcados e 52 sofridos.
Com o time da Toca, Cuca foi campeão mineiro em 2011 e amealhou a melhor campanha da fase de grupos da Copa Libertadores, sendo eliminado depois pelo Once Caldas, nas oitavas de final.
Depois da eliminação precoce na competição continental, o time azul entrou numa descendente no Brasileiro: foram três empates caseiros por 1 a 1 (Palmeiras, Santos e América) e duas derrotas fora de casa, para Figueirense (1 a 0) e Fluminense (2 a 1).

sábado, 18 de junho de 2011

TABU DO CRUZEIRO CONTRA O MITO DO COELHO







Quando aportei por aqui a primeira vez, o segundo grande time era o América, campeão mineiro em 1957. Dono do segundo estádio da Capital, o da Alameda. O Cruzeiro era freguês e o Galo brigava pau-a-pau. O tempo mudou tudo. Só não tirou da cabeça de muita gente que o Coelho engrossa, é a asa negra dos azuis, e freguês cativo do Atlético.
A realidade é outra. Os números desmentem o mito dessa força psicológica do Coelho frente ao Cruzeiro. De qualquer forma, não desmistificou o clássico, ou seja, não é um jogo comum. No qual, tem-se o favorito disparado e aposta-se todas as fichas nele.
Cruzeiro tem um longo tabu diante do América. Vai defendê-lo, neste sábado, às nove da noite, na Arena do Jacaré. A última derrota foi há mais de nove anos, em 19 de maio de 2002, por 1 a 0, pelo Supercampeonato Mineiro. Mesmo derrotado, a Raposa ficou com o título estadual, disputado em pontos corridos entre América, Atlético, Cruzeiro, Mamoré (os quatro representantes do estado na Copa Sul-Minas) e ainda a Caldense, campeã mineira do interior.
No período posterior foram ll jogos entre eles com sete vitórias dos azuis e quatro empates. O Cruzeiro marcou 23 gols e levou 13. O maior placar nesses jogos foi a goleada celeste por 4 a 0, no Mineiro de 2005.
Conforme mostra o Superesportes, no retrospecto geral entre as equipes, foram 346 jogos, com 144 vitórias do Cruzeiro, 104 empates e 98 vitórias do América. O time celeste marcou 621 gols e contra 505. As duas maiores goleadas do clássico foram da Raposa: 7 a 0, na Copa Sul-Minas de 2002, e 8 a 1, no Campeonato Mineiro de 1931.
Pra quem acredita em números passados o resumo é este.
Este filho do Sodico acredita mesmo é no momento. E agora, sinceramente, apesar da superior qualidade individual dos azuis, sua fase não permite que seja rotulado de favorito. Isso passou a ser coisa do passado.
No Brasileiro deste ano, o Cruzeiro de Cuca é uma equipe desesperada, sem vitória, no G-4 do Mal, enfiado dentro de uma crise interna e que só conseguirá sair dela se vencer esta noite e os jogos seguintes.
O time será aquele que Cuca gosta: Pablo meia boca na lateral direita; Gilberto inventado na lateral esquerda, onde não ficará, cabendo a Marquinhos Paraná encostar no setor e abrir o meio. Ainda bem que terá Henrique e Fabrício no meio. Mantém Anselmo Ramon e Wallyson no ataque. Diego Renan, Dudu e outros garotos ficarão na reserva. E olhe lá!
O lateral Pablo quer permanecer no Cruzeiro, mas pode estar mesmo com os dias contados na Toca. O contrato de empréstimo do jogador vence no fim de junho e, para ficar em definitivo com o atleta, o clube celeste precisa pagar 1,5 milhão de euros ao Zaragoza, da Espanha, e assim adquirir 80% dos seus direitos econômicos.
Sorte de Cuca é que o americano Mauro Fernandes, também, decidiu inventar. Não confia não equilíbrio emocional de Sheslon, brigado com a torcida, e jogará com três zagueiros, improvisando Otávio na direita.
Tudo porque o titular e convincente Marcos Rocha está suspenso.O problema maior de Mauro é a dúvida pelo aproveitamento de Alessandro, artilheiro do time e um dos goleadores da competição. Sentiu uma lesão na coxa e depende de teste. Isso de aproveitar atleta testado em cima da hora nunca funcionou direito.
A não ser que Mauro esteja, na realidade, escondendo o jogo. Alessandro joga e o técnico diz que pretende esperar sua recuperação. Se a estratégia funciona, veremos durante o clássico.
Perrela quer fazer do argentino Farias uma mercadoria descartável de qualquer forma pra compensar o erro de contratá-lo através de vídeo. O Cruzeiro tinha um pré acordo para emprestar o atacante Ernesto Farías por um ano ao Sporting Braga, sem custos, e pagando parte dos salários. No entanto, o argentino não aceitou ser emprestado e quer voltar a Portugal em definitivo, com um contrato de três anos. Seu salário atual é de R$ 200 mil, pagos em dia. Quem quer perder uma boca igual, sem trabalhar, sem enfrentar torcedores revoltados e pontapés dos brucutus das defesas adversárias? Caso o empréstimo fosse num igual período para o Estudiantes da Argentina, Farias iria depressa. É torcedor fanático do time de La Plata.
Outra surpresa de Dorival Júnior prometida para o jogo de domingo contra o Atlético Goianiense, na Arena do Jacaré: além do volante Gilberto, que ganhou a disputa com Dudu Cearense e substitui Felipe Souto, o técnico atleticano não fará nenhuma adaptação à lateral direita. Sem Patric lesionado, lançará o garoto Roger, das divisões de base, sobre quem falam maravilhas. O próprio Dorival tem acompanhado a carreira do garoto há mais de seis meses.
Gilberto terá sua primeira oportunidade como titular da equipe. No coletivo da semana, volante formou o meio-campo com Serginho, Daniel Carvalho e Giovanni Augusto. Feliz com a oportunidade, Gilberto espero mostrar suas qualidades e se firmar no time.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CARAÚNA ESTÁ NA PRAÇA

