segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONTABILISTAS, LEIAM COM ATENÇÃO


VISTO QUE ESTE MINIFÚNDIO me pertence e faço dele o que bem entendo, vou mandar, outra vez, um recado aos amigos contabilistas que estarão envolvidos nos dias 10 e 11 de novembro em eleições para o Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais. Numa das chapas é encabeçada por Geraldo Bonfim, atual vice-presidente de Administração e Planejamento, e meu primo torto. Meu amigo direto, no entanto.Razão pela qual meto minha colher de pau em tão importante evento. A Chapa 2 é do Geraldo, que em entrevista de "peito aberto" que nem este filho do Sodico prometeu abrir a "caixa preta" do CRC-MG. A eleição será realizada em todo o Brasil simultaneamente, via internet, inclusive em Minas, onde trabalham 60 mil profissionais de contabilidade.


Boa parte destes eleitores, entretanto, ficará longe das urnas, já que somente podem votar aqueles que estão em dia com o Conselho. Em Minas a inadimplência chega a 40% dos membros do CRC. Este é um dos problemas que a chapa 2 - Renovação e Tradição - pretende enfrentar caso seja eleita. Outro é voltar os investimentos para a classe e não para o sistema financeiro, como vem acontecendo atualmente, segundo Bonfim.

"O que nós queremos é abrir a caixa preta do CRC", resume. A expressão não significa que ele considere que exista abuso ou utilização inescrupulosa dos recursos. O sentido é outro. Por exemplo, o candidato não concorda com a existência de R$ 14 milhões do Conselho aplicados no sistema financeiro, sem que os recursos gerem benefícios aos contadores. "Nós não precisamos ter R$ 14 milhões em bancos, precisamos é investir nos profissionais de contabilidade", defende Bonfim.

Para agravar a situação, com 40% de inadimplência o CRC-MG tem R$ 48 milhões a receber, mas 10% desta dívida prescreve anualmente. "A raiz do problema é encontrar formas para receber este dinheiro, mas a atual diretoria aceita passivamente a situação. Nós precisamos ter coragem para buscar formas de combater a inadimplência e distribuir melhor os recursos arrecadados", continua o candidato.

Nos outros 27 estados brasileiros a inadimplência não atinge 10% da categoria.  que em Minas uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) aboliu a Declaração de Habilitação Profissional (DHP), que impedia o exercício da profissão para quem não estivesse em dia com o Conselho.
Prevenção - Além destes problemas, Bonfim considera fundamental que o CRC-MG se volte para as organizações contábeis, onde trabalham 80% dos profissionais ligados ao Conselho. "Para oferecermos mais, é preciso fazer convênios e apoiar sindicatos e a Fecon (Federação dos Contadores), assim poderemos pensar em organizar cursos, em criar um plano de saúde, investir em educação continuada, em previdência privada, entre outros". Segundo o candidato, trabalhar em cima do profissional é praticar a fiscalização preventiva, mas para fazer isso é preciso ter vontade política.
O CRC-MG, de acordo com Geraldo Bonfim, arrecadou, em 2011, cerca de R$ 17 milhões. No ano, esta arrecadação deve chegar a pouco mais de R$ 18 milhões. Destes, 40% são usados no pagamento de pessoal, 21% são repassados para o Conselho Federal e 10% são usados para financiar convenções, congressos e outros eventos dos quais poucas pessoas participam, assinala. Por outro lado, cerca de 3% vão para a organização de plenárias e diárias para conselheiros que vêm para reuniões na Capital. Já as delegacias seccionais consomem 4% da arrecadação anual. "O que me deixa revoltado é constatar que os gastos com cursos e treinamentos não chegam a R$ 300 mil. Nós gastamos cinco vezes mais com convenções e congressos freqüentados por poucas pessoas do que no treinamento e especialização dos integrantes do CRC."
Suas propostas incluem também a regionalização das ações do Conselho. Mas ele quer ir além e ampliar a participação. "Hoje somos 24 conselheiros e o órgão supremo é o Plenário. Mas há também o Conselho Diretor, formado pelo presidente e seis vice-presidentes. Acontece que as reuniões do Conselho Diretor são fechadas, até por determinação do regimento. Não concordo com isso, quero abrir estas reuniões para a participação de todos os 24 conselheiros", ressalta, criticando a forma como os trabalhos são conduzidos. "O regime hoje dentro do CRC-MG é presidencialista. Também não concordo com isso, é preciso colocar limites nas ações do presidente", propõe.

NÃO CONDENEM MONTILLO PELO ‘FUDIDO’.

A mensagem enviada pelo meu eterno companheiro e um dos grandes repórteres esportivos que a crônica brasileira produziu, Walter Luiz de Oliveira, além da defesa do meia Walter Montillo, que soltou o verbete “fudido” numa entrevista coletiva, permite, também, uma discussão sobre o certo e o errado na linguagem. Alguém antes me teria chamado a atenção porque grafei “fodido” ao fazer a defesa de Montillo.
Não condenem a mim, nem ao Montillo e nem ao Walter Luiz por usar “fudido”. Lembro-me dos meus tempos de Sportv. Sempre havia um “chato” no ponto que dava uma risadinha quando eu dizia: “agurinha mesmo”. No entanto, o mesmo “chato” arrastava o “s” carioca em seus alertas: “Excuta”. Ou fechava o “O” como naquela famosa frase “Faiz um friu danado no Riu, na casa do meu Tiú..” Aí quando o comando era de São Paulo, vinham lá eles com o “R” carregado e o “E” fechado, nunca usando “I” no lugar dele. Exemplo: “futibol” falamos nós; eles dizem “Futebol”.
No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa os verbetes Foda (ato sexual) e Foder (copular) são grafados com “O” e o que deriva dele “Fodido”, como não podia deixar de ser, também. Apenas este dicionário está certo? Não.
Escrever, ou comunicar, deve estar mais perto possível da língua falada. No Brasil, é mais comum usar-se “Fuder” do que “Foder” na manifestação oral. Os significados são os mais variados, conforme mostra meu amigo Walter Luiz abaixo e, portanto, não se pode condenar o argentino Montillo pelo que se intitula de “palavrão”. Talvez não só pelo desconhecimento do significado padrão, mas, também, por que já se sinta tanto em casa que não se intimida com o patrulhamento gramatical dos puros de araque.
Tudo isso para justificar a mensagem correta do amigo Walter Luiz:
“Meu Caro Chefe Flávio Anselmo. Obrigado pelo envio diário de sua coluna que leio sempre. Me manifesto pouco e as vezes não concordo com comentário mas na maioria entendendo o seu magnífico ponto de vista real, autêntico e característico. Do lado de cá, em uma das minhas três máquina virtuais, me sinto ao seu lado embora nunca tenha sido lembrado para sentir esse prazer em um programa de TV. Mas também, pra que, não é mesmo? Eu não me sentira muito à vontade para participar por mais agradável que isto fosse pois afastado há mais de 20 anos da crônica esportiva, me recolho a minha insignificância e fico de longe a bater palmas para quem sabe e expõe suas idéias e opiniões gabaritadas. Hoje sou platéia e nada mais que isto. Mas a minha mensagem é para lhe dizer que lendo a crônica de hoje acompanhei o tópico relacionado ao que falou o meu xará Walter Montillo (fudido). Tomei a liberdade de buscar informações sobre o termo e as coloco aqui para que - se você achar por bem - mostre para aqueles que não entenderam o "gringo", e não o condenem porque foi mais uma força de expressão de quem não domina o nosso difícil idioma. condená-lo por isto é mesmo perdoar o que as tv's mostram diariamente.
Fudido
Sinônimos: Problema renomado foda
Antônimos: solução loser medíocre
Relacionadas: lascado ferrado frito sucesso expertise grana
1. Fudido
Sem saída, ferrado, lascado, com problemas, em situação difícil.
O rapaz está fudido se ele não pagar a pensão do filho dele. Com certeza vai em cana.
2. Fudido
Na pior. Pode ser interpretado também como muito bravo.
Depois que ele perdeu o emprego, ficou fudido.
3. Fudido
Penetrado, enfiado
Aquela mina foi fudida por um negão ontem num motel!
4. Fudido
fudido é sem grana , é uma pessoa pobre ou fudid@!!!!
aquela muleca é fudida!
5. Fudido
Quem se destaca em determinada função, tarefa, profissão, evento.
Fulano lançou 3 livros sobre o tal assunto só este ano. Ele é fudido nessa área!
Mais de 100.000 pessoas foram ao show da banda. Eles são fudidos...

domingo, 30 de outubro de 2011

GALO DÁ ADEUS Á SEGUNDONA

Por favor, não se apressem em fazer qualquer avaliação de minha sanidade. Não estou louco, nem afirmaria nesse presente momento que mudaria de nome caso o Galo caísse pra Série B. Até porque cumpriu-se a 33ª rodada do Brasileirão e faltam cinco nas quais ele precisa de, ao menos, seis pontos, duas vitórias, que somados aos 36 atuais evitaram matematicamente o rebaixamento. E os adversários que lhe restam são da prateleira de cima: Grêmio (em casa), Figueirense (fora), Coritiba (em casa) e Corinthians (fora) além do clássico com os arquirrivais celestes na última rodadas.

O que me conduziu a tal avaliação antecipada de que o Galo fugiu da Segundona está no comportamento da equipe demonstrado, outra vez. Durante o jogo contra o Palmeiras, exceto nos minutos finais quando relaxou e quase permitiu o empate – lembrando que o adversário tinha apenas nove jogadores, com as expulsões de Maurício Ramos, aos 23m do segundo tempo, e Valdívia, aos 28´ - o Galo dominava amplamente o jogo.

Não demonstrou um pingo de desespero nem ao levar o gol de Luan, aos 39m, e passou pela pressão final. Calmamente, retomou a posse da bola e ganhou o tempo suficiente pra segurar o marcador de 2 a 1. Outra coisa: a fórmula encontrada por Cuca de usar Neto Berola logo de cara até que ele esgote sua condição física tem dado certo. Fez o primeiro gol do Galo, num belo lançamento de Bernard, que os narradores paulistas quiseram botar em impedimento, mas que a modernidade comprovou que o calcanhar do beque palmeirense (Thiago Heleno) dava condições a Berola. O segundo gol então, confirmou que a má fase foi-se: um contra-ataque perfeito, aproveitando o erro do Verdão, a velocidade de Bernard e a múltipla função de Felipe Soutto que apareceu na área pra completar num belo chute de esquerda: Galo 2 a 0.

O Galo ficou mais longe da zona do rebaixamento. O primeiro é o Ceará com 32 pontos. O Atlético tem 36, 10 vitórias, e colocou o Bahia, 36, com 8 vitórias, mais o Cruzeiro, com 34 pontos, entre ele e o buraco negro. Pra quem estava enfiado lá dentro, o pulo é extraordinário; quem estava longe, como Bahia e Cruzeiro, um terrível abalo psicológico.

Ou seja, é mais fácil o Galo manter o pique do que Bahia e Cruzeiro interromperem a queda livre.

Restou ao Cruzeiro rezar as cantilenas de sempre: jogou de igual para igual, teve boas oportunidades, faltou competência ao ataque, e no final, no único descuido, permitiu a cabeçada fatal de El Loco pra fazer Botafogo l a 0, no Engenhão.

A derrota freia a reação celeste no Campeonato Brasileiro, após vitória contra o Atlético-GO na 31ª rodada. Agora, a missão é reencontrar os três pontos contra o Flamengo, fora de casa, no domingo.

O gol carioca foi de uma jogada manjada e treinada, já conhecida por Vagner Mancini tanto que ele insistiu em escala Léo pelo lado direito. Elkeson desceu livre e Léo permitiu que ele fizesse o cruzamento. Victorino largou El Loco e fazia a cobertura de Léo. Naldo deixou o uruguaio subir mais que ele, por trás, e acertar violenta cabeçada em defesa para Fábio.

O time velho de Vagner Mancini continua morno, sem força de recuperação. Marquinhos Paraná ], Roger e Montillo, cansados, foram presas fáceis para os botafoguenses. Charles teve cansado aos 20m do segundo tempo e o menino Elber entrou. Anselmo Ramon e Farias foram trocados por Keirrison e WP-9. Ou seja, seis por meia dúzia.

Os próximos adversários do Cruzeiro – arrepiem! – são Flamengo, no Rio; Internacional, aqui; Avaí, na Ressacada, onde o bicho pega; Atlético-PR em casa e o clássico na última rodada. Rezem, rezem muito. Principalmente o Senador.

Ah, o América foi derrotado pelo Coritiba, na bela capital paranaense? E de virada? O gol do Coelho foi de Kempes? O time mantém na lanterna? Nenhuma novidade. Sigamos em frente.

