segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONTABILISTAS, LEIAM COM ATENÇÃO


VISTO QUE ESTE MINIFÚNDIO me pertence e faço dele o que bem entendo, vou mandar, outra vez, um recado aos amigos contabilistas que estarão envolvidos nos dias 10 e 11 de novembro em eleições para o Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais. Numa das chapas é encabeçada por Geraldo Bonfim, atual vice-presidente de Administração e Planejamento, e meu primo torto. Meu amigo direto, no entanto.Razão pela qual meto minha colher de pau em tão importante evento. A Chapa 2 é do Geraldo, que em entrevista de "peito aberto" que nem este filho do Sodico prometeu abrir a "caixa preta" do CRC-MG. A eleição será realizada em todo o Brasil simultaneamente, via internet, inclusive em Minas, onde trabalham 60 mil profissionais de contabilidade.


Boa parte destes eleitores, entretanto, ficará longe das urnas, já que somente podem votar aqueles que estão em dia com o Conselho. Em Minas a inadimplência chega a 40% dos membros do CRC. Este é um dos problemas que a chapa 2 - Renovação e Tradição - pretende enfrentar caso seja eleita. Outro é voltar os investimentos para a classe e não para o sistema financeiro, como vem acontecendo atualmente, segundo Bonfim.

"O que nós queremos é abrir a caixa preta do CRC", resume. A expressão não significa que ele considere que exista abuso ou utilização inescrupulosa dos recursos. O sentido é outro. Por exemplo, o candidato não concorda com a existência de R$ 14 milhões do Conselho aplicados no sistema financeiro, sem que os recursos gerem benefícios aos contadores. "Nós não precisamos ter R$ 14 milhões em bancos, precisamos é investir nos profissionais de contabilidade", defende Bonfim.

Para agravar a situação, com 40% de inadimplência o CRC-MG tem R$ 48 milhões a receber, mas 10% desta dívida prescreve anualmente. "A raiz do problema é encontrar formas para receber este dinheiro, mas a atual diretoria aceita passivamente a situação. Nós precisamos ter coragem para buscar formas de combater a inadimplência e distribuir melhor os recursos arrecadados", continua o candidato.

Nos outros 27 estados brasileiros a inadimplência não atinge 10% da categoria.  que em Minas uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) aboliu a Declaração de Habilitação Profissional (DHP), que impedia o exercício da profissão para quem não estivesse em dia com o Conselho.
Prevenção - Além destes problemas, Bonfim considera fundamental que o CRC-MG se volte para as organizações contábeis, onde trabalham 80% dos profissionais ligados ao Conselho. "Para oferecermos mais, é preciso fazer convênios e apoiar sindicatos e a Fecon (Federação dos Contadores), assim poderemos pensar em organizar cursos, em criar um plano de saúde, investir em educação continuada, em previdência privada, entre outros". Segundo o candidato, trabalhar em cima do profissional é praticar a fiscalização preventiva, mas para fazer isso é preciso ter vontade política.
O CRC-MG, de acordo com Geraldo Bonfim, arrecadou, em 2011, cerca de R$ 17 milhões. No ano, esta arrecadação deve chegar a pouco mais de R$ 18 milhões. Destes, 40% são usados no pagamento de pessoal, 21% são repassados para o Conselho Federal e 10% são usados para financiar convenções, congressos e outros eventos dos quais poucas pessoas participam, assinala. Por outro lado, cerca de 3% vão para a organização de plenárias e diárias para conselheiros que vêm para reuniões na Capital. Já as delegacias seccionais consomem 4% da arrecadação anual. "O que me deixa revoltado é constatar que os gastos com cursos e treinamentos não chegam a R$ 300 mil. Nós gastamos cinco vezes mais com convenções e congressos freqüentados por poucas pessoas do que no treinamento e especialização dos integrantes do CRC."
Suas propostas incluem também a regionalização das ações do Conselho. Mas ele quer ir além e ampliar a participação. "Hoje somos 24 conselheiros e o órgão supremo é o Plenário. Mas há também o Conselho Diretor, formado pelo presidente e seis vice-presidentes. Acontece que as reuniões do Conselho Diretor são fechadas, até por determinação do regimento. Não concordo com isso, quero abrir estas reuniões para a participação de todos os 24 conselheiros", ressalta, criticando a forma como os trabalhos são conduzidos. "O regime hoje dentro do CRC-MG é presidencialista. Também não concordo com isso, é preciso colocar limites nas ações do presidente", propõe.

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