Tenho um pensamento quanto ao meu último livro,a ser lançado por esses dias em Caratinga e depois em Beagá. Não é comum. Não foi escrito. Foi parido. Que nem as mães de antigamente faziam pra matar nossas curiosidades de como havíamos nascido: “te achei atrás das bananeiras”. Caraúna é feito de histórias reais e fictícias. Uma mistura de nada com tudo; de verdades com mentiras. Uma porção de cada coisa. Se os fatos e personagens existiram e existem; os nomes são todos de mentirinha.
O narrador, por exemplo, tem o agressivo nome de Mussolini como protesto à “criatividade” de pais que batizam os filhos com nomes esdrúxulos. Mussolini, o déspota italiano, é um deles. Já vi Hitler, Napoleão, Orozilina, Gasparina, Eneu, Dacileu. E por aí vai.
A finalidade, contudo, é a de qualquer livro meu: contar histórias, criar momentos de lazer, hábito de leitura. Caraúna é o contraponto de Caratinga; este na língua indígena, cará branco. Aquele, na imaginação autor, Caraúna – cara preto.
Já que este livro está cheio de meias verdades, ou inverdades partidas. Pari-o por diversão; catando alguns cacos de minha adolescência e de alguns amigos. Eu me diverti bastante ao escrevê-lo. Espero que vocês, também, se divirtam o mesmo tanto ao lê-lo. Mas não tentem encontrar em qualquer personagem fictícia o personagem verdadeiro que tenha vivido em Caratinga/Caraúna. Será impossível, diante de tantas histórias embaralhadas. Coincidências, entretanto, podem existir.
Deixei a cargo de meu primogênito, Alexandre – ou professor Santelmo como é conhecido no Colégio Santo Agostinho – a apresentação de Caraúna. E ele o fez com o coração e com a alma, plenos de gentileza, como garoto de ouro que sempre foi.
Leia: “Ao escrever Caraúna, o jornalista, produtor de televisão e rádio, comentarista esportivo, colunista, bloguista, escritor e meu pai, Flávio Anselmo. roteirizou aquele que deveria ser o seu primeiro romance. Projetou o contexto do livro baseado numa história humana, vivida por múltiplas personagens, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais. De princípio, meio e fim.
Podem alguns afirmar que falta conteúdo ao roteiro, e que o livro não passa de coletânea de pequenas crônicas do autor, somatório de sua maior virtude como escritor. Acertam nesse aspecto, mas se esquecem do valor do livro, no seu conteúdo, roteirizando a imensa crônica cotidiana de uma cidade fictícia.
Com a devida vênia (meu pai jamais permitiria esta comparação, portanto a faço de viés) não era assim que Machado de Assis dar vida aos seus folhetins em colunas semanais de jornais para depois transformá-los em saborosos livros, unindo os personagens? O único personagem que FA reuniu na história sob o pseudônimo de “Dr. Mussolini” exemplifica como a solidão é grande amiga da criatividade, cuja capacidade de rebuscar no tempo, e nas memórias – suas e alheias – dão vida à uma alma cansada e que voltou ao seu passado real, nas suas origens, só para morrer em paz. E encontrou motivação para viver, contando histórias.
Meu pai desesperou-se à medida que lia o que descreveu e quase apagou todo arquivo. Por fim, fez o que, normalmente faz: colocou os originais em um arquivo no micro para ler no futuro. Talvez os mostrasse a alguém de sua confiança, talvez não. Sua feroz autocrítica prefere esconder os originais por longo tempo e, por fim, revê-los quando já quase não sobrevivem em sua memória.
Nessas horas, costuma perguntar: “eu escrevi isso?” Como jamais revisa seus textos, exceto os das colunas diárias sobre futebol, Flávio submete-os aos filhos: eu que sou professor de Educação Física do Colégio Santo Agostinho; Flávio Júnior, jornalista, e Juliana, empresária e professora de balé.
No caso de “Caraúna” tivemos aquela impressão de que se fez uma coletânea de crônicas descobertas nos jornais da época, nos quais Flávio começou a sua carreira jornalística há 50 anos. Rimos bastante das histórias e dos personagens. Gostamos do roteiro, do conteúdo e, principalmente, do surpreendente final.
Então, demos o veredicto: publique-se”.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CADEIA NO ANIMAL


O pedido de prisão de Edmundo efetuada ontem em São Paulo tornou-se um foro de discussão jurídica. Seu crime está prescrito ou não, conforme relata o advogado do ex-jogador no pedido de habeas corpus? O Tribunal de Justiça do Rio protocolou na tarde desta quinta-feira, o documento em favor do ex-jogador e comentarista esportivo Edmundo. O pedido - que agora será encaminhado à uma vara judicial para análise - foi protocolado pelo advogado Arthur Lavigne Júnior, que está no Rio de Janeiro aguardando a transferência de Edmundo, preso na madrugada passada em São Paulo.Lavigne Junior informou que conversou com Edmundo pela manhã e que ele está "bem, tranquilo e confiante de que será libertado". O advogado mantém a tese de que o crime prescreveu e que a punição deve ser extinta.Segundo ele, o prazo para a prescrição é de oito anos, a partir da data de condenação (março de 1999), e não de 12 anos, "como entende o juiz da Vara de Execuções Penais".
Porém, segundo o estadão.com.br - e a Trincheira concorda com esta posição - outros advogados ouvidos pela reportagem do site discordam da defesa de Edmundo. Cita, como exemplo, o criminalista Mauro Otávio Nacif: "mesmo com a lacuna entre o delito e o mandado de prisão, a pena de quatro anos e seis meses de prisão não sofrerá nenhum atenuante. Isto é possível graças ao efeito suspensivo a que se submetem todas as decisões jurídicas brasileiras".
"Nenhuma das condenações caducaram, na minha opinião. Porque o fluxo prescricional não é algo contínuo, de acordo com o artigo 117 do Código Penal. Funciona como uma corrida com obstáculos".
O criminalista afirmou mais que, à medida que o processo caminha pelas instâncias judiciárias, ele retorna à estaca zero, retardando seu andamento a partir da última decisão tomada, o que explica os motivos de o caso envolvendo Edmundo ter se prolongado por tanto tempo. Edmundo foi condenado pelos homicídios culposos de três pessoas e lesões corporais também culposas em outras três, vítimas de acidente ocorrido na Lagoa, zona sul do Rio, em 2 de dezembro de 1995. Sua condenação saiu em 1999.