Briga boa continua pelo título e pelas vagas na Libertadores. O Botafogo retomou a posição de briga com a vitória sobre o Cruzeiro. Chegou aos 55 pontos e 16 vitórias. A liderança voltou ao Corinthians, que virou por 2 a 1 em cima do Avaí, no Pacaembu, com apito amigo e tudo mais. Tem o mesmo número de pontos do Vasco, e uma vitória a mais. Os vascaínos pararam no São Paulo de Emerson Leão, em São Januário. Jogo não foi lá essas coisas como querem analisar. De bom só teve a arbitragem do mineiro Ricardo Marques Ribeiro. Boa não, ótima. Surpreendente.

No sábado, o Santos goleou o Atlético-PR na Vila por 4 a l. Quatro gols do menino Neymar. O socorro que o futebol mineiro tem precisado pra sair da situação caótica nem é a impossível e bilionária contratação de Neymar. É ser presenteado com uma arbitragem dessa: dois pênaltis marotos e um gol em que o Jóia fez falta visível no seu marcador.

O Ceará deu susto em Atlético e Cruzeiro sábado. Começou fazendo l a 0 no Fluminense, numa falha terrível do zagueiro tricolor. Depois, a calma sobreveio com Rafael Sóbis marcando duas vezes e Fred em vez de goleador um grande assistente. O Flu, com 53 pontos, subiu para quarto lugar e passou o Flamengo. A briga pela vaga na Libertadores está uma loucura!!!

“Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...Flamengo sempre eu hei de ser...” sei lá se esse belo hino de Lamartine Babo, que era torcedor do América, encarna toda verdade. Me peguei no domingo torcedor do Grêmio, após os 2 a 0 rubro-negros, talvez em função do hino de Lupicínio Rodrigues: “Até a pé nos iremos, para o que der e vier... mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio, onde o Grêmio estiver”. A virada foi maluca: 4 a 2. Virada, também, em Floripa: Figueirense 2 x Bahia l. Só não teve em Goiânia: Atlético-GO 0 x Inter l.

Foi uma rodada excelente para o Galo. As viradas o ajudaram bastante. O vento da sorte sopra agora no varal onde se encontra a camisa atleticana dependurada por Roberto Drumond.

TUPI CHEGA NA SERIE C

Da Assessoria de Imprensa do Tupi Futebol Clube – Juiz de Fora:


Está escrito – ou deveria estar - nas regras dos deuses de futebol (e também nas do Deus único) que aqueles que perseguem uma glória com paixão a conseguem um dia. O dia e a hora do Tupi Futebol Clube chegaram: 30 de outubro de 2011, em Anápolis (GO), por volta das 18h50, ao final da partida contra a Anapolina: empate em 2 a 2. Foi o bastante: o Galo está nas semifinais da Série D e, principalmente, na Série C de 2012 – ano do centenário dos Carijós.

E como escreveu Homero, não há glória maior para um homem que aquela conquistada com os pés e as mãos. As mãos de Rodrigo e os pés de Adalberto, Wesley Ladeira, Silvio e Augusto; Assis, Marcel, Luciano Ratinho e Vitinho; Ademilson e Allan. Henrique, Chrys e Michel.

E não foi fácil, mas bem ao estilo Carijó. O time levou um golpe, aos 30 minutos do primeiro tempo (através de Nonato). No segundo tempo ficou com um jogador a mais e perdeu um caminhão de gols. Todos inacreditáveis. Com Allan, cara a cara, para fora; com Henrique, cara a cara, defesa do goleiro; Com Luciano Ratinho e com Ademilson, que demorou a chutar.

Os Deuses do Futebol costumam castigar e Celso fez o segundo gol do Anapolina, aos 30.

Mas, com o Tupi os Deuses do Futebol apenas avisam. E três minutos depois, Augusto cruzou, Wesley Ladeira escorou e Ademilson só cumprimentou. E aos 43 minutos, Henrique fez grande jogada e Ademilson colocou a bola no ângulo.

O Tupi jogou, empatou e se classificou com Rodrigo, Adalberto, Wesley Ladeira, Silvio e Augusto; Assis, Marcel, Luciano Ratinho (Chrys) e Vitinho (Henrique); Ademilson e Allan (Michel). Técnico: Ricardo Drubscky.

Anapolina, do técnico Nivaldo Lancuna, atuou com Edinho, Flávio, Duda, Celso e Jadilson (Dill); Emerson Cris, Jacó e Cleiton; Valdanes (Rivaldo), Nonato e Raylan (Potita).

Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR), auxiliado por Marrubson Mello Freitas e Luciano Benevides de Sousa (ambos do Distrito Federal – DF) cartões amarelos: Ademilson e Adalberto (Tupi), Duda e Flávio (Anapolina); Cartão vermelho: Emerson Cris. Público: 2.720 pagantes; Renda: R$ 16.085”



DO EDITOR: Quis publicar o texto como ele me veio. Tenho feito isso nos últimos jogos. Para manter nas palavras o sentimento de alegria e vibração de quem o escreveu. Parabéns ao meu amigo Ricardo Drubscky, um dos bons treinadores do espaço mineiro, e de resto à moçada do Tupi. Primeiro objetivo, o maior de todos, conquistado. Atrás agora do caneco.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CRUZEIRO: OU BOTA FOGO NO ENGENHÃO OU SAI TORRADO.

“Flávio Anselmo! Sou fã de seu trabalho e o "acompanho" há um bom tempo. Como bom (aliás, ótimo) atleticano, é óbvio que sou anti Cruzeiro em gênero, número e grau e sugiro que o senador seja rebatizado como "Zezé Ruela", afinal, ele mais que merece!”. A mensagem é do leitor Marcos Henrique –BH.

Por que eu a transcrevo? É pra que ZZ Senador não se esqueça jamais do infeliz momento em que sua velha arrogância levou-o afirmar que “mudaria de nome se o Cruzeiro caísse”. Na época, os números já sugeriam queda vertical e em vez de buscar o remédio contra o descenso, ele preferiu vender Dudu e Thiago Ribeiro



 (

                                                 Dois amigos: Loco Abreu e Victorino
E o que mais se pode fazer agora? Vencer o Botafogo no Rio é uma das opções. Subir degrau a degrau. Com ousadia, superação e unidade no grupo. Talvez o elenco do Cruzeiro após várias sacudidas tenha chegado ao estágio da humildade de reconhecimento.

Se todos fizeram a borrada e agora terão de limpá-la pra justificar o cartaz que os trouxe à Toca da Raposa II. E para jogar com salários em dia, pagamentos em ordem, num dos clubes mais bem estruturados do País. Ainda que banhado da arrogância perrelista.

Acredito nas possibilidades do time no jogo de hoje no Engenhão, a despeito dos deslizes de Vagner Mancini em insistir com os veteranos fora de forma física.

Escalar Charles e Roger de cara é uma temeridade. Mais porque o elenco tem Sandro Manoel e Ebert na ponta dos cascos. Há certa dúvida, também, quanto a Léo de lateral direita. Não será nunca um lateral. É uma linha de quatro zagueiros fechando Marquinhos Paraná pelo lado esquerdo. Diego Renan ficará liberado junto com Montillo e Roger na armação. Charles, à meia-boca, e fora de suas características fará o primeiro combate na frente da zaga.

Agora não adianta discutir sexo dos anjos: é preciso acreditar. Ou esperar pra ver.

Botafogo e Cruzeiro, neste sábado, às 18h, no Engenhão, reserva uma briga boa entre os uruguaios, amigos e companheiros de Seleção, Victorino e Loco Abreu. Na Toca foi feita uma enquete: “você aposta em quem nesta briga?”

Montillo se divertiu e respondeu, em tom de brincadeira. ”Vou apostar no Victorino, se eu apostar no Abreu estamos f...”.

Muita gente preferiu levar o “palavrão” do ídolo pro lado do desconhecimento dele. Bobagem. Desde quando “fodido” é palavrão. Pode ser encontrado todo dia na Rede Globo...

CUCA DEFINE POR BEROLA E PIERRE É MISTÉRIO

Cuca definiu tudo com relação ao time que enfrenta o Palmeiras neste domingo. Exceto se Pierre joga ou não, porque isso cabe à diretoria. Pierre treinou entre os titulares toda a semana, todavia foi sacado da equipe e nem participou dos treinamentos da sexta-feira. A diretoria do Galo, por outro lado, fechou-se. Não informada nada quanto ao pagamento da multa de R$ 200 mil que liberaria o atleta. Tática de jogo?


Não creio nesse tipo de tática, mas sim que Pierre jogará.

Penso que Cuca, igualmente a Mancini, tenha errado na opção de Berola como titular, com Magno Alves no banco. É uma substituição que terá de fazer durante a partida e não sabe em qual altura do jogo.

Estou com Réver. É preciso destacar também a entrada do lateral Triguinho, o terceiro zagueiro, como fator de melhora da defesa. Verdade. Porém, é preciso ir mais longe e destacar Carlos César na lateral direita e a volta de Felipe Soutto, o crescimento de Daniel Carvalho; a ajuda do irrequieto e múltiplo Bernard, etc, etc.

Meu amigo Afonso Celso Raso – o Fon-Fon das saborosas colunas diárias no DIÁRIO CATÓLICO -, atualmente presidente do conselho de administração do América, falou bonito na inauguração da sala de Imprensa “Paulo Papini” – outra fera saudosa do colunismo esportivo.

Para ele, a possível queda para a Série B não deve ser encarada como uma derrota pelo América. “Se cairmos, temos a plena convicção de que vamos voltar para a Série A. O América não vai esmorecer e nosso clube sempre lutará com a força do espírito competitivo como teve o grande americano Paulo Papini” destacou..

É assim que se pensa Fon-Fon! Cair não é o fim do mundo. Mirem-se no exemplo do Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Grêmio, Coritiba, Milan, Juventus, e um monte de times pelo mundo afora.

Da Assessoria de Imprensa do Tupi: “ A gerência de futebol do Tupi definiu a logística da viagem para o jogo de volta das quartas-de-final da Série D, domingo em Anápolis (GO), contra a Anapolina, marcado para às 17h de domingo, no Estádio Jonas Duarte. A delegação embarcou, de ônibus, para Belo Horizonte (MG) . Da capital mineira, seguiu, no voo das 22h47, para Goiânia (GO) – com chegada às 0h15 do sábado. O trajeto para Anápolis – cerca de 70 km da capital goiana - será feito no domingo, por volta das 14h.”

O Tupi está perto da série C. Venceu o primeiro jogo em casa por 4 a 1. Sucesso, camaradas, em Goiás.

NEPOTISMO (?) DERRUBA FILHO DO PREFEITO

Quero entender e não consigo. O cara é jovem, entusiasmado, competente, rico demais, e trabalho de graça, como voluntário, no Comitê da Copa, mas teve que ser desligado porque o Ministério Público ajuizou ação contra a medida por o moço é filho do Prefeito. Nepotismo? Quer dizer alguém na função, profissional gabaritado como o exonerado, ganhando um alto salário como o cargo requer, onerando a folha de pagamento da Prefeitura, pode... De graça, por ser filho do Prefeito, não pode.

