quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Descontrole de Cuca

Tenho minhas dúvidas se aquela recaída do mestre Cuca após o empate diante do Ceará (1 a 1) tenha sido mero desconforto do treinador ou um refluxo de sua personalidade sorumbática e sombria, aquela que demonstrou na Toca da Raposa. Cuca parece ser taciturno por natureza. Suas entrevistas coletivas são melancólicas, de respostas arrastadas que enchem o ambiente da sala de enorme baixo astral. Por isso, vejo o episódio como recaída. Da mesma forma que não vejo a mudança repentina de posição do técnico motivada pelo quadro que ele viu no vestiário: jogadores cabisbaixos e chorando.
Renan Oliveira mostrou outra versão: o grupo fez um apelo veemente ao treinador pra ficar. Pode ser!
Porém fico mais com desequilíbrio emocional de Cuca que o persegue desde o início de sua carreira. Sem título, o currículo dele avoluma-se como a corda salvadora atirada à última no salvamento de um desesperado náufrago. A imagem de desolação que Cuca transmite é sempre a mesma, nas vitórias e nas derrotas. Seu baixo astral é crônico.
Com toda razão, Cuca abomina as dispensas. Sua preferência é sair antes que o balão estoure.
No caso do Galo, apesar de os números serem contra, assustadores, e dos 70% de probabilidade do descenso Cuca tem o apoio do presidente Kalil e a sua participação no desastre, por enquanto, é mínima. Kalil sabe que não adianta mudar mais e espera que o sopro de vida de sempre, quando a situação complica como agora: a benção do inesquecível Elias.

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