terça-feira, 23 de agosto de 2011

GALO DE CRISTA ARRIADA TENTA APAGAR O FOGO


Numa fase como esta que passa o Galo quando nada dá certo, o pão cai sempre com a manteiga pra baixo, o urubu de baixo “cospe” no de cima, o apoio de terceiros é bem vindo. Sejam terrenos, extraterrestres, espirituais, e ou oriundos de despachos de terreiros bons e dos zodíacos. Do interminável Galinho do Quintino, Zico, então nem se fala. Este famoso camisa 10 da Gávea, pelo Flamengo, travou enormes batalhas tanto com o Galo como contra o Botafogo. As rivalidades afloravam nessas épocas.
O Atlético foi treinar no CFZ no Rio de Janeiro e o anfitrião desejou sucesso aos mineiros na Copa Sul-Americana e, principalmente, numa reação dentro do Brasileiro. Zico é menino de ouro. Faz parte de uma geração que não foi abençoada na Seleção, porém ganhou tudo nos times.
Sem dúvida, na vida pessoal do Galinho nunca alguém de sua família deixou de meter o pau no Botafogo. Algoz dos rubro-negros desde Garrincha, Didi, Quarentinha, Nilton Santos, Zagallo, Amarildo e outros. Assim, Zico tem lá seus motivos, além da solidariedade a um clube que nunca deixou de recebê-lo bem, através do doutor Neylor Lasmar, e que vive situação desesperadora.
O apoio de Zico, o drama de Cuca que em duas semanas escalou equipes diferentes a cada partida, a mágoa de Richarlyson e palavra incisiva de Réver fazem parte do conjunto de matérias numa reportagem espetacular, neutra, apenas informativa, que Daniela Mineiro apresenta no Superesportes/EM ao lado do fotógrafo Marcelo Jordy/ TV Alterosa.
Não sei se a jovem repórter é filha (ah, sobrinha!) de Sônia Mineiro, neta de Rodrigo, meu mestre; sei que é de uma escola onde o que é bom vem do ovo, diria Fernando Vanucci, meu amigo sumido. Depois desta rasgação de seda peço licença ao Superesportes, aos repórteres Daniela Mineiro e Marcelo Jordy/ TV Alterosa, pela ousadia em usar parte dos textos de tal reportagem nesta Trincheira.
“Se o técnico Cuca trata a Copa Sul-Americana com bons olhos, os jogadores do Atlético também não desdenham a competição. Em situação complicada no Campeonato Brasileiro, avançar no torneio internacional poderá ser importante para recuperar a confiança.
“A gente precisa reverter esse placar o quanto antes e procurar minimizar as derrotas que tivemos no Brasileirão”, afirma o zagueiro Réver.
Cuca deve escalar força máxima contra o Botafogo, nesta terça-feira, para tentar a classificação para a segunda fase. Réver destaca que ninguém pediu para ficar fora da partida, preservando-se para o Campeonato Brasileiro.
“A gente também não quer ser poupado e quer jogar. Vamos buscar o resultado positivo, que estamos devendo. Nosso saldo está negativo com o Atlético e o torcedor. Esperamos reverter isso na terça-feira para dar continuidade na Sul Americana”, afirmou.
A partida de volta será no Engenhão. O primeiro jogo terminou em 2 a 1 para o Botafogo, na semana passada, em Ipatinga.
Apesar de estar no Atlético há apenas oito meses, o volante Richarlyson garante que o tabu atleticano diante do Botafogo o incomoda muito. Nas últimas 21 vezes em que as equipes se enfrentaram, o Galo venceu apenas uma vez, tendo empatado seis e perdido 14.
Dessas 21 partidas, Richarlyson esteve em campo em duas oportunidades e foram duas derrotas. O volante destacou que o fato de entrar em campo e ouvir o torcedor chamando o time de 'freguês' é muito ruim para o elenco.
“Nós, jogadores, não estivemos em todas as partidas que o Botafogo ganhou do Atlético, mas, de um certo modo, a gente fica chateado, se cobrando quando vê a torcida, com 20 minutos, gritando ‘é freguês, é freguês’. Acima de tudo, a gente tem que ter um aditivo a mais e mostrar para ele que
esse retrospecto tem um momento que vai acabar. Espero que nesta terça-feira a gente faça isso”
Nesta terça-feira, as duas equipes se reencontram pelo jogo de volta da segunda fase da Copa Sul-Americana. Na partida de ida, no Ipatingão, o time carioca venceu o Galo por 2 a 1. Apesar de já entrar em campo em desvantagem no placar, Richarlyson está confiante de que o Atlético pode sair de campo classificado à próxima fase.

“Do mesmo modo que eles foram lá e fizeram dois, a gente pode ganhar de 2 a 0 ou até de 3 a 2. É um jogo super normal, como outros, mas que a gente tem que buscar forças”.
O jogo entre Botafogo e Atlético será às 20h15, no Engenhão. Para avançar à próxima fase, o Galo precisa vencer por dois gols de diferença ou por um, desde que marque três gols ou mais.
Sem tempo para treinar a equipe, Cuca tem dedicado boa parte do pouco tempo que tem entre os jogos para orientar os atletas com muita conversa. E as reuniões ganham cara de ‘divã’. O treinador, há menos de duas semanas no Atlético, já detectou que o emocional é um dos pontos a serem trabalhados. A péssima campanha no Campeonato Brasileiro, com a equipe na zona de rebaixamento e sem demonstrar reação, faz a cobrança sobre os atletas aumentar cada vez mais.
Na derrota para o Botafogo, por 2 a 1, sábado passado, o volante Richarlyson teria dito que a pressão é muito grande. Na entrevista coletiva, Cuca comentou:
“Se o Richarlyson falou que o lado emocional atrapalha e não consegue jogar, é o sentimento que ele tem, e temos que entender. Outros devem ter o mesmo sentimento e não estão expondo. Temos que trabalhar esse lado também. Às vezes, o jogador não consegue ter um desempenho não só uma condição de perna e pulmão. É também cabeça. Temos que melhorar nisso também”, disse.
O Atlético não vence há sete jogos, sendo um pela Copa Sul-Americana. É o time que mais perdeu no Campeonato Brasileiro, com 11 derrotas. Tem a segunda defesa mais vazada, com 36 gols em 18 partidas. Desde que Cuca assumiu, no lugar de Dorival Júnior, foram quatro derrotas em quatro jogos.
A falta de tempo para treinar é um dos fatores apontados por Cuca pelos maus resultados da equipe sob seu comando. “A gente está atrasado numa série de fatores. Tem de correr contra o tempo”, ressaltou o treinador.
Mas antes o Atlético se concentra na Sul-Americana. Nesta terça-feira, no Engenhão, onde nunca venceu uma partida, o Galo precisa derrotar o Botafogo por dois ou mais gols de diferença, ou por um gol, desde que marque três ou mais, para avançar à próxima fase. Se ganhar por 2 a 1, placar aplicado pelo Botafogo no jogo de ida, o Atlético leva a definição para os pênaltis.

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