Que país rico é esse, minha gente?
Gostei de ver o empenho do Ministério Público em defesa do meu dinheiro de contribuinte!
Uma portaria assinada pelo prefeito da capital em 28 de agosto de 2009 permitiu que ele assumisse o posto. Com a saída de Tiago, o prefeito Marcio Lacerda assume a presidência do comitê, que terá como coordenadora-executiva Flavia Rohlfs. Ela atuava como gerente do projeto sustentador da Copa. ( Na foto de Fernanda Brescia - Gl MG) Tiago e Flávia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

GALINHO DA MANCHESTER QUASE NA SERIE C

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA DO TUPI:


JUIZ DE FORA: O Tupi Futebol Clube ficou muito perto da sonhada vaga na Série C em 2012 – ano de centenário do clube – ao golear a Anapolina (GO), por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (26/outubro), em Juiz de Fora. Ademilson marcou três vezes e deu o passe para Henrique fazer o quarto gol – Nonato descontou para o time goiano. No jogo de volta, marcado para domingo (30/outubro), em Anápolis (GO), o Galo pode até perder por até dois gols de diferença que estará sacramentada a ascensão.
Com Ademilson e Allan no ataque – a dupla de “xodós” da torcida, campeã da Taça Minas em 2008 – O Tupi aproveitou o apoio do seu melhor público no campeonato e o clima (atmosférico e de espírito) e deixou seus torcedores em estado de graça.
E era o dia de Ademilson. Aos 35 minutos do primeiro tempo, ele aproveitou o rebote do goleiro em chute de Henrique e abriu o placar. No segundo tempo, aos 27, ele se antecipou a uma cobrança de escanteio de Vitinho e estufou as redes. Em seguida, aos 34, logo depois do gol do Anapolina, ele ganhou do zagueiro e bateu com uma firmeza inabalável. Por fim, Ademilson recebeu uma bola açucarada de Luciano Ratinho, mas, generoso, serviu a Henrique, que fechou o placar, aos 42 minutos.
O Tupi jogou e venceu com Rodrigo, Felipe Cordeiro (Henrique), Wesley Ladeira, Silvio e Augusto (Michel); Assis, Marcel, Luciano Ratinho e Vitinho; Ademilson e Allan (Adalberto). Técnico: Ricardo Drubscky.
A Anapolina, do técnico Nivaldo Lancuna, atuou com Edinho, Duda, Celso (Dill) e Jacó; Flávio, Emerson Cris, Foiani, Potita (Raylan) e Jadilson; Valdanes (Ismael) e Nonato.
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP), auxiliado por Lilian da Silva Fernandes e Andrea Marcelino de Sá.
Cartões amarelos: Marcel, Ademilson (Tupi), Foiani e Jacó (Anapolina)
Público: 3.759 pagantes



Renda: R$ 27.550

SÓ O VASCO FICOU DE PÉ

O FUTEBOL BRASILEIRO resolveu continuar não dando a menor bola pra Copa Sul Americana. Apenas o Vasco manteve um time honesto até o momento, apesar de já ter vaga na Libertadores, como campeão da Copa do Brasil. A dupla humilde, Ricardo Gomes e Cristovão - mais agora o Cristovão - parece disposta a ganhar tudo este ano em termos nacionais e internacionais. Líder isolado do Brasileiro, na quarta-feira o Vasco sapecou aquela goleada de 8 a 3 no "famoso" Aurora. 0 menino Bernardo, agora com cabelo à moicana, tipo Neymar, cheio de tatuagem no braço, marcou o primeiro gol. Uma pintura. Lance pra ver e rever e encher os cruzeirenses de ódio porque este jogador foi desprezado por Adilson Batista e por ZZ Senador. É reserva no Vasco, mas beija o escudo da camisa quando faz gol e promete que de lá só sai para o exterior. Toca da Raposa nunca mais. Os outros brasilerios dançaram. O Flamengo levou um time feio ao Chile porque estava praticamente eliminado. Havia perdido a primeira em casa por 4 a l. Mesmo assim compensa ver o VT desta partida vencida pela La U por l a 0 só pra ver as duas furadas ridículas do William. Uma cópia da outra. Chutou com o pé esquerdo e furou com o direito. Rolou pelo chão.
O São Paulo de Leão que já brigou com Rivaldo e nem o levou na delegação ao Paraguai perdeu por 2 a 0 do Libertad. Luiz Fabiano fez um pênalti escandaloso que Aquino transformou no primeiro gol dos guaranis.
Na terça-feira, o Botafogo já havia sido mandado embora porque apanhou de 4 a 1 do Independiente, em Santa Fé, Colômbia.

IDOLO É IDOLO EM QUALQUER PARTE DO MUNDO


(Foto de Jorge Gontijo - EM/DA Press)
CRAQUE NASCEU pra ser ídolo. Em qualquer parte do mundo. Uma infeliz contigência, não permitiu que os hermanos pudessem curtir o futebol diferente e o carisma de Walter Montillo. Azar deles e felicidade dos chilenos e agora dos brasileiros. No jogo de quarta, no Estádio Nacional de Santiago do Chile, os atletas da Universidad antes do jogo contra o Flamengo, apoiados por mais de 60 mil pessoas, entraram em campo carregando uma faixa na qual estava escrito: "Fuerza Santino. Fuerza Walter" . De imediato, os aplausos surgiram e os gritos de "Santino, Santino", ecoaram forte.
Na tarde do mesmo dia, 1.600 torcedores compareceram ao treino do Cruzeiro espremeram-se nas arquibancadas da Toca da Raposa II, para apoiar o time. Centenas não conseguiram entrar e ficaram de fora. Dentro do CT, os cruzeirenses entoaram gritos de incentivo aos atletas. Em um dado momento, a torcida entoou o grito “Santino Guerreiro”, em referência ao filho de Montillo, de 1 ano e meio, que realizou uma cirurgia no intestino na última semana. Uma faixa e um cartaz com os dizeres “Força Santino” também foram empunhados pelos torcedores.
Vagner Macini soube captar essa empatia e não fechou os portões da Toca no coletivo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MANCINI TEM MEDO DA JUVENTUDE

Sugeri que Vagner Mancini entregue logo a camisa 5 para o recifense Sandro Manoel. Mas ele quer mesmo apostar na experiência de Fabrício ou Charles, ainda que ambos estejam meia-bomba, com recuperação de lesões musculares. Este medo de apostar na juventude é que me faz desacreditar em qualquer técnico. É engenheiro de obra pronta. Gosta mesmo de ver o time escalado com aquele monte de medalhões. Certamente, reza na cartilha do “menino ganha jogo, campeonato quem ganha são os adultos”. Por isso teve atrito com a meninada do Santos.
As dores na panturrilha direita do volante Fabrício se tornaram motivo de grande preocupação para Mancini. Sem saber se poderá utilizar o jogador contra o Botafogo, no próximo sábado, às 18h, o treinador não sabe como descobrir outras soluções. Mesmo que elas estejam na frente dele. Em momento algum, ele fala de Sandro Manoel.
Além de Fabrício, outros três volantes cruzeirenses estão no departamento médico. Enquanto Leandro Guerreiro e Everton ainda estão distantes de retornar, Mancini aguarda pelo retorno de Charles, que sofreu um estiramento na coxa direita durante treinamento da semana passada na Toca da Raposa II. Inicialmente, o departamento médico do Cruzeiro estabeleceu prazo para recuperação entre dez e 15 dias.
Ideia agora fixa no esquema 3-5-2, Mancini afirma que isso “atrapalha, porque sempre você busca achar o caminho. Nesse momento, a gente achou. Não digo que vou manter o esquema, mas é uma boa opção a partir do momento que vi equipe bem arrumada em bola parada e jogada área. De repente, sem um volante, vamos ter de armar a equipe diferente. Nessa estrutura, precisamos de meio que sustente a equipe. Mas espero que Charles ou Fabrício sejam liberados para sábado”.
E se não houver a recuperação de ambos? O Cruzeiro então não entraria em campo? A prata da casa sente-se desprestigada nesse momento. Em qualquer entrevista, o técnico nem sequer lembra que os meninos existem. E não há ninguém por perto pra contestá-lo. Lembrá-lo que o rapaz faz parte, também, do elenco e merece melhor tratamento.
Givanildo e o seu América têm que vencer seis vezes nos sete últimos jogos que lhes restam no Brasileiro. Todavia ninguém fala em entregar os pontos ou jogar a toalha.
O próximo jogo é contra o Coritiba de Marcelo de Oliveira no Couto Pereira, domingo. Novamente, o Coelho estará todo remendado. O seu principal jogador, Marcos Rocha, foi expulso contra o Grêmio e não joga. Givanildo não faz mistério e nem chora a situação. Tem até um time pronto, ao contrário de Mancini. O provável time do América para o confronto terá: Neneca; Micão, Anderson e Everton; Sheslon, Amaral, Leandro Ferreira, Rodriguinho e Gilson; Alessandro e Kempes.



LEO PROPÕE VAQUINHA PRA ESCALAR PIERRE

CASO QUEIRA CONTAR COM PIERRE no domingo contra o Palmeiras, o Galo terá de pagar a multa de R$200 mil constante no contrato pelo empréstimo do atleta. Eu sugeria que o Galo pague qualquer importância pra escalar o volante. Sugestão apoiada pelo zagueiro Léo Silva que justificou: " depois da entrada de Pierre, a média de gol caiu". E acrescentou: toparia até fazer uma caixinha ou vaquinha no elenco pra assegurar Pierre. Será que os demais topariam?



                                               (Foto de Jorge Gontijo - EM/DA Press)

Luiz Felipe Scolari, sob forte pressão da torcida pra deixar o time voltar pra casa agora, promove diversas mudanças no time que enfrenta o Galo. Uma delas, o Palmeiras terá apenas um atacante: Fernandão. Melhor assim, que Felipão esteja mais perdido que cachorro que cai do caminhão de mudança.

Ricardo Bueno não poderá atuar, porque está na mesma situação de Pierre, só que o Palmeiras não vê razões pra pagar sua multa. O Palmeiras treinou com Deola; Cicinho, Maurício Ramos (Thiago Heleno), Henrique e Rivaldo; Chico, João Vitor (Márcio Araújo), Patrik (Gerley), Tinga (Vinícius) e Valdivia; Fernandão. Ou seja, nada definido, a não ser que haverá mudança.







                                          

FESTA DE CARAÚNA EM BRASÍLIA

                                          ( Eu com meu irmão Fábio Paceli em Brasilia)

FOI LEGAL A NOITE de autógrafos do meu primeiro romance "Caraúna", no Mercado Municipal de Brasília. Tudo registrado em fotografias, que, infelizmente,  não tenho espaço suficiente nesta blog pra mostrá-las. Meu irmão Fábio Paceli organizou tudo. Outros livros meus também foram autografados, destaque para o "Marias Chuteiras". Valeu pela festa, pelo reencontro com os sobrinhos e amigos de Brasília, porém uma daneira a gripe que trouxe de lá. Jogou-me na cama.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SE TIVER QUE PAGAR POR PIERRE, QUE O GALO PAGUE



No Atlético impressionou-me a forte marcação da defesa. Destaque especial pra Bernard, um corisco em campo. Pierre (FOTO), também, me agradou bastante. Se o Galo tiver que pagar multa pra contar com ele contra o Palmeiras, que pague. Sem Pierre, o problema será maior. A gente já viu isso antes.


Uma coisa que os estatísticos não preveem. Um fato real, destacado pelo Rever: o comportamento do Atlético na vitória de 2 a 0 em cima do Fluminense, no o, no Engenhão, o zagueiro espera que o time repita a confiança, a entrega e o empenho demonstrados diante dos cariocas nas sete partidas que restam até o final do Campeonato Brasileiro. A começar pelo jogo do próximo domingo contra o Palmeiras.

Também penso que o Galo mostrou diante do Fluminense que está mais confiante. Rever destaca que há duas rodadas, o time criou 15 chances claras de gol e não conseguiu concluir bem. Provamos que a fase está mudando. O Galo teve três chances e marcou dois gols. E conseguiu anular a equipe do Fluminense, marcando bem desde o ataque.

Depois de ver a chance de brigar pelo titulo escapar-lhe entre os dedos das mãos, o São Paulo resolveu apelar feio: chamou Emerson Leão de volta

Emerson Leão está de volta ao São Paulo. Contratado na manhã desta segunda-feira, o técnico já começou a trabalhar no período da tarde no CT, onde se reuniu com o grupo para uma conversa inicial. À noite, viaja para o Paraguai, onde na quarta-feira o Tricolor enfrenta o Libertad, pela Copa Sul-Americana.

Na apresentação do técnico à imprensa, o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, falou sobre o fato de Leão voltar ao São Paulo em situação semelhante à da primeira passagem dele pelo clube, no segundo semestre de 2004, quando pegou a equipe das mãos de Cuca em sétimo e a levou até o terceiro lugar no Brasileirão, garantindo vaga na Libertadores do ano seguinte.

- Vínhamos de um período de aquisição de novos valores. E embora tenha tido uma passagem rápida, ele nos levou à Libertadores, foi campeão e depois deixou uma equipe montada para nos tornarmos campeões da Libertadores e do Mundial. Nesse momento vivemos um momento igual, de reformulação. Acredito que a vinda dele agora, com o conhecimento da cultura do clube, nos dá a expectativa de que ele consiga o mesmo índice de aproveitamento do São Paulo nos últimos dez anos - ressaltou o dirigente.

Substituto de Adilson Batista, Leão assinou contrato só até o fim do Brasileiro. Ele estava desempregado desde sua conturbada passagem pelo Goiás, no ano passado. O treinador falou sobre o retorno e disse que o momento é de trabalhar mais e falar menos.








SANDRO MANOEL É O NOVO RECIFE

O Cruzeiro estará esfacelado diante do Botafogo, no Rio. Além dos contundidos já conhecidos – Dodô ,WP-9, Charles, Everton e Leandro Guerreiro – o técnico Vagner Mancini não deverá contar com Fabrício e Roger. Que daneira, hein? Suas opções reduziram-se mais ainda: o treinador pretende manter o esquema de três zagueiros até por falta de opções.


Como não gostou da atuação de Vitor, tanto que o substituiu ainda no primeiro tempo, existe a possibilidade de trocar Diego Renan de lado e entrar com Gabriel Araújo na lateral esquerda. No meio-campo que ficou vulnerável contra o Atlético-GO nas alterações que foi obrigado a fazer durante o jogo, Mancini só conta com Sandro Manoel.

