segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SANDRO MANOEL É O NOVO RECIFE

O Cruzeiro estará esfacelado diante do Botafogo, no Rio. Além dos contundidos já conhecidos – Dodô ,WP-9, Charles, Everton e Leandro Guerreiro – o técnico Vagner Mancini não deverá contar com Fabrício e Roger. Que daneira, hein? Suas opções reduziram-se mais ainda: o treinador pretende manter o esquema de três zagueiros até por falta de opções.


Como não gostou da atuação de Vitor, tanto que o substituiu ainda no primeiro tempo, existe a possibilidade de trocar Diego Renan de lado e entrar com Gabriel Araújo na lateral esquerda. No meio-campo que ficou vulnerável contra o Atlético-GO nas alterações que foi obrigado a fazer durante o jogo, Mancini só conta com Sandro Manoel.

Lembram-se de que escrevi aqui sobre a necessidade de o Cruzeiro ter outro Augusto Recife? Taí. Sandro Manoel é recifense, tem 1,71 – um pouco mais alto que Augusto – e futebol mais refinado. Mancini tá é com medo de encher o time de prata-da-casa: Diego Renan, Sandro Manoel, Ebert, e Gabriel Araujo. O que se há de fazer? Só tem eles mesmo; os medalhões estão estourados!

Sempre defendi a tese de que qualquer time brasileiro precisa de pelo menos dois argentinos ou uruguaios. Eles aumentam o poder de vibração da equipe e servem de estímulo aos outros chupa-sangues. Enquanto o Cruzeiro jogou com WP-9 e K9 lá na frente, ou mesmo com o tal de Bobô, o time não mostrava qualquer sentimento de solidariedade ou vontade de vencer. Sozinho, Victorino e Montillo faziam suas partes, se matavam no gramado, sem solução. Com Farias, a coisa mudou, notaram? Ele veio jogar na lateral, acompanhou na final as descidas de Thiago Feltri que davam tremenda dor de cabeça ao treinador Mancini. E, ainda, apareceu três vezes nas costas de Feltri pra chutar a gol. Numa deles marcou o gol de empate.

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