quarta-feira, 27 de julho de 2011

GALO NO IPATINGÃO: DO ÓDIO AO AMOR TOTAL

(Foto de Marcos Michelim - EM/DA Press)


A irritação da torcida alvinegra, que lotava o Ipatingão, com a moleza da equipe no primeiro tempo virou alegria, esperança e transbordou naquele tradicional amor pelo Atlético quando André, que entrara 8m antes no lugar do esforçado Jonathas Obina, marcou, aos 22m, o único gol da vitória sobre o Fluminense. A bola cruzada por Magno Alves pela ponta-direita encontrou André entre os zagueiros Gum e Digão, onde deve colocar-se qualquer centroavante. O estreante desviou de cabeça e saiu pra comemorar experimentando, também, a sensação de cair nas graças da Massa.
Não foi pra isso que André foi contratado? Então existe uma luz no final do túnel para o Galo quanto a falta de gols. A vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense não foi resultado de nenhuma atuação espetacular do time de Dorival Júnior, contudo tem vários aspectos importantes para os analistas de boa vontade. Um deles foi a primeira do Galo sobre um time fora da zona do rebaixamento. Afastou a ameaça de degola sobre a cabeça do técnico. Quebra uma seqüência de resultados negativos e bota o Atlético um pouco mais longe do G-4 do Mal.
Com os três pontos, o Galo chegou a 14 pontos. Neste sábado à noite, o Atlético tem outra parada indigesta, agora fora de casa: enfrenta o Palmeiras.
Foi a primeira etapa que a atuação do Atlético provocou a irritação do torcedor. Mais de 16 mil pagantes, a maioria atleticana, gritou alto exigindo raça ao time. Com três volantes – o técnico Dorival Júnior deixou Daniel Carvalho no banco -, o Galo mostrou-esteve desorganizado durante todo primeiro tempo. A torcida imaginava que os resultados anteriores se repetiriam: o time entregaria mais três pontos, em casa, de presente aos visitantes. Sem apoio da torcida, a equipe ficou nervosa e entrou no desespero geral. Os apoiadores não davam seqüência a nenhum lance e erravam passes seguidos. Sem receber bolas, Magno Alves e Jonathas Obina recuaram até o meio-campo. Não houve nenhuma oportunidade clara de gol no primeiro tempo.

Nervoso, o time alvinegro parecia um filme repetido, para desespero da torcida. O meio-campo não conseguiu dar sequência a nenhum lance. Os erros de passes foram constantes. Magno Alves e Jonathas Obina recuavam para buscar jogo e deixavam a área tricolor dominada pelos zagueiros. Na etapa final, Dorival colocou Wesley no intervalo no lugar de Guilherme Santos. Mudou tudo com esta mexida. Os dois goleiros - Geovanni e Diego Cavalieri – trabalharam bem, com importantes defesas.

A defesa desfalcada das torres gêmeas Rever e Léo Silva trabalhou com esperteza e atenção dos pratas da casa, Werley e Lima. O confronto ficou emocionante. Aos 22 minutos, brilhou a estrela de André marcando o único gol. O Galo recuou e passou a defender o resultado. A pressão do Fluminense quase deu efeito: Marquinho, na cara do gol, chutou pra fora aos 41 minutos. Fred mandou na trave, aos 45m.