Lembram-se de que escrevi aqui sobre a necessidade de o Cruzeiro ter outro Augusto Recife? Taí. Sandro Manoel é recifense, tem 1,71 – um pouco mais alto que Augusto – e futebol mais refinado. Mancini tá é com medo de encher o time de prata-da-casa: Diego Renan, Sandro Manoel, Ebert, e Gabriel Araujo. O que se há de fazer? Só tem eles mesmo; os medalhões estão estourados!

Sempre defendi a tese de que qualquer time brasileiro precisa de pelo menos dois argentinos ou uruguaios. Eles aumentam o poder de vibração da equipe e servem de estímulo aos outros chupa-sangues. Enquanto o Cruzeiro jogou com WP-9 e K9 lá na frente, ou mesmo com o tal de Bobô, o time não mostrava qualquer sentimento de solidariedade ou vontade de vencer. Sozinho, Victorino e Montillo faziam suas partes, se matavam no gramado, sem solução. Com Farias, a coisa mudou, notaram? Ele veio jogar na lateral, acompanhou na final as descidas de Thiago Feltri que davam tremenda dor de cabeça ao treinador Mancini. E, ainda, apareceu três vezes nas costas de Feltri pra chutar a gol. Numa deles marcou o gol de empate.

OS ESTATÍSTICOS SURTAM NOSSA CABEÇA

Queiram acompanhar todos os detalhes dos estudos e projeções dos estatísticos sobre as probabilidades de descenso dos nossos times no Brasileiro e acabarão malucos que nem eles. Há pouco menos que dois meses, diziam que o Cruzeiro tinha 36% de chances de cair e o Galo 60 e alguma coisa. No momento, mudaram tudo.

Se a bela vitória por 2 a 0 do Galo sobre o Flu não foi suficiente pra fazê-lo superar seu arquirrival no futebol mineiro foi o suficiente pra arrancar o alvinegro lá de baixo. Ficou atrás dos celestes um ponto na classificação geral, porém nas contas dos matemáticos tem menores chances de cair ( 31/4%) do que o adversário que teria 33,7% .

Que doideira é essa? Os matemáticos imaginam que o Cruzeiro tenha reduzidas chances de vencer o Botafogo no Rio e que os seus jogos seguintes são mais pesados do que os do Atlético. Avaliam os homens das bolas mágicas, que o Cruzeiro jogará duas vezes no Rio de Janeiro, contra Botafogo e Flamengo. Duas sentenças de morte para eles, eu imagino. Já o Galo terá duas partidas seguidas na Arena do Jacaré, contra Palmeiras e Grêmio. Não levaram em conta que o Galo teve três – Ceará, América e Santos e ganhou apenas cinco pontos. Lembram-se?

O Botafogo ganhou 34 pontos em casa em 45 possíveis. O Palmeiras, adversário do Galo, nem aparece entre os 10 melhores visitantes. Mas é um time grande. Se empatar traz imenso prejuízo. Se a tabela para os azuis é mais complicada nas duas próximas rodadas, não se esqueçam que nas últimas rodadas o Galo terá dois times que brigam pelo título como adversários, Botafogo e Corinthians, enquanto o Cruzeiro terá quatro confrontos diretos para encerrar a competição, contra Avaí, Atlético-PR, Ceará e o próprio Galo.

domingo, 23 de outubro de 2011

CRUZEIRO QUEBRA LONGO TABU

Céus, eu acreditava numa vitória tranquila do Cruzeiro, na Arena do Jacaré, mesmo reconhecendo a capacidade do Atlético-GO . Indigesto time! Quando os goianos marcaram l a 0 naquele lance complicado, cheio de erros, pensei: "tem jeito, não. O azar se instalou na Toca". O Cruzeiro empatou, mas levou 2 a 1. Empatou de novo e marcou 3 a 2, quando nem gás tinha mais. Numa demonstração de ousadia e precipitação, Vagner Mancini trocou no primeiro tempo Vitor por Elbert trazendo Paraná pra lateral direita.  No segundo tempo, Farias e Anselmo Ramon jogaram muito.
Galo e Cruzeiro estão fora da Zona do Rebaixamento, mas correm enorme perigoso ainda.

GALO JÁ SAIU. POR ENQUANTO.

BRASÍLIA - O Galo jogou bem, surpreendeu o Fluminense no Engenhão, com um placar que não deixa dúvida: 2 a 0, gols de Daniel Carvalho e André. Ambos no primeiro tempo. O Flu sentiu a falta de sua tropa de choque. Azar dele, sorte do Galo que com esta vitória pulou provisoriamente pra fora do bloco da degola e botou o arquirrival Cruzeiro lá dentro. Pelo menos até hoje à noite. Os azuis enfrentam o Atlético-GO na Arena do Jacaré e como não vencem há 11 jogos pode ser que consigam derrubar os goianos, décimo colocados e com 42 pontos. Vai ser mole não.
O Coelho fez o de sempre: tomou uma virada e safou-se no final com gol de Anderson. Arrancou o empate de 2 a 2 com o Grêmio e ainda continua precisando de pontos pra safar-se do descenso. O Felipão que estaria indo pro São Paulo teve outro tropeço com o seu Palmeiras. Perdeu por 2 a 1 do Figuereinse. O Avaí que  briga contra o descenso derrubou o Botafogo numa partida sensacional e Floripa. o resultado foi de 3 a 2, com direito a gol de bicicleta e tudo mais marcado por Cleverson.
Estes foram os jogos que abriram a 31ª rodada
O Boa nossa alegria, perdeu em casa para o Bragantino por 2 a l e caiu pra nona rodada. A Lusa paulista voltou à Primeira Divisão.
O frio aqui de Brasília já me derrubou. Tremenda gripe.,

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

BRASILIA - Da janela do apartamento do mano Fábio, na SQS 108, em Brasília, me sinto como numa cidade do interior das Geraes. Minha Caratinga, talvez. O tempo é agradável, faz um friozinho gostoso, e me reintegro a esta cidade que me agrada bastante. Como visitante. Morar aqui exigiria várias mudanças no meu perfil psicológico. Por exemplo: usar carro sempre nos deslocamentos diários. A vida daqui é bem mais cara do que a de Beagá. O costume tribal é necessário pra suportar o isolamento. No meu ramo, jornalismo, só se ganha bem no setor político. O comentarista político, em qualquer veículo, tem vida mansa. Futebol, nem pensar. Os brasilienses gostam do esporte, mas seus corações estão longe do DF. Eles torcem por times do Rio, São Paulo, Beagá e de outras capitais.

Brasília encanta os visitantes. Melhor, ainda, se eles vierem com empregos fixos no Governo Federal, em qualquer área. Na política, apesar de excelentes, podem ser temporários. Duram, às vezes, quatro anos na Câmara ou oito no Senado. Quiçá  durem menos. Mas em compensação, existe o candidato que chega sem nenhum voto, sem currículos de competência, de conhecimento da matéria, sem cultura, enfim sem nada. Bastam-lhe dinheiro ou prestígio pra conseguir vaga como SUPLENTE de Senador, de preferência que o candidato tenha DNA – data de nascimento avançada – interessante para o suplente.

O clima que se respira em Brasília, no momento, é agradável. No calor, entretanto, é sufocante. Próprio do cerrado. Atualmente, é bom, repito, mas irrespirável no segmento político. Os novos escândalos na República atingem o Ministério dos Esportes, respingam sobre a Copa do Mundo escandalosamente cara que o Brasil promoverá em 2014. Os aproveitadores, em busca de fortuna rápida, através do dinheiro alheio, ou público, atacam e embrutecem as obras de preparação do Mundial. E a fome deles é enorme, a ponto da gente perguntar: vale a pena um país de o terceiro mundo promover este evento enriquecedor da Fifa, das confederações e de pessoas especiais?

Envolve tantas pessoas especiais, escolhidas a dedo, que talvez seja tão interessante financeiramente como ter uma cadeira no Senado; ter uns 50 funcionários nos quais você não gasta um tostão de dinheiro seu; e mais carro, passagens aéreas, tarifas dos Correios gratuitas; e poder, ainda que sejam senadores biônicos que não tiveram nem os próprios votos.

Brasília encanta os visitantes; permite que eles respirem um clima agradável, como o atual, mesmo que certos políticos tentem torná-lo nada nobre.

Em tempo: a abertura da Copa das Confederações será aqui em Brasília. As semifinais deste torneio caça-níquel serão nas capitais de Minas e do Ceará. A abertura do Mundial será em São Paulo que nem estádio ainda tem. As semifinais serão em BH e São Paulo. E a final, como se esperava, no Rio de Janeiro. Que Deus nos ajude!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ESTOU EM BRASILIA TAMBÉM

Os amigos leitores se perguntam: cadê a Trincheira democrática? Está aqui em Brasília. Eu vim fazer a noite de autógrafos do "Caraúna¨, no último dia 18, data escolhida de propósito, por se tratar do meu aniversário. Foi um encontro legal. Hospedado no apê do mano Fábio, promotor de outra noite de autógrafos de um livro meu no DF, acompanhei os jogos de quarta-feira, pensando nas batalhas que o futebol mineiro terá de enfrentar: o Galo no sábado contra o Fluminense, no Rio de Janeiro; o Coelho contra o Grêmio, que é dificilmente em qualquer lugar; e o Cruzeiro, na Arena do Jacaré, contra o indigesto Atlético-GO. E o diabo: todos os três num desespero danado e cheio de problemas. O Cruzeiro, por exemplo, tem mais um. Charles fica sem jogar por uns 15 dias.
Assisti o show do Neymar e o golaço dele contra o Botafogo na vitória por 2 a 0, na Vila Belmiro. O segundo, também, foi muito bonito. Marcado pelo goleador da competição, Borges, o 22º gol dele. O lance ecológico de Neymar, que pra não atropelar um dos muitos "quero-quero" que infestam o gramado da Vila, desviou a rota. Permitiu com isso a chegada do goleiro Jefferson antes dele na bola.
O São Paulo, na reestreia do interino Milton Cruz, substituindo Adilson Batista, na sua décima quinta interinidade no Morumbi, derrotou o Libertad na fase internacional da Copa Sul Americana por l a 0 gol de Luiz Fabiano. Ufa, enfim! Pior foi o Flamengo: tomou de 4 a 0 do Universidad do Chile, no Engenhão. Vi o futebol de Eduardo Vargas, de La U, com dois gols. A chatice de Luiz Roberto narrador global na ânsia de apitar tudo em favor do Flamengo. Por fim, a falta de educação de RG-10 xingando um adversário. Na leitura labial ficou claro: filho de uma p...Mas o Luiz Roberto não viu e nem leu nada, ele que é um especialista em leitura deste tipo.

domingo, 16 de outubro de 2011

NUMA RODADA A GENTE RESPIRA, NA OUTRA SUSPIRA

Se a rodada anterior do Brasileiro deu pra gente respirar, esta última foi trágica. Teve até Montillo perdendo seu quarto pênalti no Brasileiro. (Foto Rodrigo Clemente/EM)


Mal, mal deu para um suspiro melancólico. A coisa começou com o América. Tomou de virada do Figueirense (2 a 1) em Floripa, depois de encher sua pequena torcida de esperança, com gol de Rodriguinho. O Figueirense briga por vaga na Libertadores, mas não vinha bem sem vencer há 73 dias.

O Coelho quebrou-lhe o jejum. Agora, o América enfrenta o Grêmio, que venceu o Santos na Vila Belmiro (1 a 0) e subiu para o nono lugar.

No domingo à tarde, na Arena do Jacaré, a torcida cruzeirense fez sua parte. Prestigiou o time, gritou, incentivou, e no final curtiu a dor de nova derrota: l a 0 para o Corinthians, gol de Paulinho.

O time de Vagner Mancini não foi de todo ruim. Teve bons momentos, criou boas chances, desperdiçadas.

A daneira é que o time voltou a perder gols incríveis com os seus centroavantes de araque Keirrison e Welington Paulista.

Até Montillo pegou a ruindade dele: perdeu gols e chutou um pênalti presenteado pela arbitragem pra fora do estádio. Não é a primeira vez que isso acontece.

O que tem acontecido com o craque argentino, além da pressão familiar com a nova internação de seu filho Santilo? Seria ele o atleta mentalmente preparado pra cobrança daquele pênalti no finalzinho da partida? Salvo melhor juízo, é o terceiro que Montillo perde neste campeonato.

A situação dos azuis não se complicou mais com o time caindo pra zona do rebaixamento porque o Atlético também não esteve feliz. Ou seja, líder e vice-líder ferraram nossos times.

