segunda-feira, 22 de agosto de 2011

POSITIVO. FOI ESSE MESMO

(no centro da Foto, Vitor Moran que fez a Copa de 82 comigo
na Rede Capital, ambos como comentaristas e Haroldo Fernandes.
o camisa 10 da Tupi (de óculos).

O COMENTARISTA E "PARAQUEDISTA" do Sportv, Dida, ex-lateral do Coritiba,portou-se como imenso "traíra" do seu narrador no jogo Atlético-PR 2 x América 2. O locutor do "pagar-pra-ver", como a maioria nesses casos, perdeu o rumo ao ver o Furacão levar o gol de empate de André Dias. Estava todo serelepe com o time da casa vencendo por 2 a 0 e saindo da zona do rebaixamento. Perdeu-se totalmente. Narrou gol de Léo, camisa 17, que permaneceu no banco. No meio daquele bolo antes do toque fatal seu íntimo torcia pra bola não entrar. E entrou. Enquanto ele saiu... de órbitra.
A garota da reportagem num apoio bem comum jogou a culpa na comissão técnica americana que teria trocado a numeração dos reservas. Tentou amenizar a atrapalhada do narrador sem colocar o braço dela na seringa. Aí entrou o comentarista Dida. Fez pior ainda. Afirmou que viu André Dias no aquecimento e sabia que ele estava em campo. Porém guardou a informação para si, pois a menina lá de baixo informou camisa 17. Também falta ao Dida, após tanto tempo, o essencial: no jornalismo a informação é de todo mundo.
Lembrei-me, então, da história que me contaram há vários anos atrás. Naquele tempo de rádio bom, turma brasileira sempre unida em diversas promoções e jogos da Seleção. Havia sempre uma resenha legal nos botecos. Diziam que o Santos jogava (contra um time qualquer do interior, não importa) com o ataque de Dorival, Mengálvil, Coutinho, Pelé e Abel, este pai do repórter esportivo Abel Júnior da Globo.
De repente, um salseiro tremendo na área adversária e a bola sobra pra um desses escurinhos espertos e bons de bola que a manda às redes. Gol do Santos, grita Haroldo Fernandes, um narrador da Tupi-SP do tamanho do Brasil. Um gigante com quem tive a honra de trabalhar em vários eventos. "Mas de quem?" pensou consigo. Olhou para o lado e o seu comentarista rezingueiro, Mário Morais, com quem estava estremecido, não deu ar de sua graça. Haroldo chutou o nome de quem sempre fazia os gols do Peixe: "Pelé!" Imediatamente, o indicador de Mário Morais saiu do balcão e tremeu no ar, com o característico gesto negativo. Haroldo não perdeu o rebolado: "Mengálvio". O dedo manteve-se no ar, também não. "Coutinho, Coutinho" - só podia ser o xerox do Rei. Também não era, afirmava o indicador de Mário Morais.
Com apenas uma opção, o interminável Haroldo Fernandes abriu os pulmões: "Abel, foi ele sim, torcida santista" e olhou bravo para o impagável Mário Morais que fazia o sinal de positivo.
Haroldo Fernandes então deu a pincelada dos maiores narradores do rádio tupiniquim: "Dorval, Mengávil, Coutinho, Pelé e ...finalmente Abel, todo ataque do Santos mexeu na bola até o toque final, magistral, espetacular, genial da jovem revelação do Peixe, o ponteiro Abel".

O blog de Milton Neves, que "Fim Levou" registra Haroldo Fernandes. Eis ex-narrador esportivo Haroldo Fernandes, "o homem da camisa 10" da equipe 1.040 da Rádio Tupi de São Paulo, está aposentado - também como advogado-, e alterna sua vida mansa em dois endereços: no bairro do Campo Belo em São Paulo e na bela São Lourenço em Minas Gerais. "Quem ganhou, ganhou, quem não ganhou, não ganha mais". Quem não se lembra?

Haroldo Fernandes, brilhante, defendeu também os prefixos das rádios Bandeirantes, Difusora, Record, Panamericana e, na galeria dos grandes locutores esportivos do rádio brasileiro, joga no mesmo time de gênios da história como Jorge Cury, Oduvaldo Cozzi, Osmar Santos, Pedro Luiz, Edson Leite, Fiori Giglioti, José Silvério, Flávio Araújo e Joseval Peixoto.A equipe l.040 da Tupi tinha o comando de Milton Camargo e eu era o chefe da equipe de Belo Horizontes. Uma audiência do tamanho do Brasil, realmente.



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