CRUZEIRO SE APEQUENOU DE NOVO

Longe de ser o time batalhador e estratégico da vitória sobre o Corinthians (1 a 0) o Cruzeiro se apequenou diante de um adversário teoricamente mais fraco, o Atlético Goianiense. Ressuscitados pelos azuis no Serra Dourada, com a vitória por 2 a 0, os goianos saíram até do buraco negro. Enfiaram lá o entusiasmo azul de chegar ao G-4.
O goleiro Fábio, completando 400 jogos com a camisa celeste, evitou placar maior. Trabalhou bastante, principalmente no primeiro tempo. Sua alegria transformou-se em lamento pela falta de entusiasmo da equipe. Felipe homenageou Fábio com os dois gols
O Atlético-GO subiu pra 15ª posição com 12 pontos. Por sua vez, o Cruzeiro caiu de 7º para 8º lugar. Neste sábado, o Cruzeiro joga em casa contra o Botafogo.
O Cruzeiro tentou repetir no Serra Dourada a estratégia do jogo contra o Timão, no Pacaembu: apenas Wallyson na frente. Foi sufocado pelos locais nos minutos iniciais e levou gol aos oito. A jogada nasceu – adivinhem - de cruzamento perfeito do lateral Rafael Cruz, ex-Galo. A conclusão foi de Felipe na pequena área, livre de qualquer marcação.
O Atlético-GO esteve tão superior nos 20m que poderia ter goleado. Fábio fez duas sensacionais. Os zagueiros atrapalhados atabalhoados, os dois laterais, batidos a todo instante, e três volantes perdidos. Cada descida dos goianos representava perigo. O gol quase saiu antes, aos seis minutos, com Leandro Guerreiro chutou na própria trave.
Aos 20m, o Cruzeiro se organizou na defesa, e com lentidão envolveu o Atlético-GO. Mas não conseguiu dobrar a boa marcação dos adversários.
Vitor e Everton nada faziam. No meio, Roger e Montillo estavam bem marcados e anulados. Wallyson ficou isolado na grande área. Quando recebia a bola, não tinha com quem tabelar. Nos cruzamentos, o Atlético-GO sempre levou vantagem.
Joel Santana providenciou mudanças. Ortigoza no lugar de Vitor. Montillo passou a jogar partindo de trás, e as chances de gol cruzeirenses apareceram bastante. Porém, o time goiano quase marcou o segundo gol nesse período: Thiaguinho acertou o travessão.
Melhor em campo, o Cruzeiro contra-atacava com chutes perigosos de Montillo e Roger. Como o gol não aparecia, Joel Santana partiu pra tudo ou nada, aos 23m: Reis entrou no lugar de Roger. No caminho contrário, o Atlético-GO reforçou a marcação. Entraram o volante Joilson e o zagueiro Leonardo nos lugares dos meias. A 10m do fim, Anselmo Ramon substituiu Marquinhos Paraná. O Cruzeiro ficou com quatro atacantes além de Montillo.
O gol quase saiu aos 42, quando todo o Cruzeiro foi para a área para aproveitar o cruzamento de Montillo em cobrança de falta. Anselmo Ramon recebeu a bola na pequena área, mas pegou mal e o goleiro Márcio desviou a escanteio. Quem marcou no fim, no entanto, foi novamente o Atlético. Em contra-ataque mortal, aos 46m, Felipe entrou área adentro e tocou no canto direito de Fábio: 2 a 0.

COELHO PASSOU PERTO

Não foi uma vitória; o Coelho completou 11 jogos sem vencer no campeonato, não saiu da zona de rebaixamento, porém trouxe um ponto importante do Rio Grande do Sul. O empate em l a l com o Grêmio, no Estádio Olímpico, é o segundo seguido sob a orientação de Antônio Lopes que aos poucos vai cumprindo o prometido de tentar tirar o América da crítica situação em que se encontra.
São apenas 8 pontos em 12 rodadas. A chance de conseguir a segunda vitória em casa será neste domingo contra o Coritiba, o bom time de Marcelo Oliveira, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
O Coelho começou corajoso, partiu pra cima do Grêmio. Os garotos Léo e Caleb deram trabalho à beça aos zagueiros gaúchos. Aos 15m, o América marcou com William Rocha, de cabeça, desviando uma cobrança de falta de Amaral.
Logo após marcar, o Coelho recuou. Na pressão, o Grêmio empatou aos 15m do segundo tempo. Fábio Rockemback cobrou falta e o argentino Miralles desviou de calcanhar. Pouco depois, ele foi expulso e o América reacendeu no jogo. Porém, não conseguiu marcar o gol da vitória.

JOGO INESQUECÍVEL

Santos e Flamengo fizeram um jogo de muitos gols, de belos lances e de atuações notáveis, principalmente de Ronaldinho Gaúcho, que desequilibrou em favor do rubro-negro. No primeiro tempo, Neymar desequilibrou e o Santos fez 3 a 0. Não é mentira não: 3 a 0. Começou a reação espetacular do Flamengo e ficou com a vitória por 5 a 4, três gols de Ronaldinho. Gols maravilhosos que vocês, com certeza, já curtiram aí na televisão. Gaúcho agora é o artilheiro com 8 gols.
Outro jogaço: Coritiba 3 x São Paulo 4. Um dos gols paulistas teve grande momento do menino Lucas. A 12ª rodada, nessa quarta-feira foi de enlouquecer.

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