O Timão, líder com 54 pontos, bateu no Cruzeiro que tem 31 e manteve-se o primeiro fora da G-4 do Mal.

O Vasco, também com 54, mas uma vitória a menos (16 x 15) fez o dever de casa em São Januário.

Abriu 2 a 0 no Galo com a maior facilidade, gols de Diego Souza e Fagner. Depois administrou o placar pra evitar surpresas. A maré anda tão baixa que aos 15m do segundo tempo, Serginho que já estava amarelado entrou forte sobre um vascaíno e foi expulso.

Faço uma força danada pra permanecer otimista. Mas vejam só: entraremos sábado na 31ª rodada. Faltarão oito, ou 24 pontos. Atlético e Cruzeiro precisam de pelo menos 14 pontos pra evitarem o descenso, afirmam os estatísticos.

Eu imagino que seja uma pontuação maior, l6. Seriam três vitórias e um empate no caso do Galo e três vitórias no caso dos azuis. Mas como, com esses ataques sem pontaria?

E sintam o drama: o próximo adversário do Atlético é o Fluminense, no Rio de Janeiro.

O tricolor de Fred, autor de 13 gols. O tricolor quinto colocado, com 50 pontos e que no domingo ferrou o Palmeiras por 2 a 1, em São Paulo, gols de Fred.

Já o Cruzeiro volta à Arena do Jacaré, o que, também, não lhe dá nenhuma vantagem. Há 11 partidas não vence em lugar nenhum. Enfrenta o Atlético-GO, que tem 42 pontos, briga pela Libertadores. Na rodada goleou o São Paulo (3 a 0) no Serra Dourada.

Vamos respirar ou suspirar de desânimo?

O Botafogo, terceiro colocado com 52 pontos, deu boa mãozinha aos mineiros derrotando o Atlético-PR no Engenhão por 2 a 0. Os paranaenses estão ali em 18° lugar com 18 pontos. Imaginem se tivesse vencido. Teria passado o Atlético e encostado no Cruzeiro, o qual não seria ultrapassado pelo número de vitórias. Já o Bahia do Papai Joel subiu outro degrau graças ao empate com o Coritiba ( 0 a 0). De milho em milho enche o papinho e sobe. 36 pontos agora, cinco na frente do Cruzeiro.

Outro resultado bom para os mineiros foi a goleada do Internacional em cima do Avaí (4 a 2). Nos primeiros minutos, o time de Floripa chegou a botar susto em todo mundo. Fez l a 0, sofreu o empate e marcou 2 a 1. Então que o Colorado reagiu e chegou à vitória por 4 a 2. No sábado, o Flamengo já havia dado excelente presente para nós, com a vitória em Fortaleza por 1 a 0 sobre o Ceará.

Na próxima rodada, no entanto, se não dermos jeito, o Atlético-PR que recebe o Ceará sai da Z-4 do Mal e põe atola a gente. O Peixe, com 38 pontos, e um jogo a menos, desce o morro e tem alguma gordura pra queimar. Ou dá um jeito, ou passará as oito rodadas finais evitando o descenso. Perder em casa ( 1 a 0) para o Grêmio numa fase negra, dói também.

Perder pênalti faz parte do histórico de qualquer craque. No caso de Walter Montillo, no entanto, sua cota chegou ao limite. Seria interessante afastá-lo por enquanto desta responsabilidade. O setor de estatística e pesquisa do Superesportes, sempre em cima, apresenta a matéria abaixo, com texto de Gustavo Andrade, que peço licença para republicar aqui na Trincheira:

“Diante do Corinthians, Montillo teve a oportunidade de empatar a partida para o Cruzeiro.

Aos 33 minutos, o camisa 10 partiu para cobrança de pênalti, mas o chute passou longe do travessão da meta defendida por Júlio César. A penalidade desperdiçada contra o time paulista aumenta o retrospecto negativo do meia frente a frente com os goleiros adversários.

Montillo já perdeu três cobranças de pênalti apenas no Campeonato Brasileiro de 2011. A primeira delas não fez falta para o Cruzeiro. Em goleada por 5 a 0 sobre o Avaí, em Uberlândia, após converter uma primeira penalidade, ele cobrou mal a segunda e o goleiro Felipe fez a defesa.

Já o segundo pênalti perdido por Montillo no Brasileirão custou também a perda de pontos. Em jogo disputado na Vila Belmiro, o meia teve chance para empatar a partida, mas cobrou penalidade máxima para fora. O time celeste acabou derrotado pelo Santos por 1 a 0.

Antes de desperdiçar três pênaltis no Brasileirão de 2011, Montillo já havia perdido uma chance na edição do ano passado. Em clássico contra o Atlético, disputado no Parque do Sabiá, o camisa 10 tentou uma cavadinha e mandou por cima do travessão quando o rival vencia por 2 a 0. O time alvinegro venceu aquele jogo por 4 a 3, complicando a vida da Raposa na disputa pelo título nacional.

Apesar das penalidades não convertidas, Montillo segue como o principal artilheiro do time no Brasileirão. O camisa 10 já balançou as redes 12 vezes, o que representa 35,29% dos gols do Cruzeiro em toda a competição”.

sábado, 15 de outubro de 2011

O QUE NÃO TEM JEITO, AJEITADO ESTÁ

                          Cerezzo e Dadá, na corrente (Foto Jorge Gontijo-EM/Superesportes)


Montillo, sua esposa e filhos (foto Gilmar Laignier -
                                             Superesportes -EM/DA Press)
Não adianta mais América e Atlético lamentarem seus problemas de escalação. O Coelho terá oito desfalques contra o Figueirense hoje em Floripa:  Micão, Gabriel, Anderson, Gilson, Dudu, China, Luciano e Kempes. Alguns são mais que importantes. Todavia o time escalado por Givanildo Oliveira parece ajeitado pra dar conta do recado. O esquema altera pouco e este tem sido a força do America na busca de sair do Z-4. No Galo, Cuca também sofre: sem Guilherme, Rever, Pierre, Bernard, Triguinho e Daniel Carvalho pega o vice-líder na casa dele, no Rio de Janeiro. Cuca faz mistério, com razão. Perdeu sua base: Rever, Pierre e Bernard, os melhores na vitória sobre o Santos. O que fazer? Qualquer que seja a equipe, o espírito não mudará. O Galo irá pra buscar uma vitória que o tiraria do buraco negro. E tem ainda o apoio moral dos ex-jogadores famosos que fazem uma corrente a cada jogo pra ver o time se salvando. Vale também.
E o Cruzeiro? Tem problema de escalação não. Tem problema de ordem psicológica. Nunca aconteceu isso com o time: ficar 10 jogos no Brasileiro sem vitórias. Enfrenta o líder do Campeonato na Arena do Jacaré. Fala-se que a torcida corintiana será maior que a azul. Porém, os azuis terão a volta de Fabrício, com espírito guerreiro e querendo lutar pra afastar o time do perigos. Tem Walter Montillo, um grande exemplo de sujeito guerreiro. Seu filho foi operado outra vez, pouca gente soube disso pra fazer aquela corrente de fé, e o argentino jogou todas com a raça e a categoria de sempre. Sujeito emblemático, este Montillo. Que ele seja transformado em 11 contra o Timão no domingo,

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SITUAÇÃO CONTINUA PRETA PARA MINAS GERAIS

O Galo somou três pontos diretos com a vitória sobre o Santos (2 a 1) na Arena do Jacaré e mais ainda: dois que o Atlético-PR, seu seguidor, deixou escapar diante do Vasco ( vencia por 2 a 0 e permitiu o empate dos cariocas), mais dois que o Cruzeiro não puxou na Bahia e os três que o América tomou do Ceará. Rodada pra lá de legal para o time de Cuca. Com 30 pontos, enfiado ainda no buraco do rebaixamento, o Galo está quase pegando seu arquirrival que não vence há 11 jogos.
Dos nove pontos que a comissão técnica planejava ganhar nos três jogos seguidos em casa, o Galo pegou cinco. Dos males, o menor. Agora sai pra enfrentar o Vasco e o Fluminense no Rio de Janeiro. Afe Maria! O Flu anda guloso. Nesta quinta fez 3 a l no Coritiba, no Engenhão, com três gols de Fred.
Bom, a torcida fez festa na Arena do Jacaré. Rever mostrou como se deve vestir a camisa alvinegra. Chegou no dia do jogo a BH, fez o primeiro gol e tomou pênalti no segundo, que Magno Alves transformou na vitória. Borges, artilheiro do campeonato com 21 gols, marcou para o Peixe. No entanto, a euforia não pode passar disso. O Galo ainda precisa de muitos pontos, pelo menos 15, como o Cruzeiro, pra fugir do rebaixamento. Acreditar sempre.
O Corinthians continua líder com 51 pontos e o Vasco em segundo com a mesma pontuação, porém perde no número de vitórias. O Botafogo em excelente campanha ocupa o terceiro lugar com 49, enquanto São Paulo e Flamengo empatam com 48, em quarto e quinto lugares. Esta é a zona da Libertadores.
E nós? Vamos continuar de terço (ou rosário) nas mãos...
Entusiasmo de alguns atletas do Cruzeiro, como o caso de Wellington Paulista,com o empate em Salvador, demonstra uma profunda falta de conhecimento da situação do time no Brasileiro. Como foi bom? Os celestes têm 31 pontos, estão em 16º lugar, quase na boca do lobo Faltam nove rodadas e o Cruzeiro continua na luta por 15 pontos, ou vencer cinco jogos. Não tem demonstrado espírito para isso. Jogou forte contra o São Paulo e esteve metódico em Salvador.
Fará duas partidas seguidas em casa, contra o Corinthians, domingo, e depois contra o Atlético-GO. Do jeito que vai arrisco afirmar que não vence a primeira e, talvez, se mostrar espírito de luta ganha dos goianos. A ineficiência dos atacantes não é maior, nem menor, que dos zagueiros. Contra o Bahia, o time de Wagner Mancini, apesar de excessivamente atrás, dependeu das grandes defesas de Fábio. Pelo menos em três oportunidades.
Montillo vê evolução no time de Mancini. Não concordo. O próprio argentino, craque do time, está amarrado a um esquema maluco com Roger em campo. Faz tudo, menos armar ou escapar pelos lados como sempre fez. Melhorou com a entrada do garoto Elber que aos poucos toma assento numa posição de titular. Como fez antes Dudu. Espero que isso não coce o bolso dos dirigentes e eles vendam o moço antes do prazo de validade.
Fala-se nas voltas de Diego Renan e Fabrício. Tenho medo. Diego Renan voltaria onde? Na lateral direita, em detrimento de Vitor? Têm o mesmo estilo: apóiam bastante, mas marcam mal
Caso Mancini volte com DR na lateral esquerda, terá de arrumar lugar pra Everton, que tem crescido. Sairia Charles e Marquinhos Paraná pra volta de Everton e Fabrício? Mexidas em excesso.
Ou sairia Roger e mais um atacante. Montillo seria adiantado, no meio-campo jogariam Fabrício, Charles, Marquinhos e Everton. Montillo e WP9. Também não gosto. Mexidas em excesso. Enfim que se vire Vagner Mancini contra o Corinthians, e coloque poder de fogo neste ataque minguado e ineficiente dos azuis.
A alegria do Coelho é fugaz. Faz a goleada sobre o Ceará (4 a 1) e sofre quebradeira enorme no time por causa dos cartões amarelos. Contra o Figueirense, em Floripa, anote aí: não jogarão Anderson, Micão, China, Gilson, Kempes. O primeiro por lesão, o resto por causa de cartões.
Direis: Givanildo tem banco bom. No lugar de China, Leandro Ferreira que cumpriu suspensão diante do Ceará. No de Micão, a disputa está entre Preto e William Rocha. Os outros dois zagueiros serão mantidos: Otávio e Everton Luiz. Sem Gilson, o melhor do jogo passado, entra Rodrigo. E a vaga do goleador Kempes será de Alessandro que volta de bom tempo em recuperação. Que a coisa funcione! O Figueirense enfiou 3 a 1 no Grêmio, em pleno estádio Olímpico, na última rodada.

HOMENAGENS AO ELMER GUILHERME

À medida do possível, tentarei registrar os emails decentes que recebi dos milhares de amigos. Mensagens porcas, eu não as publico. Aqui não se trata de respeitar a opinião alheia. Mas respeitar minha amizade por Elmer Guilherme. Já falei várias vezes aqui: amigo meu não tem respeito. Brigo por ele. Leiam as mensagens que recebi:

Gegê Angelino – BH
Parabéns pela carta. Pura, fina, sentida.
À propósito, a federação ainda existe? tem presidente?
acho que é virtual só.

Kleiton Lima Borges – BH
Flávio, estava viajando e agora ao chegar fiquei sabendo da morte do Elmer, nada a falar mais depois deste seu texto que reproduzo no meu blog, twitter e facebook.
parabéns, vc continua sendo o Anselmo que eu amo tanto.

