sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CLÁSSICO DO DESESPERO TEM DESFALQUES DOS DOIS LADOS

                                                  ( foto de Jorge Gontijo - EM/DA Press)
                                         (foto de Jackson Romanelli - EM/DA Press)
Tanto Cuca do Atlético como Givanildo do América esperavam contar com suas forças máximas para o clássico deste sábado na Arena do Jacaré. Vários contratempos apareceram e os dois técnicos serão obrigados a arrancar leite da pedra. Givanildo foi menos misterioso e anunciou logo a escalação de sua equipe, consciente de que o jogo de esconde-esconde promovido pelo rival demonstra mais receio dele que uma estratégia tática.
Cuca fechou o portão da Cidade do Galo e jogou as chaves fora: Imprensa e torcida só conhecerão o time quase na hora do confronto. Esquema superado, porém é um direito dele.
Quando aportei por essas bandas, vindo da República Independente do São João do Caratinga o maior clássico da então pacata e bucólica Beagá era Atlético x América. Enchia o Estádio Independência. Mais de 25 mil torcedores. Às vezes ocorria de se jogar o clássico, nas briguinhas de sempre de bastidores, no Estádio da Alameda Ezequiel Dias, ali atrás do Parque Municipal, onde existe hoje um supermercado enorme. Campo do América, o segundo melhor da Capital, com capacidade para umas 15 mil pessoas.
Homens engravatados e mulheres de vestidos longos, luvas e chapéus. Heheheheheh! Brincadeira. Isso foi antes que eu nascesse.
Atlético x América têm uma história no Campeonato Brasileiro que completou 40 anos em agosto passado. Isso tudo, minha gente do Superesportes? Pois bem, a vantagem é do Galo: venceu sete dos 13 jogos. Foram ainda quatro empates e dois triunfos do Coelho.Pelo retrospecto a coisa vai mal, heim Givanildo?
Cuca apenas deixou a imprensa entrar na Cidade do Galo após o coletivo e os jogadores já faziam recreativo. O técnico, no entanto, continuava o mesmo: macambúzio, sorumbático, cabisbaixo, enigmático e solitário. Entrementes (sic) esconde o time sem evitar margens às especulações dos repórteres setoristas. Filo as especulações deles: na zaga Cuca deve manter Werley no lugar de Réver, que estava suspenso e agora joga pela Seleção Brasileira; no lugar de Daniel Carvalho a cotação é de Renan Oliveira. No ataque, Magno Alves espera o companheiro entre Guilherme e Neto Berola.
Outra dúvida desnecessária está no gol:. Renan Ribeiro pode reassumir a posição, ocupada nos dois últimos jogos por Giovanni. Depende do próprio Renan em fase de recuperação psicológica pela morte da irmã.
Sei não, mas eu manteria, ainda, Geovani que esteve bem nos dois jogos em que foi titular e deixaria Renan pra mais tarde. Eu o levaria apenas no banco dentro do trabalho de readaptação psicológica. A perda dele pesa bastante, o suficiente pra complicá-lo jogando. No banco, estaria apenas na torcida, com os demais companheiros, e desviando o foco de sua dor.
A situação dos times é tão complicada que nenhum deles sai da zona do rebaixamento no momento com a vitória. No caso do Coelho pior ainda, pois é o lanterna do campeonato e ninguém acredita mais no seu salvamento. O Galo, 18º colocado, com 26 pontos; o América soma 20.
Conforme afirmei antes, o clássico reúne dois desesperados e cheios de problemas.
No América, Sheslon, ex-Atlético, substitui Marcos Rocha, considerado o melhor jogador da equipe, por causa de uma cláusula contratual. Marcos Rocha está emprestado ao Coelho e seus direitos econômicos pertencem ao Galo. O que se há de fazer: contrato é pra ser cumprido!
Leandro Ferreira, de quem eu gosto na função de segundo volante, joga no lugar de buldogue Dudu, vetado pelo departamento médico em função de dores na região esquerda da bacia. O trabalho de armação terá Rodriguinho de volta, visto que Luciano sofreu estiramento. É da turma dos que jogam uma partida e param 10.
Mais problema: o ataque terá Fábio Júnior ao lado de Kempes. No lugar de André Dias, que foi afastado pela diretoria, porque discutiu com Givanildo. Foi mandado embora do clube André atuou em 10 jogos como titular e marcou cinco gols. Perda complicada. .

Como não temos aqui na nossa Federação nenhum árbitro tecnicamente confiável pra comandar um clássico de vida ou morte, a CBF botou um paulista: Cleber Abade. Tão fraco como os daqui.
A briga entre os dois estendeu-se nos bastidores. E olha que Kalil e Salum são primos! Acontece que no primeiro turno, o Atlético, como mandante, separou apenas 10% dos ingressos para os americanos. Alegou que a batida do Coelho na Arena do Jacaré não passa disso, realmente.
Salum deu o troco agora: reservou 10% para os atleticanos e colocou o preço azedo de R$ 50,00.
Chiadeira total, sem resultado. A não ser que o estádio ficará vazio. Segundo eu soube pra evitar que o restante dos ingressos americanos caísse nas mãos atleticanas, a diretoria do Coelho pretendia comprá-los com ajuda de empresários e distribuí-los. Promete este clássico!

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