domingo, 5 de junho de 2011

Marcelo Pacote Oliveira é o exemplo de como
lidar bem com a renovação no futebol



Enquanto o menino Oscar enchia os olhos dos torcedores colorados em Campo Grande, contra o América, outro jovem sacudia o coração dos coxas brancas na goleada sobre o Vasco (5 a l), anotando três gols. Porém, havia uma frustração na euforia do Coritiba: Anderson Aquino, suspenso, está fora da decisão da Copa Brasil, contra o próprio Vasco, nesta quarta-feira, na bela capital curitibana.
Por causa do importante confronto entre eles nesta quarta, Coritiba e Vasco usaram times reservas. Os cariocas vinham utilizando tal expediente com bom proveito; não contava ser atropelado pelos meninos do Coxa. Uma goleada por 5 a 1 e que põe os curitibanos cheios de entusiasmo na decisão.
No primeiro jogo, os vascaínos venceram por l a zero. Placar considerado pequeno pelo Coritiba. Precisa fazer pelo menos 2 a zero pra ser campeão.
No Brasileiro, os cariocas enfrentam o Figueirense no próximo sábado.
no Rio de Janeiro. O Coritiba, que conseguiu a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, enfrenta o Botafogo, domingo, no Engenhão.
Júnior Viçosa, atacante revelado no Vitória e contratado pelo Grêmio, fizeram dois gols e limpou sua barra com a torcida gremista, nos 2 a zero sobre 0 Bahia, em Porto Alegre.
Querem mais: o Cruzeiro, nas três partidas que fez, marcou dois gols através do ex-júnior Anselmo Ramon e os medalhões Thiago Ribeiro, Gilberto e Brandão nada têm
Deixa-me lembrar mais: o gol na derrota (l a 2) diante do Fluminense nasceu de uma tabela entre dois jovens Wallyson e Anselmo Ramon.
Walter Montillo não é medalhão, tem somente 27 anos. É estrela. Todavia, também, precisa jogar mais. Tem atuado como medalhão, tamanha a má vontade. Algo anda errado na Toca da Raposa.
Nada contra os medalhões. Afinal, alguns cumprem bem seus papéis. Como os goleiros Flávio, do América, e Fábio, do Cruzeiro, ambos na faixa de idade dos medalhões. E Alessandro, dois gols em duas partidas. Na prática, entretanto, a maioria não tem jogado nada no Flamengo, Corinthians, São Paulo, etc. Até no nosso Coelho. Exemplo: o técnico Mauro Fernandes escalou Glauber, ex-Lusa, e cortou o volante China, menino do júnior, até do banco. Resultado: Glauber não jogou nada e com 22 minutos, o Inter já vencia por 3 a zero.
Após a goleada (4 a 2) que levou do Internacional no Estádio Morenão, em Campo Grande, será que sou o único soldado com o passo certo no batalhão? A minha defesa da diretoria do Coelho ao aceitar fazer alguns jogos fora da Arena do Jacaré atrás de grana pra fugir dos prejuízos é equivocada?
Posso refazer meus conceitos, mas penso que é preferível ser vaiado num Mercedes Benz que aplaudido num ônibus. Não se faz futebol sem dinheiro.
Caso mantenha este pique de derrotas – duas em três partidas – e caia pra segunda divisão não se reclame da posição da diretoria. A fragilidade da equipe não assegura que, mesmo jogando na Arena, o Coelho fuja dos perigos do rebaixamento.
De qualquer forma, com ou sem medalhões, com uma equipe jovem ou velha, nenhum time pode ser submetido a qualquer exame de risco, num campeonato apenas no começo.
Se pretenderem imputar-me perigoso entusiasmo com o jovem time do Galo, comandado por Dorival Júnior, não vou negá-lo porque há anos defendo a tese da renovação constante, com inteligência e mesclagem. Não se deve montar equipes apenas com jovens recém saídos das divisões de base pra não queimá-los na impaciência da torcida apressada.
Já o time velho, dentro do princípio de que “jogos se ganha com garotos e títulos com homens” – aqui no sentido de gente grande – peca por falta de base histórica. Ou seja, todas as equipes campeãs eram formadas por Homens acima de 26/30 anos.

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