TIME NENHUM TREINA MAIS FUNDAMENTOS

Alguns treinadores que acompanhei, rotulados de “os melhores nos seus tempos”, como Elba de Pádua Lima, o Tim; Martim Francisco, Iustrich, Zezé Moreira, Fleitas Solich, Osvaldo Brandão, Didi, Telê Santana, entre outros menos famosos, não abriam mão do treinamento com bola e da repetição de fundamentos. Contam que Didi, o famoso Folha Seca, dono de técnica inigualável como jogador, insistia com determinado atleta, na sua curta passagem pelo Cruzeiro, pra acertar o cruzamento do escanteio. Didi servia de referência, base. Queria a bola atrás dele, na cabeça no zagueiro alto que vinha à área adversária. O cara não acertava nenhuma, mas Didi não desistia. Aí o batedor, dono de forte chute, bateu na direção do treinador, com raiva. Didi matou a bola no peito, ela mansamente caiu no seu pé direito e foi devolvida ao atrevido.
Aos 50 anos, o Príncipe Etíope – apelido que lhe dera o escritor Nelson Rodrigues, ao vê-lo jogar com elegância e a cabeça em pé – não havia perdido a classe e a educação. Andou até o rapaz e lhe disse ao ouvido: “Você não pode esquecer-se que sou bicampeão mundial, eleito o melhor jogador da Copa de 58. Tenho muito que lhe ensinar”. Retornou à antiga posição e repetiu ao atleta: “vamos tentar de novo, meu filho”.
Falem com Eder Aleixo, o bomba, e perguntem quantas vezes ele ficou após o coletivo treinando cobranças de falta e de escanteio com Telê Santana, na Seleção de 82, do seu lado, exigindo perfeição. Tostão tinha invejável perna esquerda ao chegar ao Barro Preto, por volta de 64, vindo do juvenil do América. Felício Brandi acreditava naquele baixinho bundudo, canhoto, meia atacante, e comprou seu passe por um milhão de cruzeiros. Dinheiro pra encardir!
Paulo Benigno, preparador físico do Cruzeiro, notou duas deficiências do craque. Perfeito com a perna esquerda, mas zero na direita. Não tinha impulsão, no cabeceio. Após os treinos normais, o falecido Paulo Benigno levava Tostão do lado do paredão do Estádio JK, no Barro Preto, e determinava que ele ficasse rebatendo bola só com a perna direita. “Chuta forte, Tusta”, não parava de gritar.
Em seguida, outra sessão de treino de fundamento. Alguém cruzava e Tostão subia para cabecear. No princípio, passava-se mal uma gilete debaixo de suas chuteiras. Lembro-me de um jogo contra o Formiga – a zebra do Campeonato Mineiro naquele ano. O Cruzeiro levava de 2 a 0 e Tostão empatou com dois gols de cabeça. Foi ao túnel agradecer Paulo Benigno.
Iustrich tornou o goleiro Adão, do Vila Nova, de medíocre a titular do Flamengo para onde o folclórico treinador foi parar após passar pelo Corinthians, Cruzeiro, Atlético, América e outros vários clubes. Não conseguiu, no entanto, fazer o mesmo programa de treinamento com Raul Plasmann. O goleiro da camisa amarela, titularíssimo e ídolo da torcida celeste, não aceitava rolar no gramado encharcado, cheio de lama, que Iustrich mandava molhar de propósito. Kafunga, que foi goleiro de Iustrich, contava – se verdade ou não – que o técnico levava seus atletas para o sítio que possuía em Vespaziano para treinar velocidade de raciocínio e agilidade tentando pegar as galinhas num amplo terreiro.
Na verdade, hoje os atacantes chutam mal. Matam a bola, desajeitados. Não levantam a cabeça para o arremesso final. Enfim, pouco treinam os fundamentos. Os treinadores alegam que os rapazes deviam vir preparados das divisões de base. Depois entre os profissionais seria como andar de bicicleta; não podem esquecer mais.
No basquete, no vôlei, no tênis, em qualquer esporte, coletivo ou individual, os fundamentos são treinados exaustivamente. No futebol, o negócio atual é treinar tática. Decorar números: 4-3-3, 4-4-2, 3-5-2, 3-5-l-l, enfim uma quantidade louca de esquemas que os atletas bons ou remediados são obrigados a engolir. A bola, figura mais importante do jogo, fica no esquecimento, encostada lá no canto. Na partida, não haverá intimidade entre ela e os atletas. Não se conhecem.
As torcidas não querem outra coisa senão jogador que saiba fazer gol, boas assistências, certeiros cabeceios, que defendam com autoridade e tratem a bola com carinho. Como, se não são mais treinados para tanto? Os exemplos são apresentados diariamente nos jogos de nossos times, na Seleção Brasileira. Atacantes tidos como goleadores, nada comparados na frieza com Romário, Reinaldo, Ronaldo Fenômeno e, por que não com o maior de todos, Pelé. Como dizem alguns analistas: “chutam no estilo rapa-bosta, ou seja, não batem no meio da bola, com o peito do pé. Três dedos então, nem pensar. Coisa de craques realmente.
Qual é o grande batedor de falta no futebol brasileiro fora do estilo “bico na bola, no meio da barreira que ela se abaixa?” As cobranças tinhosas, colocadas, ali onde a coruja dorme, na gaveta expressões criadas pelos narradores esportivos das emissoras de rádio, de chutadores tipo Petkovic, Didi, Gerson, Pelé, Pepe, e até do patada atômica Rivelino, Eder Aleixo, Nelinho, etc, etc. foram colocadas no fundo dos baús da história.
Não me tome por saudosista. Por favor. Nada disso. Cobro maior desempenho e compromisso dos treinadores e atletas, em vez de chorarem sobre o leite derramado, depois das partidas, justificando que seus times mereciam vencer. Dominaram a partida, criaram várias oportunidades e as bolas cismaram de não entrar. Vejam aí: criaram várias oportunidades! Por quê? Porque treinam exaustivamente jogadas táticas em movimentos laterais e bolas paradas. Mas se esquecem de treinar os finalizadores ou as finalizações. As jogadas saem conforme treinadas e os finalizadores chutam o balde cheio de leite arrematando-as por cima, de lado, onde o goleiro está, enfim, não fazem o elementar, ensinado por folclórico Neném Prancha aos artilheiros: “chutem no canto onde o goleiro não está”. Para esse pequeno detalhe têm que – permitam-me reportar aos velhos companheiros de narração esportiva pelo rádio - “colocar o pé na forma”, ou seja, treinar mais o fundamento de chute a gol.
Exatamente isso não fizeram Peñarol e Santos, no Estádio Centenário, na primeira partida decisiva da Libertadores. Não colocaram o pé na forma, chutaram mal e o empate de 0 a 0 teve cheiro leve de bom resultado para os brasileiros e de péssimo para os uruguaios. Nada disso, novo empate leva a decisão à prorrogação e aos pênaltis. Quem vencer leva o caneco. Portanto, o resultado foi péssimo para os dois lados, pois deixou a decisão em aberto. Não existe aquele quesito de gol fora. Se houver empate aqui por 5 a 5, nada favorecerá ao Peñarol.
Um fundamento negativo que Neymar treinou bem foi o cai-cai. Esbarravam nele e o craque se jogava. Até o árbitro Carlos Amarilla, paraguaio bravo, dar-lhe cartão amarelo. Neymar não se assustou e manteve a postura anti-futebol da simulação. Simulou tanto que sumiu em campo. Em vez de puxar a orelha de seu pupilo no intervalo, sob o risco de vê-lo expulso, Murici Ramalho preferiu pressionar o impressionável juiz paraguaio.
O técnico reclamou e relatou o que ouviu de Neymar no vestiário: Amarilla cerceava o atleta com ameaças constantes de expulsão. Se foi isso, de verdade, ficou apenas nas ameaças pra amedrontar Neymar e fazê-lo jogar futebol, sem a pretensão de botar o juiz contra a pequena torcida santista no estádio. Melhor assim: Neymar mereceu o segundo cartão por simulação seguido do vermelho. Estaria fora da última partida, no Pacaembu.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Charge do Edra