Rogério Bertho - BH
Flávio, quase tão emocionante quanto receber a notícia da morte do nosso Élmer Guilherme, pela minha mãe Eva (d. Nenzinha para os íntimos) - os dois se encontravam, toda semana, na igreja São José, do Calafate -, foi ler essa homenagem que você prestou ao presidente. Ainda repórter iniciante, na rádio Itatiaia, cobri a Federação Mineira, por alguns anos, onde aprendi a admirar o Élmer Guilherme, exatamente por todas as razões que você lembrou na sua homenagem. Infelizmente, alguns pseudo-justiceiros na nossa(?) imprensa, superficiais e levianos, se julgam deuses e dão veredicto sem conhecimento de causa. Eu, que nunca tive qualquer interesse com o ex-presidente da FMF, além da cobertura jornalística, também tinha noção do sofrimento do Élmer. Sei que ele abdicou de se defender como deveria e se recolheu apenas para a família e para a devoção a Deus. Sei que grande parte dos pecados que ele cometeu – ninguém é perfeito – foram pagos aqui, mesmo. Mas, de onde o presidente Élmer Guilherme estiver, ele está nos sorrindo, porque sabe o quanto ele nos era caro.
Flávio, um grande abraço para você, que mostra mais uma vez, que além de grande jornalista e escritor, dá-nos a prova do coração de ouro que carrega dentro de si.

Langlebert Drummond – Governador Valadares
Flávio, eu tomei conhecimento do ocorrido na hora do jogo, do minuto de silencio, para mim chocante. Senti muito também, e me fez passar na cabeça, como se fosse um filme, de todos os nossos contatos. O que mais me deixa triste, foi não poder ter encontrado
com ele, após como você disse, "o exílio voluntário", que o afastou dos amigos tanto dos mais íntimos, como também dos mais novos, onde me enquadro, tenho certeza disso.Que vá com Deus, e que sua família tenha forças, para suportar tamanha perda.
Parabens meu amigo, pela crônica, que será guardada.

Camargo Neto - Uberlândia
Meu caro Flávio Anselmo. Somente agora á noite, 20h47 , li a sua Carta de Despedida a um Grande Cara. Eu e você conversamos pouco, ao que sei, mas é como se tivéssemos conversado muitas e muitas vezes. Exercemos, com muita semelhança, a mesma profissão básica de comentarista esportivo, sempre fomos amigos de amigos comuns -Jota, Calazans, Vilibaldo, Gil Costa, Celso Martinelli, Walter Luis, Lúcio dos Santos, Elmer Guilherme etc - . Esta foi a notícia que, definitivamente, eu não queria.
Tenho ido menos a Belo Horizonte, de pouco tempo para cá, depois que perdi meus pais, mas esperava, sinceramente, numa próxima ida conseguir reencontrar o Elmer. Nos conhecemos desde muito novos e somos torcedores americanos desde a década de cinquenta. Chorei, Flávio. Chorei muito. Deus é quem sabe o que está reservado para cada um de nós. Nos últimos anos, aqui em Uberlândia, digo em programa de televisão, vez por outra, que sou amigo do Elmer e continuo, depois da desgraça dele na FMF, ao contrário de tantos falsos que você frisou. Gostaria que você me informasse apenas do que o Elmer morreu. Emendo o seguinte: - A única vez que fui ao Centro de Treinamentos Lana Drummond, levado pelo Elmer, foi no lançamento da pedra fundamental e o Elmer me apresentou, assim rapidamente, ao José Flávio Lana Drummond, dizendo a ele que sou Drummond também, de Ferros. Flávio, receba o abraço fraterno, apropriado aos amigos comuns, que somos, do agora saudoso Elmer Guilherme Ferreira.

Almir Roberto - BH
Meu Guru, eu também fiquei sem rumo ao saber da noticia da morte de Elmer. Fui ao velório para levar meu abraço aos familiares. Estas coisas fazem a gente pensar em como estamos distantes dos nossos amigos e que num estalo não poderemos mais nos encontrar ou simplesmente trocar um e-mail, "Num sôme não meu ídolo ". Te amo.
PS. você continua escrevendo com uma emoção que contagia a todos nós.

Carlos Cabrito Brito - Bahia
Querido Flávio, os bons morrem jovens, como diz o poeta?
"Umanos" choram, os homens sentem, profundamente. Uma grande perda, se comparada aos que ficam no poder do futebol, este jogo de azar.
Fraterno abraço.

COELHO NÃO DEIXA A LANTERNA, MAS MANTÉM A CHAPA QUENTE

O COELHO TEM UMAS RECAÍDAS na Arena do Jacaré que botam grilo na cabeça de sua pequena torcida: por que este time está na zona do rebaixamento segurando a lanterna há tanto tempo? Conseguiu sua quarta vitória no Campeonato Brasileiro, a terceira de goleada. Antes venceu Fluminense (3 a 0), Vasco (4 a 0) e nesta quarta-feira sapecou logo 4 a l no Ceará. Basta lembrar que os cearenses estiveram na Arena há dias e com 9 jogadores a partida quase toda arrancaram o empate (l al) diante do Galo. Fábio Junior, de pênalti, Rodriguinho, Gilson e Leo fizeram os gols do Coelho. Felipe Azevedo descontou para o Ceará.
Além de se auto-ajudar, pois soma 24 pontos, dois apenas atrás do Avaí e três de Atlético-PR e Galo, seus companheiros de infortúnio, o América, também, deu belo presente ao Cruzeiro que, no entanto, não fez a sua parte. Apenas empatou com o Bahia (0 a 0) em Salvador, num jogo insosso. O técnico Wagner Mancini usou os quatro centroavantes da partida - Ortigoza, Anselmo Ramon, WP-9 e K9 - porém a grande momento veio num chute do garoto Eber, que se chocou na trave. O Cruzeirou soma 31 pontos, está em 16º lugar, é o primeiro na boca de entrada da Z-4. Acima estão Ceará, 32; Bahia, 35. O time completou ainda 10 rodadas sem vitória. Saudade dos tempos de Joel Santana.

NOS DEMAIS RESULTADOS da quarta-feira, São Paulo 0 x 0 Inter; Grêmio l x 3 Figueirense; Avaí 2 x 2 Atlético-GO; de tarde. De noite afora o empate celeste na Bahia, o Botafogo ferrou o Corinthians por 2 a 0, no Pacaembu e alcançou o quarto lugar; Flamengo e Palmeiras empataram em l a l no Engenhão.
Este jogo selou a vida do Gladiador no Palmeiras. Ele negou-se a viajar e Felipão afirmou que o ciclo com atleta, com ele, está encerrado no Palmeiras. 
Nesta quinta-feira, prossegue a 29ª   rodada com Galo x Santos, na Arena do Jacaré; Atlético-PR x Vasco, na Arena da Baixada; Fluminense x Coritiba, no Engenhão. A chapa continua quente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CARTA DE DESPEDIDA PARA UM GRANDE CARA

Caro Elmer, você partiu sem se despedir dos amigos. Também pudera. Depois de tantos anos este coração imenso, transbordando de bondade, foi corroído pela maldade dos falsos justiceiros da opinião pública – e pensar que a maioria deles frequentou seu gabinete no último andar da Federação Mineira de Futebol e riu e participou, de suas brincadeiras e de sua alegria diária .

Não tinha como resistir a decepção, a frustração e a depressão conseqüente.

Deus achou melhor convocá-lo exatamente no dia da Padroeira do Brasil; santa de sua devoção, Nossa Senhora Aparecida.

O exílio voluntário a que você se submeteu, Elmer, depois de ser tirado da Presidência da FMF de forma humilhante, descabida, por meia dúzia de fabricante do mal nos veículos de informação, também o afastou dos seus amigos.

Não devia. Elmer. Seriamos sua salvaguarda, o muro de sua proteção psicológica. Se não tivemos forças suficientes pra conter a avalanche de mentiras e dissimulações, descobertas nas entrelinhas das reportagens, não nos faltariam forças pra levantá-lo, dar-lhe as mãos. Rezar com você.

Você se blindou. Sempre tive notícias por meio de seus irmãos. Não eram boas, como você merecia naquela altura da vida. A última vez que nos falamos, Elmer, foi no enterro do coronel José Guilherme.

Não queria que fosse assim. O abraço apertado que trocamos neste dia, gostaria de vê-lo repetido, ao menos, uma vez por semana. Em qualquer lugar. Na sua casa, ou na minha. Na pracinha onde você e seus amigos se encontravam aleatoriamente. Imagino que falta que você fará nesses encontros!

Pude sentir tudo isso no velório e no sepultamento.

Jane estava ali como seus olhos e guardiã, agarrada ao caixão. Os irmãos, primos, sobrinhos, tios, irmãs, cunhados e cunhadas representavam o seu recém desgarrado espírito presente àquela comunhão.

O jornalista e amigo Lúcio dos Santos, vítima de dois AVCs, numa cadeira de rodas, era o símbolo dos que choram a dor da saudade prematura que todos haveremos de sentir quando a ficha, realmente, cair.

Espalhados pelo cemitério Bosque da Esperança milhares de amigos. Mais do que isso, em cada um deles a gratidão por você ter permitido que fossemos seus amigos.

E a resenha?

Sabe aquela que você adorava às 6 da tarde, no finalzinho do expediente, quando o gabinete do presidente, sempre de portas abertas, enchia-se de repórteres e gente da casa. Fizemos outras em lembrança de tais momentos. Não me peça nomes, Elmer. Eu poderia cometer ato falho de esquecer alguém, com esta memória ruim de agora. Gente demais.

Reparei bem cada um dos irmãos. Senti como os Guilherme Ferreira são fortes. Há sempre o pedaço de um no coração do outro. O que os torna imortais. Não morrem, desencantam. Deus permite que os bons fiquem por aqui, invisíveis, porém presentes em cada ato que se realiza a serviço de causas que desencantados defendiam.

Senhora Aparecida sabe que você não deve sair de nosso convívio; apenas tornar-se invisível pra se descansar dos olhos dos maus. Sem sair da vista dos bons.

Para onde devo enviar esta carta? Claro que sei. Vou entregá-la aos cuidados da Padroeira. Ela a lerá e você escutará milhões de vozes de lamentos na sua partida da vida terrena. São vozes daqueles que nunca esquecerão de sua administração profícua na FMF. Do apoio constante aos times mineiros, todos – pequenos ou grandes.

Nos momentos decisivos, estava lá o presidente da FMF, otimista, sorridente, alegre e amigo.

Imagino que você não ignore, Elmer, que o número dos traidores – ou traíras, linguagem do futebol – não representa nem 0,5 dos seus milhares de admiradores e milhões de amigos. Essa morte repentina, no dia de sua santa de devoção, talvez tenha sido uma graça. Contudo, Elmer, foi dolorosa pra gente.

A bandeira do seu Coelho esteve sobre o caixão, levada por Amarelinho, ex-craque do time, representando o clube. Naquele instante do enterro, o glorioso Mecão estava na Arena do Jacaré, numa briga de vida ou morte contra o Ceará. Em homenagem ao grande americano que se foi antes da hora, o Coelhão voltou a golear um visitante. Fez 4 a l no Ceará. Não resolveu muita coisa, porque o Coelho continuou na lanterna. Apenas botou uma pequena luz no final do túnel do impossível.

Como que a lembrar: na vida, impossível é apenas livrar-se da morte. Até a gente se vê por aí, amigo Elmer Guilherme Ferreira. À benção.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

GALO E RAPOSA PEDEM AJUDA AO COELHO

O prato do meio de semana está cheio. Será indigesto ou não? Bahia e Cruzeiro é pimenta pura, com azeite de dendê. Ouço por aí que o Cruzeiro melhorou e mostrou isso contra o São Paulo. Situação meio enganosa em razão do empate por 3 a 3. Foi lutador, brioso, mas cheio de velhos defeitos. Fábio e Montillo evitaram a derrota. O Bahia de Joel Santana tá que sobe e pra fugir da região do rebaixamento precisa vencer nesta quarta, feriado nacional. Na Arena do Jacaré o Coelho recebe o Vozão à tarde. Se vencer terá fôlego novo e prestaria grande ajuda a Cruzeiro e Atlético.
As emoções começam às quatro da tarde: São Paulo (terceiro) x Internacional (sétimo); Grêmio (décimo) x Figueirense ( 13º); Avaí ( 19º) x Atlético-GO (12º); América (lanterna) x Ceará ( 15º); à noite, no horário esdrúxulo da Globo tem Corinthians ( líder) x Botafogo (quinto); Flamengo (quarto) x Palmeiras( nono); Bahia ( 14º) x Cruzeiro ( 16º). Na quinta-feira, continua: Galo (17º) x Santos (11º); Atlético-PR (18º) x Vasco da Gama ( vice); Fluminense ( sexto) x Coritiba ( oitavo).

