domingo, 24 de julho de 2011

JUIZ DERRUBA GALO NO IPATINGÃO



Não posso comentar nem uma linha sobre o empate (0 a 0) do Coelho com o Figueirense. No sábado, eu participava do 13° Encontro Pontes de Assis em memória à tia Anita – irmã de dona Geralda. Se viva, faria 100 anos. Revi familiares, primos, agregados e um monte de gente amiga que não via há anos. O Encontro foi no Sesi Betim. Um belo local. Uma farra familiar inesquecível.
No domingo já me encontrava no barraco do morro da Abre Campo. Pude, então, acompanhar o rasgo que as arbitragens da dona CBF fazem a cada rodada nos times mineiros.
O Cruzeiro chiou pouco porque venceu.
O Galo cocoricou às alturas e com razão. Até pênalti fora da área o juiz deu. Num outro lance casual de braço na bola do Rever, ele marcou o primeiro pênalti, defendido por Geovanni. A falta de critério é tanta, que em São Paulo existiu lance bem pior na zaga corintiana e o juiz mandou tocar.
O paranaense Edivaldo Elias da Silva, que nunca vi mais gordo, caso não estivesse mal intencionado, teria de ser taxado de incompetente. Fraco. Sem condições de trabalhar em jogos da Série A. O de São Paulo, velho conhecido, rotulado de árbitro duro, que apita poucas faltas e deixa o jogo correr, parecia meu tio Carlito, saudoso marido de tia Anita, de tanto que soprava o apito.
Meu tio apitava na hora certa, o gaúcho apitava só para um lado. Verdadeiro guarda-roupa, três metros de altura, cinco de largura e oito de fundura, intimidava todos os azuis.
Eduardo Maluf promete juntar vários recortes e vídeos pra levar ao diretor de árbitros da CBF Sérgio Correa. Sei lá se resolverá alguma coisa. O melhor é reforçar o time, conversar com o técnico Dorival Júnior, cortar mais na carne, e exigir respeito.
Aí Maluf morde e assopra: diz que contra o Vasco o time não foi bem; mostrou luta, vontade, porém esteve mal tecnicamente. Admitiu que a fase não é das melhores. Tais circunstâncias não credenciam qualquer juiz a esculhambar o terreiro do Galo.
O Vasco de Ricardo Gomes teve uma estratégia bem definida. Segurar o Atlético, enervar a torcida alvinegra que lotava o Ipatingão, e contra-atacar. Deu certo. No sufoco, os cariocas abriram a contagem aos 17m numa cabeçada do ex-atleticano Diego Souza. A intenção passou a ser segurar os mineiros até o intervalo. Deu não. Aos 40m, Magno Alves recebeu sozinho na área e empatou.
Rapaz, no segundo tempo o juiz e o Vasco voltaram encafifados. Diego Souza meteu uma bola na trave de Geovanni. Caprichosa, a danada quicou em cima da linha. Dorival trocou Jonathas Obina e Daniel Carvalho por Neto Berola e Mancini. Nada adiantou. Aos 21m, pênalti de Rever. A bola bateu-lhe no braço, quase entrou e o soprador de apito deu pênalti. Alecsandro bateu e Geovanni fez grande defesa.
Essa defesa de Geovanni tocou lenha na fogueira. O Vasco era melhor e tratou de jogar água na fervura com ajuda do apitador. Leonardo Silva fez falta em Bernardo, aos 46m, fora da área. O paranaense deu pênalti que Diego Souza transformou em 2 a 1 para o Vasco. Ponto final. Amanhã, a choradeira prossegue. (foto de Marcos Michelin - EM/DA Press)

Um comentário:

  1. Reclamar de arbitragem depois de levar 3 bolas nas traves e um passeio de bola do time mediano do Vasco no segundo tempo?

    De ver um time com um meio de campo que em 90 minutos produziu apenas um chute a gol do caio e uma enfiada de bola do Daniel carvalho ?

    Depois do Patrick fazer aquilo? Do outro lateral não fazer nada?

    Depois do time armado pelo "melhor diretor de futebol do Brasil" e pelo mais boquirroto e falastrão dirigente da história do futebol não dar nem um chute a gol nos 45 minutos finais?

    Ainda tenho vergonha na cara o suficiente para não fazer isso. Coisa que falta a esses jogadores, bando de come-dormes, e à essa diretoria que fala muito, gasta horrores, mas há um ano e meio tenta montar times com o campeonato em andamento. Isso se chama Incompetência.

    E veja bem, a coisa está mais feia que no ano passado, onde tinhamos craques para reagir. Esse ano não temos, graças a essa diretoria que desmontou um time a cada um dos 3 últimos semestres.

    Abraço.

    Marcio.

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