MINHA INTUIÇÃO PRESSENTE: TOMBO NOS MENINOS DO GALO.

Daniel Carvalho tomou o lugar de Geovani?


Enquanto olho o prédio que levantam numa velocidade do som no cruzamento da Abre Campo com Prudente de Morais pra fechar, em definitivo, qualquer vista que eu tenha da minha sacada pra conturbada avenida, construo minha Trincheira de hoje.Na verdade, ficarei livre, também, de assistir às brigas dominicais entre torcedores rivais que não têm estádio pra ir e acompanham os jogos nos telões dos botecos ao longo da avenida. Nem me assustarei nas tempestades diurnas que aparecem por lá, arrastando carros e transformando por horas a avenida em largo e caudaloso rio.Dou uma mordida naquela goiabinha esperta vermelha da fazenda do Dr. Adilson Quintela. Na cesta, me esperam as enormes, maduras e incomparáveis mexericas Pokan do pomar da Fazenda Santa Maria, em Inhapim, cuidada com zelo maternal pela matriarca Isabel Bonfim Quintela. Fiz meu comercial, vamos ao assunto do título.
Daniel Carvalho jogou 30m em Salvador, participou dos lances mais importantes com assistenciais geniais, inclusive no gol de empate, marcado por Neto Berola. Dependesse apenas ele, e o Galo teria saído de lá com uma vitória tranqüila. Daniel Carvalho lançou e a turma da frente chutou pra fora. Antes, com Geovani Augusto em campo, o time rendia menos. Pudera, são características diferentes. Ainda que ambos sejam armadores.
Bem, em outro link, vejo Fellipe Soutto passando por uma artroscopia e ameaçado parar uns 20 dias entre a recuperação da cirurgia e a da condição física. Enquanto isso, Dudu Cearense sobe melhor condicionado. Por mais que Dorival Júnior queira insistir no brucutu Toró, mais dia ou menos dia ele será atropelado por Dudu. Talvez permaneça titular no momento em razão da saída de Fellipe. Quando este voltar, como será composto o meio-campo.
Os corneteiros que adoram medalhões de fora falam que meio será formado por Dudu Cearense, Toró, Serginho e Daniel Carvalho. Então, Renan Oliveira, Fellipe Soutto e Geovani Augusto – a trinca de nomes compostos – sentará no banco e o Atlético perderá a grande força que o tem movido nesse início de Brasileiro? Penso que na cabeça de Dorival não passa, por enquanto, a possibilidade de sacar do time Geovani e Fellipe.
Quem corre mais perigo é Geovani Augusto apenas por jogar mal duas partidas seguidas. Os críticos não olham para trás, num passado recente, em que o garoto destacou-se de tal ordem que recebeu elogios de todos os lados. Peraí, minha gente!
Não me surpreende porque nem Renan Ribeiro, titular absoluto agora, ao assumir o gol do Galo não dissipou as dúvidas quanto às suas condições. Precisou de uma seqüência e a confiança dos treinadores e dos diretos.
Qualquer falha normal sua ganhava proporções de desastre e a contratação de um goleiro experiente era de imediato exigida. Aí ninguém se lembrava de Marcelo, Fábio Costa, Aranha, aquele uruguaio e o monte de gente que passou por lá antes de Renan Ribeiro






Eu havia estabelecido que só responderia mensagens através do blog. No entanto, esta do leitor contumaz Helmar, enviada de Porto Alegre, merece espaço. Diz ele: “Depois de um bom tempo preciso escrever para você até como forma de desabafo: fico impressionado com a incapacidade dos cruzeirenses em influenciar/iniciar uma mudança em toda a nossa Diretoria, visto a blindagem imposta pelos Perrellas na administração do Cruzeiro”.
E continua: “Infelizmente não temos planejamento há anos e me parece que a série B é o objetivo deles. Me impressiona a "cara-de-pau" de todos eles diante das contratações e dispensas desde 2003. O foco é quantidade e não querem entender que precisamos de apenas 2 ou 3 jogadores qualificados. para o elenco. Será que é tão difícil assim? Anos se passam e a paixão pelo futebol... indo embora. Triste conclusão!”
Não é que concorde com tudo que o Helmar escreveu. Com grande parte sim. A questão do elenco é, por exemplo, contraditória. A diretoria trouxe nomes de peso como Victorino, Montillo, Farias, Brandão, Wallyson, Vitor, Pablo, Léo, Naldo, Gilberto, Roger, e outros que estão aí há mais tempos.
O time fez campanhas boas com Adilson Batista e Cuca, porém não ganhou títulos de expressão. Mineiro não conta mais para algumas pessoas. Jogadores de destaque em outras praças vieram e não vingaram. Não é culpa da diretoria.
Bons meninos foram dispensados e brilham lá fora: aí sim, culpa da diretoria. Só discordo da muralha que o Zezé Perrella ergueu em torno do seu trabalho, excluindo o torcedor apaixonado e a imprensa livre.
Só há lugar para os bajuladores e a imprensa submissa. Não existe nada mais transparente no Cruzeiro.


