domingo, 19 de junho de 2011

Uma das poucas coisas em concordo o presidente Zezé Perrela: admiro, como ele, o trabalho e a inteligência de Joel Santana nas projeções táticas que faz, sem grandes invenções. Trabalha com o material que tem e sabe tirar o melhor proveito dele. Grande parte da imprensa nacional não pensa dessa forma. Prefere vê-lo como marqueteiro, de prancha nas mãos e nada na cabeça.Ledo engano! Lógico que poderei fracassar nas minhas previsões, caso Joel não consiga recuperar o Cruzeiro, vítima, também, da divisão interna do elenco. Não existe uma ciência exata no futebol. Porém, acredito no seu sucesso. Desde a semana passada, Joel Santana estava na expectativa de vir para o Cruzeiro. Confessou o sonho de treinar o Cruzeiro e revelou também a vontade desde 1997, o Cruzeiro o tem procurado. A primeira sondagem foi na disputa do Mundial de Clubes e acabou vice-campeã. O Cruzeiro perdeu o título para o Borussia Dortmund, da Alemanha. O técnico celeste era o insosso Nelsinho Baptista.
Joel revelou ao site Superesportes que “Minas me agrada, é um sonho trabalhar em Minas. Nunca trabalhei em Minas. Quem poderia ter o comportamento de assumir um clube do porte do Cruzeiro, da torcida, do time, tudo que envolve o clube. Hoje, o Cruzeiro é um dos três, quatro, cinco primeiros do cenário nacional, porque é mesmo, pelo que ele representa”.
Sobre a possibilidade de recuperação imediata dos azuis no Brasileiro, Joel Santana, 62 anos, disse que sob seu comando as condições de reagir no Brasileirão são enormes.
“É incrível um time como esse. Tudo é reflexo, mas recupera, porque o Brasileiro são 38 batalhas. É assim: um dispara, o outro vem lá de trás. O que tem acontecido comigo nos últimos tempos? Eu venho com times lá de trás, chego em segundo, em terceiro, quase bati. Ano passado, com o Botafogo, quando eu arranquei, eu furei o pneu, porque perdi cinco jogadores que não voltaram mais, como Maicosuel, Herrera, Marcelo Mattos. Eles foram e não voltaram, e não tive peça de reposição. Mas o Cruzeiro é o Cruzeiro. Quando se fala em Cruzeiro, tem que respeitar”.
“É um timaço. O Cruzeiro é um time hoje, na minha opinião, entre os cinco melhores do Brasil. Quando se coloca o manto azul, ele sabe que é um clube respeitado, que entra em campo por conquistas. O Cruzeiro não é time para disputar, é time para conquistar. E como é um time de conquistas, às vezes dá certo, dá errado, mas ele entra para brigar, todo mundo sabe disso”, falou Joel Santana, sempre otimista e falastrão. Vamos pra que esteja certo.

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