sexta-feira, 8 de julho de 2011

GRUPO DA MORTE NÃO É NOVIDADE PARA O GALO

(Kalil reuniu-se com diretores e Dorival e determinou silêncio.
Foto de Jorge Gontijo/Em)


A disputa do Campeonato Brasileiro no sistema de pontos corridos não fez bem ao Galo. Campeão em 71, vice em 77, 80 e 99, o time alvinegro entrou no seu inferno astral de hoje em dia tão logo a fórmula de valorizar tecnicamente a competição foi adotada. Conforme levantamento bem interessante dos rapazes do Superesportes – Rodrigo Fonseca e Thiago de Castro – o Atlético é o time que mais vezes figurou na parte de baixo da tabela de classificação de 2003 pra cá. Numa delas, despencou pra segunda divisão. Passou 77 rodadas na zona do G-4 do Mal.
Só nas edições de 2003 e de 2009 o Galo não entrou no desespero do grupo dos prováveis rebaixados. A primeira vez que entrou na zona mortal foi na sexta rodada do campeonato de 2004. Em 2005, o sofrimento se repetiu e o time não conseguiu se safar. O Atlético entrou no grupo dos quatro últimos na sexta rodada e de lá não saiu mais - foram 37 rodadas seguidas. Até cair de vez. Voltou à elite em 2007.
Porém, andou passeando pela região do medo em três rodadas: 11ª, 13ª e 28ª. No ano seguinte, o susto se repetiu na 14ª rodadas. Foi só. A torcida festejou em 2009 e acreditava em melhores momentos. Decepcionou-se com a queda na redá final.
O pesadelo voltou ano passado: 25 rodadas na zona do rebaixamento e se safou da queda na penúltima rodada. Este ano, com Dorival Júnior, o torcedor chegou a viver momentos de felicidade nas primeiras rodadas. Aí vieram os seis jogos sem vitória e a Massa entrou em desespero na oitava rodada com a equipe caindo para a zona do rebaixamento.
A reação desesperada demonstrada na recepção à delegação que voltava de Fortaleza, onde tomou a goleada (3 a 0) do Ceará – após duas goleadas anteriores: Flamengo, 4 a l; Internacional, 4 a 0, em casa – rachou, definitivamente, a questão. O pequeno número de torcedores não deve ser ignorado e rotulado de “minoria bestial”. O fato da distância do Aeroporto de Confins e do horário da chegada com certeza afugentou outros manifestantes.
Também não pode ser endossado pela “maioria inteligente” que protesta por meios civilizados, sem essa de jogar pipoca nos atletas, sujando o aeroporto e afrontando a dignidade do ser humana, bem acima do profissional de futebol. Existem outras maneiras educadas de manifestar-se até porque se o Galo vencer três vezes seguidas – coisa absolutamente normal – as pipocas serão devoradas em festa regada a cerveja.
A lei do silêncio ou da mordaça foi adotada na Cidade do Galo. Pura bobagem! Tapar o sol com a peneira. Kalil reuniu-se com a comissão técnica e determinou que não haveria entrevistas coletivas dos atletas. Somente falaram Eduardo Maluf e Dorival Junior que condenou o protesto do aeroporto. Afirmou que se tratou de uma reação de meia dúzia. Discordo dele e já falei sobre isso acima. Porém concordo quando disse que uma pipoca ou uma pedra têm o mesmo peso na agressão.
Alexandre Kalil não falou. Está suspenso pelo STJD e não pode dar entrevistas como presidente do clube. Outra bobagem. Como torcedor pode?

A situação prossegue tensa. No clássico deste domingo, não pensem que o protesto, a manifestação da torcida, os gritos de mercenários, farão os alvinegros jogarem acima de seus limites. O Coelho, apesar de freqüentar, também, a zona de rebaixamento atrás do Galo, de igualmente não vencer há vários jogos, conseguiu montar um time limitado. Ao contrário do adversário, Mauro Fernandes tem uma equipe, com reservas e jogadas ensaiadas. Dorival Júnior não tem nada: suas idéias estão embaralhadas, o planejamento enroscado, não tem time e nem reservas, e um elenco rachado, de mal com ele e com a vida.

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