Alessandro é daqueles que têm time pra jogar. Ele conseguiu dois: América e Ipatinga. Não jogou nada em mais lugar nenhum. No Cruzeiro, reclamou da reserva e foi dispensado. Agora quer vingança e aguarda ansioso o jogo deste sábado.
O atacante finge ignorar que a breve passagem pelo Cruzeiro, em 2009, não lhe tenha deixado marcas. Diz não guarda mágoas de seu ex-clube, mas confirma uma relação conturbada com o técnico da época, Adílson Batista.
Alessandro já marcou três gols no Brasileiro, após quatro rodadas, e divide a artilharia com outros cinco jogadores (Anderson Aquino, Bernardo, Borges, Elton e Willian). Porém o americano só disputou uma partida como titular até agora - no empate diante do Avaí, por 2 a 2, na Ressacada, em Florianópolis.
Dois jogadores farão falta ao esquema de Mauro Fernandes: Marcos Rocha expulso em Florianópolis e Luciano, a cabeça pensante da equipe, outra vez entregue ao departamento médico. Luciano fará falta, joga muito. Ele, no entanto, é daqueles que os próprios boleiros chamam de “canela de vidro”. Machuca-se à-toa. Luciano foi submetido a um exame de ressonância magnética, que apontou outro pequeno edema na parte posterior da coxa esquerda. Com isso, ele ficará mais dez dias em tratamento e só tem chance de retornar ao time do Coelho diante do Santos, em 25 de junho, na Vila Belmiro.
Também ficou afastado no empate diante do Avaí, na Ressacada, em recuperação de um edema na coxa esquerda. Ele aproveitou o tempo sem jogar para retirar um dente siso e refez os exames de ressonância magnética, já que reclamava de dor no local. O resultado indicou um novo edema e o departamento médico do Coelho achou mais prudente manter o jogador inativo por mais um tempo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

SE ERA GOL QUE FALTAVA A SOLUÇÃO VEM AÍ



A TORCIDA DO GALO não cansa de exigir a contratação de um homem gol. Aquele empurrador de bola para as redes. Será que se esqueceu que o clube contratou um excelente centroavante, técnico e fazedor de gols? Guilherme, que não precisa de apresentações pois foi carrasco dos atleticanos no curto período que jogou no arquirrival antes de ser negociado para a Ucrânia. O DM liberou Guilherme que voltou aos treinos com bola e está à disposição de Dorival Júnior. De estilo completamente diferente ao de Guilherme, este infinitamente mais técnico, por ali na Cidade de Deus anda, também, Jonathan Obina, goleador do America-TO no campeonato mineiro. Alto, forte e sem medo de cara feia. Tipo do matador que a torcida do Galo adora. Basta Dorival confiar nele. (Foto Lucas Catta Preta - Globoesporte)

TRIBUNAL DO RIO MANDA PRENDER ANIMAL



O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, determinou a expedição de mandado de prisão contra o ex-jogador de futebol e pitaqueiro esportivo Edmundo. O ex-craque foi condenado em março de 1999 a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, pelos homicídios culposos de três pessoas e lesões corporais também culposas em outras três vítimas do acidente ocorrido na Lagoa, Zona Sul do Rio, na madrugada do dia 2 de dezembro de 1995. E gente demais envolvida e morta num acidente que Edmundo provocou e até hoje ele não ficou nem uma noite na prisão. E as famílias das vítimas? Espero que pelo menos Edmundo as indenizou.
Desde então, a defesa tenta na Justiça reverter a sentença da 17ª Vara Criminal da Capital, que condenou o ex-jogador. Ainda segundo o TJ-RJ, na época, os advogados do Edmundo recorreram, mas a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão no dia 5 de outubro de 1999. Edmundo chegou a ficar preso por 24 horas.O TJ-RJ informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação.
Os advogados do ex-jogador alegaram que ele não poderia ser preso porque o processo já havia sido prescrito. De acordo com o TJ-RJ, o juiz Carlos Eduardo Carvalho rejeitou a alegação de prescrição, afirmando que ainda não ocorreu o lapso temporal exigido pela lei. O TJ-RJ informou que o mandado de prisão ainda não foi expedido.
Isso tudo não passa de jogo de cena. O mandado de prisão nem foi expedido e sabe quando Edmundo passará uma noite na cadeia por causa desses crimes todos? Nunca. Os advogados dele alegam prescrição da pena.

CUCA ANUNCIA A VOLTA DE DOIS TALENTOS


SERÁ QUE CUCA ENXERGOU O LÓGICO? Diego Renan pode ser escalado no time titular azul contra o América-MG, sábado. Contudo, não será na sua posição que continuará entregue ao Everton, enquanto Gilberto jogará no meio e Roger, liberado pelo DM, será reserva. A questão de Diego é falta de opção. Pablo e Vitor, laterais de ofícios, estão lesionados. Recuperado de estiramento muscular, Diego Renan voltou a treinar com bola esta semana. Seu sumiçoa, após declarar-se sem chance com Cuca e disposto a deixar o clube, deu o que falar. Penso que ele recuperará o prestígio, mesmo parado há tanto tempo e fará Cuca engolir a decisão de encostá-lo.Roger, também, foi liberado esta semana para treinar com bola.Todavia já tem alguém da estima do treinador no lugar dele. Cuca espera contar com Roger no banco e entrar com ele durante o clássico. América x Cruzeiro terá apito de Paulo César de Oliveira, que da última vez que andou pela Arena do Jacaré só fez lambança. Em qual jogo? Coisa ruim eu esqueço e pesquisa não é comigo.


EU NÃO DISSE QUE FÁBIO IRIA PASSEAR EM GOIÂNIA E SÃO PAULO, deixar de treinar, perder a forma, mas não ganharia uma vaga na Seleção durante a Copa América? Vem agora o reforço, depois do anunciado há dias, da ausência do goleiro cruzeirense. Para juntar-se a Júlio César e Vitor, o técnico Mano Meneses chamou Jefferson do Botafogo, que um dia foi titular do Cruzeiro. Qual vantagem tiveram o clube e o atleta? O Cruzeiro ficou sem Fábio por dois jogos e sem treinar normalmente. O craque voltou meio fora de forma, decepcionando, abatido psicologicamente e levou um gol defensável, aos 45m do segundo tempo contra os reservas santistas. Grande coisa!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Charge do Edra

www.chargesdoedra.blogspot.com

FIM DA CRISE: CRUZEIRO APOSTA EM CUCA DE CABEÇA FRESCA!


