terça-feira, 12 de julho de 2011



Quando a atenta cobertura de imprensa do Cruzeiro anunciou que Gil levara o terceiro cartão amarelo, com certeza diversos torcedores azuis suspiraram apreensivos: e agora, como fazer? Victorino está na seleção uruguaia; Léo machucado; os outros reservas a imprevidente diretoria dispensou e o Cruzeiro há tempos não acredita mais que zagueiro se faz em casa. Justo ele que tantos famosos beques buscou nas suas bases.
Os meninos Rodrigo e Simões treinam entre os profissionais à espera. De repente, aparece o desconhecido Cribari,(na foto de Alexandre Guzanche/EM DA Press) paranaense vindo da Itália e já chegou com aval de Joel Santana – me engana que eu gosto – e de Sorín, este sim porque jogou anos no futebol italiano. Os meninos Rodrigo e Simões, conforme eu frisei, estão lá.
A mídia azul que adora falar de reforços e que cobra mais que qualquer torcedor novas contratações, em detrimento do apoio ao pessoal da base, inventa até mesmo improvisações que nem o treinador imagina. Especula. Por exemplo: contra o Bahia basta ao Cruzeiro colocar Leandro Guerreiro na zaga, dois volantes – Fabrício e Marquinhos Paraná – e voltar com Roger. Além de Gilberto, claro, que seria lateral esquerdo. É o não é um esquema bem típico de Cuca? Não seria mais fácil escalar Simões ao lado de Naldo e não mexer em mais nada?
Na lateral esquerda, caso haja empecilho pra escalar Everton, que entre Gilberto, apesar de ele detestar a posição. Aí seriam mantidos os três volantes e Roger no banco. A estrela de Joel Santana, contudo, brilhou. Léo se recuperou após 20 dias de DM e colocou-se à disposição pra enfrentar o Bahia.
Opa, não seria perigoso?
O ítaloparanaense Cribari também disse que topa estrear. Pior ainda. Não é melhor olhar para os olhos dos meninos Rodrigo e Simões?
Bom, afora os elogios de Joel Santana e do ídolo Juan Pablo Sorín, o zagueiro Cribari, de 31 anos, novo reforço do Cruzeiro, mostrou na sua apresentação na Toca da Raposa II nesta que se tratar de uma pessoa de forte personalidade e bem falante. Numa auto-avaliação se considerou um defensor completo, bom no jogo aéreo e com a bola nos pés. Só não disse se era fazedor de gols. Disse Cribari:
”Eu me considero um zagueiro moderno, que joga limpo. Gosto de jogar na antecipação, muito forte no jogo aéreo, ótima qualidade na saída de bola e com certeza atento na marcação. Mas só em campo vamos demonstrar para a torcida, porque sei que meu nome ainda é desconhecido por aqui”. É o que a gente espera.
Afinal, desde que saiu de Londrina, em 1998, Cribari só atuou na Itália. Ele passou por Empoli, Udinese, Lazio e, por último, Napoli.
Nem aqueles apaixonados colegas que acompanham até as terceiras divisões italiana, espanhola ou inglesa falavam do Cribari.
Nas poucas vezes que assisti partidas do campeonato italiano, nenhum narrador me apresentou ao Cribari.
O “oriundi” Senador Perrella adquiriu para o Cruzeiro 50% dos seus direitos do atleta de 31 anos. Mais estranho ainda: seu contrato é de apenas um ano.

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