PITACO DE TORCEDOR:

Carlos Brito, meu representante na Bahia, opina: “Lembro de 2005, quando o Galo seguia a passos firmes, rumo para a queda e consumada, fiquei praticamente, dois anos doente. Neste triste 2005, tinha comprado o pacote da Sky e, de Salvador, sofria duplamente, pela distância e pela queda. Pior eram, os que eu pagava para entrar em minha casa, desancava o meu Clube Atlético Mineiro, o meu Galo forte e vingador. Os comentaristas adaptando todo tipo de HERRO, isto explica a desordem social e a desordem de valores”.

“Da violência contra o mendigo à juíza assassinada. Tudo isto sob alegação deles que: “ A REGRA É CLARA”. O futebol manipulado como é, protecionista como sabemos é; foi e é um LABORATÓRIO maldoso que vitima a verdade das coisas naturais da vida, que é o direito de vencer ou perder, conforme as forças de cada um. Para mim, isto é um afronta para meus sentimentos e inaceitável.

“Um homem normal, não se importa e não ver, que os olhares do mal, brilham mais que os do bem” Lennon.

Percebia maldade da mídia para o nosso Galo e como sempre, o império da Globo, que nunca gostou de nosso CAM, feito vampiros caíram de dentes afiados ferindo toda MASSA atleticana.

Vendo isto derramando pela minha TV e pior, pagando para ver, passei a travar uma luta contra a Sky e suas gralhas, via telefone, ameaças de fazer um movimento em praça pública para, também fazer o império tremer. Quanta inocência, moço. O fato é que, ainda sem a popularização da internet, a briga com eles era de um idiota sem funda contra império mais perverso de causar inveja ao Idi Amim dada e a Jean Bédel Bokassa, o Imperador canibal.

Na Bahia, houve um tempo que uma dupla só faltou comer gente.

Passei anos sem ligar na TV Globo, sem comprar o que ela anunciava e tentava conscientizar as pessoas para o mal que essa emissora faz para o desenvolvimento educacional do povo brasileiro e etc.

Acabei por cancelar, por 06 anos, este desserviço global para com o meu Galo. Com o Kalil arrotando pela mídia, eis que acreditei e voltei a assinar a dita TV fechada, para ter o meu Galo dentro de minha sala e não é que o CAM, mais uma vez está a beira do buraco e pior, para mim, mais uma vez a Globo tem os dedos neste pescoço - Kalil enfrentou a Globo por direito$ de TV, ficou sozinho e sofre as investidas da poderosa vampira -. Duvidam?

Mesmo se tivéssemos o time de 77, ela faria o mesmo que vez em 81 para impedir nossa vitória.

Não basta ter time, tem que comer na mesma bacia dos porcos.

Que adianta montar um timaço, se ela mantém todos os árbitros sob seu domínio: Tanto que, aqueles que comerem em sua bacia ganham empregos vitalícios na Plim...Plim.

Ai vai dizer que, o time do CAM não merece , é uma merda. E é!

Mas, que tem Plim... Plim debaixo deste mingau, tem sim!

Os Herros dos árbitros são os mesmos, né Writh?

Mistério na saída de Diego Souza no Galo, ou assédio do império para desestruturar o CAM, inimigo número UM da Rede Globo”.

Resposta: Pois é, Cabrito, eu passo a régua e fecho a conta em quase tudo que você escreveu. Exceto na questão do Diego Souza. Aqui no Galo não jogou nada e Kalil acreditou nele, como investimento, pois afinal foi o melhor jogador do Brasileiro anterior à sua vinda. Quando foi emprestado ao Vasco já era página virada. Se reencontrou o seu futebol em São Januário, melhor assim. O futebol brasileiro resgatou um craque. Caso seja apenas, outra vez, fogo de palha, que vá assombrar porco!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FUTEBOL DE PÉSSIMA CATEGORIA NUM CLÁSSICO SEM TORCIDAS

O clássico entre Atlético x América só merece tal rótulo por sua gloriosa história. Nada mais. Foi uma partida de baixo nível técnico, onde se salvou apenas o goleiro Neneca, com uma atuação individual fantástica. Nada mostrou que estes dois times estão na zona do rebaixamento e precisam de vitórias pra sair dos atoleiros em que se meteram até o pescoço. O Galo, ainda, andou uma posição em razão da derrota do seu xará de Curitiba. Foi para o primeiro lugar do buraco negro com os mesmos 27 pontos do Furacão paranaense, porém com uma vitória a mais.

Ambos estão a três pontos do Cruzeiro, o primeiro na lista pra entrar na zona do rebaixamento. No entanto, viram o Avaí chegar a 25 pontos após enfiar 3 a 0 no Atlético-PR. O Coelho ficou lá, de lanterna ainda na mão, com 21 pontos.

Na rodada de empates dos mineiros, nem o Boa se salvou. Empatou em Varginha, no Melão, por 0 a 0 com a Americana. Beneficiado pelos demais resultados de empate na rodada da Segundona, o Boa nem saiu do lugar: continua em quinto, encostado no G-4 do acesso à Primeira Divisão.

Aqui na Capital, entretanto, a coisa manteve-se assustadora após o empate (3 a 3) do Cruzeiro com o São Paulo e do 0 a 0 no clássico América x Atlético. Na próxima rodada, a coisa pega: o Cruzeiro irá a Salvador enfrentar o Bahia de Joel Santana, que tem conseguido distanciar-se do buraco. Tem 34 pontos. O Cruzeiro pra safar-se do descenso continua na necessidade de fazer 50% dos 30 pontos que restam na competição.

A briga esquenta na cabeça, também. O Fluminense tinha tudo pra chegar ao terceiro lugar e incentivou à turma do Sportv liderada pelo tricolor Luiz Carlos Júnior a prever o bicampeonato quando vencia por 2 a 1. De repente, Luxemburgo colocar o argentino Botinelli em campo e a coisa muda. O Fla passa de dominado a dominador e Botinelli acerta duas bombas de fora da área e vira o jogo. Fla 3 a 2.

O Flu manteve os 44 pontos e o Flamengo subiu pra 47, em quarto lugar. Abel Braga xingou pacas o juiz, que apitou uma falta inexistente no primeiro gol de Botinelli. Pareceu-me, contudo casaco demais pra pouca chuva. O problema foi a virada: o Flu vencia por 2 a 1 até aos 41 do segundo tempo.

Vale lembrar que dos oito clássicos disputados até o momento no futebol carioca dentro do Brasileiro, o Fluminense não venceu nenhum: empatou 4 e perdeu 4. Os dois voltam a jogar em casa na rodada de número 29. O Fla enfrenta o Palmeiras na quarta e o Flu joga contra o Coritiba na quinta-feira.

Adriano Imperador, finalmente, estreou no Corinthians. Entrou aos 38m do segundo tempo do jogo contra o Atlético-GO. O placar já marcava 3 a 0 para o Timão. O Pacaembu lotado pediu o Imperador. Tite atendeu a contragosto porque afirmara que só usaria o atacante, ainda, em recuperação, se fosse preciso. Não havia necessidade, a não ser o aspecto psicológico do Adriano num reencontro com torcedores fanáticos. Deu dois toques na bola e comemorou a vitória e a volta do Timão à liderança isolada do Brasileiro com 51 pontos. Bom demais, torço pelo sucesso do Imperador.

Borges marcou seu vigésimo gol no Brasileiro e disparou na artilharia. Foi o único da partida entre Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro. Bom pra Murici Ramalho levantar a auto-estima da sua moçada porque o Mundial Inter Clubes de aproxima. O Peixe vinha de três derrotas seguidas. Subiu pra 38 pontos e o Palmeiras ficou com 40, mais o desânimo de Felipão que não acredita mais numa vaga pra Libertadores.

O Vasco, com bastante gordura pra queimar, levou sapeca Iaiá do Internacional, lá em Porto Alegre (3 a 0), mas não saiu da vice-liderança com 50 pontos, três a mais que o São Paulo, terceiro colocado. O Fla agora é o quarto, com 47 também, e o Botafogo, com 46 está na relação da Libertadores em razão da presença do Vasco, campeão da Copa do Brasil.

RODADA QUENTE. Quem tiver disposto a ver algo mais morno que nem a pelada do clássico mineiro de sábado, pode guardar algumas horas pra ver México x Brasil nesta terça-feira à noite, no México. Não esperem muita coisa da nossa Seleção que sofrerá novas mudanças na escalação do jeito que Mano Meneses gosta. Não desperdice todas as suas emoções num amistoso insosso do escrete tupiniquim. Guarde pra rodada do meio da semana, a 29ª do Brasileiro, que promete chapa quente. Começa nesta quarta e termina na quinta.

No feriado de quarta, começam as emoções às quatro da tarde: São Paulo (terceiro) x Internacional ( sétimo); Grêmio (décimo) x Figueirense ( 13º); Avaí ( 19º) x Atlético-GO (12º); América (lanterna) x Ceará ( 15º); à noite, no horário esdrúxulo da Globo tem Corinthians ( líder) x Botafogo (quinto); Flamengo (quarto) x Palmeiras( nono); Bahia ( 14º) x Cruzeiro ( 16º). Na quinta-feira, continua: Galo (17º) x Santos (11º); Atlético-PR (18º) x Vasco da Gama ( vice); Fluminense ( sexto) x Coritiba ( oitavo).

sábado, 8 de outubro de 2011

ESTAS NOTAS EU LANCEI NO MEU TWITTER.

@fganselmo Flavio Anselmo

Jovens repórteres setoristas do Cruzeiro me revelaram o terror que sofrem nas mãos do Diretor de Comunicação do clube

Dois deles twittaram que o serviço de Internet do clube na Toca é falho. Provaram o gosto amargo do tratamento dispensado à imprensa na toca

Numa coletiva na Toca, o arrogante diretor apontou os 2 repórteres e avisou: quero falar com vocês...

E os meninos foram. Ah, meu Deus, assombração sabe pra quem aparece! Outros responderiam: mas nós não queremos falar com vc

O Arrogante diretor disse que o clube não é obrigado a arrumar internet pra imprensa. Então a Fifa, numa copa do mundo, tá errada!

Todo trabalho de RP que os presidentes anteriores fizeram pra colocar o Cruzeiro nesse estágio, os de agora jogam tudo por terra.

Será que Gilvan manterá esses brucutus cuidando da Imprensa mineira e nacional. Que saudade do Valdir Barbosa na Assessoria de Imprensa!

Talvez a segunda divisão faça bem a todos eles!!!!!

Que saudade da Dimara, que saudade dos tempos de linguiceiros dos Perrelas e notadamente do Senador. Bons tempos sem arrogância.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CLÁSSICO DO DESESPERO TEM DESFALQUES DOS DOIS LADOS