A história da saída de Cuca do Cruzeiro rendeu um domingo de twitters verdadeiros ou não voando pelos ares, com tem temperos fortes. Nem Emanuel Carneiro fugiu da correria, por seu fake, outro nome nome qualquer que seja do a esta figura grotesta. Afora o que foi anunciado, nem Mané ou seu fake sabem desses fatos. Seus rapazes preocuparam apenas em ouvir presidente Zezé Perrela cuja decisão final sairia apenas depois de conversar com Cuca. Na reunião acontecida na Toca da Raposa, após a qual o pseudo mandachuva diretor de Comunicação teria impedido os participantes de qualquer entrevista, alguém lá de dentro soprou para meu informante: “não houve acordo”. Ao contrário do São Paulo que viveu uma fase igual, e voltou atrás segurando o técnico PC Carpeggiani jogou-se limpo> havia a multa de R$ 1 milhão e clube não tinha dinheiro pra honrá-la. Carpeggiani ficou e hoje é líder do Brasileiro.
Voltemos à Toca. Na reunião nem Cuca abriu mão e nem o Cruzeiro topou pagar. Zezé Perrela foi embora pra não influenciar nada, porém afirmou que a persistir o empate, por ele o melhor era Cuca permanecer. Seu coração, no entanto, bateu descompassado. Zezé queria Papai Joel Santana. Cuca, no entanto, tem que tirar o time do atoleiro atual, vencer o América sábado e o Coritiba depois. Caso contrário, pira fora com ou sem multa. Como sempre, ninguém falou em números: Cuca e Perrela são dois túmulos.
As conseqüências imediatas da permanência de Cuca não merecem maior destaque. Com certeza, o técnico continuará sem saber quem será o seu lateral direito; não mudará pensamento de colocar o lento Gilberto na lateral esquerda, ainda que ele tenha dito várias vezes que não gosta do setor. Durante os jogos, Gilberto manda-se para armação e o pessoal lá detrás que se vire com aquele buraco na defesa,
Thiago Ribeiro continuará afastado porque Cuca o menospreza. Dudu será sempre o 12° jogador da equipe. Pablo poderá voltar à lateral-direita,e o Cruzeiro terá 3 volantes, um meia direita, Montillo, outro armador meio-bomba, Gilberto e dois velocistas na frente, um lado e outro de lado de lá.
De repente, Anselmo Ramon muda a cabeça de Cuca e ganha a titularidade da camisa 9, centroavante. Aí, se Thiago Ribeiro voltar, o velocista Wallyson descansará no banco. Por mim, na fase atual, o time jogaria no 4-4-1-l, ou seja quatro zagueiros fixos, quatro apoiadores, um armador livre ( Montillo) e um centroavante o que estiver metendo mais gols e saiba fazer pivô e sair para os lados.
Nesta linha de quatro zagueiros, eu não dispensaria 3 nomes disponíveis: Léo pela direita; Naldo, no centro, e Gil pela esquerdo. Sobraria o menino de Cuca, o polivalente Pablo.Caso Gilberto continue esta disposição toda ao jogar pela lateral esquerda, dê a camisa para Diego Renan.
CONSULTA ao chefe Mané Carneiro: o autor, ou não, daquelas informações que me endoidaram a cabeça, inclusive com foto:era realmente a flor dos Carneiros, ou um fake, como dizem a meninada. Na verdade, nem sei o que é isso.
Capricha aí Fábio! Você tem méritos e saldo à vontade com a massa azul. Todavia, outra falha por ficar dentro do gol e nem se arriscar dar um muro na bola, mina qualquer ídolo. Treinar, treinar, treinar: palavras de ordem,
PITACO ALHEIO: o companheiro Paulo Azeredo, do Jogada de Classe e da Rádio Inconfidência, escreveu no seu blog: “insatisfeito com a permanência de Cuca. Disse que se for preciso vai até para o sacrifício, mas que o clima entre os jogadores não está bom. O bate-papo foi após a partida conversei com um jogador, dos mais experientes do grupo, que se mostrou rápido, mas para mim ficou evidente que neste momento o barco está sem comando.ET: Cuca ganhou uma sobrevida até o próximo sábado. Diante do América,,

domingo, 12 de junho de 2011

DOIS VELHOS CONHECIDOS NA ROTA CELESTE

Celso Roth tem a fama de pé frio, mas foi campeão sul-americano com o Inter. Seu mérito: arrumador de casa para quem venha em seguida ganhar o campeonato



Joel Santana é boleiro, bom papo, amigo dos jogadores, cheio de moral nas disputas dos campeonatos cariocas, que coleciona com facilidade. Nunca trabalhou por aqui. Gostaria de vê-lo na Toca da Raposa para amenizar o ambiente de desencontros.


CUCA É CARTA FORA DO BARALHO e o Cruzeiro precisa urgente contratar novo treinador pra trocar os pneus do avião em pleno vôo. Desempregados estão dois bombeiros, com conceitos e atitudes diferentes, porém acostumados a serem chamado pra apagar incêndios: Joel Santana e Celso Roth. O carioca, bem folclórico, tem um currículo apenas de conquistas estaduais. Foi campeão no Rio com todos os times. Mas é sortudo. Celso Roth é bom pra arrumar a casa, todavia sua fama de não manter a sequência o atrapalha. Foi campeão sul americano com o Internacional e bisonhamente perdeu a disputa do mundial. Voltou demitido. Um deles deverá ser contratdo pelo Cruzeiro nesta segunda-feira. Estão com os pelos eriçados à espera de Cuca juntar as trouxas e se mandar. (fotos EM/DA Press)

