domingo, 4 de setembro de 2011

DOMINGO COM GOSTO DE TUTU À MINEIRA E COUVE



Lembrei-me daqueles domingos ensolarados, dos ajantarados na casa dos Anselmo, família reunida, Sodico na cabeceira da imensa mesa. À direita dele a matriarca dona Geralda. Macarronada de sardinha, arroz branco, couve e tutu à mineira. Céus, era bom demais! Tudo ficou na lembrança, exceto a alegria que o futebol passava. Ou lá no Estádio doutor Maninho, logo depois de fazer o “quilo” do ajantarado, regado à Brahma casco escuro, ou no rádio, ouvindo Jorge Couri na Nacional narrando as vitórias do Mengão.
Este último domingo teve sabor de tutu à mineira com couve porque foi quase totalmente nosso. O empate do Cruzeiro (l a l) teve gosto de vitória, então conta. O gol de Montillo, a defesa de Rafael, com os pés, no pênalti cobrado por Marcos Assunção, aos 46m do segundo tempo – de novo Gilberto aterroriza a torcida – valeram por três pontos.
Um domingo esticado que começou na sexta-feira com a goleada do Boa (4 a 1) no São Caetano, em Varginha; sábado, o Galo jogou bem e convenceu na Arena do Jacaré ao meter 2 a 0 no Avaí. Tupi, Ipatinga e Villa Nova, também, fizeram bonito nas outras séries.
Acredito que como aquele saboroso ajantarado que dona Geralda servia à sua família, aos domingos, numa festa de congraçamento e alegria semanal, este domingo esticado de agora servirá de empurrão aos times mineiros. Daqui pra frente numa arrancada só, todos em busca de seus objetivos, pequenos ou grandes.
GOLEADA AMERICANA surpreende. Não foi conquistada por acaso; que queiram zebrá-la tudo bem, porém as “zebras” não costumam vir acompanhadas de goleada. No máximo uma vitória simples. A fome de gols do Coelho assustou o Vasco da Gama, até àquele momento, vice-líder do campeonato.
A vitória, ainda, não tirou o Coelho da lanterna do Brasileiro. Todavia deve ter acordado sua auto-estima. Encerrou um jejum de cinco jogos. A última vitória de Givanildo Oliveira fora na estreia dele, diante do Fluminense, por 3 a 0, no dia 7 de agosto. Também na Arena do Jacaré.
Antes o Coelho empatou de 0 a 0 com o Bahia, no meio da semana. Debaixo de forte calor, América e Vasco aprontaram uma correria desenfreada desde o início da partida.
Aos 19 minutos, André Dias aproveitou um lançamento, chegou na frente de Fernando Prass, e empurrou para as redes: Coelho, 1 a 0.
Não deu nem tempo do Coelho piscar pra Coelha e o Vasco empatou. Juninho Pernambucano cobrou falta sofrida por Diego Souza. Aos 21m, empate em 1 a 1. No meio do primeiro tempo, o Coelho mandava em campo e foi premiado pelo esforço: André Dias sofreu pênalti de Fagner. Kempes colocou o América, de novo, na frente: 2 a 1- Final do primeiro tempo.
O segundo foi melhor ainda: mais disposição dos times. Num contra-ataque, Marcos Rocha surgiu sozinho na entrada da área e mandou a bomba de perna esquerda. Coelho, 3 a l aos 13m.
Givanildo Oliveira tirou Ulisses do gramado e pôs Rodriguinho. Depois, alterou de novo: lançou Léo no lugar de Kempes e Leandro Ferreira no de Dudu. Aos 40m, André Dias fechou a goleada após receber uma escorada de Léo. Final, América 4 x l, sem discussão, sem choro, nem vela.
Eu não aceitaria outra derrota do Cruzeiro nas circunstâncias que foi o jogo contra o Palmeiras. Truncado, feio, cheio de faltas e quase sem qualquer trabalho dos goleiros. Pouca coisa, realmente, ainda mais no primeiro tempo. Os azuis jogaram sem ofensividade; Montillo preso ao esquema de segundo atacantes ao lado de Anselmo Ramon que, por seu turno, nada fazia. O meio-campo dava dó: Roger e Gilberto só erravam passes e não corriam. Detestam-se e nenhum deles queria correr para o outro. Pobre do Charles! Correu pelos dois e acabou pregado. A defesa ia bem com Marquinhos Paraná na direita, Léo e Naldo e mais Gabriel Araújo, conforme previ há tempos nesta Trincheira, moço feito pra jogar ali. Aguentou quase até o fim. Sua saída, por cansaço e lesão, quase leva o Cruzeiro à derrota.
Emerson Ávila colocou Sebá no seu lugar e recuou Gilberto. Um desastre. O veterano meia danou a fazer faltas perigosas e Marcos Assunção assustava. Até que fez um pênalti bobo aos 46m. Assunção encheu o pé e Rafael defendeu sensacionalmente.
Vale lembrar que Rafael foi responsável pela conquista da Taça São Paulo de Juniores pelo Cruzeiro, em 2007, ao defender um pênalti do mesmo jeito. Com os pés, atravessados sobre a linha.
Bom, claro que antes, o Palmeiras havia feito l a 0, justamente porque o setor de Gabriel Araújo estava vazio. Ele não se agüentava mais. Luan tabelou na entrada da área e chutou forte. Rafael fez ótima defesa, mas espalmou de lado. Lá chegou rápido Luan e n e nenhum cruzeirense. Verdão, 1 a 0. quando os azuis haviam equilibrado o jogo.
Só que Montillo estava em campo. Caçado, amarelado e perigoso. Descuidaram. Ele recebeu de Bobo, girou o corpo e saiu da marcação dupla do Palmeiras e chutou cruzado. Sem chances, Marcão! Era o 11° gol dele no Brasileiro. Final, l a l .
Boa estreia de Emerson Ávila, apesar de os erros na escalação – Gilberto e Roger – no mesmo time. Golpe de sorte com Paraná na lateral direita, apenas pra marcar. E errou na substituição de Gabriel Araújo, com a entrada de Sebá. Mandou-o jogar na frente e trouxe Gilberto pra lateral, onde é um desastre total. Melhor seria, na falta de outro, colocar logo o Sebá, canhoto, forte, brigão, na lateral. E seja com Deus quiser...

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