                                                  ( foto de Jorge Gontijo - EM/DA Press)
                                         (foto de Jackson Romanelli - EM/DA Press)
Tanto Cuca do Atlético como Givanildo do América esperavam contar com suas forças máximas para o clássico deste sábado na Arena do Jacaré. Vários contratempos apareceram e os dois técnicos serão obrigados a arrancar leite da pedra. Givanildo foi menos misterioso e anunciou logo a escalação de sua equipe, consciente de que o jogo de esconde-esconde promovido pelo rival demonstra mais receio dele que uma estratégia tática.
Cuca fechou o portão da Cidade do Galo e jogou as chaves fora: Imprensa e torcida só conhecerão o time quase na hora do confronto. Esquema superado, porém é um direito dele.
Quando aportei por essas bandas, vindo da República Independente do São João do Caratinga o maior clássico da então pacata e bucólica Beagá era Atlético x América. Enchia o Estádio Independência. Mais de 25 mil torcedores. Às vezes ocorria de se jogar o clássico, nas briguinhas de sempre de bastidores, no Estádio da Alameda Ezequiel Dias, ali atrás do Parque Municipal, onde existe hoje um supermercado enorme. Campo do América, o segundo melhor da Capital, com capacidade para umas 15 mil pessoas.
Homens engravatados e mulheres de vestidos longos, luvas e chapéus. Heheheheheh! Brincadeira. Isso foi antes que eu nascesse.
Atlético x América têm uma história no Campeonato Brasileiro que completou 40 anos em agosto passado. Isso tudo, minha gente do Superesportes? Pois bem, a vantagem é do Galo: venceu sete dos 13 jogos. Foram ainda quatro empates e dois triunfos do Coelho.Pelo retrospecto a coisa vai mal, heim Givanildo?
Cuca apenas deixou a imprensa entrar na Cidade do Galo após o coletivo e os jogadores já faziam recreativo. O técnico, no entanto, continuava o mesmo: macambúzio, sorumbático, cabisbaixo, enigmático e solitário. Entrementes (sic) esconde o time sem evitar margens às especulações dos repórteres setoristas. Filo as especulações deles: na zaga Cuca deve manter Werley no lugar de Réver, que estava suspenso e agora joga pela Seleção Brasileira; no lugar de Daniel Carvalho a cotação é de Renan Oliveira. No ataque, Magno Alves espera o companheiro entre Guilherme e Neto Berola.
Outra dúvida desnecessária está no gol:. Renan Ribeiro pode reassumir a posição, ocupada nos dois últimos jogos por Giovanni. Depende do próprio Renan em fase de recuperação psicológica pela morte da irmã.
Sei não, mas eu manteria, ainda, Geovani que esteve bem nos dois jogos em que foi titular e deixaria Renan pra mais tarde. Eu o levaria apenas no banco dentro do trabalho de readaptação psicológica. A perda dele pesa bastante, o suficiente pra complicá-lo jogando. No banco, estaria apenas na torcida, com os demais companheiros, e desviando o foco de sua dor.
A situação dos times é tão complicada que nenhum deles sai da zona do rebaixamento no momento com a vitória. No caso do Coelho pior ainda, pois é o lanterna do campeonato e ninguém acredita mais no seu salvamento. O Galo, 18º colocado, com 26 pontos; o América soma 20.
Conforme afirmei antes, o clássico reúne dois desesperados e cheios de problemas.
No América, Sheslon, ex-Atlético, substitui Marcos Rocha, considerado o melhor jogador da equipe, por causa de uma cláusula contratual. Marcos Rocha está emprestado ao Coelho e seus direitos econômicos pertencem ao Galo. O que se há de fazer: contrato é pra ser cumprido!
Leandro Ferreira, de quem eu gosto na função de segundo volante, joga no lugar de buldogue Dudu, vetado pelo departamento médico em função de dores na região esquerda da bacia. O trabalho de armação terá Rodriguinho de volta, visto que Luciano sofreu estiramento. É da turma dos que jogam uma partida e param 10.
Mais problema: o ataque terá Fábio Júnior ao lado de Kempes. No lugar de André Dias, que foi afastado pela diretoria, porque discutiu com Givanildo. Foi mandado embora do clube André atuou em 10 jogos como titular e marcou cinco gols. Perda complicada. .

Como não temos aqui na nossa Federação nenhum árbitro tecnicamente confiável pra comandar um clássico de vida ou morte, a CBF botou um paulista: Cleber Abade. Tão fraco como os daqui.
A briga entre os dois estendeu-se nos bastidores. E olha que Kalil e Salum são primos! Acontece que no primeiro turno, o Atlético, como mandante, separou apenas 10% dos ingressos para os americanos. Alegou que a batida do Coelho na Arena do Jacaré não passa disso, realmente.
Salum deu o troco agora: reservou 10% para os atleticanos e colocou o preço azedo de R$ 50,00.
Chiadeira total, sem resultado. A não ser que o estádio ficará vazio. Segundo eu soube pra evitar que o restante dos ingressos americanos caísse nas mãos atleticanas, a diretoria do Coelho pretendia comprá-los com ajuda de empresários e distribuí-los. Promete este clássico!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NESTA QUARTA TARDE DA NOITE TEM A


SELEÇÃO DA GLOBO, DA CBF E DE MANO
O Brasil não disputará as eliminatórias para a Copa de 2014, o que até os paralelepípedos da rua Abre Campo, escondidos sob uma fina massa asfáltica, sabem desde a penúltima copa. Sua preparação então ficará prejudicada quanto à da Argentina e do Uruguai. Será difícil encontrar adversários fortes no planejamento de amistoso. Ainda mais que a CBF morre de medo da Seleção fracassar agora e não sobreviver a pequena crise, na fase preparatória, o que a obrigaria trocar o treinador.Como estabelece, claro, a cultura brasileira.
Então vale enfrentar Costa Rica, simpático país do Caribe. Depois jogará contra o México, este um pouco mais encrenqueiro pra nós. Outro inimigo é a constante mudança de rumo de Mano Meneses. Já nesta sexta-feira, no amistoso de Costa Rica, escalará outros jogadores. Mantém a trinca Neymar, Fred e Ronaldinho Gaúcho.
O retrospecto dos confrontos entre Brasil e Costa Rica é desigual: em oito jogos, foram sete vitórias dos pentacampeões mundiais e apenas uma derrota. Além disso, os brasileiros marcaram no mínimo quatro gols em seis dos triunfos. Confiante pela superioridade histórica, a equipe do técnico Mano Menezes quer manter a boa fase contra o rival da América Central no jogo desta sexta-feira, às 23h (de Brasília), no Estádio Nacional de San Juan.
O povo costarriquenho demonstra apreço pela Seleção Brasileira desde o início da semana. Os fãs chegaram a subir em árvores para ver treinos do time verde-amarelo e foram insistentes na busca de autógrafos e fotos. "Vamos fazer de tudo para corresponder esse carinho. A obrigação do Brasil é jogar bem em todas as partes do mundo. Temos que atuar como o país do futebol", exaltou o atacante Neymar, esbanjando confiança após conquistar o Superclássico das Américas contra a Argentina.
A estrela santista é, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, a grande esperança do povo da Costa Rica por um bom espetáculo. "É uma grande honra jogar ao lado do Ronaldinho. Estou me sentindo bem depois dos jogos que fizemos juntos. Sem dúvida, ele é um craque", confirma Neymar.
Na Costa Rica, Mano Menezes deve confirmar mudanças na escalação. Nas laterais, o jovem Fábio, na direita, e Adriano, na esquerda, foram testados no treino. No meio-campo, além da dúvida entre Ralf e Hermanes, Luiz Gustavo é o favorito para entrar no setor de marcação. Outras novidades já eram aguardadas: David Luiz, na zaga, e Fred, no ataque.
Do lado dos donos da casa, a ordem é manter total respeito ao Brasil, apesar de a equipe pentacampeã mundial viver um momento de incertezas. O volante Michael Barrantes chegou a citar que o rival ainda deve ser considerado "o número um do mundo"..
A Costa Rica carrega uma grande preocupação no setor ofensivo para o compromisso desta sexta-feira. O atacante Bryan Ruiz, do Fulham, da Inglaterra, sofreu uma contusão no joelho esquerdo e acabou cortado da delegação.
COSTA RICA: Navas; Mora, Umaña, Miller e Diaz; Azofeida, Barrantes, Bolaños e Oviedo; Saborío e Parks
Técnico: Jorge Luis Pinto
BRASIL: Júlio César; Fábio, David Luiz, Thiago Silva e Adriano; Ralf (Hernanes), Luiz Gustavo e Ronaldinho Gaúcho; Lucas, Fred e Neymar
Técnico: Mano Menezes
Local: Estádio Nacional de San Juán, em San Juán (Costa Rica)

FALTA AO CRUZEIRO UM AUGUSTO RECIFE!!!

Analisei bem o empate (3 a 3) entre Cruzeiro e São Paulo. Afora os aspectos positivos dos dois lados, eu gosto de apontar os aspectos negativos. Vi com entusiasmo as atuações de Fábio, Vitor, Montillo e Everton do lado celeste, e Juan, Cícero, Rivaldo e Dagoberto do lado são-paulino; um jogo espetacular pelas alternativas de gols, e a brilhante participação da torcida que aplaudiu o time após a partida.
O Cruzeiro, inegavelmente, foi outro: teve raça e espírito de vitória, diante de um adversário maior.
Não venceu porque faltou preparo físico a jogadores importantes que correram mais do que o normal. Cansaram na fase decisiva do confronto. Mas superaram o problema o suficiente para o time conseguir o empate.
Enquanto esteve inteiro fisicamente, apesar de mal escalado outra vez, o Cruzeiro encurralou o São Paulo. Facilitado, também, pela estratégia de Adilson Batista: jogar no erro do adversário.
Por estar com os homens errados nos lugares certos, o time celeste não soube evitar os perigosos contra-ataques paulistas.
Por exemplo: o time tinha paciência de tocar bem a bola como no lance dos 12m quando Keirrison marcou. Troca de passes entre Roger e Montillo; o argentino foi ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou pra K-9 escorar: 1 a 0.
Mas onde estava o lateral esquerdo do Cruzeiro ou quem tinha a responsabilidade de pegar o lateral Jean? Ele apareceu inteiramente livre pela ponta-direita e mandou forte chute cruzado na trave de Fábio. Sabe quem atuava por ali? Roger enquanto Everton atuava pelo meio como volante. Roger na marcação lembra Gilberto. Não pega ninguém e não vai ao ataque.
O Cruzeiro assustou, também, o São Paulo um minuto após, com Farias perdendo ótima oportunidade. Outra jogada de Montillo.
Aos 30m, o lance que merece um estudo maior: Cícero tomou a bola na intermediária paulista, arrancou com ela, passou pelos meias, pelos volantes, pela zaga e foi parar na cara de Fábio. Tabelou com o árbitro Godói Bezerra, jogou-se e ele deu pênalti.
Onde estavam os volantes no estilo Augusto Recife? Ou seja, não é preciso nada de extraordinário, apenas alguém que saiba jogar de primeiro volante, fixo. Que não se mande ao ataque e proteja, realmente, a zaga. Daquele que leva um dos cartões amarelos do jogo por matar os contra-ataques. Passa a bola; ou o adversário; os dois juntos jamais!
Sorte do juiz e do Cruzeiro que o goleiro Fábio mantém sempre inspirado. Pegou o pênalti. Sorte que Luiz Fabiano pediu pra cobrar o pênalti e Rogério Ceni deixou. Não dizem que Fábio é freguês de Ceni?
Pensei comigo: hoje vai. Os deuses estão no lado azul. Passei a acreditar mais quando Dagoberto entrou pela esquerda, encobriu Fábio. Everton salvou, só os deuses sabem como, em cima da linha.
Os erros sobre os quais escrevo apareceram a partir dos 10m do segundo tempo. O SP voltou melhor. Aos 10m, triangulação rápida entre Rivaldo, Luiz Fabiano e Cícero. Este apareceu sozinho pelo lado esquerdo. Onde estava o homem da sobra, ou o lateral direito? Afinal o Cruzeiro estava encurralado; a defesa devia estar composta. Cícero quase sem ângulo empatou: l a l.
Aos 21m, outra jogada parecida com a do pênalti inexistente. Dagoberto pegou na intermediária e fez fila: um, dois, três, quatro, entrou na área e marcou: 2 a 1.
Onde estavam os volantes de marcação, que nem falta fora da área fizeram? Marquinhos e Charles, como Victorino e Léo, foram desastre total. Não marcam nem encontro!
As entradas de Eber no lugar de Roger e de Anselmo Ramon no de Farias fizeram bem ao time.
Antes, o Cruzeiro já havia esboçado uma reação: Montillo bateu falta, Ceni soca pra fora da área, Luiz Fabiano escorrega e Charles fica com a sobra. Chutou com raça e raiva. Marcou o empate: 2 a 2.
Vamos ficar por aí? Que nada. Aos 32m, Dagoberto faz um passe longo e cruzado pra área. O baixinho Juan sai das costas do baixinho Vitor, que já nem consegue mais sair do chão. Juan cabeceia no pé de apoio de Fábio: 3 a 2 São Paulo.
Impossível qualquer defesa bem arrumada levar um gol desse. Em linha, permitiu Juan sair de trás de Vitor e aparecer na cara de Fábio.
Não era este o resultado que os deuses queriam. O São Paulo foi melhor, porém seria preciso premiar a garra dos cruzeirenses. Montillo foi para o escanteio, jogou na cabeça de Everton que desviou pro segundo pau e lá estava livre Anselmo Ramon pra empatar de novo: 3 a 3.
Conclusão: Everton só cabe no time como volante, e olhe lá! Paraná não aguenta mais o pique. Boa opção de banco. Charles de segundo volante ataca muito e o Cruzeiro precisa de alguém do estilo Augusto Recife. Melhor ainda se fosse Maldonado.
Na lateral esquerda, por favor, alguém da posição: Gabriel Araujo. Acreditem no rapaz. No ataque, deixem Montillo onde ele gosta de jogar, como meia atacante. Dê mais oportunidade ao Éber e não despreze Ernesto Farias, que saiu sob vaias por ter perdido algumas chances. Isso não faz parte do histórico de qualquer centroavante. Verdade que o aproveitamento de K-9 foi 100%: deu um toque para o gol e marcou!
Na soma de erros e virtudes, o Cruzeiro desta quarta-feira botou esperança no coração dos desesperançados.

                                            (É victorino, não dá pra sorrir não. Defesa vai mal)