GALO PARA NA FALTA DE PONTARIA E NA ARBITRAGEM



No primeiro tempo, Bahia x Atlético tinham os ânimos arrefecidos apesar da polêmica do joga ou não joga de Jóbson. Acabou escalado porque o Bahia tem cofres cheios e decidiu pagar a multa de R$ 60 mil ao Galo pra colocar seu “Lionel Messi” em campo. Dinheiro jogado fora.
Mas dizia eu: o primeiro tempo foi calmo, arbitragem boa, apenas com o erro do assistente Fabiano de Tal que anulou um gol legítimo de Lulinha, aos 5m, sob alegação de impedimento. O árbitro, policial federal, Marcos André da Penha, estreava com acerto na Série A.
Interpretou bem dois lances de bola na mão, na área do Bahia e outra na do Atlético. Leonardo Silva fez gol, anulado corretamente pelo Fabiano de Tal, aos 36m. Na fase final, a arbitragem degringolou. Com enorme prejuízo para os atleticanos.
O polícia federal, que devia fazer medo no Jóbson, assombrou foi o Atlético. Aos 4m, Jóbson chutou e a bola bateu nas costas de Léo Silva, perto do ombro. Não é que o PF deu pênalti! Ele que havia acertado tão bem nos lances de bola na mão, durante o primeiro tempo, chutou o balde neste. Souza cobrou e fez l a 0.
Dorival Junior botou pra jogar Daniel Carvalho no lugar de Geovani, que estava mal; trocou Toró por Berola e Rick deixou o gramado lesionado. Entrou Dudu Cearense. O time melhorou bastante. Daniel Carvalho botou a turma da frente na cara do gol. Tudo chutado pra fora, impressionante. Aos 19, Berola perdeu; depois foi Magno Alves, de novo Berola, por fim antes do apito final, errou Mancini.
Aos 32m, Daniel Carvalho meteu uma bola do meio campo na cabeça de Berola: l a l. Aos 34m, Daniel Carvalho bateu falta, confusão na área e Dudu Cearense marca. Assinalado impedimento outra vez equivocado pelo Fabiano de Tal. Aos 43m, Neto Berola, que nem amarelado estava, deu uma tesoura voadora no adversário e foi tomar banho mais cedo. Terminada a partida empatada em l a l, o tranqüilo Dorival Júnior entrou em campo pra xingar o trio de arbitragem cercado pelos brutamontes da PM baiana.
O Galo não mereceu empatar. Contudo, não fez nenhuma partida exuberante que pudesse reivindicar a vitória. Afora, os erros da arbitragem, a pontaria atleticana esteve uma lástima. O goleiro Lomba do Bahia fez sua festinha particular e, com certeza, hoje estará em todos os jornais de Salvador. O meio-campo pareceu órfão abandonado sem Felipe Soutto o que refletiu até no desempenho do menino Geovani. Gostei mais de Daniel Carvalho do que Dudu Cearense. Mancini e Magno Alves precisam botar os pés na forma.

ZEZÉ MANDA CUCA EMBORA



CERTAS COISAS NO CRUZEIRO só o presidente pode tomar à frente. Dispensar e contratar treinadores, ou jogadores famosos. ´Zezé Perrela é quem aparece nas fotos. Dimas Fonseca e Valdir Barbosa, certamente, sabiam que Cuca e sua Comissão Técnica não permaneceriam na Toca da Raposa. Como Zezé já havia saido da Arena do Jacaré, cinco minutos antes do jogo terminar, crente que a vitória sobre os reservas do Santos estaria sacramentada por l a 0, os demais diretores deixaram pra dispensar Cuca hoje. Foi feita uma reunião na Toca da Raposa II e confirmou a dispensa. Emanoel Carneiro já estava garantindo antes que Cuca seria demitido conforme mostrei aqui na Trincheira e no meu twitter de acordo com as informações dele. Afinal, depois de mim, Mané Carneiro é o homem que mais sabe das coisas misteriosas do futebol mineiro e que, também, mais manda no pedaço. Eta nós...

Carpegiani rebate Kalil - Gazeta Press



0 técnico Paulo César Carpegiani demonstrou na noite desse sábado que ainda não digeriu a provocação do presidente do Atlético, Alexandre Kalil, que chamou o São Paulo de "time de roça". O treinador do Tricolor avisou que goleou o Galo na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado.
"O time me agradou sob todos os aspectos (contra o Grêmio), apesar de termos sido pichados como time de roça. É só lembrar que jogamos contra o Atlético na última partida do Brasileiro do ano passado aqui, quando eles buscavam a Sul-americana e não precisávamos de mais nada. Ganhamos por 4 a 0, mas devia ter sido oito. Era o mesmo presidente do Atlético naquela época?", rebateu.
As críticas de Alexandre Kalil foram feitas depois do triunfo por 1 a 0 do São Paulo sobre o Galo, na quarta-feira, em Sete Lagoas. Na ocasião, o presidente atleticano reclamou da postura defensiva do Tricolor, comparando a um time de roça.
A diretoria do São Paulo evitou entrar em atritos com Kalil, mas Carpegiani fez questão de rebater a declaração do presidente alvinegro.
Quem diria, PC Carpeggiani estava na Toca após dispensado por incompetência pelo São Paulo. Fez 100% em 4 jogos, virou líder, e botou pra fora a sua arrogância costumeira.

