quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FALTA AO CRUZEIRO UM AUGUSTO RECIFE!!!

Analisei bem o empate (3 a 3) entre Cruzeiro e São Paulo. Afora os aspectos positivos dos dois lados, eu gosto de apontar os aspectos negativos. Vi com entusiasmo as atuações de Fábio, Vitor, Montillo e Everton do lado celeste, e Juan, Cícero, Rivaldo e Dagoberto do lado são-paulino; um jogo espetacular pelas alternativas de gols, e a brilhante participação da torcida que aplaudiu o time após a partida.
O Cruzeiro, inegavelmente, foi outro: teve raça e espírito de vitória, diante de um adversário maior.
Não venceu porque faltou preparo físico a jogadores importantes que correram mais do que o normal. Cansaram na fase decisiva do confronto. Mas superaram o problema o suficiente para o time conseguir o empate.
Enquanto esteve inteiro fisicamente, apesar de mal escalado outra vez, o Cruzeiro encurralou o São Paulo. Facilitado, também, pela estratégia de Adilson Batista: jogar no erro do adversário.
Por estar com os homens errados nos lugares certos, o time celeste não soube evitar os perigosos contra-ataques paulistas.
Por exemplo: o time tinha paciência de tocar bem a bola como no lance dos 12m quando Keirrison marcou. Troca de passes entre Roger e Montillo; o argentino foi ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou pra K-9 escorar: 1 a 0.
Mas onde estava o lateral esquerdo do Cruzeiro ou quem tinha a responsabilidade de pegar o lateral Jean? Ele apareceu inteiramente livre pela ponta-direita e mandou forte chute cruzado na trave de Fábio. Sabe quem atuava por ali? Roger enquanto Everton atuava pelo meio como volante. Roger na marcação lembra Gilberto. Não pega ninguém e não vai ao ataque.
O Cruzeiro assustou, também, o São Paulo um minuto após, com Farias perdendo ótima oportunidade. Outra jogada de Montillo.
Aos 30m, o lance que merece um estudo maior: Cícero tomou a bola na intermediária paulista, arrancou com ela, passou pelos meias, pelos volantes, pela zaga e foi parar na cara de Fábio. Tabelou com o árbitro Godói Bezerra, jogou-se e ele deu pênalti.
Onde estavam os volantes no estilo Augusto Recife? Ou seja, não é preciso nada de extraordinário, apenas alguém que saiba jogar de primeiro volante, fixo. Que não se mande ao ataque e proteja, realmente, a zaga. Daquele que leva um dos cartões amarelos do jogo por matar os contra-ataques. Passa a bola; ou o adversário; os dois juntos jamais!
Sorte do juiz e do Cruzeiro que o goleiro Fábio mantém sempre inspirado. Pegou o pênalti. Sorte que Luiz Fabiano pediu pra cobrar o pênalti e Rogério Ceni deixou. Não dizem que Fábio é freguês de Ceni?
Pensei comigo: hoje vai. Os deuses estão no lado azul. Passei a acreditar mais quando Dagoberto entrou pela esquerda, encobriu Fábio. Everton salvou, só os deuses sabem como, em cima da linha.
Os erros sobre os quais escrevo apareceram a partir dos 10m do segundo tempo. O SP voltou melhor. Aos 10m, triangulação rápida entre Rivaldo, Luiz Fabiano e Cícero. Este apareceu sozinho pelo lado esquerdo. Onde estava o homem da sobra, ou o lateral direito? Afinal o Cruzeiro estava encurralado; a defesa devia estar composta. Cícero quase sem ângulo empatou: l a l.
Aos 21m, outra jogada parecida com a do pênalti inexistente. Dagoberto pegou na intermediária e fez fila: um, dois, três, quatro, entrou na área e marcou: 2 a 1.
Onde estavam os volantes de marcação, que nem falta fora da área fizeram? Marquinhos e Charles, como Victorino e Léo, foram desastre total. Não marcam nem encontro!
As entradas de Eber no lugar de Roger e de Anselmo Ramon no de Farias fizeram bem ao time.
Antes, o Cruzeiro já havia esboçado uma reação: Montillo bateu falta, Ceni soca pra fora da área, Luiz Fabiano escorrega e Charles fica com a sobra. Chutou com raça e raiva. Marcou o empate: 2 a 2.
Vamos ficar por aí? Que nada. Aos 32m, Dagoberto faz um passe longo e cruzado pra área. O baixinho Juan sai das costas do baixinho Vitor, que já nem consegue mais sair do chão. Juan cabeceia no pé de apoio de Fábio: 3 a 2 São Paulo.
Impossível qualquer defesa bem arrumada levar um gol desse. Em linha, permitiu Juan sair de trás de Vitor e aparecer na cara de Fábio.
Não era este o resultado que os deuses queriam. O São Paulo foi melhor, porém seria preciso premiar a garra dos cruzeirenses. Montillo foi para o escanteio, jogou na cabeça de Everton que desviou pro segundo pau e lá estava livre Anselmo Ramon pra empatar de novo: 3 a 3.
Conclusão: Everton só cabe no time como volante, e olhe lá! Paraná não aguenta mais o pique. Boa opção de banco. Charles de segundo volante ataca muito e o Cruzeiro precisa de alguém do estilo Augusto Recife. Melhor ainda se fosse Maldonado.
Na lateral esquerda, por favor, alguém da posição: Gabriel Araujo. Acreditem no rapaz. No ataque, deixem Montillo onde ele gosta de jogar, como meia atacante. Dê mais oportunidade ao Éber e não despreze Ernesto Farias, que saiu sob vaias por ter perdido algumas chances. Isso não faz parte do histórico de qualquer centroavante. Verdade que o aproveitamento de K-9 foi 100%: deu um toque para o gol e marcou!
Na soma de erros e virtudes, o Cruzeiro desta quarta-feira botou esperança no coração dos desesperançados.

                                            (É victorino, não dá pra sorrir não. Defesa vai mal)

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