VELHOS E BONS TEMPOS

Não sou do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Passei perto.
Mas peguei bons respaldos desses tempos na educação de dona Geralda e Sodico. Este topava qualquer negócio no fio de bigode.
Nasci em 1943, perto do final da Segunda Guerra. Por isso não sofri as conseqüências funestas dela, apesar do avô descendente de italiano, Molinari. Minha mãe era Assis. Segundo ela, lá da terra de São Francisco. Não chorei a Copa de 50 a não ser nas leituras posteriores. Tinha 7 anos e o futebol não era minha prioridade, nem por brincadeira.
Em 1954, torcia pelo Flamengo e nem me lembro do bicampeonato carioca daquele ano. Só comecei a tomar gosto pelo esporte em 55, no tricampeonato, por causa de um ataque Joel, Moacir, Evaristo, Dida e Zagalo. O treinador, El Brujo Fleitas Solich, paraguaio.
Em 1958 eu não apenas acompanhava o futebol como o jogava nos colégios internos nos quais estudei e deles fui expulso.
Em 1960, escrevi pra Rádio Caratinga o comentário “Um Rei sem Coroa”, publicado em seguida no jornal semanal da cidade “O Caratinga”, escola orientada por Ziraldo, frequentada por Zélio, Ruy Castro, Ari Franco, Etieninho Filho, João Penna, sob a coordenação do saudoso professor Augusto Ferreira Neto.
Joguei no juvenil, no aspirante do EC Caratinga e no profissional do América FC, segundo clube – hoje o melhor – da santa terrinha. Um dia, o treinador americano me questionou “ ô Flávio, você tem que optar pelo Gim com soda limonada, ou pelo futebol”. Respondi: “prefiro gim”. Tinha 20 anos. Na verdade, optei pela bebida dos jornalistas de então, os famosos os quais eu acompanhava as crônicas na Papelaria Anselmo.
Ano seguinte, vim para BH onde fiz minha vida profissional.
Sou advogado aposentado pelo Estado; jornalista aposentado no INSS; escritor, por róbi, com seis livros publicados, preparando o sétimo para lançamento este mês. Plantei árvores, fiz quatro copas do mundo, tive três filhos – dois homens e uma mulher – maravilhosos. Não gostava de discutir política e religião. Agora incluo o futebol também pelo exagero das demonstrações de amor clubístico.
Curto minhas netas, meus filhos e minhas obras. Mas não me perguntem se curto, ainda, futebol e Belo Horizonte e Caratinga. A resposta será não. Curto o futebol como excelente programa de tevê; como bom material pra exercitar a mente com as minhas colunas virtuais diárias, exigência médica após melindrosa cirurgia cardíaca, acompanhada de infecção hospital que me destramelou todo.
Não curto mais Belo Horizonte e nem Caratinga por motivos iguais. Não são mais as cidades que trago na imaginação. A violenta Beagá não tem nada da pacata capital de 40 anos atrás. A pequena e bucólica Caratinga não existe mais. Vieram as universidades, a cidade sem espaço se arrebenta verticalmente, num trânsito maluco e comandada por pessoas incapazes de vê-la de outra forma, carinhosa como antes.
Só vêem os seus cofres para ser esvaziados.
Ah, o futebol! Crescemos em alta velocidade de 1965 até uns dois anos atrás.
Revelador de craques, o futebol mineiro tornou-se importador de coisas velhas, papel antes exercido pelo estado do Paraná. Os medalhões cansados da Europa tinham Beagá no roteiro e eram agasalhados pelos torcedores. Os meninos que surgiam aqui, ao contrário, não tinham o mesmo apoio. Para os medalhões, aplausos. Aos meninos, vaias e desconfiança.
A política envolveu-se no futebol e jogaram nossos dois estádios no chão em nome de uma sub-sede da Copa do Mundo de 2014.
As disputas regionais que se danem! Atlético, Cruzeiro e América prepararam-se, contrataram, mas os políticos mandaram que fossem jogar no maquiado Estádio Arena do Jacaré. De bom, só o carinho e atenção do excelente povo de Sete Lagoas. Porém, o estádio só tem capacidade para 18 mil pessoas. As receitas dos dois maiores clubes de Minas caíram assustadoramente. Acumularam prejuízos e agora vão apresentar as contas aos governos municipal e estadual. Com certeza receberão, mas quem pagará somos nós, contribuintes.
Não há mais o respeito ao profissional de imprensa. Cerceam o seu trabalho, codificam as suas matérias, repetem as torturas das censuras fascistas da ditadura militar. Atletas, cartolas e torcedores acusam-nos de todos os males de seus próprios pecados. São agressivos contra meras opiniões que jamais mudarão o histórico de uma partida.
Não se trata de maioria. São pequenos grupos de falsas estrelas, medalhões importados. Na torcida, com o advento de outros veículos de comunicação, as torcidas organizada não souberam, mais uma vez, explorar sua força em favor do Bem. Marcam encontro de gangues violentas para brigas nos becos escuros, que, normalmente, terminam com vítimas fatais. Outros, mal-educados atacam pelo twitter, blog e emails.
No meu caso, não deixo de responder nenhum deles. Mas isso não me faz feliz. Só fico feliz ao preparar um dos meus livros, ao fazer seu lançamento aqui, em Caratinga, Brasília, Goiânia, Montes Claros, como aconteceu várias vezes.
As agressões chulas, discriminatórias, algumas vezes passando de pai pra filho, demonstram que o futebol, lamentavelmente, cresceu apenas no gramado e em seu entorno. Profissionalizou-se. Criou novos corruptos, desonestos, que somem com o dinheiro do clube que dirigem, ficam mais ricos ou se enriquecem. Os que tiveram berço são exceções. Infelizmente, os saudosos Felício Brandi, Furletti, Benito Masci não deixaram como sucessor alguém de sua linhagem, como fez o não menos saudoso e meu amigo Elias Kalil.
Sempre gostei de parábolas.
Sigam essa de minha autoria: “o que engorda o boi é o olho do dono, dizem. Também é verdade que o que engorda o dono é o olho do boi. Senão vejamos: não fosse o olho bom e atento do boi, às vezes chamado de sonso, nas rotundas mamas e no caminhar elegante da Senhora Vaca, quando ela está naqueles dias, seria possível engordar o rebanho do dono com reses premiadas em exposição? Embaixo do olho seletivo do boi está aquele narigão frio que o permite uma cheirada fatal antes da cobertura. Nunca sem antes o boi botar o olho, repito na Senhora Vaca (Vaca, porém honesta, como diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta/Sérgio Porto).
Por isso já tentei jogar a toalha e ir plantar pinho no Paraná ou vender banana prata no Mercado Modelo da Bahia. Não deixaram. Sabem que tenho olho gordo. De boi bravo. Alegam que não sou comerciante, sei mesmo é escrever contos de ficção e falar de futebol. Azucrinar a vida alheia, posto que sou o último dos polêmicos vivos, sem rabo prezo com o sistema. Bobagem. Acusam-me de atleticano e de estar na folha de Alexandre Kalil porque sou amigo dele. E aqueles que bem me conhecem sabem que torço pelo Cruzeiro, desde quando aqui cheguei; que viajei o mundo afora com o time campeão brasileiro em 1976. Fui até o Japão.
Se a chama diminuiu é porque o desaforo, a arrogância e a prepotência nunca são blindadas para aqueles que saíram do nada, atropelaram meio mundo e passaram a julgar-se donos até do ar que respiramos.
Eu fiz aí rápido histórico de meus 50 anos de jornalismo. Não sou melhor do que ninguém, todavia não me considero inferior a ninguém. Cheguei ao alto da carreira por um único motivo: SOU BOM PACAS NO QUE FAÇO.